quinta-feira, maio 31, 2007

O erro de Pangloss

Eu considero-me optimista, mas não «panglossiana». Não sei se estão bem recordados da sua figura. Pangloss é uma interessante personagem do «Cândido» que vai defendendo ao longo de toda aquela história que ‘nós vivemos no melhor dos mundos possíveis’. Evidentemente que, como tudo é bom, não há necessidade de corrigir nada, pois se tudo está certo…!
Essa filosofia começa por ser agradável. Deve ser excelente a gente sentir-se num mundo tão bom. Fechar os olhos à realidade é um exercício que se consegue. Contudo o ‘perigo’ é que com esse encolher-de-ombros ou fechar-de-olhos, nunca se corrige o tiro e continuamos a falhar o alvo.
Foi proposta uma Greve Geral para o dia 30 de Maio. Eu, aqui no Pópulo, divulguei-a e desejei ardentemente que corresse bem. Mas sejamos honestos e olhemos a realidade de frente: não correu! Houve logo dúvidas se uma greve convocada por uma de duas centrais, seria uma Greve Geral. É que geral é geral. Devia parar TUDO. As fábricas não ‘fabricavam’, as empresas paravam, os Bancos não abriam as portas, as lojas não levantavam os taipais, os transportes não circulavam, apenas estariam activas as situações de urgência, cuja paragem pudesse ter consequências graves. Mas, do ponto de visto de produção a paragem seria mais completa do que a um Domingo.
Isso se fosse uma Greve Geral muito bem sucedida. Eu sei que é quase um sonho, e muito raramente os trabalhadores de qualquer país conseguem semelhante sucesso.
Mas a realidade que vimos foi oposta. Apesar dos números que o governo forneceu serem, como de costume, ridiculamente baixos, a verdade é que esta greve não foi geral, foi muito parcial – parte dos transportes, e parte da Função Pública.
Isto faz pensar, porque nós sabemos que existe hoje muito descontentamento a par de bastante medo. Portanto para não pensarmos à Pangloss que foi a melhor possível seria de analisar o que correu mal, para não repetir. Talvez as pessoas não saibam o que é a tal «flexisegurança». Mas sabem que o emprego está em risco. Sabem que estão desempregados. Sabem o que é a precariedade.
Porque não, em vez da greve que ainda fez poupar uns tostões em salários, convocar um grande, um enorme desfile dos desempregados? Olhem que são muitos, muitíssimos, poderiam fazer uma marcha grandiosa. Ou então, já à noite, um desfile também grandioso de quem está precário, com contracto a prazo, a ganhar a recibo verde? Não perdiam o seu dia de trabalho, mas podiam desabafar. Imaginem o que seriam esses milhões de trabalhadores sem vínculo, de archote na mão e braçadeiras de luto, a desfilar em Lisboa ou Porto? De certo que chocava quem via, e podia fazer pensar.
Claro que quem está no terreno pode ter outras ideias de mobilização, e muito melhores do que estas. Mas não vale dizer que correu bem. Não correu. E isso deve ser analisado com firmeza e sem panos quentes.

Dia Mundial do Não-Fumador

E agora é a vez do Porto!

Estas coisas, de negócios das autarquias e terrenos, tocam a todos, pois então. É para ninguém ser mais do que os outros!... A sorte, agora, aponta na direcção do Porto.Tudo muito parecido com as «outras corrupções» que nestas coisas ninguém inova muito. Parece que houve um primeiro processo arquivado, o que dá sempre muito jeito. Onde eles ficam bem arrumadinhos é nos arquivos para isso é que há arquivos, né?

Ainda por cima como aquilo tinha a ver com futebol (ah, é???) e vinha aí o Euro, parecia mal estar para ali a remexer. Bom, desta vez parece que «Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara do Porto, três vice-presidentes do F. C. Porto e dois engenheiros da autarquia portuense estão formalmente acusados»

Depois de se estar ‘formalmente acusado’ deve ser difícil arquivar seja o que for, mas sabe-se lá..

Afinal somos sossegadinhos

Ora bem, num estudo sobre 121 países avaliando a sua tranquilidade, o nosso parece bem calminho.
Está em 9º lugar a contar de cima…
De resto o pior (alguém adivinha…?) é o Iraque! Ah, sim?! O mais tranquilo é a Noruega que vai acumulando vários palmarés quanto a qualidade de vida e eficientes respostas sociais.
Pelo que se entende para a avaliação pesa não apenas o nível de violência como as despesas militares. Mas onde a porca torce o rabo é que «os níveis de rendimento e educação da população também são cruciais para a promoção de uma situação pacífica» e o que pode explicar que não tenhamos subido para além deste 9º lugar.

Mas enfim, já que não nos podemos mudar para a Noruega, nem obrigar os nossos dirigentes a irem lá estagiar, este sempre é um bom prémio de consolação.

Quando as medidas são diferentes

É dos aspectos que mais indigna quem ouve algumas justificações o constatar que «somos todos iguais, mas uns mais iguais do que outros».
Na sociedade actual, quem trabalha tem direito a uma reforma. Durante longos anos da sua vida foi entregando parte daquilo que ganhava a uma entidade que ia gerindo essas verbas, e em determinada altura considerava-se que já tinha trabalhado o suficiente e poderia então descansar. Reformar-se.
Cada um fazia planos para essa data de acordo com o que estava assente no seu contrato de trabalho. Ora é sabido que o nosso Estado, em relação aos seus trabalhadores decidiu unilateralmente alterar esse contrato. Quem contava reformar-se dentro de 3, 4, 5 anos de súbito caiu em si e descobriu que teria de trabalhar mais 8 ou 10 do que lhe tinha sido prometido. E isto em nome da «igualdade», porque não era «justo» que os trabalhadores não fossem todos iguais e portanto deveriam ser nivelados (por baixo).
Sabemos que muita gente não gostou desta mudança das regras a meio do jogo. Mas, ainda se gosta menos, quando se descobre que nem sempre assim é. Por exemplo
a Imprensa Nacional ‘Casa da Moeda’ lançou oficialmente um programa de incentivo à antecipação da reforma dos funcionários inscritos na Caixa Geral de Aposentação
Pretendem reduzir os seus trabalhadores porque diversas medidas tomadas recentemente diminuíram as suas receitas. Certo. Mas enquanto a generalidade dos outros funcionários se vê ameaçada com a ida para os excedentes como já está a acontecer, os ‘felizardos’ deste organismo vão ter a reforma antecipada, ou pelo menos dentro do esquema que era norma ainda há pouco tempo para todos: 60 anos de idade e 36 anos de descontos e ainda "uma compensação global correspondente a um ano de vencimentos (14 meses), com o limite de 25 mil euros líquidos”. Não é que eu queira nenhum mal a estes trabalhadores, e ainda bem que conseguem estas vantagens, o chocante é o contraste com os seus colegas que tiveram o azar de trabalhar noutros sectores da A.P.

Sortes diferentes...

quarta-feira, maio 30, 2007

Mas com ocupação do local de trabalho…


No Kaos, criativo como sempre, encontrei o boneco, que depois vi também no Arrastão, no Toll, e em muitos outros cuja lista podemos encontra a partir do Kaos.
OK.
A ideia é simpática. Mas não sei se manter o blog «fechado» é boa opção. A gente tem de dar a sua opinião, não é? E eu, sempre fui daquelas que defendeu que as greves se devem fazer com ocupação do local de trabalho.
É completamente diferente porque se pode aproveitar para falar com os colegas, para reflectir sobre os motivos que nos levaram a essa decisão, e até para esclarecer quem vai à nossa empresa e fica zangado por não ser atendido. E por último (mas tem o seu peso) para não dar razão a quem contra as greves vai insinuando que os grevistas quiseram foi ficar na cama ou alargar o fim-de-semana quando é caso disso…
Quanto ao resto vão ao Toll ler o que disse a Isabel,
num post muito lúcido.
Essencialmente está ali tudo.

Desta vez estou de acordo

Criticar é, ou deve ser, um acto construtivo. Eu, pelo menos, gosto de pensar que assim o é. E por aqui tenho procurado chamar a atenção sobre factos que, por qualquer motivo, me chocaram – por bem ou por mal.
Infelizmente, no que diz respeito a decisões do governo, sobretudo nas áreas do trabalho, saúde e educação, tenho encontrado mais vezes pontos de censura do que de concordância. Mas não quer dizer que diga sistematicamente «amen» desde que me cheire a crítica! E aqui vem um caso:
Ouvi por aí, uma declaração dizendo que os erros de ortografia não contavam nas provas de aferição que estavam a decorrer. Dito assim, fiquei parva e indignada. Como?! Então estamos a avaliar os conhecimentos de português dos nosso alunos e a ortografia não conta?...
Bem, a explicação que li
aqui mostra as coisas sobre uma outra luz bem diferente. Os erros ortográficos são avaliados sim senhor, pelo que li. Há uma rubrica que tem esse ponto a seu cargo. Mas, para a compreensão de um texto não é isso que conta. E eu estou de acordo. É evidente, julgo eu, que se existir um erro tão absurdo que altere o sentido do que o aluno pretendia dizer, isso terá de ser levado em conta, porque aí não está claro se percebeu ou não. Mas se estamos a avaliar a compreensão do que leu, é essa compreensão que está a ser medida. Levando a ideia ao absurdo, o aluno até se poderia exprimir oralmente, porque o que se estava a analisar era se tinha percebido o que estava escrito. Como é um exame escrito e não oral, ele terá de dizer esse entendimento por escrito mas, neste caso, não é a correcção da escrita que está em julgamento e sim a compreensão.
Parece-me claro.

Quando a esmola é grande…

Costuma-se dizer que «quando a esmola é grande o pobre desconfia» apesar de neste caso, tal ser tão justo que pelo contrário o que é de estranhar é só agora se pensar em o por em prática.
Tratar dos dentes em Portugal é caro. Muito caro mesmo e sem alternativa porque se tem de procurar esse recurso no sistema privado.
Dizem-mos agora que
os centros de saúde poderão vir a ter dentistas .
Aleluia, se assim for.
A minha desconfiança desta ‘esmola’, falando como ‘pobre’, é que tal decisão vai completamente ao arrepio das restrições económicas que temos apreciado, sobretudo no sector da saúde.
Mas enfim, a esperança nunca morre! E a frase do bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas "O impacto financeiro de continuar a não fazer nada é muito maior do que se se fizer alguma coisa" talvez desta vez faça pensar quem toma decisões.

Números

Cá vem uma sondagem a prever quem concorda, quem adere, quem tem restrições tudo bem arrumadinho por idades, por zonas geográficas, por classe socio-económica.
Afinal as sondagens também são armas.

Uma primeira «contagem de espingardas».

Dia de Greve

Tem sido amplamente divulgado, será difícil alegar que não se sabia:
Hoje é Dia de Greve.

Greve Geral.

Os motivos de descontentamento são muitos, vários, graves. Que os motivos existem é um facto inegável, como é que os trabalhadores vão responder só o saberemos no final do dia. Para já a instrução que tinha sido dada aos Serviços Públicos que teria de se fazer um levantamento na hora com a identificação completa de cada grevista - número mecanográfico e o número de contribuinte – foi considerada discriminatória e ilegal
É certo que cada grevista tem o seu dia de trabalho descontado, mas isso sempre assim foi e são faltas que se descontam como qualquer outra quando se fizerem as contas na ocasião do pagamento do salário. O que sempre se fez foi telefonar ou ir a cada local e saber quantos estão a trabalhar e quantos estão em greve. Números, não pessoas com nomes.
No final do dia vamos a contas e saber se o nosso governo vai levar este aviso a sério.

terça-feira, maio 29, 2007

A transparência

Desta vez não estou a falar por metáforas, por mais que as aprecie. Quero referir-me mesmo ao que é transparente, que deixa passar a luz, que deixa ver o que está atrás ou dentro dele.
Eu gosto muito de coisas transparentes. Tenho uma amiga que é uma exagerada, adora vidros, cristais, acrílicos, a casa dela brilha de transparência, até me parece um tanto demais porque a privacidade também é muito bonito.
Mas se me apeteceu escrever agora isto, tem a ver com uma coisa muito banal e comezinha, os produtos que vêm em embalagens transparentes. Antigamente, muitas conservas eram feitas em casa e guardadas em boiões de vidro. Mas isto era mesmo muito antigamente! As conservas industriais vinham em latas. Ainda hoje se usa a expressão «enlatado» para sinónimo de «em conserva».
Mas, com o tempo, lá se começou a pensar que a lata tinha produtos que poderiam não fazer muito bem aos alimentos e algumas firmas voltaram a usar o vidro. E, temos de reconhecer, é muitíssimo mais bonito!
E apeteceu-me escrever isto, porque vim agora das compras. Naturalmente que como na vida actual não podemos ir às compras todos os dias, temos inevitavelmente de comprar produtos de conserva. O menos possível, mas alguns têm de ser… E eu sou irresistivelmente atraída pela conserva que se apresenta em embalagem de vidro. É que vejo mesmo o que lá está, não é a fotografia do rótulo, tantas vezes retocada para dar um bom aspecto. Não senhor, vejo com os meus olhos a cor do produto, o tamanho, a quantidade que está lá dentro. Mesmo que seja um pouco mais caro, para mim compensa-me pela segurança que dá.
E depois o boião até pode ser reciclado!


Mas afinal...?

... o que é que ele foi fazer?!
Que raio de desculpa arranjou para se ausentar do local de trabalho?
Calões, é o que são!


Desta vez parece-me exagero

Será possível? Como digo muitas vezes, os números dão jeito quando vão ao encontro do que pensamos ou sabemos, mas desconfiamos deles quando dizem o contrário. Ora desta vez parecem-me estranhos: 99% das crianças tomam pequeno-almoço errado !!! Pretendem dizer-nos que em cada 100 meninos só um come como deve ser?...
É verdade que conheço pessoalmente muitos casos completamente aberrantes, de crianças pequeninas que antes de as deixar na ama os pais passavam por um café e eles tomavam como pequeno-almoço um refrigerante com gás e um croquete. Isso acontece, mas … Dizer-se que 99% comem errado!...
Ainda por cima, porque estes casos das crianças que comem o pequeno almoço no café, neste tal estudo, são em grande minoria - 93% toma-o em casa. Ora como é que «em casa» há assim tantos erros? Parece que a culpa é do açúcar. A maioria dos alimentos, sobretudo aqueles que são pensados para as crianças consumirem já trazem açúcar, pelo que acrescentar-lhe ainda mais é um erro alimentar. E é claro que depois a criança habitua-se e já exige aquele que é mais doce, mesmo que isso lhe aumente a obesidade.
Mas neste estudo, as cantinas escolares também parece terem culpas no cartório: as suas ofertas deixam a desejar nesse campo, e o problema parece estar mesmo no preço da oferta dos produtos.
Bom, contudo, se este estudo se chamou «Bom Dia Planta», sem eu querer dizer nada sobre uma conhecida marca de margarina, talvez ele ( o estudo ) não seja tão inocente como isso. Sobretudo se conclui que o mais correcto é «comer pão com creme de barrar vegetal, fiambre ou queijo, leite, fruta, iogurtes». Ah sim? Creme de barrar vegetal?...

Huummm...

O antes e o depois

Já da primeira vez foi assim: antes do referendo à questão da despenalização da IVG, todas as forças em campo, quer as que a defendiam quer as que não queriam alterar nada, propunham um melhor planeamento familiar. Como sabemos, entre um referendo e outro o que se fez nesse campo foi pouquíssimo, assim que deixou de estar na ordem do dia, o caso foi «esquecido».
E não se aprendeu nada.
Mesmo com um resultado diferente no referendo, apesar de tudo o que se disse durante a campanha, o planeamento familiar está longe de ser encarado com a importância que merece. Apesar de sermos um país que regista grande número de gravidezes de adolescentes quase metade dos nossos Centros de Saúde não têm consultas para adolescentes e destes «40% dos que foram atendidos saíram sem qualquer contraceptivo no bolso».
A DGS que foi contactada considera mau, que não devia ser assim, que isto viola a lei.
Pois é, nós também.

As baterias viradas finalmente para o álcool

Sem querer defender o tabaco, e apesar de pensar que por vezes há realmente laivos de exagerado fundamentalismo na cruzada, o certo é que sabemos que há outros vícios também graves e que sendo vícios ‘sociais’ ainda têm alguma «bênção», apesar do seu perigo. Penso no álcool.
Os maços de tabaco já há tempos que têm aquele aviso sobre os seus malefícios (apesar de duvidar que para um fumador viciado, isso tenha o menor efeito dissuasor…) mas quanto ao álcool uma garrafa de brandy ou uma de leite poderiam ser iguais nos seus efeitos para quem não soubesse.
Parece que em Inglaterra os rótulos dessas garrafas vão passar a conter informação
Não tão «agressiva» como a dos cigarros. Dizem informar apenas «a quantidade de álcool contida na bebida e qual a dose recomendável para homens e mulheres».
Bom. É pouco. Uma amostra.
Mas pelo menos é já um começo.
Porque sei bem que neste caso Portugal não está sozinho. Se os nossos jovens consomem mais álcool do que seria conveniente, então os dos países nórdicos é uma hecatombe. Está à vista de todos os que viajam por essas paragens e dão uma voltinha a um fim-de-semana.
Pode ser que ajude…

segunda-feira, maio 28, 2007

Ai estes Gatos!


Ontem, no «Diz que é uma espécie de magazine»

Vamos agora nomear os últimos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa:
Alberto Costa pelo
PS
Telmo Correia pelo
CDS
Carmona Rodrigues pelo
Bragaparques




Parabéns

Para uma amiga que, desafiando a simbologia das datas, se lembrou de nascer hoje
:)


Um abraço e viva ESTE 28 de Maio!

Assim é que é



(O boneco foi-me enviado assim mesmo.
Com muita atenção verifica-se que teve origem num blog, mas não consegui descobrir em que blog foi, pelo que peço desculpa ao autor por não deixar um link para lá)

Ai, que coisa feia…

Não é preciso ser-se a Paula Bobone para desaprovar os ruídos internos
Tchiiii… Que vergonha, ó dótor!
Isso não se faz!
Nem se aponta o dedo a quem o deixou escapar.

São coisas que acontecem, né?
Que queixinhas, heim…!?

A Polícia e os processos disciplinares

Das diversas e múltiplas séries que vamos vendo na TV, uma percentagem bastante grande é passada num meio policial. E sabemos que de vez em quando, se algum deles pisa o risco, aparece uma figura antipática que se sabe ser dos «Assuntos Internos»
Esses «assuntos internos» são os polícias dos polícias. Em Portugal chama-se Núcleo de Deontologia e Disciplina.
Uma notícia do JN conta-nos que, pelo menos no Porto, essa coisa
não anda a funcionar lá muito bem . Houve o azar de ter mudado a chefia do departamento e, na arrumação das gavetas, o novo chefe descobriu que dentro delas estavam ‘arquivados’ processos que não tinham tido seguimento. Ficaram «guardados» desde 2001, com sorte os agentes em causa ainda se poderiam reformar entretanto…
Como atenuante devemos dizer que os casos que o jornal cita não são de grande gravidade: acumulação do trabalho com outros na vida civil, suplemento de patrulha sem nunca ir à rua, etc. Serão ‘pecados veniais’, coisas de quem ganha pouco e quer safar-se de qualquer modo. O complicado é o ‘abafar’ dos casos depois de terem sido conhecidos.
Teoricamente quem investiga os erros dos outros nunca pode ter telhados de vidro.

Pois é...

Miséria

Soubemos no outro dia que há certos crimes que nem sequer estão previstos no Código Civil, imagino que porque quando ele foi elaborado não se imaginou que tal pudesse acontecer. Estou a pensar na «venda de bebés».
Foi notícia há pouco tempo a de uma mulher que ‘oferecia’ o filho à porta de um supermercado, ontem
uma história igual repetiu-se noutro local. Uma mãe, oferecia a sua bebé de 3 meses por determinadas somas, que variam segundo as notícias.
O que não varia é o facto de que a criança, depois de levada ao hospital, ter ficado lá internada por estar gravemente desnutrida.
Isto passa-se hoje, em Portugal. Há quem tenha filhos mas ou os deixa morrer à fome, ou os ‘vende’. Maior miséria é difícil imaginar.

domingo, maio 27, 2007

Já cá canta a TAÇA !!!!!!!!!!!!!!




SPÓÓÓÓÓRTIIIING!!!!!!!!!!!!!!

Festa da Taça


Joga-se hoje a Final da Taça de Portugal
O dia está bonito, por agora não há demasiado sol mas também não seria preciso.
O entusiasmo aqui na minha casa é enorme, apesar de não se ter conseguido bilhetes. No dia em que foram postos à venda, mesmo quem já estava na fila às 10 da manhã e era sócio não conseguiu nada…
Portanto a malta cá de casa (menos eu que sou pacífica) vai rumar em direcção a Alvalade para ver o jogo em ecrã gigante e rodeado de gente amiga que é como se está melhor!
Por mim estou muito calma que isto é um jogo simpático.
Toda a vida simpatizei com o Belenenses. Se não fosse sportinguista, se calhar até seria do Belenenses…
Portanto, desejo sinceramente que o meu clube vença, mas no caso de não acontecer ao menos ganhará outro de que também gosto.
Sorte a minha!

Feira do Livro de Lisboa

Conforme tinha programado, guardei a tarde deste sábado para ir à Feira do Livro.
Ia um pouco ‘desconfiada’, por ter ouvido ou lido que este ano ela estaria mais fraca, com menos bancas e menos visitantes.
Mentira!
Quanto às Bancas não sei, até pode ser que nalguns anos fossem ainda mais, mas aquelas já chegam à vontade para não se conseguir ver tudo numa tarde, o que não é nada mau. A verdade é que se estende por 4 filas ao longo dos dois lados do relvado do parque, é muita bancada!!!
E, se houve pouca gente no início possivelmente foi por ser ainda de semana e o tempo ter estado de chuva. Ontem, sábado, estava uma tarde linda, e o parque central de Lisboa era todo ele animação. Muitas, muitíssimas crianças, algumas ainda de cadeirinha, porque imagino que os pais aproveitaram aquele passeio entre bancadas de livros ao ar livre para que elas também apanhassem ar. E outras que se punham em bicos de pés para espreitar o que viam nas bancas de livros infantis. Esse o primeiro ponto positivo, o de levar a criança ao livro, que aparecia ali como um objecto interessante.
Um ponto que me pareceu diferente de outros anos, que me lembre, foi a existências de vários stands que serviam café, ou bebidas, ou farturas para tornar aquilo «mais feira». Dava muita animação, apesar de eu pensar que deviam pôr uns cartazes a prevenir que depois de comer deveriam limpar muito bem as mãos, que isso das ‘farturas’ é coisinha gordurosa que sabe bem mas suja o papel de que os livros são feitos…
Muita gente, mesmo muita, e grandes bichas de pessoas de livro na mão à espera de autógrafo do escritor. Também isso me pareceu um ponto bem positivo. Mas o meu olho ia sempre para os «livros do dia» onde os descontos são de valer a pena. Mas ontem nenhum desses me interessou, de modo que acabei por trazer apenas um, ‘profissional’, e alguns de alfarrabistas a euro e meio como nas «lojas de 300».
Bem, de qualquer modo vou ter de lá voltar. Ao fim de quase 3 horas a pé, estava cansadíssima e o fim da tarde tornou-se muito frio para a tee-shirt que levada, pelo que a segunda parte da visita ficará para depois.
(o engraçado é que vi por lá muita coisa que tenho para aqui nas minhas estantes, pelo que se calhar nos tempos mais próximos vou pôr-me é a reler e gozar a ‘prata da casa’)

Nova linguagem

Tenho ouvido essa inquietação/queixa por vários lados.
Muita gente, da mais «antiga», receia que esta nova moda de escrever abreviado, a tal ‘escrita oral’ que se usa quando se escreve na net no Messenger, ou nos sms dos telemóveis, vá implicar que
os seus utilizadores deixem de saber escrever português .
É certo que certas coisas são simplesmente modas, é uma afirmação de diferença. Trocar um q por um k ou um s por um x, não entendo que torne nada mais rápido porque tanto tempo demora a carregar na tecla do q como na tecla do k… Para mim é um código para diferenciar gerações e é por isso que é utilizado. Escrita abreviada também os mais velhos utilizavam, quem fez a sua faculdade há umas dezenas de anos, sabe que para conseguir tirar apontamentos do que o professor dizia, tinha de reduzir ao máximo aquilo que escrevia ou não «apanhava» um décimo do que era importante. Eram outras abreviaturas, mas existiam.
Por mim, penso que o escrever bem ou mal, se situa a jusante (como agora também é moda dizer-se…) desta questão. Um jovem pode saber escrever um bom português e também saber usar as actuais abreviaturas, ou não o saber porque não quer ou foi mal ensinado ou mal motivado. Por acaso entre as pessoas com 40, 50, 60 anos não se encontram completos analfabetos funcionais? Vamos ter calma e motivar a gente nova para a leitura. Aí sim, é a pedra de toque. Quanto mais se lê e se gosta de ler, melhor se escreve.
Ponto final, parágrafo.


Sinal dos tempos

O Sol já tem a sua página de anúncios de empregos na versão on-line.
É certo que a informatização se tem alargado ao campo da procura/oferta de emprego. Os Centros de Emprego têm agora as suas salas de espera bastante mais vazias, calculo que não seja por o desemprego ter baixado assim tanto mas porque muitos candidatos vão procurar à página
http://www.netemprego.gov.pt/ e assim escusam de se deslocar e perder tempo e o dinheiro do transporte.
Contudo nos jornais ainda não tinha visto essa função assim tão acessível. Pelo contrário, muitos jornais há (e recordo sobretudo o Público) cuja versão on-line gratuita é só um esqueleto. Quem pretender ler esse jornal ou compra-o em papel, ou paga o acesso, o que vai dar no mesmo ou pior do ponto de vista de gastos.
É certo que nestas 8 páginas virtuais os anúncios que podemos encontrar são de actividades de primeira água, não é aí que um trabalhador fabril despedido pode achar solução para o seu problema. Deixá-lo, seja como fôr é um começo. É a técnica posta ao serviço das pessoas e isso é bom

(claro que também pode ser uma técnica do Sol captar leitores, mas isso será outra prespectiva...)

Na Islândia?!

As notícias são estranhas. (estranhas? Não gosto da palavra mas nem sei como lhe chamar…)
Fomos ontem alertados por notícias que chegaram através de um trabalhador que regressou a Portugal, que colegas seus se encontravam a trabalhar na Islândia numa condições horrorosas. Como o testemunho é directo, não é apenas o «ter ouvido dizer» há que o levar em consideração. Primeiro, o certo é que a maioria de nós não tem lá muito claro que país é esse. Sabemos que fica lá muito ao norte, que é muito frio, e muitos de nós tínhamos uma boa imagem desse país.

Pelo que se ia sabendo, para além do mau clima, tudo o resto era bom:
tinha um alto padrão de vida, um elevado índice de desenvolvimento humano e era conhecido pela alta qualidade de vida da sua população
Ora tudo isto foi abalado com as notícias de que compatriotas nossos que tinham ido trabalhar para lá estariam a ser tratados como «escravos», ou seja "Trabalhamos dentro dos túneis todo o dia [ 14 horas por dia ] com água até aos joelhos. Não há condições mínimas, até na mesa das refeições cai água constantemente" . Para além disso, que a comida fosse considerada má, até podia ser pelo facto de ser muito diferente da portuguesa, uma coisa ‘subjectiva', contudo se «os salários são substancialmente inferiores aos que são pagos a trabalhadores de outras nacionalidades com as mesmas funções; e os italianos ganham, em média, mais três mil euros por mês do que um português que executa o mesmo trabalho», isso são FACTOS.
O que se passa?



Darfur

De vez em quando o foco da atenção mundial volta de novo, e de novo, e de novo, a iluminar Darfur.
É como num palco de onde nem os actores nem os cenários mudam mas como o a luz de cena só ilumina uma pequena zona, quando não se vê o resto por estar em escuridão, é como se lá não estivessem. O público só se lembra delas quando o holofote se acende de novo naquela direcção.
E, de vez em quando isso acontece.
Nas últimas horas a comunicação social fala em de novo em números:
110 mil deslocados, só nos 3 primeiros meses deste ano
Ficamos hoje muito chocados e preocupados. Hoje. Provavelmente amanhã um outro acontecimento encherá as primeiras páginas e o mundo só volta a pensar no assunto daqui a 3 meses quando vier ouro relatório igualzinho, produzido de novo pelas Nações Unidas.

Nações Unidas? «Unidas» para quê?

Não se descobrirá, por milagre, petróleo na região, que possa justificar uma intervenção como deve ser?
Ou simplesmente espera-se que tudo se resolva quando na região não existir alma viva?

sábado, maio 26, 2007

Para terminar o sábado:

(uma notícia acabadinha de chegar)

Jovens lusos surpreendem o mundo da F1

«O anúncio surgiu de surpresa no dia de ontem, quando a equipa da Ferrari fez saber à comunicação social que pretendia contratar um grupo de jovens do Bairro da Cova da Moura.
A decisão surgiu depois dos responsáveis da equipa terem assistido a um documentário na RTP África, em que se mostrava que um grupo de jovens do bairro era capaz de remover, 4 pneus em menos de 6 segundos, usando ferramentas básicas, ao contrário da actual equipa de mecânicos da Ferrari, que apenas consegue fazer 8 segundos, contando com milhões de euros de equipamento de ponta!
Esta decisão audaz pode tornar-se um dos momentos decisivos do campeonato, já que actualmente muitas das corridas são ganhas nas boxes, e pode-se tornar uma vantagem em relação às outras equipas.
No entanto a equipa de F1 acabou por ter algumas surpresas. No primeiro treino, a nova equipa de mecânicos, não só foi capaz de mudar os pneus em 6 segundos como também repintaram o carro, mudaram o número de série e venderam-no à Mclaren por 8 grades de cerveja, um saco de ganzas e algumas fotos da mulher do Raikonen no chuveiro».

Mas quem diz que não temos sorte?...



Fico sempre admiradíssima.
Claro que tem a ver, com certeza, com o investimento que se faz. Como eu não tenho a menor esperança de ganhar seja o que for senão através do meu trabalho, NUNCA jogo. Nunca. Nem tiro uma rifa numa feira, nem compro lotaria, nem totobola, nem totoloto, nem este euromilhões. Nadinha. É que nem sei as regras. Acho que uma vez preenchi um deste boletins porque ia com uma amiga e quis fazer companhia, mas é coisa que me passa completamente ao lado.
Depois, claro que fico boquiaberta quando afinal há quem fique assim, milionário sem saber ler nem escrever…
Aaaaaaaah…
Quinze milhões de euros ??!!!
Se puser o meu neuroniozinho (o que sobrou do espanto em que fiquei) a funcionar, posso imaginar que este feliz sortudo, gastou para cima de um dinheirão numa série de combinações. OK, mas ganhou!
E o que me deixa a pensar é que me parece que, em proporção, Portugal tem mais vencedores neste concurso do que os outros países europeus.
Porque será? Investimos muito nisto, ou temos muita sorte?...


Pontos de vista

Mandaram-me umas fotos sobre o modo como a nossa pobre querida casinha pode ser encarada, conforme os olhos que a estiverem a apreciar.
Ora vejam se concordam:

A loucura do nosso mundo

A Alemanha parece apostada em fornecer notícias extraordinárias. No outro dia foi a menina que pediu para chamarem a polícia para ralhar com a sua mãe por esta a mandar arrumar o quarto, hoje ficamos a saber que um Jardim Zoológico contratou um palhaço para distrair os seus macacos !
Eu gosto de animais. Mais de uns do que outros, é claro, não aprecio os insectos caseiros, e tenho medo dos animais selvagens, mas aí estou acompanhada por uma grande percentagem de gente. Mas gosto dos bichos e se calhar até tenho pena que estejam no Jardim Zoológico e não em liberdade no seu habitat natural.
Mas contratar um palhaço para os divertir???
Não haverá uma completa inversão de valores?...

Títulos sonsos

É meu costume, dar uma vista de olhos pelos jornais on-line antes de comprar um em papel. E hoje chamou-me a atenção um título do JN que dizia «Nova lei nega hipótese de despedir sem justa causa». Fiquei a pensar no caso enquanto ia abrir a notícia, porque o Código do Trabalho não é área que eu domine, nem bem nem mal… Contudo estranhei, porque a coisa posta assim, ‘negando uma hipótese’ era porque essa hipótese estava em discussão, parecia-me a mim.
Bom, lá dentro diz-se que «os despedimentos não vão ser liberalizados» (ufff) mas…
serão feitos acertos ao que se entende por causa justa para dispensar um trabalhador E que «acertos»? Como é que se ‘clarifica’ a tal noção de justa causa? Acelerando os processos disciplinares que duram um mês e os patrões acham muito. Depois, parece que os patrões também andam desagradados porque quem sofre um processo disciplinar pode recorrer a um tribunal, isso não só demora muito tempo (o que é sabido e não é só nesses casos) como o tribunal pode dar razão ao trabalhador o que acontece numa "grande percentagem" dos casos. Uma maçada.
Ná. Assim não serve, tem de se arranjar um outro sistema que defenda mais os patrões é claro. Portanto não será «Nova lei nega hipótese de despedir sem justa causa» mas sim «Nova lei estuda o modo de ‘agilizar’ os despedimentos», isso é que é.

A imparcialidade



Lá para trás eu já tinha levantado este ponto – com tanta candidatura à CML o trabalho de cobrir todas elas vai ser dificílimo. Lembro-me que nas eleições de há dois anos, onde se apresentaram metade dos candidatos que aparecem desta vez, muitas e muitas vezes a cobertura que os media faziam era descaradamente parcial, não na parte a que a lei obriga – os tempos de antena – mas no acompanhamento das fazes das campanhas.
Desta vez a Comissão Nacional de Eleições vem de novo lembrar
«aos órgãos de informação «informação equivalente» e igualdade de tratamento a todas as candidaturas à Câmara de Lisboa».
É que a procissão ainda vai no adro e já há sinais. Ainda ontem ou anteontem, pela hora do almoço ouvi na Antena 1 a enumeração dos candidatos com uma pequena frase a defini-los. Muito bem. Sendo tantos (resta ver se todas as candidaturas serão formalizadas) teria de haver algum critério na ordem porque eram citados nem que fosse a ordem alfabética. Começaram com o António Costa o que fez sentido e depois foram falando naqueles que se ‘recandidatavam’ o que também era natural. O extraordinário é que se seguiu a lista de todos, mas todos, até Manuel Monteiro e Garcia Pereira e não se falava de Sá Fernandes.
Já mesmo no fim, dando quase a impressão a quem ouvia de que se tinham esquecido, lá concluíram com o nome dele mas com uma referência muito seca dizendo apenas que falava muito nas sessões e que era inconveniente ou coisa assim.
Eu ouvi!

sexta-feira, maio 25, 2007

Um blog com tomates?



Vou-me convencendo a pouco e pouco que, mesmo sem conhecer as pessoas em carne e osso como se diz, vou criando aqui alguns laços e amizades na blogosfera. Só assim de pode explicar, como no espaço de relativamente pouco tempo, se lembraram de considerar o Pópulo um «Thinking blog» e, ainda mal me tinham dado tempo para respirar, apanho com outra «nomeação» a de Blog com tomates . Só pode ser por simpatia!
É que uma pessoa fica sem fôlego… E, obviamente vaidosa, o que seria estúpido não o admitir. Claro que estou, até porque são duas formas de uma mesma ideia, a de que tenho alguma coisa para dizer e que há quem goste de mim de me ler. É muito bom saber isto!
Ora o que é que quer dizer ser um «Blog com Tomates» para além do evidente? Diz a autora da ideia que
«considera um Blog com Tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano».
Uau!!!
Eu tento. Não acreditava que isso se notasse, mas se assim o dizem… Realmente, meto a minha colherada em tudo, vá lá, quase tudo, e com a franqueza possível. Ora é aqui que começo a pensar que esta linda medalha pode não encaixar tão bem. Que eu gosto de «lutar pelos direitos fundamentais do ser humano» isso nem hesito em o afirmar. E sou conhecida fora da blogosfera por ser bastante teimosa, ou seja quando acredito numa coisa farei tudo para a defender. Contudo, a imagem de ‘cortar a direito’ que a ideia dos «tomates» implica, (salvo seja!) não sei se joga comigo. É que procuro ser tolerante, ver os dois lados de uma questão, tenho muitas dúvidas, estou sempre a enganar-me e procuro desculpar-me quando me engano, sinceramente…
Huummm… Não haverá a categoria de blog com ovários?
De resto pareceu-me que se pode re-nomear quem já o foi, pelo que o que me vem logo à cabeça é o
Kaos, é claro. E, ainda dentro dos desenhos, acho que a categoria pode ir ainda para o Raim’s ,depois lembro-me de O Jumento , da Catarina que penso que já foi, mas se podemos repetir… volta a ser, o Miguel que nos sacode de vez em quando com factos muito importantes, a Trilby que não tem papas na língua, o Shark, que quando lhe dá leva tudo à frente. E fico por aqui, que já é uma molhada.


Legítima defesa

A Bíblia fala nas Sete Pragas do Egipto mas isso foi nos tempos dos faraós. Uns milhares de anos mais tarde, temos outras pragas, mais modernas. Muitas estão ligadas com a publicidade que nos entope a caixa do correio e uma das mais irritantes chama-se telemarketing. Esse telemarkting tem uma excrescência a que chamamos «vendas agressivas» de que já fui uma vez vítima e não me apetece voltar a contar esse moderno ‘conto do vigário’. (talvez conte um dia)
Ora há uns tempos recebi da parte de um amigo um FW giro. Sugeria que quando se recebesse publicidade acompanhada de envelopes de resposta paga para se enviar a nossa resposta, em vez do deitar tudo fora, devolvêssemos esses envelopes ou vazios ou com o que se quisesse lá dentro; até se podia trocar - dentro do envelope de um produto metia-se o conteúdo de outro produto qualquer. A ideia era devolver aquela treta toda à procedência e ver se ‘travávamos’ essa praga.
Pouco depois recebi, também por email, outra ideia. Quando nos telefonam com aqueles telefonemas pegajosos e insistentes do telemarkting, em vez de desligarmos depressa explicando que não estamos interessados (o que muitas vezes é difícil dado a insistência do outro lado da linha) pelo contrário dizemos «Um momento. Não desligue que já venho!» e deixamos o telefone ligado enquanto vamos à nossa vida. Já pus esse contra-ataque em acção por duas vezes, e [dá cá um gozo :) ] um bocado depois passar junto do auscultador e ouvir uma vozinha irritada e impaciente «Está..? Está lá…?».
Pode ser maldade para com os operadores, mas o certo é que sinto apenas como legítima defesa. E as vendas agressivas não são também maldade, tantas vezes apanhando pessoas de grande ingenuidade que se vêm envolvidas em teias complicadíssimas de pagamentos? Portanto já sabem: não desliguem, deixem é o vendedor a falar sozinho que é bem melhor!

De volta a casa

Não é nada que não se esperasse.
Para ser franca até me admira que não tenha já acontecido. Quando vou a um hospital ou a uma urgência e sou atendida por um médico espanhol fico sempre intrigada: O que andará este caramelo a fazer por cá quando a qualidade de vida em Espanha é bem melhor…?
Pelos vistos já começou. Lá na Galiza, começaram a querer recuperar os seus especialistas, e naturalmente que desde que tenham condições esses médicos vão querer voltar a casa. Fala-se que
se os médicos galegos voltarem para a sua terra 1500 pessoas poderão ficar sem médico de família
É o nosso velho problema de ir 'atamacando' provisoriamente, até se ver.

OK, está ver-se.

E agora?...

Salomónico

Algumas histórias não lembravam a ninguém!!!
Quando nós perdemos uma hora a ver um episódio dos CSIs que por aí passam ficamos com a ideia de que essa coisa da «polícia científica» é algo de mágico. Vê-se um investigador esfregar uma cotonete na bochecha de um suspeito, vai ali a uma máquina e a um computador e zás, está tudo explicado: tinha sido ele, porque havia uns vestígios do seu adn na manga da vítima e ele não podia negar ter estado no local do crime. Que maravilha!
Mas…
Afinal as coisas podem ser mais complicadas quando se trata de gémeos.
Imagine-se que uma senhora, lá no Missouri, anda à procura do pai da sua filha mas a coisa está difícil.
A menina foi concebida em circunstâncias um tanto rocambolescas: a mãezinha já um tanto tocada, dormiu à tarde com um senhor e à noite com o seu gémeo. E, pelos vistos, quer ela com a tal pinga a mais, quer o par de gémeos ninguém se lembrou dessa coisa de ‘sexo seguro’. Como resultado nasce a tal menina. E o famoso adn diz que quer um irmão quer outro têm 99,9% de probabilidades de serem o pai da criança. Como a lei só precisa de 98% de probabilidade, há para ali um excesso!
E então, apesar de o juiz ter condenado um deles a pagar a pensão de alimentos (decidido ao acaso pelos vistos) o médico vai mais longe e declara:
"O melhor é dividirem. Gozaram os dois, portanto têm de ser os dois a pagar".

E mainada!
Salomão não diria melhor..

Abriu a Feira do Livro

Abriu ontem a Feira do Livro
Hoje à noite ou amanhã devo passar por lá e tinha pensado levar a máquina e fazer uma reportagenzinha, mas fica já a notícia: Temos Feira.
Com menos expositores, que têm vindo a diminuir de ano para ano e
terá logicamente a ver com a nossa crise económica
O preocupante não é haver menos expositores é haver menos compradores…
Mas isso só se pode confirmar com o «lavar dos cestos». Vamos ver como a coisa corre.

O que se passará no Montijo?

Quando na segunda-feira pensei que interessante seria que a PJ levasse até ao fim as investigações que anda a fazer no combate à corrupção, sobretudo nas Câmaras deste país uma vez que parece haver indícios de que são exactamente as Câmaras o maior foco de corrupção muitos dos meus comentadores, e eu própria, considerámos ser apenas um desejo.
Mas alguma coisa está a mexer!
Desta vez é
o Montijo que está na berlinda e, mais uma vez, (isto já é falta de originalidade!!!) são as ligações de autarcas à construção civil que podem estar em causa.

Neste caso, pelo que se lê na notícia, as investigações já duram há dois anos, pelo que percebi desde as eleições. Ou é coisa muito complicada ou tem estado em banho-maria mas com este remexer no lodo de outros casos decidiram que já estava no ponto.

Oxalá venha depressa à luz a verdade.

quinta-feira, maio 24, 2007

Cada tiro cada melro

Que José Sócrates mantém a sua popularidade, é o que nos dizem as sondagens e deve ser um dos tais mistérios que talvez o Voldemort detenha o segredo, mas teremos de aceitar.
Agora que a não por um travão na boca dos seus ministros isto pode começar a descambar, isso parece muito possível. Em dois dias temos um Ministro que
atira uma boca infundada desmentida pelo seu Secretário de Estado, e logo de carreirinha, temos outro que todo airoso e bem disposto vem dizer-nos que a margem sul do Tejo é um deserto .
Qual será o terceiro que vem completar a série de asneiras…?

Ai o sol a mais!



Bom, hoje que chove a potes aqui no meu sítio, esta conversa vem fora do tempo. Mas a verdade é que caminhamos para o Verão e com ele vem a praia.
Nestes movimentos pendulares que são «as modas», acredito que o pêndulo agora esteja a tender para a outra banda, ou seja o controlo à exposição do sol.
Há cem anos, ia-se à praia para os banhos de mar. O clima era diferente, e havia a ideia que o importante na praia eram os banhos, que se 'obrigavam' as pessoas a tomar. Os «banheiros» chamavam-se assim exactamente porque ajudavam as pessoas a mergulhar na água, o que faziam algumas vezes e fugiam logo. Depois dessa cerimónia do banho, secavam-se e vestiam-se…
Nos últimos quarenta anos, o pêndulo oscilou muitos graus no sentido de que o banho era banho de sol. Ao chegar à praia, estendia-se a toalha na areia e só se ia tomar o outro, o de mar, quando já havia muito calor e dava gosto refrescarmo-nos. Foi na altura em que se valorizava a vitamina E e os seus efeitos.
Para além disso «o bronze» era bonito e chic. Um «branquela» era mal visto, não era bonito, parecia doente. Aliás muito chic é aparecer-se bronzeado no Inverno, porque mostra que somos muito ricos e em vez de andar para aí a trabalhar fomos passar uns tempitos aos países tropicais e voltamos com aquela cor…
Depois apareceram os solários!
Ai senhor, os solários!!! Isso sim, é que é elegante. Podemos tratar dos nossos negócios e aparecer com o tal lindo ‘bronze’ o que prova que temos dinheiro e gosto. (vemos os nossos VIPs e alguns políticos com aquelas belas cores indicativas desses ‘tratamentos’)
E agora vêm estragar tudo e dizer que
um solário é um escaldão e traz imensos malefícios.
Que se «na década de 30, o risco de melanoma era de um em 1500, em 2000, o risco é de uma em cada 75 pessoas»
Não, não é brincadeira.
Não apoio o
Michael Jackson... mas o branco pode ser bonito ou melhor, se calhar a cor com que nascemos ainda é a mais saudável!
Solários? O que é isso?!

Portugal - Inglaterra

Tem-se falado até à exaustão da questão da menina desaparecida.
Caso tristíssimo, que impressionou muito toda a gente. Mas que, estranhamente, para além da situação em si, de sofrimento para a criança e seus pais e familiares, se tornou um caso de mediatismo extraordinário, não sei se por ter passado exactamente em Portugal.
Digo isto, porque se levar em conta a própria imprensa inglesa, eles por um lado consideram que não há memória de uma história que tivesse tido lá tanta repercussão sem ser a morte da Princesa Diana (dizem que se vêm fitas amarelas por todo o lado, políticos, jogadores de futebol e cricket , várias personalidades fazem apelos, oferecem-se verbas enormes por informações, etc) mas por outro, este caso tem estas tristes ‘honras’ por se ter passado em Portugal.
Porque, se por cá já se fizeram comparações - além de censurado e bem - com outros casos de desaparecimentos que quase não foram falados, em Inglaterra, desde o dia em que desapareceu a pequenina Madeleine e hoje, já desaparecerem 800 crianças e jovens!
As notícias dizem que todos os anos desaparecem em Inglaterra 210 mil pessoas, dois terços delas com menos de 18 anos.
Ou seja, Portugal até pode não ser um país muito seguro (qual será?) mas afinal a Inglaterra é-o muito menos! E lá, são decerto os polícias ingleses que actuam, não será assim?
É que esta xenofobia latente expressa pelos media ingleses mexe um bocado com os nossos nervos!





Pobre Câmara de Lisboa!

Com a intenção de candidatura de Garcia Pereira, atingiu-se ontem o número fantástico de 12 candidatos à Câmara de Lisboa!
Penso que em vários dos casos de pessoas que disseram que se iam candidatar, isto é apenas o anúncio de uma intenção, não vai corresponder a coisa nenhuma.
Contudo, se nas últimas eleições já houve tanta abstenção e nada nos diz que com a data prevista para estas essa abstenção não suba ainda mais, é fácil imaginar que se os anúncios destas candidaturas se concretizarem vamos ter situações estranhíssimas de candidatos que vão ter muito mais proponentes do que eleitores…
Figuras representando o PPM, ou o PND ou o PNR ou finalmente o MRPP, desejam apenas e obviamente «tempo de antena» extra, mas vão lançar muita confusão.
Imagina-se um debate entre 12 personalidades?... Ou, se forem debates a 2, as combinações necessárias para que isso se pudesse concretizar? E, se não deram as mesmas condições a todos tal não será anti-constitucional?
Enfim, um quebra-cabeças motivado por uma completa falta de senso.

quarta-feira, maio 23, 2007

Um dos 3 «efes»

Este post não sei bem se o vou colocar na categoria de «Era uma vez» ou na de «Abril», porque encaixa muito bem em qualquer deles. Se calhar vai para o «Era uma vez…» que tem andado muito fraquinho porque não me tenho decidido a postar as entrevistas-recordações que para aí tenho guardadas, as de «Um Caderno de Capa Castanha».
É que o que me motivou escrever hoje foi ter desencantado, lá no fundo de uma caixa, um folheto, velhinho, velhinho, e pensar que vem agora mesmo a propósito uma vez que neste fim-de-semana será o final da Taça de Portugal no Estádio do Jamor.
Este folheto foi lançado à multidão no dia da inauguração desse estádio.
Para quem não viveu antes do 25 de Abril e imagina que nessa época «não se falava de política», esta é a prova do erro dessa ideia. Claro que se falava de política e até muito. Bem entendido, pelos olhos ‘deles’.
Convido-os a ler com atenção o texto deste documento. É pura política enfiada à força num acontecimento desportivo.
Por um lado o título «Nós queremos é futebol!», dá o mote para que se pense que com isso (para além do Fado e de Fátima) o bom povo português já pode viver feliz e contente. Mas leiam atentamente o texto!
...«a razão de ser da nossa gratidão aos que nos garantem momentos como este […] quantos milhões de homens não tiveram e têm de abdicar, por inteiro, da sua personalidade, ou porque o exige o esforço da guerra do seu país, ou em obediência a fatais doutrinas políticas?» (claro que faltavam 15 anos para a guerra de África!) E, lá para o fim, depois de palavras e palavras no mesmo tom «O que nós queremos é futebol […] não queremos […] sacrificar as nossas vidas, o nosso sossego, a paz do nosso lar, a caprichos estranhos aos nossos interesses essenciais, a ideias que não podemos perfilhar nem compreender por serem totalmente alheias à nossa maneira de ser de povo que ama a liberdade e quer ser dono de si mesmo, dispor do seu destino o que se não nos permitiria [..] se vivêssemos sob outro regime […]»
Lindo!




( devem clicar nas imagens, mesmo as dos links, para lerem bem o texto; o texto completo está ‘atrás’ do link da citação)

Os truques para ‘apanhar’ telespectadores


Levou-me tempo a perceber mas finalmente fez luz no meu espírito.
Uma coisa que me encanitava particularmente era a dança dos horários dos programas das nossas TVs. Para além do telejornal e dos jogos de futebol, as horas a que seja o que for passa é na grande maioria das vezes uma surpresa. Quase sempre é mais tarde, por vezes muito mais tarde, também acontece ser mais cedo, uma lotaria.
E, tinha dito muitas vezes que não entendia. Os programas «enlatados» têm uma duração certíssima, vem lá tudo dito. Os anúncios então, são medidos ao segundo. Então porque raio nos dizem que a série tal é às 10 e meia e um dia passa a um quarto para a meia-noite, e no outro às 11, ou à 1 da manhã…?
No outro dia uma frase de passagem, iluminou-me! É que essas séries ou programas são uma espécie de isco. A gente liga para as ver, e depois vai ficando nesse canal à espera que o programa chegue. Enquanto se vai esperando vamos gramando outras coisas e… até pode ser que se ache alguma graça a um outro e se fique cliente da estação.
Assim como nos supermercados, põem as coisas mais supérfluas mais perto das caixas e enquanto se está na fila para pagar, até podemos ser tentados a comprar uma coisita que não estava na lista de compras!
Só que agora com os canais de cabo a coisa complica-se. Eu se estou numa de ver um CSI, ou Desperate Housewives, ou Sex and the City por exemplo, não espero pela 1 da manhã da SIC, vejo-o no AXN, ou num outro canal que apresente as séries a horas como deve ser.
Não sei se este truque manhoso não terá de ser revisto dentro algum tempo.

O Multibanco

Estava mesmo à espera.
Era bom e fácil de mais para que não viesse por aí algo que estragasse a festa!
Já se sabe que os multibancos estão espalhados por Portugal todo, e é até um dos factores que nos fez subir na tabela de país civilizado, porque temos mais caixas de Multibanco do que muitos dos países desenvolvidos na Europa.
É fácil e ERA barato. Muita gente habituou-se a utilizar o Multibanco para quase tudo, acções que iam muito além do «levantar dinheiro». Fazem-se quase todos os pagamentos importantes, deposita-se dinheiro, faz-se transferências, pedem-se cheques, enfim tem-se libertado os balcões dos bancos deixando os bancários trabalhar noutras coisas o que é um benefício para os bancos.
Mas era isso era pouco.
Agora está a pensar-se em que o Multibanco deixe de ser gratuito
Era bom demais, não era? Dizem que na Europa se paga 1,3 euros por cada levantamento numa caixa automática... E por outro lado os cheques não são nada baratos.
Quer-me parecer que vamos voltar a guardar o dinheiro debaixo do colchão…

Secretário de estado versus ministro

É muito triste pelas consequências e pelas pessoas, evidentemente. Mas seria engraçado se isto não se passasse na vida real, afectando as expectativas de tantos trabalhadores.
Primeiro: a empresa Delphi vai despedir 500 trabalhadores.
Segundo: o senhor ministro Manuel Pinho, Ministro da Economia, garantiu tranquilamente que esses despedidos não se deviam afligir porque iriam ser criados mais postos de trabalho.
Wishful thinking, afinal. Era bom, era, mas não vai acontecer.
Afinal, os postos de trabalho que o ministro da Economia disse esta segunda-feira que iam ser criados pela Delphi, já estão ocupados, é o que nos diz o Secretario de Estado. Afinal Manuel Pinho tinha informação desactualizada.
A empresa, tal como os sindicatos tinham dito, garante que não vai haver mais nenhum posto de trabalho E isto é tanto mais grave quando há famílias inteiras a trabalhar nessa mesma empresa.
Mas o que comecei por dizer que poderia ser engraçado não é, obviamente, esta tragédia, é a desarticulação entre o que diz o Ministro e o que afirma o Secretário de Estado.
Ó criaturas, reúnam-se para não fazerem figuras destas.

terça-feira, maio 22, 2007

A «assinatura» do telefone



As pessoas com muito poucas posses – ou seja, reformados cujo agregado familiar tenha um rendimento mensal igual ou inferior a 403 euros – pagavam metade da assinatura do telefone. Mas isto não era uma ‘generosidade’ da PT, cuidado, era porque o Estado comparticipava no pagamento desses 50%!
Claro que com as economias que o Estado anda a fazer, reduzindo tanto o número de assessores do governo, limitando o valor das pensões quando elas são acima de muitos milhares de euros, abatendo tantos cargos de chefia, naturalmente que estes velhotes que ganhavam 400 euros não podiam receber ainda esse bónus de METADE da assinatura do telefone, que é para cima de um dinheirão! E assim sendo isso acabou, passando a batata à PT cuja vocação benéfica e benfeitora é por todos conhecida.
A primeira ideia foi quem não paga não recebe e pronto! Mas a Anacom parece não ter concordado e assim
vai haver o descontozinhozão, suportado pela PT, que como se sabe também luta com grandes dificuldades financeiras
Mas com a concorrência que se perfila no horizonte e oferece a assinatura do telefone, para além dos telemóveis onde só se paga aquilo que gastamos, penso que este pesado encargo da PT não durará muito tempo.
Sempre me intrigou, nos países onde não se paga assinatura do telefone, como é que essas companhias evitam a falência, tadinhas…?

As doces criancinhas


Palestina

"Acredito que na primeira oportunidade acabaremos com ele", isto disse um Ministro da Segurança em relação ao Primeiro-ministro de outro país.
E o resto do Mundo ouve e cala.
Porque já está habituado. Porque se perguntássemos onde é que esta história se tinha passado muita gente diria, encolhendo os ombros, «entre Israel e Palestina, é claro».
E se muitas vezes se considera que a Palestina tem muito apoio dos seus irmãos árabes o que dizer do apoio de que Israel beneficia?
Vamos fazer um exercício e pensar que tinha sido ao contrário, que teria sido o Ministro palestiniano a dizer que o Primeiro-ministro israelita era
um alvo legítimo
Imagina-se as parangonas dos jornais? Calcula-se o que os Estados, que agora nem disseram nada, diriam nesse caso? Estão a ver os Estados Unidos a não reagir se o Primeiro-ministro de Israel recebesse esta ameaça? Não, pois, não?

segunda-feira, maio 21, 2007

E já agora

Imagino que esta seja uma Reunião de Direcção do «Movimento Anti-discriminação dos Gordos»


Onde começa ou termina a discriminação?

É uma dúvida que parece estranha mas pode surgir.
Há casos óbvios. Discriminar pelo género, pela raça, pela religião, o que foram as primeiras discriminações ao longo da História, hoje na maioria dos Estados civilizados reconhece-se que está errado e a lei até previne contra isso.
Contudo à medida que «se resolvem» esses pontos surgem outros aspectos onde as pessoas se podem sentir discriminadas. Lentamente começa e ser também crime discriminar pela idade ou pela deficiência, e actualmente pela orientação sexual. Até aqui todos sabemos.
O que já é curioso, é a queixa da
descriminação pelo peso e altura !
Na América (sempre inovadora nestas coisas…) começam a existir queixas dos baixos e gordos. Afirmam que têm mais dificuldade em conseguir emprego e que as pessoas baixas ganham menos do que as altas…!
Mas deve ser difícil aceitar a queixa, sobretudo no que respeita à gordura. O facto de se ser baixo, é um factor que não se pode alterar, mas há a ideia de que a gordura é um factor controlável… Como esta história nasceu na América e 32% dos americanos são obesos, possivelmente terão «peso suficiente» para conseguir uma reforma das leis nesse sentido.
Ora porque não…?!

Uma conclusão engraçada


Este fim de semana realizou-se em Lisboa um Festival de Música, o Festival Creamfields. Realizou-se naquele espaço onde também se faz o Rock in Rio, ali no Parque da Bela Vista.
À primeira vista podia pensar-se que para quem mora para ali, seria um ponto de muita crítica pelo barulho. Quando do Rock in Rio, eu que moro ainda um pouco longe conseguia ouvir alguns sons na minha casa, pelo que imagino que morasse por ali…
Contudo, curiosamente, parece que os residentes até gostam. Não pelo chinfrim, com certeza, (bom, isto digo eu, eles até podem pensar que ouvem os concertos de borla…) mas porque
assim sentem-se em segurança o que acontece quando há grandes festivais .
Fiquei admirada, mas as entrevistas são claras :«Isto é bom e é agradável, nada contra, porque o bairro com festivais destes só fica melhor, mais seguro».
Afinal todas as moedas têm duas faces!