sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Imagens

Há um colega blogger que tenho citado aqui pouco.
Não quer dizer que não o visite com frequência, aliás há já muuito tempo fomos parceiros no mesmo blog colectivo, e ele mantêm o seu há imenso tempo e com as suas características muito pessoais; não é «mais um blog» é o
Charquinho .
O Charquinho – creio que baptizado assim em honra de um bairro – cruza-se com o nome homófono de sharkinho, diminutivo de Shark=tubarão, com que ele assina os seus posts e se identifica na blogosfera.
Ora acontece que no Charquinho encontramos com imensa frequência umas fotos belíssimas (ele tem um dom para a fotografia e deve ter uma boa máquina…) quase sempre de aspectos de Lisboa, mas não só.
Lá de vez em quando vem uma mais humorística, ou um «apanhado» quotidiano.
Ontem achei lá um post excelente.
Chamou-lhe
Complexo Emocional e não tem palavras.
Nem precisa!

Promover a “justiça social”


Foi através do Zero de Conduta que a notícia me chegou
E eu costumo andar atenta a estas coisas, mas, enfim, algumas escapam…
Portanto fiquei a saber que a CP que tinha 3 infantários para os filhos dos seus funcionários, reflectiu e considerou que isso era uma injustiça, afinal os outros meninos, filhos de funcionários que também precisavam, não tinham esse «privilégio». E vai daí, abriu mais 10 creches para abranger os outros meninos fechou aquelas 3 porque ou há igualdade ou não come ninguém.
É claro que compete a uma boa política social e de família, dar uma resposta de apoio à família, nomeadamente a integração de uma criança num local seguro e pedagogicamente adequado no horário de trabalho dos pais. Também sabemos que Portugal anda há quase 20 anos a garantir (pelo menos lá para fora) que isso está feito ou quase feito.
E sabemos ainda que é uma grandessíssima mentira.

Os pais que tem filhos pequeninos sabem a dificuldade que é encontrar um local conveniente para o deixar. Os infantários públicos ou até IPSS, como o caso das Misericórdias, têm listas de espera enormes, e sabemos que uma criança não pode “esperar”, quando chegar a sua vez de entrar já não é preciso porque vai para a escola…

Há bastante tempo existiu essa política de algumas empresas de terem infantários para os filhos dos seus empregados. A pouco e pouco foi-se desfazendo, e hoje muito poucas o mantêm. Pelos vistos a CP, ainda tinha aqueles 3. Mas por uma questão de “justiça social” (???) achou mais correcto acabar com esse foco de despesas e distribuir um subsídio a todos os meninos que provem frequentar uma creche ou ama [*da Segurança Social].
Quanto ao subsídio, se consideram não ter possibilidades de abrir os recursos suficientes o que seria o mais justo, enfim, nada a opor - já é alguma coisa. Mas o fechar abruptamente as 3 que existem com esta justificação esfarrapada, é de pasmar.
E que tal começarem também a cortar nos subsídios e nos carros dos senhores administradores. Afinal também é uma injustiça, eles são aí 1% em relação aos outros funcionários que não têm nada disso…


*
(fiz aqui uma chamada porque nas Amas da Segurança Social, para além de não haver muitas, aquilo que os pais pagam já é segundo uma capitação, não é um valor tão alto como pagam numa ama privada)


Barulho


Quase todos nos queixamos e pelos vistos com razão.
Se se calcula que
metade dos portugueses está exposta a níveis de ruído perigosos isto é mesmo muita gente!
Diz a OMS que «o limite de ruído ambiental a partir do qual começa a haver efeitos negativos para os humanos é 55 decibéis», ora quem vive na zona das grandes cidades está permanentemente sujeito a níveis superiores a estes.

E o paradoxo é que cada vez mais as pessoas fogem das zonas do interior para as cidades, ou seja vêm meter-se na boca do lobo.

E, ainda mais, é curioso que nas horas de ócio, para descontrair, muita gente sobretudo jovens vão ‘arejar’ para uma discoteca onde o nível de som é suficiente para arruinar os tímpanos de qualquer um…!

Decididamente somos doidos.

(eu não, mas sei que estou em minoria)

Sondagens

É claro, e já o repeti aqui mil vezes, que esta coisa das sondagens tem sempre duas leituras:
Quando vai no sentido daquilo que são as nossas convicções, consideramos que têm valor e são bem feitas; se dizem o contrário do que nos parece, pensamos logo que devem ter sido mal feitas e ‘encomendadas’…

Assim é o ser humano!
E portanto…
cá vem uma sondagem «bem feita»!!!
Relativamente, enfim.

Cá por mim acho que aqueles 39% (tanto?!) do PS são ainda excessivos.
Se só convence um em cada quatro dos inquiridos, como é que chega a este valor?

Estranho, não..?

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Publicidade com imaginação

A marca está tão discreta que se tem de procurar.
Mas está lá!
(aumentem a imagem)


Um blog muito interessante



Aqui há uns tempos li uma notícia num jornal sobre uma caixeira de um supermercado que escrevia um blog.
Fiquei logo de orelha arrebitada, porque me parecia uma ideia sensacional. A quantidade de histórias que nós, que só passamos por uma bicha de supermercado de vez em quando conseguimos ouvir quando estamos com disposição para isso, dá para imaginar o que é que uma dessas meninas das caixas não pode observar, ouvir e contar.
Mas infelizmente, nessa notícia só nos diziam que a blogger era francesa e o blog se chamava «Caixa sem Futuro» o que não foi suficiente para descobrir a localização do blog. Até porque o seu nome actual é
«Les Tribulations d’une Cassière»
Finalmente, através da Nise, sempre vim a encontrar o blog, mas quando ele estava a fechar a porta… Funcionou de Abril de 2007 a 3 Fevereiro de 2008! Azarito o meu…!
Ela, a Anna, tem 27 anos, começou neste trabalho há uns sete porque queria independência e para financiar os seus estudos. Mas, atenção, esta «menina da caixa», tem um diploma em linguística, o que não impede que uma vez tivesse ouvido uma senhora dizer à filha: : "Tens de estudar, ou vais acabar como esta mulher" (?!?) Foi aí que decidiu começar a escrever o blog!
As histórias que aqui encontramos dão para ficarmos a ler até ao fim-de-semana. Encontramos de tudo, clientes que roubam airosamente, piadas que as meninas da caixa vão dizendo umas às outras para aliviar o trabalho, clientes engraçados, alguns de uma arrogância desmedida, outros cúmplices, muitos que nem a vêem ou nem respondem ao seu cumprimento, outros extremamente simpáticos.
Mas as histórias sucedem-se, muitas, fatias de vida ao vivo, ali, acabadinhas de sair do forno.
Muito interessante, esse dia a dia de gente de vária espécie, de classe média na sua generalidade, onde desfilam não apenas os clientes vistos pelos olhos da menina da caixa, como também os seus colegas, ou os seus chefes.
Recomendo a leitura.

PS - Atenção, já encontrei o link da entrevista. Está AQUI

Deixar de fumar

Está na ordem do dia.
Por todas as razões conhecidas, há muita gente que deseja deixar de fumar.
Começar é fácil, acabar é difícil, como se sabe.
Vemos agora até na TV, em troca dos velhos anúncios de marcas de cigarros, uns anúncios de pastilhas que “tiram a vontade” ou substituem o cigarro, não sei bem. Claro que desde que se fuma que houve sempre quem às tantas o quisesse deixar de o fazer, mas antigamente o único medicamento era a força de vontade, que nem sempre é suficiente, é verdade… Depois, para além dos remédios, temos os “alternativos”. Conheço várias pessoas que recorrerem a eles – a acupunctura e/ou a hipnose. Para uns resulta, para outros nem isso…
Diz-nos agora o
Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (gosto do nome! Devia haver mesmo muitos mais centros de estudos de várias coisas baseados na evidencia – estou a pensar no desempenho de alguns políticos) que essas técnicas alternativas não são lá grande coisa e que uma abordagem do tabagismo feita por um médico numa consulta "tem 300 vezes mais resultados"
Muito bem.
Se calhar os casos que conheço são os 301 e 302, porque é certo que também há sucessos. Mas também há recaídas e graves, que é até o que tenho encontrado mais por aí.

E, cá por mim, essa da hipnose teria de ser muito, muito bem ponderada. A última coisa de que gostaria era de me entregar de «olhos fechados» ao poder de fosse quem fosse.
Aí a tal dita força de vontade devia saltar com a força toda e começar a actuar.
Mas isso sou eu. Acredito que a cada pessoa o seu método.
E sobretudo o melhor de tudo é nunca começar…


Dentro deste tema, vão ali ao Farpas
Só ele!!!

Cinquenta por cento de aumento




Fala-se em que o pão vai aumentar 50%

Não, não estou a falar do tamanho, estou a falar do preço!


quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Fábula?

Podia ser, não acham?...

Depressão

Todos os jornais falam no assunto e, de facto, é uma espécie de bomba:
Antidepressivos têm pouco ou nenhum efeito disse um estudo (???) inglês.
Como quase sempre, a imprensa faz logo muito alarido com o que pode ser – e até é – uma cacha, dito deste modo.

Ainda por cima vem ao encontro dos receios de muita gente que desconfia muito de todos os medicamentos ainda mais aqueles que se dirigem à saúde mental.
Gostaria de saber quem financiou este estudo.
Gostaria de saber que alternativas se propõem.

Gostaria de saber se ao menos não negam a existência da depressão.

Gostaria de saber se o estudo se alargasse a outras doenças e a outros medicamentos encontrariam resultados semelhantes.


Resumindo, tenho a maior desconfiança nesta história tal como vem contada…

O «Caderno da AB» - Avó Margarida III

Continuação de Avó Margarida II

Dizia a tia Gi que o “paizinho” era muito inteligente e metia respeito. E contava que no dia do casamento, laico, ele tinha decidido que o conservador fosse a casa. Segundo a lei, os casamentos em casa, tinham de ser de “ porta aberta”. O avô José Maria incomodou-se com a assistência que se acotovelava à porta, curiosa daquela inovação “Civil e em casa.” Tirou-se das suas tamanquinhas e fechou as portas. Dizia a avó ”Não foi por isso. É que passou o D. António Herédia que era monárquico” E rematava: ”Conhecia-me desde criança. Chamava-me formiguinha. Tive tanta pena”.

TEMPO DE PARIR, TEMPO DE TEMER, TEMPO DE SERVIR
O avô tinha algumas posses. Terras de família e moagens ali para os lados de Grândola. E duas irmãs. Com a pneumónica a avó começou a fazer a” navette” Évora – Beja para as assistir. E paria. À razão de um filho por ano. “A tua mãe ia nascendo na escada”. Dos treze partos só 7 chegaram à idade adulta. Uns tiveram a Pneumónica, outros uma doença esquisita que lhes paralisava o maxilar e os impedia de mamar. ”Eu não podia fazer nada. Só chorava “. E o Avô? O avô andava na política “e às vezes vinham buscá-lo. A guarda. E eu ficava ali, de noite, a barriga à boca, a pedir que não mo levassem, entre as patas dos cavalos.”
Depois voltava, o avô, e queria partilhar com ela os artigos que escrevia à noite para o jornal. ”Eram giros avó?”- “Sei lá , filha, depois dos miúdos deitados eu queria era dormir
Quando o avô morreu de tuberculose o último filho vinha a caminho. A minha mãe tinha nove anos.

(continua)

Mas então ensinem!


Ainda ontem aqui, nas caixas de comentários, a propósito do proposto «apagão» de sexta-feira muitos de nós insistiram num ponto aparentemente óbvio: o verdadeiramente importante não é essa miniatura de poupança de 5 minutos, mas aprender-se a verdadeiramente poupar energia.
Aliás parece que está estudado que nas casas portuguesas não se poupa lá muito - 6 pontos num máximo de 10.

Acrescentam que «uma utilização mais racional da energia permitiria poupar 178 milhões de euros por ano».
Ora o certo é que toda a gente gostaria de gastar menos, de ter umas contas mais baixas, isso vai de si, nem precisa explicação. Então porque o não faz?
Porque não sabe!
É esse o segredo da abelha!

Note-se que são os casais mais jovens e sem filhos ou com filhos com menos de 10 anos que têm lares mais eficientes e que essa eficiência sobe em relação directa com o nível socioeconómico.
Não é interessante? É que afinal, esses aspectos de economia doméstica também se ensinam e se aprendem, como qualquer outra coisa.
Falta quem o ensine.
E que se dê o exemplo.





terça-feira, fevereiro 26, 2008

Oscars

Nunca vejo os Oscars.
Primeiro - dão a uma hora que sai completamente fora dos meus horários habituais.
Segundo - também não lhes dou uma importância por aí além, sem bem os cordelinhos que são puxados para aqueles resultados.
Terceiro - de qualquer forma venho sempre a saber os resultados mais tarde.
Quarto - esse aspecto do «mais tarde» nunca é tão tarde que seja acontecimento requentado, e portanto não me tira o sono (coisa que o assistir em directo faria)

Dito isto, é sabido que o mais interessante não é a distribuição dos prémios e sim os discursos que se fazem na ocasião. Mas até a isso hoje em dia podemos ter acesso com a maior das calmas.
Cá vem um, bem interessante:



Nota - Um tanto já fora de horas mas se estiverem mesmo interessados nos Óscares, têm aqui um site que diz as informações todinhas...
Pronto, já está!

Lá vou ter de falar no Apagão Mundial


Tenho uma coisa (só uma, eheheheh!) onde tenho mau feitio.
Quando recebo um recado ou mensagem por email ou msn, dou-lhe a importância que merece, muita, pouca, assim-assim, conforme os casos. Mas quando esse FW se começa a reproduzir mais depressa que uma ninhada de coelhos, começo a olhá-lo de ponta. «OK! Já sei!» penso eu, de cada vez que chega um. E se chegam muitos mais, começo a embirrar com a mensagem.
Aqui há uns tempos fui avisada de que no dia 29 de Fevereiro das 7:55 até às 8 - da noite, é claro - se devia apagar tudo o que fosse eléctrico nas nossas casas, e isto ia ser a nível mundial para «o nosso planeta poder "respirar"».
Achei bem.

Depois a mensagem começou a voltar, reenviada por toda a gente! Ontem contei umas doze, todas iguais. E até o meu filho, todo preocupado com questões do ambiente, veio inquirir: «- Já falaste lá no blog?» «- Quêêêê?» «- Então, sobre o apagão de sexta-feira!?»

Tem de ser. Terei de «cumprir o meu dever cívico» e passar a mensagem (apesar de calcular que quem por aqui passa também já recebeu 50 avisos destes!) para que na sexta, dia 29, durante esses cinco minutos desliguem a electricidade lá de casa. Penso que o mais rápido seja desligar mesmo o botão geral do quadro… assim não nos esquecemos de nada.

E vamos imaginar o que se pode fazer em cinco minutos* de escuridão – é mesmo muito pouco tempo, afinal…


*deve ser para não dar tempo ao frigorífico descongelar...

Isto pode acontecer?...


Não sei o que é que o homem fez.
A notícia diz apenas que o Irão pediu a deportação de um seu cidadão que vive na Inglaterra e poderá ser condenado à morte no seu país por ser homossexual.
Quero imaginar que o pedido de deportação seja baseado em qualquer verdadeiro crime que tenha cometido. Tal como está escrito até parece que o crime é apenas a sua homosexualidade.
Parece-me impossível.

De qualquer modo, creio que a Inglaterra por mais que deseje ser simpática com o Irão, se existe a hipótese de, seja qual for a malfeitoria que o senhor Medhi Kazemi tenha cometido se, para além disso, ele corre um risco de morte por ser também julgado por esse «horroroso delito» da sua opção sexual, deve pensar de cabeça fria.
Seria uma decisão tão grave que era uma mancha que, tal como das mãos de Macbeth, o sangue nunca mais desapareceria delas.
Espero bem que não aconteça.

Eleições em Espanha

Sabemos que a Espanha está em Campanha Eleitoral
Há várias maneiras de olhar para o acontecimento e um dos mais interessantes é atravez do humor e dos desenhos
Dêem uma espreitadela esta colecção de cartoons

Uma amostra:

Seis euros e quarenta…?

Como imagino que a quase todos nós, os que não são advogados nem familiares de nenhum, as discussões do novo Bastonário com o Poder Político tem-me interessado sobretudo por ele se atrever a dizer em voz alta o que se resmunga por aí, e dizê-lo com bastante desassombro. Ou seja, o que tem interessado é aquilo que diz respeito a todos.
Mas a verdade é que ele foi eleito para defender os interesses dos advogados, e foi bem claro desde o início, referindo que a classe não pode ser avaliada por aquilo que os seus «barões» transmitem mas que há muitos e muitos «pequenos advogados» que não beneficiam desses estatutos dos famosos nem tem uns ganhos milionários.

Mesmo assim não estava preparada para ler que nas negociações entre a Ordem e o Governo, se discutiu uma portaria que ia sair onde, se por um lado se alargava o número de pessoas com acesso gratuito a uma defesa oficiosa, por outro se pretendia reduzir mais de dez vezes os honorários aos advogados, podendo chegar aos 6,40 euros por processo, já com as despesas incluídas
Como?!!
Propunha-se pagar 6,40 € por um processo e com as despesas incluídas?... Menos do que eu pago por hora à pessoa que me aspira o chão e passa a roupa a ferro? Não é uma questão de estatuto ou de puxar de galões, mas enfim... sempre é trabalho especializado.

Parece que, possivelmente dado a energia deste Bastonário, a proposta foi alterada, mas que tivesse sido feita já revela um descaramento e falta de respeito inauditos!
E talvez se espere que sejam umas defesas bem feitas e bem organizadas, ou isso não interessa?...
Tem também alguma graça o bom-bom prémio que darão aos advogados que consigam resolver os casos sem chegar ao tribunal – recebem mais 50 € por esse feito. Deve ser um bom negócio para os tribunais, que creio que um julgamento deve ser bem mais caro do que isso…

Muitos a mandar

Demasiados.
Um acidente com péssimas consequências (a morte de dois turistas alemães numa falésia algarvia) vem chamar a atenção para um defeito de que sofremos em diversos sectores: quando há demasiadas entidades a mandar a responsabilidade é uma bolinha de pingue-pongue, salta de um lado para o outro sem ser assumida por ninguém.

Este caso é paradigmático.
Existe uma falésia (ou muitas até, pelos vistos) que é perigosa para os visitantes.

Mas…

Não é a autarquia onde se situa esse local que manda ali. Parece que aquela zona depende do Instituto do Património Arquitectónico, Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano e Capitania do Porto de Portimão
A pessoa que foi entrevistada afirma que essas entidades "não têm a noção da realidade nem dialogam com a autarquia, sendo apenas meros emissores de pareceres através de ofícios".
Acredito.
Não faço a menor ideia do que se passa ou passou neste caso, mas conheço o modelo, infelizmente. Quando há muitas colheres a mexer no mesmo tacho muitas vezes a comida esturra-se. E é muito complicado definir claramente as diferentes “coutadas”: o poder é muito atractivo, mas as definições de onde começam e acabam os diversos territórios são
quase sempre muitas vezes indefinidas.
Tenho assistido na minha vida profissional a verdadeiras «peixeiradas» entre pessoas supostamente controladas e educadas porque imaginam que colegas seus lhes estão a entrar nas suas competências.

Assim não vamos lá! Enquanto as tais competências (serão?) estiverem demasiado divididas, também as soluções ficam compartimentadas, e a responsabilidade pelos erros é muito difícil de atribuir.
E isso verifica-se por todo o lado, e a todos os níveis – este caso foi apenas mais visível porque aparatoso e porque meteu turistas o que, naturalmente, é péssimo para a imagem que gostaríamos de transmitir.


segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Músculos de aço!

(clique para os pormenores)

... e solas de borracha, que aquilo pode dar choque!

O «Caderno da AB» - Avó Margarida II

Só para ajudar a localizar, porque este texto vem na sequência de outro que já está lá muito para baixo, comecem por reler Canções de Amor II e, também, Canções de Amor III «o Outro Lado» Vem agora a Avó Margarida:

Só em Lisboa e já na adolescência comecei a desenhar-lhe melhor os contornos. Conversávamos e parecia uma dessas conversas de adolescentes meio secretas. No meu quarto com ela sentada na minha cama. O meu pai não achava graça aqueles cochichos que sabia serem histórias de revoluções ou cantigas malandras e antigas de uma sogra de que não desgostava mas que o incomodava.
A minha tia mais velha, irmã da minha mãe, tremia ao sentir que a imagem gloriosa do “paizinho,” que ela idolatrava, não se estava a sair lá muito bem no julgamento de uma neta mais que póstuma, por cujo sono ele velara, lá da parede, no retrato solene.

A RAPARIGA QUE VIA OS COMBOIOS PASSAR
Passavam os comboios na Aldeia Nova.
E neles, para a morena Margarida de olhos pretos e sotaque castelhano, passava um bem apessoado rapazola. Paravam na estação. Nem sempre. Quando paravam trocavam palavras e uma vez retratos. Daguerreotipos.

Uma vez ele decidiu-se. Iria falar ao pai dela. Falou ao chefe da estação. Mostrou-lhe o retrato da rapariga. O chefe ia de inspecção. E o moço ingénuo: “Se a vir por lá dê-lhe cumprimentos e que lá vou na folga falar ao pai.

O chefe decidiu ir ver a moça ao vivo. E falou ao pai. Pediu-a em casamento. E o pai deu.
Naqueles tempos de 1911 um chefe de estação, 15 anos mais velho era aquilo que se chama a sorte grande para um pai. Foi o 1º casamento civil de Cuba depois da implantação da República.
Republicano e Carbonário o meu avô tinha um jornal. A minha avó mal sabia ler. E dizia-me ela nesses sussurros de temor para os outros: “Depois e durante muito tempo, quando ainda morávamos nas casas das estações, quando ouvia o comboio a vir entreabria o postigo e espreitava… A ver se “o” via. Mas nunca o vi”.

(continua)


O “antes” e o “agora”

Este fim-de-semana li no Sol uma entrevista a António Arnault, o homem em grande medida responsável de que se tivesse criado um Serviço Nacional de Saúde em Portugal.
É completamente compreensível a desilusão que ele ali demonstra.
Foi um sonho que teve, ele imaginou acreditou quando as bases foram lançadas que, exactamente 30 anos depois, os problemas iniciais estariam resolvidos. Nunca, nessa altura, lhe teria passado pela cabeça, que inversamente ao que imaginara, o edifício estivesse agora a desmoronar-se.

Contudo, a entrevista é muito interessante porque apesar desse desconsolo, o Arnault relembra-nos
como era a Saúde ANTES.
Lembra que antes de Abril, muitas das pessoas que viviam em aldeias, só chamavam o médico quando estavam a morrer.

Diz que só havia maternidades em Coimbra, Porto e Lisboa, segundo parece 90% dos partos eram feitos em casa e 30 em cada mil crianças morriam durante o parto, enquanto agora são menos de três em cada mil. (a mortalidade infantil é um importante índice: na época era seis vezes superior à actual, onde é até melhor do que a média europeia!)

Diz que só havia hospitais em Lisboa, Porto e Coimbra, mais de 80 por cento de todos os recursos humanos e técnicos concentravam-se no litoral, enquanto no interior, as pessoas apenas tinham o apoio das Misericórdias.

Diz que os mais ricos pagavam a totalidade dos tratamentos, os outros pagavam em função dos rendimentos e só os pobres não pagavam desde que tivessem um atestado de pobreza.

Em 1971 criaram-se os primeiros Centros de Saúde.


Isto de «um regresso ao passado» é interessante para ver a autêntica montanha russa onde se tem andado: desde o «antes» onde, como se viu, o grosso da população não tinha respostas adequadas e apenas quem tinha dinheiro e vivia perto do litoral podia recorrer aos cuidados de saúde, à tentativa de cobertura de 90% da população quando se criou o SNS, e ao sucessivo apertar da resposta pública com o reforço da resposta privada e dos seguros de saúde e... «hoje o SNS cobre na prática só 70 por cento da população» diz António Arnault.
Estamos bem melhor do que já estivemos, sem dúvida, mas pior do que os planos de 79 e a grande distância do sonho de António Arnault.


O verdadeiro terceiro mundo

Dizemos muitas vezes, quando estamos irritados: isto aqui é o «terceiro mundo». Falo por mim, que também uso a expressão quando comparo cenas aqui da nossa terra com o que se passa em países desenvolvidos que me servem de modelo.
Mas, de vez em quando dá para cair em nós e sentir a verdadeira diferença.
No Zimbabwe, Mugabe festejou os seus 84 anos com uma festa de arromba.
E...
O seu país tem uma inflação que ultrapassa os 100 000%, a esperança de vida caiu abaixo dos 36 anos.
Informam-nos que os alimentos base desapareceram das lojas. O PIB caiu 30% em oito anos. Não há gado, e «um pão custava esta semana cinco milhões de dólares locais».
Terceiro mundo?

O vídeo aqui debaixo não me agrada.
É muito moralista, orientado para crianças no sentido «come a tua sopa, porque há meninos que têm fome» o que, se isso é certo, não faz com que a sopa tenha melhor sabor para quem a não deseja (além de legendado num brasileiro terrível)
Contudo chama de facto a atenção para as assimetrias terríveis na distribuição de bens tão importantes.
Mas o é mais chocante no «terceiro mundo» [e é o que justifica o desabafo que nós por vezes soltamos cá] são as assimetrias dentro do próprio país. É saber que na mesma terra onde vemos aqueles meninos sem comida, sem cama, sem instrução, há compatriotas seus que vivem em locais luxuosos, se passeiam em carros topo de gama e se vestem com fatos de grandes costureiros.
Isso define o terceiro mundo, mais ainda do que a sua pobreza.


video

domingo, fevereiro 24, 2008

Publicidade antiga

Desta vez não fui roubar a publicidade à revista Civilização e sim ao próprio jornal «O Diabo»
Reparem que são as actrizes da época, que rubricam pelo seu punho, as vantagens do Toddy (elegante actriz, Maria Brandão) e de um aparelho de rádio (a primorosa actriz, Maria Clementina).




Cliquem em cada imagem para lerem melhor

Coisas de «O Diabo» - II

Estamos em finais de 1935, e na secção «Coisas do Diabo» vem uma espécie de artigo de fundo (ou editorial?) que scanarizei em duas partes porque o jornal é muito grande, mas consegue ler-se na íntegra, se aumentarem a imagem.
Como podem ler começa:
«A Europa está quase toda unida, graças a Hitler, contra a Alemanha. Ao desejo de guerra deste país, as nações que lutaram contra ele em 1914 respondem com precauções militares inevitavelmente caras e alianças seguras e proveitosas […] Goering diz “Não queremos a guerra mas se no-la impõem-a não podemos impedi-la, faremos o nosso dever quer sejam os nossos adversários um ou dez”»
O artigo continua a explicar que ninguém quer impor uma guerra à Alemanha, pois se o quisessem não os deixavam acabar de se armar como o estavam a fazer.
É muito interessante perceber o receio que paira já, mas ainda alguma esperança de que os ímpetos belicistas de Hitler não tenham resultados muito graves.
Mas convido a que o leiam todo…

Uma música ao Domingo

Naturalmente que hoje a música só podia ser ainda e sempre a do Zeca.
Ali no Coliseu, com a emoção a estrangular-nos a garganta.
Zeca Afonso, SEMPRE!

Um Caderno de Capa Castanha XXIV - Avós 1

«Da minha infância o que brilha talvez com mais luz são as minhas avós. Tive duas, como toda a gente, e foram personalidades que me marcaram muito, bastante mais do que os avôs.
Profundamente diferentes, seria difícil imaginar seres mais diferentes do que a minha avó paterna e a materna. Gostavam muito de mim, isso eu não tinha dúvida, era a primeira neta das duas, mas amavam-me cada uma “
à sua maneira” e o certo é que eu também gostava delas de um modo diferente…
Vou contar-te primeiro como era aquela de quem eu talvez (talvez, não, era certo! digo isto por timidez) gostasse menos: a mãe do meu pai.
Era muito bonita. Talvez como a Branca-de-Neve se essa princesa de conto de fadas tivesse olhos azuis-escuros. Pele muito branca, cabelo preto quase azulado, nariz levemente arrebitado e uns enormes e lindíssimos olhos azuis. Formas talvez demasiado arredondadas para a moda de hoje, mas para a época seria o que se chamava ‘bem feita’.
Moravam na mesma rua dos meus pais, numa casa que tinham alugado perto da minha, creio que para estar perto de nós. Posso estar enganada mas já aí se podia ver um certo desejo de controlo e autoritarismo. E era essa a característica mais irritante da minha avó, era a “super-mãe”, a super-mulher. Uma matriarca à antiga, mandava em casa, mandava na família, mandava em tudo o que pudesse mandar.
A dona de casa perfeita. Sabia fazer (e fazia!) tudo - mas verdadeiramente tudo - o que uma senhora deve saber. Nascida na província, numa casa creio que senhorial, nunca ela ia à rua tinha sempre quem lhe trouxesse tudo aquilo que queria e precisava. Quando cresci e comecei a entender algumas coisas, percebi que o que ela teria gostado era de ter vivido sempre na casa dos seus antepassados, onde tinha nascido e onde nasceram os seus filhos e que eles depois de casados tivessem ficado a viver lá, com as suas famílias debaixo daquele tecto. Era o sonho, como 'devia ser'.
Como isso não se passou assim, o seu feitio de matriarca teve de se moldar a outro estilo. Contudo a relação com as noras não era das melhores, creio que lá no fundo desejava uma vassalagem que lhe fugia. De qualquer modo era perfeita a seu modo - uma maravilhosa cozinheira, tudo o que era costura não tinha segredos para ela, limpezas, lavagens, engomados, feito por aquelas mãos eram de cinco estrelas.
Mas…
Um feitio de enorme exigência, afectuosa sim, mas sem excessos. Achava-me graça, acarinhava-me, lembro-me de algumas ternuras mas sem exageros que não gostava de mariquices. Um beijinho à chegada, outro à partida. As prendas que me davam eram coisas práticas ou úteis. Fez-me muitos vestidos, roupa interior, até meias arrendadas feitas com cinco agulhas, uma coisa que me parecia muito difícil, mas daquelas mãos saía tudo impecável. Não me lembro de nenhum brinquedo que ela me tivesse dado.
Mas ensinou-me muitas cantigas, lenga-lengas, contava-me histórias antigas, enquanto preparava o jantar ou cozia as meias. E ensinava-me todas essas 'prendas domésticas'. Não me recordo nunca de a ver parada sem fazer nada, actividade constante mas com calma, com uma confiança serena da pessoa que sabe o que faz e não se engana.
Sem dúvida que me sentia muito protegida ao pé dela. Para mim ela sabia tudo, e transmitia enorme segurança. Era um sentimento bom, mas não era amor. O amor sentia-o pela minha outra avó.»

Clara


sábado, fevereiro 23, 2008

23 de Fevereiro, dia do Zeca

Foi há 21 anos que partiu.

Mas o segredo que todos sabemos é que continua sempre connosco.





O pacotinho



Afinal, depois de muita discussão, avaliação, grandes análises, um ano depois vem à luz a famoso pacote anti-corrupção:
Dos 14 projectos, nasce uma lei com sete artigos
Bem, podem ser poucos mas bons…

Contudo a tal conversa da montanha e do rato é o que mais nos lembra.

Ao menos que seja um ratinho valente e activo...

Insisto

Este post é apenas uma adenda àquilo que disse há uns quatro dias
Ora muito bem:
Já começamos a saber quais os cursos onde há gente a mais
Mas falta ainda a outra parte e a mais importante:
Quais as formações de que o país tem mais falta?
Isso é que seria fundamental saber-se para poder fazer-se algum planeamento.

(e ainda uma perguntinha sonsa: haverá mesmo gente a mais? Não se precisa de pessoas com formação em Economia, Psicologia, Sociologia e Relações Internacionais?...ou Engenharias Química e Biotecnológica, tiradas em Bragança? Huuummm)


Mais mau tempo no fim-de-semana


É a Lei de Murphy aplicada à meteorologia:
Se pode fazer mau tempo, então de certeza que vai ser ao fim-de-semana
Cá temos de novo o tal alerta amarelo.

Será que as sarjetas dos ‘locais habituais’ já foram desentupidas?

Enfim, dia de ficar em casa, aconchegado, instalado no sofá com um “comando” à mão e um livro no regaço.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A Bíblia em Lego?!



O velhíssimo lugar comum de que nada me espanta, não passa de uma frase.
Eu estou sempre a espantar-me, com mil e uma coisas. Algumas delas seriam previsíveis se tivesse parado para pensar nisso, mas outras nem sequer!

Desta vez fiquei de boca aberta quando descobri uma coisa que afinal toda a gente sabia, que havia peças de Lego que se propunham «construir» cenas da Bíblia.

É daquelas coisas que há umas centenas de anos seria considerado uma heresia completa e uma grande falta de respeito.

Bem, se estiverem interessados (eu penso que não estão, mas a curiosidade existe, não é?) o site onde podem ver tudo esclarecido chama-se The Brick Testament.
Como é que traduzem? O Testamento do Tijolo? Ou «vamos mas é brincar, que afinal isto também dá dinheiro» e não deve ser pouco.


Ai a Santa Inquisição…

Cá está Adão no Paraíso, coitadito, tão sozinho...

E Moisés a dirigir a fuga no meio das água paradas!


E ainda mais uma

(Afinal coleccionar disparates ou notícias cómicas torna-se um vício…)
Pasmem:
Uma das causas dos terramotos é a homossexualidade
Diz a ciência sísmica?
Ná! Diz o Talmud.

Tchi! Mas que energia, gentes!


Tanto trabalho para nada…

Imaginem!
Mas que organização impecável.

Três indivíduos chegam a Lisboa, no sábado, vindos do Brasil pelo que entendo.
Traziam 89 170 cartões de crédito falsificados, e em dois dias – Domingo e Segunda – conseguiram limpar em terminais de Multibanco 26 mil euros.
Deve ter sido um trabalho frenético em apenas dois dias: aquilo era meter cartão, receber o dinheiro, meter outro cartão, receber o dinheiro, meter outro cartão…

Estava já tudo organizado para se porem a andar na terça-feira.
Que trabalho asseado, nem violências, nem grandes riscos tudo quase virtual…

Se fosse em filme, com uns actores giros, aquilo tinha acabado bem para eles.

A vida é que às vezes lhes troca as voltas.

Ai que dor de cabeça…

Ná, ná, não é o que estão a pensar.
Aqui é uma questão de trabalho.
Há uma creche, na Suécia, onde quem lá trabalha só pode usar roupa de cores lisas.
E então porquê?

Uma senhora, lá empregada, parece que fica com dores de cabeça se vê riscas ou pintas, pelo menos a sua directora, Maj Norberg, acredita nisso e faz-lhe a vontade. Que raio de doença...

Há especialistas que concordam que para certas pessoas, muito sensíveis a efeitos visuais, um ambiente só com riscas, ou os quadrados de um pavimento podem provocar dores de cabeça. Mas mesmo esses nunca ouviram falar do efeito se alargar às bolas ou pintas...

Cá por mim parece-me uma pessoa com mau feitio que decidiu embirrar com as colegas e encontrou uma chefe tolerante.
Eu sempre ouvi que:
riscas é para pessoas ariscas

bolas é para pessoas estarolas

pintas é para pessoas distintas

e devem ser essas pessoas que lhe fazem dores de cabeça.


A Associação dos Maridos Devotados


Existe.
Pelo menos é o que nos conta o Portugal Diário.

Não, não é cá, é lá para o Japão.

Parece que tem ainda só uns 150 sócios, e ainda por cima são «homens de meia-idade» :D
A história diz-nos que é uma espécie de escola para ensinar os maridos japoneses a dizerem «amo-te» às suas mulheres.
Não é claro se 1) não sabiam como é que se dizia ou 2) já tinham esquecido, só que parece que afinal «elas» gostavam…

Mas não só!

Também aprendem a «contentar a esposa assumindo pelo menos uma das tarefas de casa; expressar gratidão; ouvir as novidades que a mulher tem para contar do seu dia-a-dia; livrar-se do sentimento de vaidade masculina e de excessiva preocupação com as aparências e olhar directamente nos olhos da esposa ao falar com ela.»
E mais ainda, inventaram um dia (31 de Janeiro) como «Dia da Esposa Amada» e nesse dia – se calhar só aí... – devem
«mostrar na prática seu amor e voltar para casa às 8 horas da noite, jantar com a família e dizer à mulher o quanto ele gosta dela por tudo que ela faz para ele próprio e para a família».
São malucos esses japoneses!...

Olhem que aquela de olhar para a mulher nos olhos quando fala com ela, é cá um exagero…


Hoje não falo de coisas sérias


Não me apetece.

Ando um tanto farta do «estado da nação» que ainda por cima não dá mostras de se alterar lá muito.
De maneira que hoje não vou falar de uma única notícia importante, só gracinhas.
Faço uma pausa, que preciso de relaxar.
Andei por aí à pesca e vi que é fácil descobrir meia dúzia de historietas levezinhas só para sorrir.
O Pópulo de sexta-feira, desta sexta-feira, é mais ou menos assim azul bebé…
(é que de cor-de-rosa estou farta)
:D

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

MILENA

A AB, deixou na caixa de comentários do post debaixo este texto, o post é dela:

Quem alguma vez passou por movimentos de mulheres ou por causas como as (vou ser politicamente correcta) da interrupção voluntária da gravidez, sabe de quem estou a falar. O livro da Milena, Madalena Barbosa, vai ser lançado amanhã na "Ler Devagar" em Braço de Prata às seis horas.
Chama-se "QUE FORÇA È ESSA" e recolhe o que de escrito a intervenção da Milena teve ao longo dos anos.
A Milena não vai estar presente.
Fui vê-la ontem ao Hospital da Luz.
A Milena está a espera que o livro saia.
È o que parece.
"QUE FORÇA É ESSA?"-MADALENA BARBOSA.


Faço uma correcção.
A Milena acabou de partir. Se calhar o que eu disse em cima ...não sei como é.
AB

A Força do Sol


O Alentejo não tem sombra
Se não que vem do céu
Abrigue-se aqui menina
Debaixo do meu chapéu

Já em tempos «anunciei» por aqui que se ia criar esta tal central.
Agora sabemos que está já quase, quase. A famosa maior central fotovoltaica, que vai produzir uma energia limpa nos próximos 15 anos, começou por ser já inaugurada na freguesia de Brinches, em Serpa e em Março será a inauguração geral.
É muito interessante saber que vai ser essa energia que vai funcionar no MARL (Mercado Abastecedor de Lisboa ), já no final do ano.
Este, sim, é um bom progresso.
De aplaudir.

A «apitar»

Sempre tive a intuição que quando o tal famoso apito chegasse a tribunal as sessões com alguns dos acusados deviam ser dignas de relato.
Sobretudo com o major «quantos-são-quantos-são».

A expectativa não está a ser defraudada:
'Eu não tenho medo da Polícia, nem da senhora! A senhora não sabe o que é um despacho nem uma adjudicação" grita ele como o seu 'boneco' do contra-informação.
E, decidido, qual treinador de futebol
diz aos advogados para "não terem medo" e efectuarem perguntas agressivas como quem manda ali.
Habituou-se a mandar e há hábitos difíceis de perder, não é?
Vamos ver a continuação da telenovela. Ou será antes uma «série»?



Boneco do KAOS

Falta qualquer coisa

Ontem os noticiários abriram com uma notícia de alguma importância:
Ficou provado um financiamento de uma empresa a um partido na sua campanha.
Ou seja, aquilo que «se diz» ficou provado em tribunal (mesmo que o actual presidente diga que não foi ‘no tempo dele’ e queira sacudir a água do capote, coisa estranhíssima, como se o partido tivesse nascido quando ele o começou a presidir…)
Falta contudo ainda alguma coisa – entender-se para que é que serviu esse financiamento. A verdade é que não se trata de um partidinho qualquer, é um partido de poder, que o exerceu após essas eleições. Que contrapartida foi negociada com esses muitos milhares de euros
Aquilo foi generosidade da Somague?
Bonzinhos mesmo!

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Muito prático

Nada melhor do que tomar ali a sua banhoca.
É só ir buscar mais um pucarinho de água mais abaixo.

Melhor que nada

Mas ainda tão pouco…
Um cheque-dentista.

Vão começar a dá-los a partir de Março.
Mas veja-se, apenas a grávidas e idosos carenciados, e… esse luxo consiste, no máximo, em 3 cheques de 40 euros
se se verificar a necessidade de continuar o tratamento após a primeira consulta
Todos sabemos que quando se vai ao dentista com problemas nos dentes, basta uma consulta para tudo ficar concertado.

É, não é?

Em casos muuuito difíceis lá voltamos mais duas vezes.

Eu estou a brincar, mas eles não estão, dizem mesmo aquilo a sério!


Como penso, é apenas melhor do que nada, e sobretudo é positivo porque abre uma porta.
Mas porta verdadeiramente aberta seria essas consultas funcionarem nos Centros de Saúde com os médicos dentistas a trabalharem como outra das especialidades mais necessárias, e deixarem-se de cheques!


Nota – Comentário feito pela SaltaPocinhas, que merece saltar para aqui:
E agora para algo completamente diferente dos comentários feitos até agora (que as moedas têm sempre 2 faces, não é??)
Ontem houve na minha escola um rastreio aos dentes das crianças. Aos que têm dentes estragados ou em vias de é-lhes dado um papel para os pais assinalarem o "estou interessado" ou "não estou..." E interessado em quê?
Nada mais nada menos que o encaminhamento para um dentista dos aderentes a este programa. O papel dos pais/mães é apenas o de levar as crianças às consultas.
Completamente grátis
E, acreditas que hoje já tenho um papel com o "x" no não interessado? E que o senhor que veio fazer o rastreio me disse que seleccionam 200 alunos porque já sabe que desses 200 nem 100 aceitam? E que muitos dos que aceitam vão a uma consulta e depois desistem dizendo que "não têm vida para isto"??