terça-feira, junho 30, 2009

Sinceridade fatal (?!)

Na sexta-feira passada fui a uma festa.
Como acontece nestas ocasiões, quem organiza os jantares agrupa as pessoas em mesas de acordo com as relações anteriores que sabe que elas têm de forma que assim me encontrei com algumas velhas amigas. Já se sabe que nestas ocasiões é muito vulgar os elogios simpáticos do tipo «estás na mesma!» ou «olhem para ela, está óptima!», etc. Aliás, por acaso naquela mesa esses comentários até eram merecidos porque realmente estas «velhas amigas» estavam aquilo que se costuma dizer ‘bem conservadas’.
Na minha opinião.
O engraçado é que, por conveniência da arrumação das pessoas, estava na mesma mesa o filho de uma de nós (não, não era o meu!). E a mãe dele, em ocasiões anteriores tinha constatado que a respeito de uma nossa amiga comum ele tinha mostrado uma grande e agradável admiração com o seu aspecto, declarando que ela parecia muuuuito mais nova. Eu assisti, sou testemunha!
Portanto, segura de que era essa a opinião dele, e no desejo de ser simpática para a nossa amiga, insiste
- «Oh Miguel, mas tu não achas que a T*** parece mais nova do que a sua idade?»
- «Sim», admite ele, com alguma dúvida.
- «Alguém lhe dá os 50?!» continua a mãe, sem reparar que o gelo era fino «Quantos é que achas que ela parece?»
- «Huumm… Uns 48, 49…»
Pois é. Há as 'mentiras sociais', e depois há a sinceridade - menos social sempre e, no caso, profundamente cómica.
Acabou tudo à gargalhada!

segunda-feira, junho 29, 2009

E se calhar não queria

Quando vi uma referência à «reforma» (escrevo com aspas porque aquilo não se pode incluir na categoria de reforma) do Jardim Gonçalves, ri-me e disse para quem estava ao meu lado: «Também queria!»
Sabia-se, porque foi falado nos media, que Paulo Teixeira Pinto com 46 anos (de idade, não de trabalho!) tem uma reforma vitalícia de 500 mil euros anuais. Não encontrei quanto receberá o Jardim Gonçalves, mas palpita-me que não seja muito menos.
E para além dos trocos da sua reforma, quando viaja é em avião Falcon, e tem direito a 40 seguranças privados, tudo pago pelo seu Banco.
Mas a verdade é que nem sei se eu queria mesmo.
Claro que queria ter uma boa reforma. Mesmo muito boa se fosse possível. Que me permitisse ter uma boa qualidade de vida, sem me preocupar com o dia de amanhã, com a subida dos preços, com a possível falta de saúde, com qualquer azar que acontecesse a um meu familiar.
Seria muito bom e confortável sentir a segurança que o dinheiro dá. Não me ralar com a renda da casa, não olhar logo para a coluna da direita nos restaurantes, comprar os livros ou músicas que desejasse sem fazer contas de cabeça. Isso queria.
Contudo, por um lado nem queria 40 seguranças privados (tchi que medo!) nem via a menor necessidade de um avião apenas para mim, e por outro lado sentir-me-ia muito desconfortável se soubesse que esses privilégios, essa reforma de luxo, era só para mim ou para uma dúzia de pessoas como eu. E o resto dos reformados? A verdade é que tais benefícios não poderiam ser partilhados - em nenhum país do mundo tal acontece, pelo contrário à medida que a qualidade de vida aumenta diminui o fosso entre ricos e pobres – e tenho a certeza de que não me sentia bem e contente a receber 500 mil euros e olhar à minha volta e ver aquilo que se passa.
Pensando bem, acho que não queria aquilo.
Mas que queria muito mais segurança do que tenho, ai isso nem se discute!

... e parvos?!




Estamos conversados sobre os variadíssimos «estudos» que polvilham o nosso quotidiano. Já aqui tenho dito da minha desconfiança da fiabilidade dos mesmos em grande parte dos casos. Não se sabe como é a amostra, não se sabe como foram feitas exactamente as perguntas, só se conhecem as conclusões que ou estão de acordo com o que sabemos e aceitamos, muitas vezes com um encolher de ombros, ou não estão e ficamos muito desconfiados.
Este então é de se tirar o chapéu! Quase que vale a pena comprar um para o tirarmos. Pobretes mas alegretes?!
Portugueses são pobres, estão desmobilizados mas consideram-se felizes
Então 'é assim':
«Cerca de um terço da população vive “um contexto de precariedade” e está preocupado “com a sua sobrevivência” contudo o grau de satisfação e o da felicidade está acima da média da escala».

É caso para perguntar se perceberam a pergunta?...

domingo, junho 28, 2009

Uma música ao Domingo

Nem todas as suas canções são do meu agrado, mas algumas são reconhecidamente muito boas.
Como despedida de uma grande voz:


Michael Jackson - Black Or White



ou

sábado, junho 27, 2009

Não haja confusões...

(É no Brasil, penso eu.
Mas...
...alguns deles acho-os fenomenais!)



Sem gasolina


Desta vez não é uma «boa notícia» nacional, mas quando há um progresso geral podemos concordar que também é bom para nós.
É claro que não se pode (nem deve) voltar atrás quanto a transportes. Desde os tempos pré-históricos que se vai evoluindo quanto ao modo de deslocação. Inventaram-se as ferraduras e passou-se a andar a cavalo. Inventou-se a roda e nasceram os carros. Mas tarde com o vapor vieram os comboios, com a gasolina os automóveis e os aviões.
Tudo isso é progresso.
E aumenta uma forma de qualidade de vida para muitos de nós.
Mas tem como consequência a poluição e a perca de outro tipo de «qualidade de vida». Isto já é conversa antiga.
Ora uma das alternativas em que se está a trabalhar para manter as «duas qualidades de vida» é a energia solar. O sol está ali e não é por ser usado que se gasta mais, não se lhe está a roubar nenhum pedaço...
Muito bem, a energia solar está a ser usada em muita coisa e até na aviação. E a notícia interessante é que esta sexta-feira foi apresentado o primeiro avião solar capaz de atravessar o Atlântico, e está à vista um que pode fazer uma viagem à volta do mundo.
Explicam que «de dia, usa 12 mil células fotovoltaicas que cobrem as asas e de noite, plana e utiliza a energia acumulada nas baterias de lítio».
É claro que ainda é um projecto numa fase experimental. E entendi que, por enquanto, não anda com passageiros.
Mas é assim que se começa.


Outra «boa notícia», a nível mundial, é que um país africano, Togo, aboliu a pena de morte
A pouco e pouco o Mundo avança. E que isto seja em África, ainda sabe melhor!


sexta-feira, junho 26, 2009

Positivo e negativo


Como sabemos, tem havido no mês de Junho um calor terrível dias de um calor terrível e, no último fim-de-semana, muita e muita gente procurou o fresco da beira-mar. Deu-se uma imigração massiva para as praias, tanto quanto percebi (quem não foi é porque achou que só o esforço de se deslocar já era excessivo…)
E, curiosamente, o conforto de nos transportarmos até à praia em carro próprio, que é algo relativamente recente, tem um efeito perverso. Passo a explicar a minha ideia:
Há muitos anos (os mais novos de 30 anos nem se recordam de tal…) só algumas pessoas, as mais abastadas, tinham o luxo de possuir carro próprio. Quase toda a gente, andava de autocarro, eléctrico, comboio, camioneta, ou até em situações de urgência, de táxi, mas o automóvel era luxo de muito poucos. Portanto, quando se ia à praia ou se alugava uma casa junto dela e portanto ia-se simplesmente a pé, ou se escolhia uma camioneta ou um comboio que nos deixasse lá perto.
Não seria muito bom porque tínhamos de carregar com o material de praia até à camioneta ou ao transporte que servisse para esse fim e, nem sei se por isso, não havia tanto o hábito de ir à praia como há hoje, que mal começa a fazer bom tempo corre-se para lá em massa.
Quando os carros começaram a ser mais comuns sentia-se que a comodidade era bem maior! Que delícia, íamos até quase junto da areia e, mesmo que o carro não pudesse ficar ali, deixava-se a família, os sacos, o guarda-sol, e ia-se estacionar um pouco mais à frente. Excelente.

Acontece que entretanto a ‘democratização’ do transporte privado, alterou as regras. Hoje em dia, a cada metro quadrado de areia ocupado por uma pessoa correspondem 4 metros de estacionamento ocupados por uma viatura. Ou seja, cada praia precisa de ter uma zona de estacionamento bem maior do que ela própria. Lembro-me de que a praia onde eu costumava ir tinha uma camioneta que fazia carreira entre o larguinho junto à praia e a vila mais próxima. Claro que quem ia de camioneta tinha de conhecer o horário para estar na paragem e essa carreira acabava no final da tarde, mas era uma opção e cómoda de certa forma.
Ora desde há alguns anos que isso acabou. O estacionamento transbordante por tudo o que é sítio nos dois lados da estrada, fez com que a camioneta não conseguisse passar e a empresa desistiu.
Ou seja, aquela é uma praia que passou a só ter acesso de carro e, ou temos a sorte de apanhar um lugar de alguém que está de saída ou somos obrigados a andar uns bons quilómetros a pé.

De tirar a vontade de lá ir!
Foi o que me aconteceu o fim-de-semana passado. Ao ver o tamanho da fila dos carros já estacionados, fiz meia volta e regressei a casa!
Livra!!!
Será que neste será melhor?

quinta-feira, junho 25, 2009

Birras

Há coisas que nos deixam de boca aberta.
Termina amanhã o prazo para eleger o novo Provedor de Justiça.
E, pelos vistos, o braço de ferro entre PS e PSD continua
Aparentemente os candidatos do PS e PSD só têm de mal para cada um deles o facto de serem nomeados pelos adversários. Não dei conta de que se apontasse nenhuma incompetência.
Ficarão a discutir até às eleições?...
Não há pachorra.
Coitado do Nascimento Rodrigues. Acabou o mandato há meses, anda a desejar descanso e tem idade para isso, mas parece que o cargo é vitalício. Quem o aceita nunca mais se livra dele! Ouvi agora que Jorge Miranda já não o aceita.
Livra!
Eu também não ia nessa....



(não encontrei a Ferreira Leite e o Sócrates mas vamos fazer de conta...)

De volta à adolescência

Não acredito!
Sinto uma vontade de rir incontrolável, com a máquina do tempo a girar para trás numa velocidade louca.
Nos meus anos teens, um desastre que me deixava em fúria era quando, com aqueles desequilíbrios hormonais da adolescência, me nascia uma borbulha sempre num sítio em evidência, na véspera ou dia em que estava a planear ir a uma festa.
Ora peço que acreditem que fui convidada para ir sexta-feira (amanhã!) a uma festa muito simpática, hoje senti uma impressão no nariz e, ao olhar-me ao espelho, descubro uma borbulha a nascer mesmo lá na ponta?!
Palavra de honra!
Só a mim!!!
(que sensação estranha de um 'dejà vu' fora do tempo e que vontade de rir!)

quarta-feira, junho 24, 2009

Livros e bibliotecas

Por gosto, por educação, por feitio, gosto muito de livros.
Desde criança, ainda não sabia bem o que queria dizer «ler» mas encantava-me ver os mais velhos com livros na mão e sabia que aqueles sinais pequeninos eram palavra que ditas em voz alta eu podia entender. Algo de mágico. Aliás é das recordações mais fantásticas da minha vida o primeiro livro que li sozinha, ainda hoje sei de cor o primeiro parágrafo! E tenho gosto em 'sentir' um livro nas mãos. Admira-me um tanto como há quem se interrogue do interesse de publicar em papel???
É inútil dizer que tenho muitos. Fui perdendo ao longo dos anos os livros da adolescência e muitos da minha biblioteca de adulta também levaram sumiço com o tempo, mas a verdade é que hoje o meu problema maior é arranjar espaço para arrumar tudo o que tenho ido acumulando ao longo da minha vida.
Ora acontece que uma das minhas ‘fontes de abastecimento’ de vez em quando é a Amazon. E esses senhores, que sabem vender, desde a minha segunda encomenda construíram o meu perfil e volta não volta tenho no meu email um lembrete da Amazon recordando que a obra X ou Y me deve interessar. Espertos. Estou a escrever isto porque ainda ontem chegou outra dessas ‘mensagens’ sugerindo a compra de mais um ou dois livros que eles sabiam que me iam interessar.
Muito bem. E interessam. Mas…
Mas acontece que o meu ordenado está cada vez mais pequeno, enfim quero eu dizer que tudo aquilo que preciso comprar está cada vez mais caro. E, o espaço da minha casa não aguenta mais estantes uma vez que o limite é o tecto e não posso entrar pela casa do vizinho.
Tenho ouvido que noutros países há o hábito de se trazerem livros de bibliotecas para o prazer da leitura, e que existem muitas, actualizadas, de fácil acesso. De vez em quando leio uma história onde uma personagem se refere ao seu ‘cartão da biblioteca’ tal como nós falamos do cartão de multibanco. Há países assim. Mas não o nosso.
Temos bibliotecas, sim. Conheço muitas. Cada Câmara tem pelo menos uma e as das grandes cidades têm várias. E há a Nacional, é claro. E as Escolas também têm, assim como as Universidades. E as Fundações. E outros organismos privados. Mas em relação à população do nosso país que gota de água isso é! No caso que referi, o tal livro que era o isco do email da Amazon, se o quisesse ler este fim de semana, onde o ia procurar?...
Afinal, os livros de que gosto tanto, são um bem supérfluo, só pode ser. Uma espécie de jóias, quem quer luxos paga-os, não é?
Era o que faltava estar a investir em bibliotecas quando há TGVs e obras importantes à espera.
Mas que parvoíce de ideia.

Só não via quem não queria ver

«Descobre-se» agora que os Hospitais privados discriminavam doentes beneficiários da ADSE
Mas há alguma dúvida?
Bastava telefonar para lá a marcar uma consulta. A menina que atendia perguntava, à cabeça, que sistema de saúde se tinha, Privado ou ADSE. E a marcação era completamente diferente no tempo de espera.
Eu própria experimentei - uma marcação em meu nome e outra, de seguida, para o meu filho que tem um seguro. Para a mesma especialidade para não haver dúvidas!

(já que se privatiza tanta coisa, porque não se privatiza a adse?)


terça-feira, junho 23, 2009

«Sem rasto»

Falou-se bastante ontem, na comunicação social, de uma reportagem na PJ sobre o desaparecimento «sazonal» de adolescentes dos 13 aos 18 anos. A Polícia é de opinião que os jovens desaparecem mais nesta época por causa dos namoros de Verão e por causa das más notas. É lógico e eles devem ter indicadores seguros para afirmarem tal.
Por outro lado também ontem se chamou a atenção para o exame de matemática, que parece não ter sido tão difícil como o de há dois anos. A «terrível» matemática, pesadelo de muitos estudantes. E não são apenas os jovens estudantes portugueses que se assustam com a matemática, ela é considerada ‘assustadora’ pelos estudantes de muitos países, e até se encaram como dignos de respeito os alunos que gostam desta matéria e a dominam bem. Não estamos sozinhos.
O que me causa um pouco (poucochinho) de estranheza, é o facto de a perspectiva de receber uma má nota perturbar tanto um rapaz ou rapariga que prefiram fugir de casa a enfrentar a reacção dos pais.
Claro que não estou a duvidar que isso aconteça. Os muitos milhares de estudantes que frequentam o nosso ensino correspondem a muitos milhares de pais, e decerto que o modo dos pais lidarem com a decepção de ter um filho com mau aproveitamento deve ser tão diferente entre si como os diferentes modelos de pais que existem, é certo. Contudo… É quase um lugar-comum pensar que os pais da actualidade são mais tolerantes. Há muito quem os considere até tolerantes demais, muitos professores testemunham que são desrespeitados pelos seus alunos porque os pais apoiam os filhos incondicionalmente, que os jovens de hoje abusam nos seus direitos, que são muito mimados e tudo lhes é perdoado. Temos ouvido isto em todos os tons.
Daí a minha surpresa ao ouvir agora dizer que tantas fugas de casa na altura das notas é por medo da reacção que os pais venham a ter no caso de elas serem más.
Afinal em que ficamos?
Os pais do princípio deste século estão ao lado dos filhos contra os professores, como se dizia? Ou são tão severos que é preferível uma fuga de casa ao medonho castigo que se prevê?
Não sei. Mas inclino-me mais para a hipótese dos tais namoros estivais, que isto da força do calor é terrível.
E isto do amor é forte.

Bem mais forte do que as notas boas ou más.



segunda-feira, junho 22, 2009

O óptimo, o bom e... o impossível


«Não sei se vá ou se fique
Não sei se fique ou se vá,
Se vou lá não fico aqui,
Se fico aqui, não vou lá!»

Quando era criança cantava-se um sambinha brasileiro com este refrão ou pelo menos estes versos (não me lembro de mais nada da cantiga). Passaram-se tantos anos e nunca a esqueci porque de uma forma divertida, resume o que se sente tantas vezes quando precisamos de fazer uma escolha. É verdade que em determinadas situações podemos conseguir ficar com duas ‘alternativas’, mas de um modo geral escolher significa perder a coisa que não se escolhe mesmo que ela também seja boa…
Isto vem a propósito de que quando falo aqui dos meus fins-de-semana, ou pequenas férias, - ou até grandes férias! – numa aldeia muito sossegada, a maioria dos comentários é no sentido de apoiarem estas minhas fugas, mas há um ou outro tocando a tecla do «eu cá não sou assim» ou «que bom gostares porque eu morria de pasmaceira» mais ou menos.
E é curioso que, apesar de repetir aqui vezes sem conta o bem que me sinto lá e a pena com que regresso a Lisboa, o certo é que também não me imaginava a viver sempre lá. Consigo fantasiar que inverto os tempos, que passo 4 ou 5 dias na aldeia e 2 ou 3 em Lisboa, e mesmo assim é uma troca que não me deixa muito confortável. Com todas as vantagens que tem o campo, o certo é que só conheço dois casais que optaram por fazer da sua casa nessa aldeia a sua residência de todo o ano. E qualquer deles têm umas casas maravilhosas e um tipo de profissão que os obriga a vir a Lisboa algumas vezes por semana. Um exílio verdadeiro, mesmo dourado, é uma opção difícil.
Sei de um casal (de quem sou mais ou menos amiga) que depois de se reformar tomou essa decisão: construíram uma casa à sua medida no meio de um pinhal, venderam a que tinham em Lisboa, e instalaram-se em definitivo no campo. Fui visita-los algumas vezes e reconheço que estavam muito bem instalados - uma casa muito bonita e funcional, espaço para tudo e até um belo atelier porque ele é artista plástico, um lindo jardim, garagem para 2 carros – enquanto em Lisboa tinham 3 divisões, mais ou menos acanhadas, num segundo andar. Contudo já vai para uns dois anos que não sei deles. A pouco e pouco vamo-nos afastando mesmo sem querer. E creio que se eu tomasse a mesma opção me acontecia o mesmo.
O que vou pensando é que são duas faces que se completam de uma mesma realidade. Eu adoro estar na minha 'casinha de brincar', exactamente porque sei que depois regresso à minha vida mais movimentada. Se tivesse de optar por uma delas, digo sinceramente que tinha a maior das dificuldades.
Alterando a cantiga o bom seria «ficar aqui» sabendo que posso «ir lá».

domingo, junho 21, 2009

Sossego de Domingo

Que tal?....

Uma música ao Domingo

Volto a Portugal e à guitarra portuguesa:

sábado, junho 20, 2009

A cor dos telhados

Este sábado não falo de «boas notícias» mas antes de uma boa, ou engraçada, ideia.
Tinha lido por aí, algures, que uns cientistas pensavam que um modo de combater o aquecimento global seria pintar os telhados de branco. Segundo essa teoria como «as coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, as claras reflectem até 90% da luz solar» nas grandes cidades que têm telhados escuros, se eles passassem a ser brancos a tendência quase se invertia.
Bem, mas nós em Portugal, sobretudo no Centro e Sul usamos telhados feitos de telhas (como o nome indicada) e as telhas mais comuns têm uma típica cor de tijolo. Uma cor viva, até alegre e não especialmente escura. Além de que o branco dá um pouco ideia de uma coisa um tanto fantasmagórica…
Mas li agora uma outra hipótese, e essa mais bonita e simpática: telhados verdes. Parece que se já usam bastante nos países nórdicos, e na Alemanha, mas agora avançam para a América do Sul – México, Bolívia, Cuba.
Vantagens: a) criar pequenos pulmões das grandes cidades criando corredores que facilitem a circulação atmosférica b) melhorar o microclima, c) reduzir o consumo de energia por um decréscimo no uso do ar condicionado em regiões quentes e do frio em regiões com invernos rigorosos d) reter as águas pluviais nas regiões de chuva intensa e) reduzir os efeitos dos raios ultravioletas e os extremos de temperatura e os efeitos do vento (porque nesses telhados a temperatura não passa de 25º contra o dobro dos telhados convencionais)
Eu cá não sei se isto é tudo verdade, limitei-me a transcrever o que li, mas se for assim não é má ideia.
E não fica nada feio!





sexta-feira, junho 19, 2009

Pode não ser verdade...

... mas também podia bem ser!




daqui

...ainda sobraram uns trocos.
(só me faz espécie o valor da contribuição comunitário:
5.532, 21? não é conta certa?
)


Mas o que é que custa?!

Estava ontem a fazer a minha visita habitual aos blogs amigos cujos ‘ultimos posts’ mantenho actualizados na coluna da direita, e encontrei uma história no Charquinho. Ia escrever «história interessante», mas detive-me no adjectivo porque o interesse dela é pela negativa. Mostra como ensinamos aos nossos meninos que a falta de pontualidade e o improviso constante afinal não são nenhum mal.
Irrita-me muito. E porque é uma atitude tão enraizada que quem não funciona assim parece «esquisito». É olhado um tanto de lado, uma espécie de maluquinho.
Eu sei que peco um tanto pelo extremo oposto. Já contei aqui que sou um tanto obessiva e o que é demais, é demais. Mas, por outro lado, orgulho-me de, sendo também teimosa, conseguir levar a água ao meu moinho quando penso que é importante.
Há muito anos, tive um cargo de algum (relativo) relevo, num gabinete equiparado a secretaria de estado. Dentro das minhas funções deram-me uma vez a tarefa de organizar um seminário sobre um determinado tema. Deu-me muito trabalho. Apesar de ser apenas de dois dias, convidámos muitos especialistas estrangeiros, e decidiu-se que seria no Porto e não em Lisboa, pelo que tive de sair da «minha zona de conforto».
Mas organizei tudo e quase sozinha. Os participantes das mesas, a ordem por que falavam, o tempo de cada intervenção, as águas, os cafés, os programas, os cartazes, os hotéis, o jantar de convívio...
Escolhi uma hora de início razoável. Nem cedo, nem tarde segundo pensei. E uns 10 minutos antes da hora já lá estavam os convidados, a sala estava composta, a mesa com as flores e as águas, e liguei para a minha chefe que iria abrir as conferências. Estava calmamente no hotel. «Ah, Emiéle, acabei o pequeno almoço, vou-me arranjar mas dentro de meia hora estou aí» responde-me toda bem disposta. «Não se preocupe, eu vou organizar isto de outra forma!» e desliguei. Subi ao palco, peguei no microfone e anunciei: «Houve uma alteração, a Sra. Dra. XYZ fará antes o encerramento destes trabalhos, que vão ter início dentro de minutos» e continuei fazendo uma curta apresentação.
Começou à hora. Uma hora mais tarde aparece a Dra. tal, muito fresca, o motorista tinha-a a deixado à porta. Ficou estarrecida ao ver que estava a falar o segundo orador, o primeiro já tinha acabado! Delicada e firmemente expliquei-lhe que tinha achado de boa educação iniciar os trabalhos mas que tinha avisado que ela faria o encerramento. Nem me conseguiu dizer nada.
E acabou a horas. No dia seguinte começou a horas e no final lá falou a senhora. Tudo dentro dos prazos. E fiquei desvanecida quando várias pessoas me vieram cumprimentar dizendo que «nem parecia em Portugal».
Era um elogio.


quinta-feira, junho 18, 2009

Maioria(s)

Está muito na berra agora o discurso sobre «maioria absoluta».
Maioria, aprendemos na escola em crianças, é «um subconjunto de um grupo cujo número é superior à metade do grupo inteiro». Ela pode ser grande ou pequenina, mas vale o mesmo. Mais uma unidade ou mais cinquenta mil, são maiorias mesmo que se pense que uma «é mais maioria» do que a outra...
Em Portugal, está estabelecido que deve formar governo o Partido ou Coligação que obtiver mais votos nas eleições. Mais votos, mais deputados, deve ser governo. É o que diz a Constituição. E também se sabe que, para grande parte das medidas que um governo deve tomar, é necessário ter uma «maioria simples», ou seja ter um número de votos favoráveis superior ao número de votos contra dos deputados presentes (daí a porca torcer o rabo quando uns tantos decidem fazer uma feriazinhas quando não devem...) .
Parece simples.
Aparentemente, trata-se para um governo de mostrar que domina a diplomacia interna e sabe negociar com os outros membros da Assembleia as medidas que propõe. Se as medidas forem bem justificadas, e em benefício da generalidade das pessoas, será difícil a toda a oposição estar contra sem uma boa justificação.
Parece difícil mas tem acontecido muito, essa birra da oposição, que muitas vezes quase nem avalia o que é proposto e fica logo do contra. É um erro. Erro que se paga quando, numa contra-jogada, o partido que acredita estar em vantagem pede ao eleitorado uma maioria absoluta.
Isso já se passou por mais de uma vez. Mas a verdade é que quando se faz tal, o eleitorado está a passar um cheque em branco, a mostrar uma total confiança no partido em que se vota. E eu até concordo que se possa fazer uma vez. Porque não? No final da legislatura cá estamos para pedir as contas desse cheque em branco, porque isso fazia parte do contrato.
Mas é muito extraordinário que quando se chega a essa fase, os tais beneficiários do cheque, assobiem para o lado e afirmem que se as coisas correram mal a culpa foi dos outros meninos.
E que tenham a lata, de renovar o pedido para outro cheque!
Já demos para esse peditório, não foi?...


quarta-feira, junho 17, 2009

O espírito do desporto

Sábado passado a tv transmitiu futebol num «jogo a brincar». Mais do que um jogo amigável, era um jogo entre amigos.
Um punhado de jogadores profissionais, alguns já reformados mas ainda excelentes jogadores, e outro punhado de amadores, com nomes sonantes noutras lides, enfrentaram-se num jogo de futebol cuja receita revertia para acções de beneficência. O que quer dizer que estavam ali a jogar pelo gosto de jogar, sem lucro nem económico nem de glória. E para mim foi uma hora e meia muito agradável! Contra aquilo que muitas vezes se vê em jogos profissionais, aqueles jogadores – quer a sério quer amadores – não paravam um minuto, viam-se sempre a correr ali no campo, e ainda por cima o jogo acabou com muitos golos, coisa que dá sempre gosto (a frustração que se sente ao ver um jogo de futebol a acabar com zero a zero como acontece tantas vezes!)
Ali foi uma beleza, 7 a 4, e até houve um penalti…

Mas o mais agradável foi a boa disposição que eles mostravam. A agressividade, a violência escusada, a irritação que tantas vezes acompanha os jogos de futebol, estava completamente ausente. O árbitro era uma ‘árbitra’ e ninguém contestou o que ela mandava (excepto a vez em que mostrou um cartão amarelo, talvez para dar ar ao cartão, e o jogador ‘amarelado’ lho pediu e lho mostrou a ela, talvez o momento mais apalhaçado do encontro que de resto até foi a sério). É claro que não se cansaram lá muito, sobretudo os amadores porque havia muito mais do que 11 jogadores de cada lado e as substituições foram muitas. Até o ‘treinador’, o Mourinho que costumamos ver de sobrolho carregado e expressão concentrada e séria, ali estava com um sorriso aberto e muito bem-disposto.
Quando terminou também eu tinha um sorriso e um pensamento. Porque não poderá ser sempre assim?!
Há quem diga que o futebol dos tempos de hoje é uma espécie de sublimação das guerras de outros tempos e que as pessoas canalizam para aqueles «guerreiros» em campo-de-relva a energia que não se gasta em campo-de-batalha.
Não sei, não. A verdade é que as guerras ainda existem por todo o lado, o mundo está bem longe de estar em paz, para além de que esse excesso de energia bem poderia ser canalizado para outras «guerras» onde ela seria bem necessária. E um futebol assim, amigável, bem-disposto, sem golpes baixos, que terminou sem taças mas com um jantar com todos os participantes, lavou-me a alma.


Eu seria uma espectadora bem mais assídua se fosse sempre assim!

Persia Irão

Só tenho perguntas dúvidas e pouquíssimas respostas.
O que sei do médio-oriente é não apenas em “segunda mão” como muito confuso porque trata de valores que não são os meus. Aliás é sobretudo isto que me baralha. Porque afinal a História é sempre estudada «em segunda mão», nenhum de nós esteve na Batalha das Termópilas, andou nas caravelas, assistiu à Guerra das Duas Rosas, passou pela Revolução Francesa, viveu o início da Revolução Industrial. E aprendemos alguma coisa com o estudo da História e até temos opiniões. Mas isto porque os acontecimentos eram avaliados por uma bitola que nos era familiar.
Em relação ao Médio-Oriente, quanto à questão Israel-Palestina tenho a minha opinião, mais ou menos fundamentada. E também a tive quando foi a invasão do Iraque. Mas creio que porque um dos lados do conflito era ocidental e com valores como os meus. E agora nesta questão iraniana, também tenho a minha opinião uma vez que os Direitos Humanos têm de ser universais e, pelo que sei, foram muito atropelados naquele país.
E... tenho a sensação de que me faltam sobram dados. Mais uma vez, como tem acontecido com os últimos grandes acontecimentos, as coisas têm sido transmitidas em directo, desta vez até com a ajuda do twiter. Faltando a informação dos media credenciados, uma vez que os dirigentes iranianos não aceitaram o seu trabalho, estas informações de sites de candidatos ou de redes sociais têm um enorme peso. Ou seja, foi uma péssima jogada do Ahmadinejad.
Tenho a ideia maldosa de que se o Iraque não tivesse petróleo, ou se o Irão não tivesse petróleo e não andasse às voltas com o urânio enriquecido, não teria batido tão forte a falta de democracia. Afinal no Zimbabwe, o Mugabe ‘ganhou’ uma eleições de um modo perfeitamente semelhante, e o Mundo resmungou mas calou-se.
Mas não deixo de sentir como isto é impressionante:
Um milhão de pessoas nas ruas?
Mulheres a assumirem posições de contestação?
Uma teocracia a ser questionada?

A verdade é que ali as ‘instituições não-eleitas’ têm ali um peso tremendo. E isso custa a aceitar.
Afinal até no Estado do Vaticano o Papa é eleito pelos Bispos, não é?...



terça-feira, junho 16, 2009

Iniciativa, precisa-se

Expliquei aqui que passei a última semana de férias na minha aldeia. Ela é pequenina e lá poucas coisas se passam dignas de registo, mas fica a poucos quilómetros de uma vila onde decorre a nossa «vida social». É aí que existe uma loja de que já aqui tenho falado muitas vezes pelos melhores motivos: a dona é de uma enorme simpatia e a loja tem coisas originais e de bom gosto por um preço acessível.
Ora bem, na mesma vilazinha, com bastante comércio, - Farmácia, Posto de Bombeiros com um atendimento a doentes que é quase um Centro de Saúde, um cabeleireiro que agora passou a Spa, restaurantes razoáveis e, naturalmente, lojas para quase tudo o que se pode precisar - abriu há uns tempos uma lojinha muito simpática.
Inicialmente era para substituir o quiosque de jornais cujo dono se reformara, mas não só, tinha outras legítimas ambições. Como o espaço era bom, para além dos escaparates com imensas revistas e jornais, tinhas mostruários com objectos para lembranças ou recordações, brinquedos simples, alguns DVDs e livros, coisas para a praia, e mais ao fundo mas ainda com boa luz, tinha uma pequena máquina de café e uma mesinha com cadeiras, onde quem quisesse se podia sentar a beber um café e a dar uma vista de olhos pelo jornal acabado de comprar. Ah, e também fazia lá carregamentos de telemóveis, actividade que lhe dava muita freguesia!
Para além disso, a cereja no bolo: tinha dois computadores ligados à net o que permitia contactos a quem não a tivesse em casa. Era rara a vez que eu lá não fosse que não estivesse alguém a utilizá-la, sobretudo estrangeiros em viagem. E, claro, a criançada ia para lá fazer jogos de computador. Para além disso tudo, o Sr. R. é também muito simpático, conversador, bem-disposto, e um sujeito educado.
Bem, o Sr. R. mudou a loja de sítio.
Agora dá para a praça e é ainda maior, têm até um canto com um plasma e uns sofás onde se pode ver tv, saboreando o tal cafezinho. Parecia tudo bem, mas… Ao mudar de um local para o outro, aceitou um contrato com a Cabo, ficando com TV, net, e telefone do mesmo fornecedor. Julgava que seria bom, mas a coisa não funcionou. Perdeu a net, nunca teve telefone e só ficou com aquilo que no seu caso menos interessava – a tv. E, apesar das suas reclamações repetidas diariamente durante o primeiro mês, nunca a coisa foi arranjada mas no final do mês mandaram a conta. Creio que essa primeira conta foi paga, entre grandes protestos e mais telefonemas. Mas a coisa continuou no segundo mês e aí ele decidiu não pagar uma conta de um bem que não tinha recebido.
Teve toda a minha solidariedade.
Onde já me parece que a coisa não está certa, é que tudo isto se passou antes do Natal, estamos quase a chegar às férias de Verão, e aquela loja continua sem a sua ligação à net e sem telefone. Confesso que a ligação à net me tem feito falta, porque era lá um dos sítios agradáveis para poisar. Mas… o telefone?! Uma empresa está quase um ano sem telefone?! Como já disse, acho o Sr. R. uma simpatia, mas não é lá grande comerciante. Que esperasse o primeiro mês faz todo o sentido. Mas no segundo mês era de escolher outro fornecedor e rescindir este contrato que não estava a ser cumprido. Tenho a certeza de que ele tem perdido dinheiro com esta falta de iniciativa – não apenas os utilizadores da net, que pagavam bem caro, como os pequeninos jogadores e aquilo que os seus pais, ao irem lá buscá-los, de certeza quer iam comprando…
Para se prosperar nos negócios ajuda ser simpático, mas não é tudo. A iniciativa faz falta!

segunda-feira, junho 15, 2009

De volta à realidade

Nestes últimos cinco dias, desapareci.
Desapareci aqui do blog – foi a minha primeira grande ausência desde que ele existe – e desapareci da vida “real”, ou melhor ignorei a vida real, quero eu dizer alguns aspectos da vida real é bom de ver.
Achei que seria terapêutico para a minha saúde mental criar uma espécie de balão e que durante uns dias só pensasse na minha família, me dedicasse à slow-food, dormir as horas todas de sono que o meu corpo desejasse, dar uns passeios sem destino marcado, ouvir umas músicas do meu agrado, ver uns dvds, cuidar da minha ‘amostra de jardim’, ligar a tv só para uns canais temáticos do meu agrado, passear pela praia se o tempo estivesse bom, e sobretudo não ter horários nenhuns. Nem um. Respirar fundo numa grande liberdade.
Claro que este programa, que consegui cumprir à risca, tinha como corolário afastar-me do que se pode chamar «mundo real» social, não querer saber o que se ia passando em Portugal e no Mundo.
Egoísta? Enfim, uma defesa. Digamos que se tratou de carregar baterias psicológicas. Se tivesse uns dinheiros de lado (se não me tivessem roubado os tais mil euros, por exemplo) talvez me tivesse metido num transporte e fosse dar uma voltinha mais longe, a um país da Europa, aos Açores, um local um pouco distante e que me agradasse revisitar. Assim, a opção foi mais pacata mas também resultou.
…………………………
De volta, esta manhã dou-me conta de que o Irão teve umas eleições muito pouco transparentes 'ganhas' por quem tinha o poder, que nosso primeiro-ministro irá nos próximos 15 dias 3 vezes à Assembleia da República (ena, ena...) e o Presidente da República vai marcar as eleições até ao fim do mês, que a Madeira decidiu expulsar uns chineses acusados de venderem barato, que fugiram e foram apanhados 5 presos que estavam num hospital-prisão, que Israel propõe criação de Estado palestiniano mas com poucas características de Estado Independente, etc, etc...


Ah, já me esquecia. Parece que o Cristiano Ronaldo vai para o Real Madrid (a ganhar 80 milhões de libras).
Facto importantíssimo.


quarta-feira, junho 10, 2009

Desta vez é que é!



Pronto!
Fechei aqui a casa por 5 dias.
Desta vez não vou deixar um post por dia, nem meio, nem coisíssima nenhuma. Vamos de férias, fazendo a ponte na sexta para compensar que o feriado municipal de 13 tenha caído no fim-de-semana. Férias totais!
Arrisco.

Se na segunda-feira, dia 15, não tiver nenhuma visita, nem uminha, é porque não fidelizei nenhum cliente (devia ter oferecido cartões com pontos, se calhar... porque raio não me ocorreu essa?!)

Portanto nestas férias [creio que vai ser a primeira vez] sem net no sítio onde vou estar como vocês sabem, apesar de poder ter deixado todos os posts já em rascunho, o facto de não ver se tenho respostas ao que escrevi me tira a piada toda.
E vou descansar em absoluto - não, não me apetece andar à procura de um cibercafé aberto (e sem clientes à espera de vez) para poder espreitar se alguém passou pelo Pópulo.
Tenho fé de que não se vão embora por isto.
Até dia 15!!!!!

Descansem também.

terça-feira, junho 09, 2009

Falsos medos

Aqui há uns tempos escrevi um post lastimando-me de diversos e sucessivos azares por que andava a passar e pedindo o endereço de uma bruxa que me safasse do mau-olhado. Hoje estou quase a acreditar que, não exactamente uma das «Charmed» mas alguma ajudante anda a ler o Pópulo. Isto porque vários problemas pessoais que andavam ensarilhados, estão a desenrarilhar… (digo que deve ser só 'uma ajudante' porque as minhas dificuldades têm passado mas com esforço, não se têm resolvido à primeira, nem à segunda tentativa, têm sido quase sempre partos com forceps mas, enfim, tenho conseguido respostas a diversos problemas encravados há muito)
E vinha hoje contar –um tanto pela rama, não se assustem – como muitas vezes nós pelo menos eu construímos construo não exactamente “castelos no ar” mas “cadeias no ar”, ou seja prevejo dificuldades em casos que, quando os enfrento, afinal são muito simples.
Por exemplo:
Andava às voltas com um problema (pensava eu que dificílimo) há anos, muitos anos. Daquelas situações onde nem se sabe porque ponta da meada se vai pegar, e olhando relutantemente para a dita meada, na minha imaginação cheia de nós e pontas soltas, ia adiando o momento. Ia pensando para-o-mês-que-vem-trato-do-caso, chegava o tal mês-que-vem, e passava esse mês e vinha outro, e passava para o ano, e para o outro ano… e tudo por resolver.
O tipo de situação onde todos os meus amigos, sem excepção, me diziam «Mas que coisa! Como é que não despachas isso?!» ao que eu respondia «Claro que sim. Tem de ser. Mas só depois de…» e eram as férias, o Natal, saúde má, o aniversário de A, B ou C, outras férias, questões de família, eu sei lá! Como todos sabemos na nossa vida há sempre milhares de urgências, maiores ou menores, que justificam adiar uma acção que se receia vir a ser difícil ou dolorosa.
Acontece que um dia destes, na semana passada, acordei uma bela manhã, respirei fundo, e decidi «Tem de ser! O que for, será, e de hoje não passa!» e decidi pegar numa das pontas, aquela que me parecia mais difícil. Dirigi-me primeiro a um sítio, sem sucesso, depois experimentei outro, e ainda outro (eu disse lá em cima que não tinha sido à primeira, não disse?) mas da quarta vez BINGO!, resolveu-se tudo nessa própria manhã!!! Metade da dificuldade, que me parecia quase inultrapassável, resolveu-se numa manhã! No dia seguinte, com todo o meu gás, enfrentei a segunda parte, e – tal como na véspera– não consegui à primeira nem à segunda, mas consegui à terceira vez.
Ou seja, andei durante anos a arrastar um problema que se resolveu em duas manhãs de trabalho.
Acredita-se nisto?!
Uma coisa é ter sonhos irrealizáveis, mas o rigoroso oposto, e igualmente absurdo, é ter pesadelos irrealizáveis.

Que alívio acordar!



segunda-feira, junho 08, 2009

Ai as sondagens...


«O PS combate a crise, os outros partidos combatem o PS»????

Combatem e ganham, afinal.
Todos ganharam, excepto o PS.
Certo, com um valor muito alto de abstenção como se estava à espera. As pessoas andavam desanimadas
, e consideraram que 'não valia a pena' ir votar, ou até que o não ir era um modo de se exprimirem, para além de votar branco ou nulo.
[Muitas vezes penso que se em vez de se falar tanto na ida às urnas como um dever, se lhe chamasse um direito, as pessoas poderiam participar mais.
Afinal muito mais gente aprecia direitos do que deveres...]

Mas...
...estes valores foram de facto surpreendentes:



(as tais tempestades que quem semeou os ventos deveria estar a prever)




Há contudo um aspecto muito inquietante, isto a nível geral europeu: se todos os governos se pudessem considerar penalizados nos resultados exactamente por serem governo, como é que os 'partidos do governo' da França, Itália ou Alemanha não sofreram essa efeito?! Como é que há uma subida tão acentuada dos partidos nacionalistas de extrema direita?!



PS - Sempre me fez confusão o Método de Hondt. Porque é que partidos com resultados tão próximos elegem um número diferente de deputados, ou inversamente com um número de votos tão diferente elegem o mesmo número de deputados?!... Não parece justo, pois não?...

PS (1) - Com franqueza, na mesma noite em que se verifica a falibilidade das sondagens (repetido vezes sem fim pelo PSD e CDS) mas que ideia peregrina em virem com uma outra sondagem a afirmar que se as legislativas fossem hoje... o PS ganhava.
Poupem-nos!!!


domingo, junho 07, 2009

Uma música ao Domingo

Viva a Galiza!
Rosalia de Castro e Amancio Prada:




sábado, junho 06, 2009

Publicidade e humor

Belo carrinho!
... e à prova de cão!


Não se importam de repetir?



Esta semana distraí-me, não procurei bem, e ... sniff.. não tenho nenhuma boa notícia para aqui deixar como tenho feito nos últimos sábados.
Mas para compensar deixo uma anedota:
Berlusconi é candidato a Prémio Nobel da Paz
Que tal?!

Um médico «trata» algo que não é doença?...

Ele há coisas que nem lembravam ao Menino Jesus.
Tinham-me falado de que corria por aí entre psiquiatras uma petição a respeito do que devem ou podem fazer em relação à orientação sexual de cada um.
Esperem, não é «a orientação sexual de cada um» é apenas à dos homossexuais; não ocorre 'tratar' um hetero que quisesse, por motivos lá dele, passar a ser homo...
Segundo a opinião de um ilustre psiquiatra, num artigo em revista da especialidade,
deve passar a ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual
E a “resposta” encontrada não seria pô-lo de bem consigo mesmo, e sim pô-lo de bem com a sociedade onde se sente mal integrado.
Mal comparado, só me ocorre o Michael Jackson a fazer milhares de operações para corrigir feições e branquear a pele, ficando aquele híbrido que conhecemos. Ele também «pediu ajuda médica» para alterar a sua aparência, decerto porque se sentia mal em ser negro.
Eu entendo que haja médicos que se sentem um tanto desconfortáveis perante a questão da homossexualidade. Não vou ao ponto de pensar que terão eles problemas mal resolvidos, mas o último parágrafo da petição é muito claro:
"Caso um técnico de saúde mental não se sinta capacitado para intervir de acordo com as orientações clínicas e éticas internacionais, por dificuldades pessoais em face da situação ou falta de formação adequada, é seu dever encaminhar quem o procura para os serviços, técnicos ou associações que o podem fazer, sob pena de trair a confiança que em si foi depositada"

Simples.



sexta-feira, junho 05, 2009

A Natureza é sábia

Pelo menos a minha natureza.
Todos os anos reparo numa coisa: quando chega a ‘força do calor’ eu perco o apetite!
É sempre! De Inverno, com o frio, como bem, mesmo muito bem.
Não sou de comer imenso a uma refeição, o que me sabe bem é comer várias vezes por dia e devo ter um estômago pequeno porque se enche com alguma facilidade. Mas como. E com apetite!
Chega o tempo quente, e só de olhar para a comida me enjoa...
Até o pequeno-almoço, que de Inverno é uma boa refeição para mim, agora olho para um iogurte e uma pêra e já chega. Levantei-me agora da mesa do pequeno almoço tendo no estômago metade do que lá fica após um breakfast em Janeiro...
E também comia sempre qualquer coisa a meio da manhã, mas agora nem me apetece.
Quanto ao almoço até uma salada de frango de restaurante dá para lá ficar lá metade (vou começar a andar com um tupperwere para recolher os restos)

E por aí fora.
Ou seja, quando eu desejo perder algum peso para ficar melhor em vestidos leves ou teeshirts fresquinhas, o meu organismo obedece.
Toda a gente é assim?.......


É possível?!

Manigâncias nos Cadernos Eleitorais, todos sabemos que se passavam no «Estado Novo».
Mas como pode ser que, na actualidade, se desconfie de que exista quase um milhão de pessoas recenseadas, a mais !!!


???????????????????????


Quem faz os censos?
A ser verdade, a percentagem de abstenção pode ser muito diferente. Que ela é alta, sabemos bem, contudo pode afinal não ser tão alta como isso.
Vão refazer as contas?
É que as eleições são depois de amanhã, lembram-se?...



quinta-feira, junho 04, 2009

Obsessiva



Talvez não possa generalizar a toda a gente, mas acredito que uma grande percentagem das pessoas “normais” tem um toquezinho, uma sombra, do que se pode considerar patológico quando é em grande escala. Muitos de nós somos um tanto desconfiados (paranóicos?) outros muito meticulosos (obsessivos?) outros mudam bastante de humor (bipolares?) outros receiam muito envolvimentos afectivos (fóbicos?) … Falando de mim própria reconheço que sou o que talvez (?) se possa classificar como obsessiva.
Sei que é uma personagem um tanto exagerada e nunca me identificaria com ela, mas a Bree do «Donas de casa desesperadas» pode ter alguma coisinha em que me revejo. A mania do pormenor, o desejo de estar tudo impecável em seu redor, o desconforto com a trapalhice, com a confusão, não me é estranho. É certo que puxo as rédeas quando sinto que exagero, mas…
E, é interessante que quando atravesso momentos de alguma angústia ou desorientação interior é quando mais necessito de que as coisas ‘fora-de-mim’, o meu meio envolvente, estejam em ordem.
Li algures que, realmente, o arrumar gavetas ou fazer paciências ou puzzles, são formas de combater a ansiedade nalgumas pessoas. Quanto aos puzzles nem por isso, mas arrumar armários e gavetas ou fazer paciências, realmente alivia-me a tensão (devo ser das poucas pessoas que se perde uma 'paciência de computador' volta a recomeçar a mesma até a ganhar!)

Tenho tolerância com as casas dos outros, é claro. Contudo se numa visita a uma amiga vejo a cama por fazer, a cozinha cheia de louça suja, a mesinha da sala a abarrotar com objectos de outro sítio, tenho de me controlar para não começar a pôr tudo em ordem.
Na minha casa sou realmente um tanto (muito?) obsessiva. Não quero dizer que de vez em quando não mude tudo de sítio, e até fico contente com essas mudanças, mas mudar de sítio quer dizer que as coisas continuam a «ter sítio».
Contudo também acontece que de vez em quando arrumo demasiado bem! E é por isso que me deu para escrever o que fica aqui acima: há muito, muito tempo que considerava ter perdido um pequeno documento em que não tinha pensado durante anos mas que me seria útil para regularizar umas coisas importantes para mim. Não o achei. Tinha a certeza de que não o tinha deitado fora de propósito mas, como era uma folha pequena, podia ter ido junto com outras coisas. Desisti, tive muito trabalho para conseguir uma nova via, e quando a fui arrumar, tiro tudo da pasta… é lá estava o famoso papelinho numa mica apropriada.
Bolas!
Se calhar se estivesse à solta, tinha dado logo com ele. O que é demais, é demais.



Alvissaras a quem as achar!

Que coisa! Que azar...

Cavaco Silva revela que "boa parte" das suas poupanças "estão desaparecidas"
As minhas também!
Falta de cuidado, só pode ser..
Será que alguma vez vão aparecer...?




Dia de Tiananmem

Não vou falar nisso.
Quando se passou estava bem “perto” e vivi os acontecimentos com uma emoção que nem o sei dizer. Todos os anos a 4 de Junho costumo dizer alguma coisa na Pópulo.
Mas hoje fico pelo silêncio e pela recordação.
(se eles pudessem adivinhar como as coisas iam mudar na sua terra...)

quarta-feira, junho 03, 2009

O botão

Este vai ser (ou devia sê-lo) um post para a categoria “bola-de-sabão”. Quero dizer que é muito levezinho, quase sem assunto… Mas apeteceu-me escrevê-lo e, enfim, o blog é meu, não é assim?!

Desta vez foi o botão.

A verdade é que me acontece não uma, nem duas, nem dez vezes, muitíssimas vezes mesmo, em qualquer peça de roupa que tenha uma linha a sair, eu ou alguém estranhar aquele feio apêndice dar um puxão para melhorar a coisa e, sem dizer água vai, de repente descose-se um bom pedaço da dita peça.
No caso que motivou este escrito foi um botão. Uma linha pendurada, um puxão(zito) nem muito forte nessa linha e … zás! o botão é apanhado em queda, completamente solto!

Quando eu era criança, a minha avó tinha uma máquina de costura. Era uma peça importante lá em casa que reinava no quarto de costura. Nem toda a gente tinha máquina de costura, e aquela parece que era muito boa. É Singer, dizia-me ela, de muito boa qualidade pelo que me explicava, insistindo nisso. E até me assegurava que ia ficar para mim, quando ela já fosse muito velhinha e eu tivesse a minha casa.

Bem, os anos passaram. Muitos.

A vida tem girado a uma velocidade enorme, lembro-me de que a minha mãe que nunca foi dada a costuras, também ter uma, mas esta mais moderna, eléctrica, pequena, e guardava-se num armário. Servia só para quando a costureira ia lá a casa. De resto, não me lembro de ver mais ninguém usar aquela coisa – eu mesma se sabia coser era na da minha avó que tinha de se dar ao pedal com alguma força.
Muito bem, nessa época, usava-se a máquina para as costuras grandes, que ficavam mais bem-feitas e infinitamente mais depressa do que feitas à mão, mas os «acabamentos» faziam-se à mão. Rematavam-se as costuras à mão e cosiam-se os botões à mão. Um botão bem cosido, como me ensinaram, depois de se passar diversas vezes a linha pelos seus buraquinhos, enrolava-se várias vezes a linha entre o botão e o tecido e, finalmente, rematava-se com um nó especial que se fazia passando a agulha por uma laçada de linha e puxando com força. Ficavam firmes. E as costuras, até podiam 'abrir' se a linha era fraca e de má qualidade, mas não no final da costura.
Eram esses os ‘remates’ da época.
Mas hoje temos o pronto-a-vestir, o pronto a usar, e o pronto a descoser-se ou a estragar-se. Os botões são cosidos à máquina, coisinha que devia ter deixado a minha avó de olhos arregalados.
E as operárias, nas suas máquinas industriais não podem ter tempo para esquisitices de «acabamentos».
E este é o resultado: um ou outro fio solto, e zás, o trabalho de terminar em casa aquilo que afinal ficou mal acabado de origem
.
Ai, ai, ai...

O rei vai nu

Será que ela está a soldo da oposição?


terça-feira, junho 02, 2009

Deve ser 'moda'

A linguagem evolui. Muito. Muitíssimo.

Sobretudo os «bordões» que se usam na linguagem comum, têm épocas.
Como sabemos a expressão «» que polvilhava o discurso, sobretudo dos homens, há umas dezenas de anos, hoje é um resquício (tirando o famoso ‘porreiro, pá!’ dito off record, e que vamos lembrar para sempre…) e quando eu era criança as meninas tratavam-se umas às outras por ‘coisa’ ou ‘coisinha’ e lembro-me do ralhete que apanhei quando distraidamente respondi à minha avó «tá bem, coisinha» quando me estava a dar uma ordem qualquer… Não tinha sido por mal, estava a pensar que estava com uma amiga da minha idade, mas rapidamente fui chamada à atenção, que essas coisas não se perdoavam na época.
Uma das coisas que tem evoluído com o tempo é a forma de cumprimentar. Do «Muito bom-dia, como está, passou bem?» ao muito menos formal «Olá!» a coisa tem-se simplificado. Eu sou das aderiu ao «Olá!» e acho normal. Também já não se usa o beija-mão como cumprimento.
Mas agora há outra forma de cumprimento. Já é a terceira vez que pessoas que não conheço, ou com quem tenho uma relação distante, me cumprimentam com a falsa efusão de um «Então, bem disposta não é verdade?!».
Aqui há uns tempos até contei aqui no Pópulo, porque me caiu particularmente mal, uma vez que me tinham batido à porta, num dia em que estava doente, para me impingirem uma venda qualquer. Já depois disso apanhei com esse jovial cumprimento de uma pessoa a quem precisei de me dirigir e que nunca me tinha visto mais gorda. E este fim-de-semana, catrapuz, recebi de novo essa resposta, ao ligar para o homem que me tinha arranjado a televisão na minha casita de campo.
Chego lá, cheia de calor, ligo o aparelho arranjado há pouco tempo e aquilo parecia estar como antes do arranjo! Fiquei furiosa, é bom de ver. Ligo para o telemóvel do senhor, identifico-me, explico por alto o que se passa e ele pede-me «um momento, ligo-lhe já, para o aparelho fixo». Realmente passaram pouco minutos e o meu telefone tocou. Atendo e ele diz-me todo risonho: «Olá!!! Bem disposta, não é verdade? Então diga lá!» Não sei se fui muito polida quando lhe respondi «Olhe, por acaso não estou bem disposta. Para lhe ser franca estou até bastante arreliada!»
A história tem um final feliz porque o arranjo estava dentro da garantia e dentro em pouco ele passou por lá e as coisas ficaram bem.
Mas…

«Bem disposta?» em vez de «Boa Tarde»…
Huuum… vai-me custar a habituar.



Em directo

Todos sabemos que há acidentes, que há desastres, que há guerras.

Sofremos com isso, ficamos impressionados, chocados como é natural. Quem quer que tenha alguma sensibilidade, aflige-se com essas notícias.
Mas ultimamente as notícias passaram a ser em directo, ou quase.
Chocante, mas assim é.
O ataque do 11 de Setembro foi transmitido em directo para todo o mundo. Depois, desde o início do ataque ao Iraque, que nos habituámos a ver as guerras em directo. Ontem, soubemos que um grande avião, com duzentas e muitas pessoas caiu ao mar, entre a América do Sul e África. Mas saber que os passageiros, ao darem contam do que se estava a passar, enviaram mensagens de sms à família dizendo "Estou com medo" ou "amo-te" como uma despedida, é de arrepiar!

Assim como a falta de sensibilidade que faz com que um locutor, se lembre de dizer que "felizmente não havia nenhum português"
Vale tudo. Notícias em directo, e … vá lá que afinal o nosso compatriota não embarcou (ainda bem) e assim morrerem os outros…!

Que mundo, caramba!