terça-feira, setembro 30, 2008

O outro lado


Já deixei para aqui um post, ainda antes de férias a falar de um blog que aprecio especialmente. Passo por lá, se posso, todos os dias. Tem o condão de me deixar bem disposta, espreitar o lado de dentro de um «balcão de atendimento» e ver aquilo que quem está a atender o público também passa...
No sábado passado, a nossa Manga dalpaka, deixou este convite:
«Todos temos histórias para contar sobre más experiências em serviços públicos. Mas também todos temos com certeza histórias com boas experiências nos serviços públicos. Só que preferimos contar as más. Tem mais impacto, podemos fazer-nos vítimas, mostrar como sofremos e provocar a piedade nos outros. Além disso, a má-língua é património nacional. Por isso vou dar aqui início a uma corrente. Vou contar uma história boa dum serviço público (que não é onde eu trabalho) e espero que me sigam. Encham-se de coragem, mostrem que também são capazes de dizer bem de qualquer coisa, e contem as vossas!» Depois contou uma história de final feliz.
Também sei algumas, e apetece-me contá-las.
Nestas que se seguem, o elogio tem alguma ironia:
Por exemplo, há vários anos estive a coordenar um projecto que me deu muito gosto fazer, até porque tive de vencer obstáculos de vária ordem levantados por gente derrotista à partida, que considera que o que saia da rotina não ‘tem pernas para andar’. Bem, aquele teve. Era uma espécie de programa de férias para crianças e no final a avaliação foi muito positiva. Mas o engraçado, foram as discussões que tive com alguns pais que queriam pagar. Eu insistia que era um serviço promovido pelo Estado, portanto grátis. Nã, nã. Impossível. Uma resposta daquelas, com tanta qualidade iam ter de a pagar mais tarde ou mais cedo. E não foi fácil convencê-los...
Outra também engraçada, vai na mesma linha de raciocínio. Trabalhei durante anos, muitos até, num Serviço que era de facto de qualidade. A resposta aos pedidos era rápida, os técnicos muito bem preparados, a orientação correcta, o acompanhamento prolongado. Era um Serviço de várias estrelas, e mais de uma vez ouvi dizerem-me com cara de espanto: «Nem acredito que esteja em Portugal. Cuidei que este tipo de atendimento só existisse lá nas Europas...»
Pela minha parte, assisti uma vez numa Repartição de Finanças (imaginem!!!) a uma cena magnífica, reveladora de paciência e calma de quem atendia. Era um cidadão chinês que só sabia algumas palavras de português. A primeira parte da conversa parecia o jogo dos disparates, porque os papeis que trazia estavam todos engatados, ele não entendia nada, nem havia maneira de vir a entender. Até que o funcionário, lhe apontou para o telemóvel e perguntou se podia ligar para alguém que falasse português. Isso ele percebeu. E durante uma meia hora, através do telemóvel foi-se fazendo a tradução! Quem estava do outro lado servia de interprete, e a coisa fez-se.
Quase me apeteceu bater palmas no final!

O 'Lisboagate'

O nome tem graça, é sugestivo, mas exagerado.
Não há, nem vai haver, um 'Lisboagate', porque nada disto era segredo e não imagino que possam rolar cabeças com o destapar deste caixote de lixo (digamos assim, por a coisa ‘cheirar mal’).
Mas é bom que tudo isto seja arejado, sem dúvida.

Será difícil apontar o ‘dedo partidário’ porque desde há muitas, muitas, muitas vereações que, pelos vistos, se têm distribuído casas com base na cunha.
É a tal coisa muito portuguesa, «se os outros fazem porque é que eu não hei-de fazer?».

Aliás, lembra o Correio da Manhã que
até mesmo os partidos pagam rendas puramente simbólicas, isso é sabido.
Se começam a voar pedras, não há telhado que fique inteiro….

dinheiro







Ando um tanto atarantada com esta crise.
O meu mal é a ignorância destas matérias ser grande mas não ser total!
Leio os jornais entendidos nestas coisas, este ou então este e acabo sempre por recorrer às palavras claras e mais simples do Miguel Com Destino e fico com umas luzes.
Ou seja, por um lado continuo a não entender quase nada mas infelizmente o suficiente para perceber que com estes tremores de terra dinheiro, não são apenas os grandes capitais que balançam, mas todos nós por arrasto.
Se os juros disparam, os preços também, a inflação também.
Vêm aí dias maus.
Oh se vêm!

segunda-feira, setembro 29, 2008

Brincadeiras

Às vezes a vida parece mesmo ao contrário, ou não?
Mas quem nos garante que somos o centro do mundo?


Idade…?

Eu sei que é um lugar-comum dizer-se que isso da idade é uma questão que não tem a ver com o tempo ‘cronológico’.
Citamos casos de adolescentes com atitudes de surpreendente maturidade, de damas e cavalheiros em ‘crise dos 40’ que se portam como se tivessem 15 anos, mas o que mais se costuma acentuar é, em relação às pessoas mais velhas, que o que importa é a idade interior e não a que vem no BI.

Aliás, esse tema é motivo de vários FW que por aí circulam, muito moralizantes onde até se insiste que só depois dos 60 se atinge o tal ponto de rebuçado da nossa vida, etc e tal. Simpáticos, é claro, para quem se aproxime dessa idade!
Conversas que procuram compensar o sentimento que naturalmente se vai sentindo quando reconhecemos, que não temos ‘de fora para dentro’ a mesma imagem que se tem ‘de dentro para fóra’… Muitas vezes ainda nos sentimos jovens e cheios de vida e força e depois o organismo não acompanha esse sentimento.
Mas nem sempre assim é.

Eu sou familiar de uma senhora que, por diversos motivos, passo anos sem encontrar. E se falo em anos, é mesmo anos! Como o tempo vai passando, dei conta de repente que ela agora já tinha chegado aos 80. Oitenta anos.
Mas…

Primeiro ponto, o aspecto. Até admito que tenha feito alguma operação plástica, não digo que não, mas de aspecto não parece sequer ter 60. A pele lisa, bem maquilhada sem excesso, ainda bastante cabelo num tom arruivado clarinho, sempre direita que nem um fuso e andar desempenado. Impecável.

Segundo ponto, a vivacidade. Muitíssimo activa, dirige um negócio e continua à cabeça dele, vai para a sua loja todos os dias, está ao balcão tal como os empregados desde que abre até que fecha.
Pela conversa que mantive vê-se que é uma pessoa com uma boa memória e conhecimentos actualizados. Viaja muito. Conduz um carro com prudência e com bons reflexos. Um tanto autoritária, não dá o braço a torcer – das vezes onde eu discordei do que ela disse, preferi mudar de assunto, porque percebi que não ia ‘ceder’ na discussão…

Dá para nos fazer pensar. Não é uma pessoa que tenha tido uma vida calminha e protegida – pelo contrário, desde que me lembro que ela tem este negócio que só ele lhe deve dar bastante trabalho. E contudo, não se mostra cansada, não fala em se reformar.

Afinal, o que é isso da idade?....



O quê? Casar?!...

Casar… para quê?
Há uns tempos existia a ideia firme de que «Elas querem é casar», ou seja de que o desejo profundo de qualquer mulher era acabar a sua juventude num casamento (e, no mesmo estereotipo, cada rapaz fugia do casamento como da forca – sendo aliás muitas vezes assim considerado; ‘ele enforcou-se’ dizia-se de brincadeira em vez de ele casou-se)
Bom, os anos passaram.
A mulher entrou no mundo do trabalho, e tornou-se independente economicamente. Agora o casamento passou a ser ou um desejo de dois, ou então … de nenhum!
Um estudo sociológico diz-nos que hoje em dia há muitas pessoas que vivem sozinhas por opção. Apesar de haver ainda mulheres que vivem sozinhas, e «procuram na verdade o seu príncipe encantado» estas já não serão a maioria.
Até há números:
35 por cento das solteiras da Europa sentem-se felizes nesta condição e (oh, surpresa!!) esse número baixa para os nove por cento no caso dos homens.

Parece que – cof…cof… - afinal...:
«eles querem é casar»!


Não tem graça nenhuma



Toda a gente se queixa de que ‘desaparecerem’ as estações intermédias.

A Primavera e o Outono que deviam ter tantos dias como o Inverno e Verão, desde há bastante tempo que têm vindo a encolher, e nós a sentirmos que se passa quase sem transição de uma época de calor para outra e de frio e vice-versa.
Agora os especialistas confirmam, isto não é uma «impressão» de saudosistas é uma realidade!

O Verão prepara-se para durar cinco ou seis meses daqui por 50 anos .
Claro que para quem aprecie o calor, pode à primeira vista não parecer assim tão ruim, mas é só à primeira vista. Basta um minuto de reflexão, para ficarmos assustados.
Por um lado as temperaturas de Verão são de facto mais elevadas (não é por moda que começam a vender-se ares condicionados como um electrodoméstico quase comum) e por outro lado a chuva concentra-se também apenas no Inverno.
E atenção:
«A mudança do clima verifica-se em todo o mundo, estando os cientistas convictos de que é uma consequência da acção poluidora do Homem, nomeadamente no sector dos transportes.»

Estamos bem tramados, é o que é.


domingo, setembro 28, 2008

Cartazes de filmes antigos II

De 1942, temos o famoso:




E, em cima da hora, de 1958:

Uma música ao Domingo

O interesse deste vídeo nem será tanto a música que mostra.
É que ver e ouvir uma gravação, em estúdio, ao vivo deste grupo, é já 'história' hoje em dia...

Senhoras e senhores aqui temos os Beatles, a gravar «Get Back»:





Jo Jo was a man who thought he was a loner
but he knew he couldn't last

Jo Jo left his home in Tucson, Arizona
for some California grass.

Get back, get back, get back to where you once belonged
Get back, get back, get back to where you once belonged
Get back Jo Jo!

Get back, get back, get back to where you once belonged.
Get back, get back, get back to where you once belonged
Get back Jo Jo

Sweet Loretta Martin thought she was a woman
but she was another man.
All the girls around her said she's got it coming
but she gets it while she can.

Get back, get back, get back to where you once belonged.
Get back, get back, get back to where you once belonged.
Get back Loretta!

Get back, get back, get back to where you once belonged.
Get back, get back, get back to where you once belonged.
“Do you want Get back? I want Get back. Get back!”

Get back Loretta,
Your mommy is waiting for you.
Wearing her high hill shoes, and her low neck sweater.
Get Back home Loretta.

Get back, get back, get back to where you once belonged.
Get back, get back, get back to where you once belonged.

sábado, setembro 27, 2008

Riquinho?...

Tchi! 'ó-tempo-que-não-metia-aqui-um-testezinho'!!!!

Ora hoje, que ainda por cima é sábado e há tempo para estas coisas, aqui vem para animar a malta:



Claro, claro que primeiro fi-lo eu.
Também tinha curiosidade.

O meu resultado foi





Eu sabia!
Como eles me dizem, ainda serei uma formiguinha milionária...
É que tenho treinado muito. Sem poupar migalhinha a migalhinha é que a coisa não vai lá.

E nem falo de milhões que cá eu não tenho negócios de imobiliária

Não comprar gasolina hoje

A DECO propõe que hoje não abasteçamos os nossos carros.

Vou aceitar a proposta (apesar de, por azar ter o ponteiro do depósito na zona de perigo) porque não sou pessoa para recusar um convite para um protesto deste tipo.
Também, se hoje der as voltas que preciso de transporte público não é grande problema.
Isto será um desabafo e uma avaliação de forças.
Sobretudo e só.

Porque, ou eu estou a ver mal as coisas ou para os lucros mensais daquelas empresas, que afinal é o que interessa, fica tudo rigorosamente na mesma.
Quem precisa e quer usar o seu carro, ou meteu a gasolina que precisava na 6ª feira ou vai metê-la no Domingo.

Isto, parece-me a mim…

Mas, pronto, em vez de se buzinar que aumenta a poluição sonora, vamos boicotar hoje as gasolineiras…


Tá bem. Eu colaboro no desabafo.


Muito lixo se deixa nas praias!

Fiquei admirada.
A praia que costumo frequentar tem andado, de ano para ano, mais limpa.

Imaginei que o facto de terem espalhado tantos caixotes de lixo (até com 'eco-divisões' para os diferentes tipos de lixo) e uns «cinzeiros de praia» em feitio de cone vermelho para enterrar na areia, tivesse contribuído para isso.

E, na minha cabeça, generalizei e considerei que as praias em geral andassem bem mais limpas.

Afinal leio que foram recolhidas nas praias da zona de Cascais 260 toneladas de resíduos .
Pelo modo como a notícia está redigida, dá ideia que não se está a falar do lixo dos caixotes, e sim daquele que ficou na areia.

É que se assim for, é muita tonelada de lixo!
Que desilusão.


Imagem daqui

sexta-feira, setembro 26, 2008

As metáforas dos objectos

Não sei se também se passa com vocês, mas quanto a mim, é muito frequente encontrar situações do dia a dia que parece estarem a chamar-me a atenção, para isto ou aquilo que eu esteja a fazer. Umas verdadeiras metáforas 'objectivas'.
Acabei agora mesmo de passar por uma delas:
A minha banheira tem no fundo um tapete de borracha, destinado a evitar que eu escorregue no esmalte, se ainda lá estiver um pouco de sabão. Há anos que uso esse ‘dispositivo’ sempre confiante de que com isso evitava algumas quedas desastrosas. Que isso de cair na banheira não deve dar grande saúde a ninguém, aquilo é mesmo duro.
Ora há pouco, quando ia tomar o duche, ponho o pé no tapete e senti-me a andar de skate! Felizmente a banheira não é muito comprida portanto a viagem foi pequenina, deslizei em cima dele, equilibrando-me com alguma agilidade mas perdi a confiança.
Bolas! Então aquilo era exactamente para me sentir segura, e começa ele a andar…?! As ventosas que tem da parte de baixo talvez estivessem com sabão, lá o que foi não sei, mas o certo é que não aderiram e até escorregaram melhor!...
Daí reflecti que na vida (na minha, para ser mais exacta!) encontro muitas vezes pessoas coisas que eu imagino que sejam de protecção e ajuda até de repente de fogem debaixo dos pés e me pregam rasteiras inesperadas.
Ou quando vou entrar, receosa, num sítio e o vento me fecha estrondosamente «a porta na cara». Metáfora?

Ou preciso de um livro e ele, que estava mal equilibrado, me «cai no colo»? (já aconteceu!) Metáfora?

Acreditem, esta vida anda cheiinha de metáforas reais, os objectos bem nos avisam.

Assim nós as soubéssemos entender.


A constipação…?!

Há uma área da ciência, fascinante mas que ignoro completamente, os conhecimentos que tenho são de nível do ensino liceal e do que tenho procurado ler não o entendo por me faltarem as bases. Falo da biologia, da investigação médica.
Os artigos de divulgação científica têm explicado os avanços que esta ciência tem feito com o estudo das células estaminais embrionárias que permitem, a partir das células de um doente, gerar tecidos e órgãos biocompatíveis com esse doente, e a importância que elas podem ter para a cura de doenças gravíssimas.
Mas a criação de embriões mesmo apenas com alguns dias levantava questões éticas e havia quem se opusesse.
Portanto estava-se a tentar criar outro tipo de células, células pluripotentes, a que chamaram ‘quase embrionárias’, com outras características mas que se por um lado tinham o aval das tais comissões de ética, por outro o sistema quando reintegrava as células no organismo tinha efeitos muito malignos.
Agora, a boa notícia, é que cientistas de Harvard concluem que um vírus da constipação poderá ser a chave para a produção de células deste tipo [células pluripotentes ] desprovidas de efeitos secundários graves.
Para o ser humano ignorante que eu sou, a constipação parece ser um vírus completamente inofensivo. Contudo, nem tudo o que parece é. A filha de uma grande amiga minha esteve vários meses em coma, por um vírus que lhe atacou o coração e até o cérebro, e afinal era o vírus influenza, aquilo que eu pensava ser uma gripe a que não se dá muita importância…
Neste caso, fala-se em ‘constipação’.
E vamos salvar vidas?!
A ciência é maravilhosa!

Fico com curiosidade

Li que a polícia marítima apreendeu 14 toneladas de corvina .
(ena tanta!!!)
Parece que a lei só permite pescar X, e quantidade pescada era superior à permitida por lei.
Mas o que vão fazer ao peixinho? Já está pescado. Deitá-lo de novo ao mar não o ressuscita.
Eu entendo que o armador não lucre se violou a lei, mas agora, o que fazem a tanta tonelada de corvina?...


Que tal venderem-na baratinha?...


Mas agora fala inglês

Uma vez vigarista, duas vezes vigarista, … sempre vigarista:
Vale e Azevedo não paga renda da casa de Londres há um ano

Mas o que esperava o senhorio…?



quinta-feira, setembro 25, 2008

Indecisão

Quando a abundância é demais...

Os famosos «Magalhães»


Não é que eu esteja por sistema «do contra» e veja perversidade nas acções mais inocentes do governo.
Mas esta conversa dos computadores pessoais, mesmo ‘pessoais’, sempre me pareceu um tanto estranho.

(Nem falo do nome, que Magalhães para um produto que se pretende de exportação, não podia ser pior escolhido. Já imaginaram alguém que não fale português pronunciar semelhante palavra?!)
É verdade que o computador hoje em dia é um instrumento de estudo e trabalho muito importante. E que será conveniente que os jovens o dominem desde cedo.
Mas…
Ontem, a Saltapocinhas escreveu:
«No dia em que começaram a distribuir computadores aos putos, quero dizer aqui, para que todos fiquem a saber, que na minha escola não há um computador! Os computadores que havia (três), instalados pela Câmara no âmbito do Prodep, foram roubados em Dezembro de 2007 e nunca mais foram repostos. Eu nem digo mais nada.
Não percebo estas prioridades, não percebo nada disto!! Devo estar a ficar burra, é o que é!!»
Ora este post/desabafo não podia vir mais ao encontro das minhas dúvidas.

Será que as nossas escolas estão elas todas apetrechadas com computadores e Internet?!
Eu não estava a acreditar nisso e, como se vê, a da Saltapocinhas não está e decerto muitas e muitas outras também não.

Então oferecem-se portáteis aos alunos quando a própria Escola não tem computadores?! Ninguém vê o absurdo disso?
Que as crianças, até bastante jovens, aprendessem a lidar com estas técnicas, só posso aplaudir. Mas porque não na sua escola? Não seria ali o local mais correcto para essa aprendizagem?

Eu bem sei que se chama «personal computer», mas neste caso seria bem mais sensato ser um «school computer»…
Se depois, com tempo e calma, fosse possível os alunos possuírem um para si mesmo, lá se passaria a essa fase, mas antes de tudo o mais é a Escola que os deve ter!

Acho eu.

E depressa, heim?!

Lá para os lados de Gondomar anda-se depressa!
O senhor Presidente da Câmara mais o seu vice, despachadinhos a trabalhar parece que - segundo o Ministério Público - inventaram um negócio que lhes permitiu lucrar
três milhões de euros em menos de uma semana (ou duas semanas, como diz mais para a frente? )
É que isto da imobiliária é coisa interessante e que permite uns joguinhos bem melhor que os do 'monopólio'.

O MP é que deu para ser embirrento.
Tudo a correr tão bem, caramba! :(

Programas «chocantes»

Anda por aí uma certa agitação a respeito de um programa da SIC, chamado «Momento da Verdade» (o que já por si nos pode logo lançar em altas filosofias sobre o que é isso da ‘verdade’…)
Não vi.

Não me proponho ver.

Não me interessa nada.

Só soube que existia por esta tal polémica onde afinal até parece existir alguma unanimidade de censura ao programa, que se mantêm porque sim. Porque tem audiência, decerto.
A TVI também, mas sobretudo a SIC tem sido pioneira neste tipo de programas/concursos aviltantes para os concorrentes.
Como a minha memória é selectiva, tenho a agradável faculdade de me ‘esquecer’ de coisas desagradáveis de modo que nem me recordo bem dos vários programas deste tipo que por lá têm passado. Recordo um, onde os concorrentes para ganharem umas quantias irrisórias, aceitavam enfrentar as coisas que mais lhes repugnavam – aranhas vivas a passearem no corpo, ou serem besuntados com cocó, ou beberem algo repulsivo. Um outro onde alguém era denunciado por um acto menos digno que tivesse cometido, era convidado a assistir ao programa e, uma vez na plateia, era chamado ao palco onde era confrontado com essa acusação.
Um nojo.

Desta vez parece que a coisa correu menos bem, porque a devassa da vida privada do concorrente não agradou à família, coisa natural. Alguém pode gostar de saber que um seu familiar está a dizer a milhões de pessoas coisas que deviam ser íntimas, e que se calhar nem ele sabe?

Como diz este senhor do Conselho Regulador para a Comunicação Social:
«se o programa em causa até realiza valores positivos, proponho que aqueles que o promovem aceitem ser concorrentes»
Teria a sua graça provarem da mesma comida.
E olhem que ia ter muita audiência!



quarta-feira, setembro 24, 2008

Ladrões!...

Este videozinho já mo tinham enviado há uns tempos, mas como agora não se pode abrir um jornal ou ligar uma TV sem ler ou ouvir a palavra roubo, vem muito a calhar:

Jardim de borboletas

Leio uma notícia 'não muito importante'.

É bem certo que existem outros acontecimentos que causam mais preocupação do que o encerramento de um «Jardim de Borboletas», coisa que pode parecer um tanto frívola.
A única vez que visitei um Jardim de Borboletas foi já há muitos anos, e muito longe. Foi em Hong Kong. Entrei numa tenda gigante (ou mais do que gigante, caberiam ali vários circos!) de uma espécie de tule e disseram-me para não fazer barulho.
Senti que tinha entrado num sonho. No meio de lindas flores esvoaçavam milhares de borboletas, uma visão inesquecível de beleza.
Soube há uns tempos que existia, no nosso Jardim Botânico, o
Lagartis um Jardim de Borboletas aqui em Lisboa. Fiquei interessada mas, parvamente, adiei a visita.
Tenho agora imensa pena não ter aproveitado passar por lá enquanto esteve aberto e ter sido apanhada agora pela notícia
de que vai encerrado por falta de financiamento. A verdade é que para para funcionar ele precisa de «pelo menos de três biólogos e um jardineiro a tempo inteiro».
Se calhar é caro. Se calhar não é indispensável. Se calhar quando falta o pão não podemos pensar na manteiga.

Mas se já estava criado e com condições, agora era só mantê-lo a funcionar, e era um ponto de atracção para os turistas até.


Que pena.


Um «Frei Tomás» fora do prazo

Lá lata nunca lhe faltou!
Pois o nosso (quero eu dizer ‘deles’!) George W Bush foi fazer o seu último discurso na ONU.

E vai daí, afirma que a ONU e outras instituições multilaterais são actualmente «mais necessárias e mais urgentes do que nunca», sendo por isso necessário «fortalecê-las» .
Ora, ora, quem diria...?!

Afinal enganou-nos bem. Ele tinha muito respeitinho pela ONU e ia sempre ouvir o que ela pensava em todos os assuntos importantes.
O resto do mundo é que não tinha entendido isso....


Porquê?


Ontem a TV mais uma vez abriu o noticiário com uma notícia terrível:
Um estudante, na Finlândia, entrou na sua escola, matou dez pessoas e depois disparou sobre si próprio
Há pouco menos de um ano, também na Finlândia, tinha-se passado um episódio igual, apenas com menos duas vítimas – de outra vez foram 8 pessoas.
Desta vez o rapaz tinha colocado no Youtube um vídeo mostrando-se a si mesmo a praticar tiro ao alvo, e até tinha sido chamado à polícia por isso, mas consideraram que não haveria perigo.
Infelizmente enganaram-se muito. Havia perigo e gravíssimo.

A notícia dizia que a Finlândia é o país europeu com maior quantidade de armas de fogo per capita.
Porquê???
Eu hoje só tenho perguntas.
Porque é que estes assassinos muito jovens sentem esta necessidade de matar indiscriminadamente os seus pares? (vão quase sempre às suas escolas)
Que violência é esta que consome jovens aparentemente normais?
Porque há tantas armas de fogo naquele país?

É certo que quando se sente a necessidade de agredir qualquer coisa pode servir. Há muitas mortes de arma branca, e uma faca de cozinha pode ser uma terrível arma. Ou um pau. Ou uma pedra. Ou uma corda. Ou até as mãos nuas.
Sabemos isso, que quando se solta a fera que existe dentro de uma pessoa, tudo pode servir para agredir e matar.
Contudo… demora-se mais tempo!
Estas 10 vítimas foram mortas em pouco tempo e com alguma distância do agressor. Porque uma bala é cobarde, não permite defesa, não permite contra-ataque, não dá tempo a fugir.

Porquê isto?
E porquê na Finlândia?



terça-feira, setembro 23, 2008

Filas e má educação




Uma história que se pode contar em poucas palavras:
Ontem precisei de ir à loja da Nokia. O meu telelé estava com o teclado bloqueado e eu não conseguia desfazer aquela coisa, de modo que decidi ir à fonte e pedir que me concertassem o bicho.
Claro que uma segunda-feira é dia mal escolhido para essas avarias, porque se junta nesse local toda a gente que teve problemas no fim-de-semana.
Quando lá cheguei, pouco depois do abrir da porta, já a minha senha de atendimento era aí o nº 35 ou parecido. E na salita, que tinha duas cadeiras, estavam mais de vinte pessoas em pé e aborrecidas, como será natural.
Já eu esperava aí há uns 20 minutos, quando irrompe pela porta de vidro um sujeito, de ar arrogante e queixo levantado que olha em volta, vai primeiro à máquina tirar uma senha, mas depois dirige-se a um balcão onde nesse exacto momento não estava ninguém a ser atendido e declara alto e bom som, com cara de mau que «queria o livro de reclamações»!
É o tipo de frase que faz suspender todas as conversas e deixa os empregados estarrecidos. Este, a quem a frase foi dirigida, quis saber porquê, qual era o desagrado…?
E o reclamante vá de bramar contra um telemóvel que tinha comprado e que… blá…blá…blá…não sei quê, o cartão, o pin e mais umas tretas.
Estavam vinte e tal pessoas à espera de serem atendidas, também com os seus problemas. Ele conseguiu captar a atenção do rapaz do balcão (e até do colega do lado que às tantas também queria ajudar) durante mais de 10 minutos!
Quando finalmente eles conseguiram dizer que iam ver do que se tratava mas seria melhor esperar a sua vez, o tipo bufou, e lá se encostou à parede à espera da vez. Mas, depois de terem sido atendidas mais 3 pessoas, voltou ao balcão e recomeçou num disparate de impaciência conseguindo conquistar mais uns minutos de atenção.

O que me espanta nesta cena toda, mais do que a arrogância e má educação deste sujeito, é a passividade de quem se estava a deixar ultrapassar – inclusivamente eu, que estou hoje aqui a desabafar.

Quando a má educação é muita, acontece que bloqueia a natural capacidade de mostrar indignação que seria natural.

Numa certa medida, ele venceu!

Bolas!!!

Não é surpresa



Imagino que haja hoje muitos jovens para quem o nome de Frank Carlucci não ‘diga’ nada, mas para quem viveu os tempos a seguir ao 25 de Abril, era dos mais falados e não pelos melhores motivos.

Era o embaixador dos EUA, e dizia-se na altura que estava ligado à CIA e demasiado interessado na revolução portuguesa, coisa que os seus defensores consideravam mentira e invenções da esquerda.

O tempo passou, e hoje ele já pode
admitir que todas as actividades da CIA no país no Verão Quente de 1975 foram coordenadas directamente por si
Vem aí
um livro onde confirma:
"Tudo o que a CIA fez foi sob o meu comando. Qualquer acção que possa ter desenvolvido destinava-se a executar a política dos EUA, que era apoiar as forças democráticas em Portugal. A CIA era parte da equipa [da embaixada] e eles faziam o que lhes mandava".

Apoiar as forças que, na sua opinião, seriam as «forças democráticas». Por todos os meios como se constatou.

Mas a que título um embaixador tem de se imiscuir na política de outro país?
E então a CIA pode fazer parte da equipa de uma embaixada?...


Apesar de muitos de nós ‘sabermos’ isto tudo, vê-lo confirmado é interessante.


Sonhar é fácil

Claro.
A Ministra da Educação quer 100% de aprovações
E imagino bem que a da Saúde deve desejar todas as operações efectuadas no minuto em que se considere necessário, o da Justiça os casos que vão a tribunal despachados na hora, nos Transportes que as estradas sejam perfeitas e sem acidentes, o do Trabalho que não haja um único desempregado…

Wishful thinkings ou mais à portuguesa: era bom, era!


segunda-feira, setembro 22, 2008

Outra ‘bijouterie’

Na quinta feira, aqui o meu Pópulozinho ganhou uma pulseira bem jeitosa, para usar na coluna do lado - o esquema de aumentar (ou diminuir ) o tamanho do texto .
Mas, como quando se começa a mexer nas coisas entra-se no reino do «já agora…», desta vez a tal coluna da direita, depois da pulseira ganhou um colar.
Podem ver que debaixo do indicativo As «últimas» de blogs amigos, vão encontrar os últimos posts de alguns dos blogs que visito todos os dias.
Tinha visto este gadjet noutros blogs, e procurei logo fazer o mesmo, recorrendo como sempre à ajuda do Farpas aquele amigo que sabe tudo e nunca me falha com a sua ajuda.
Claro que a escolha é um tanto subjectiva, como é inevitável. E faltam alguns, ou a lista ficaria do tamanho da légua da Póvoa, mas penso que já pode dar uma ajuda para saber quais os últimos 10 posts mais interessantes entrados aqui na (minha) blogosfera.
De acordo?




Imagem daqui

O explicador

Há uma realidade que conheço mal e que, pelos vistos, atingiu uma dimensão gigantesca: o explicador que eu conhecia como um auxiliar do ensino, tipo ‘parente pobre’, afinal pode organizar-se, não ser já o conhecido explicador doméstico e até existem centros de explicações, muitos deles “franchising” de multinacionais !!!
Pelo menos é o que acabo de aprender ao ler este artigo.

Recordo-me de eu própria ter dado explicações. Jovem estudante pré-universitária na altura, mas bastante boa aluna em certas áreas, uns miúdos conhecidos da minha família pediram se os ajudava nessa matéria que eu conhecia melhor e fui paga por isso.
Fiquei muito contente com o primeiro dinheiro que ganhei na minha vida. Não foi lá muito como é natural. Recordo que com ele comprei uma caneca para a minha avó, porque quando era muito pequenina um dia parti-lhe uma e arrependidíssima tinha prometido «Avó, quando for crescida e ganhar dinheiro, compro-te uma nova!» Fi-lo nessa altura, com esse primeiro dinheiro.

Nessa altura dar explicações era uma actividade parente pobre do ensino. Era difícil subsistir com esses ganhos, apesar de se poder fazê-lo. Depois, a pouco e entendi que o preço de uma explicação tem vindo a subir, a subir, a subir…
Oiço alguns amigos lamentarem-se quando consideram que os filhos não se aguentam sem essa bengala, mas o seu orçamento familiar leva um rombo muito grande para satisfazer esse aspecto.
Vejo agora que esse «mercado» tem agora uma dimensão inesperada, atingindo o campo internacional!
São vários os factores, pelo que aqui se lê:

«a) em países com uma situação económica difícil ou onde a profissão de professor não é muito valorizada o recurso às explicações constitui uma forma de os professores assegurarem a sua sobrevivência.

b)a falta de vagas nas escolas alterou o percurso de muitos dos docentes recém-formados. Agora a carreira inicia-se frequentemente num centro de explicações e não tanto nas escolas».

Faz sentido.
Mas este aspecto de existirem «Centros de Explicações» a rivalizar com as escolas deixa-me pasmada.

De novo as bicicletas

É certo que temos a ideia preconcebida de que andar de bicicleta isso é para as terras planas. Vem-nos logo de repente à ideia a Holanda, como modelo de terra de ciclistas.
Mas o certo é que também a China é a terra das bicicletas, e lá existe de tudo: planícies e terras acidentadas.
Ou seja, a verdade é que mesmo em terras com relevo, para além dos locais onde existe esse relevo, há muitos outros onde se pode andar a direito e sem grande esforço.

Vem isto a propósito de um artigo que nos diz que contra tudo o que sempre se pensou,
Lisboa é uma boa cidade para andar de bicicleta
Diz quem fez a experiência, que as nossas colinas ocupam apenas quinze por cento da área urbana da cidade! Portanto, o restante 85% é constituido por áreas planas ou de inclinação suave.
Ou seja – o que está em jogo é a mentalidade com que se encara esse transporte. Não se está habituado, não se pensa nisso, considera-se uma bizarria, e portanto «decreta-se» que não é viável andar por aqui de bicicleta.
Mas já que gostamos do estilo de vida dos países do norte, porque não imitar algumas das suas características mais saudáveis?....

Imaginem os estudantes irem para a escola ou universidade com a pasta presa atrás. Porque não?
Só vantagens. Faziam exercício e não gastavam dinheiro nem poluíam o ambiente.


domingo, setembro 21, 2008

Cartazes de filmes antigos

Vou iniciar hoje mais uma série de imagens de Domingo, a relembrar o passado.
Gilda. Filme de 1946.
Rita Hayworth.

Uma música ao Domingo

A propósito dos seus 40 anos de carreira, trago aqui Carlos do Carmo com esta belíssima canção:

sábado, setembro 20, 2008

Cenas da vida do trânsito lisboeta

Há cenas que se passam na minha cidade que só vistas!
Estive agora uns momentos à janela. Moro num andar de «meia-altura», nem tão baixo que consiga ver as pessoas muito bem, nem tão alto que pareçam brinquedos. É uma distância que dá perspectiva mas sem exagero. Fui espreitar para ver se percebia o que era o barulho que ouvia no largo próximo e reparei que na rua por debaixo de mim se cruzavam dois carros. É uma rua de largura razoável, onde passam à vontade dois carros, mas só tem duas faixas, não pode passar um terceiro carro.
Estes abrandaram ao passar um pelo outro e os condutores disseram qualquer coisa. Pareceu-me amigável, creio que seriam conhecidos.

Bem, o que um deles terá dito não sei nem imagino, mas o certo é que o outro lhe deve ter querido dar resposta a tempo e, nem hesita, mete uma marcha-atrás e recua de modo às janelas ficarem a par (como iam em sentido oposto as janelas dos condutores podiam ficar juntas)

Aquilo visto de cima parecia que alguém estava a brincar com carros telecomandados de meio tamanho. Ou, noutro registo, que os dois iam a cavalo e que um deles tinha ensinado o cavalo a fazer uma cortesia…

Tudo isto já era disparatado se não se passasse numa rua com algum trânsito e, logo atrás do que se lembrou de recuar para acabar a conversa, não viesse um terceiro que, naturalmente, carregou assustado na buzina porque estava a ver que levava com o outro que vinha às arrecuas, sem lhe ter feito mal nenhum!


De facto há gente que se esquece de que as ruas não foram construídas só para si!

:)

Porque será que toda a gente sorri ao ler
Assalto à repartição de finanças (de Sacavém)
Enfim, parece que a tesouraria não estava lá muito bem defendidas para este tipo de acções. Quem lá vai costuma ser mansinho, e os protestos não passam de desabafos.
Não desta vez.

Cantinas, um negócio de muitas massas

Mas qual concorrência, qual quê!
Se formos bons amigos todos lucramos. Quer nas gasolinas, quer nas comidas, quer ...
Negócios são negócios, quanto mais lucro melhor e portanto tudo é permitido. Ou não será assim?...
Rebentou agora uma 'bolha' de negócios menos claros quando se soube que:
«Dezenas de escolas e hospitais pagaram dinheiro a mais por refeições durante 10 anos. Os lucros ilícitos atingiram 172 milhões. Concurso do Casino Estoril pôs fim ao pacto. Ex-gestor denunciou cartel. Para directores, era normal».
Normal (!!!)
Existe uma Autoridade da Concorrência que, pelos vistos, perante a denúncia (que teve de vir de um ex-gestor porque 'provas' não se podem arranjar) decidiu que aquilo era um cartel .
Bem, mas atenção, segundo o que aqui nos dizem «os ganhos ilícitos avaliados para as sete fornecedoras de refeições ao Estado são quatro vezes e meia a multa que arriscam pagar».
Que venha a multa, não é?



sexta-feira, setembro 19, 2008

As mensagens

Quanto à normal comunicação entre as pessoas – oral ou escrita – desde o boom dos telemóveis que passou a ser usada uma fórmula que, sendo escrita, é também muito 'oral': as mensagens.
Porque uma carta era uma carta. Quase sempre escrita com alguma cautela, levava tempo a redigir-se, e sobretudo levava tempo a chegar ao destinatário.
Mas as mensagens de telemóvel escrevem-se num ápice, e mandam-se ainda mais depresssa. Em poucos segundos estão escritas e enviadas, é quase ‘falar’.
Claro que isso pode dar asneira. Todos conhecemos histórias tristes de mensagens que por um engano do ‘enviador’ chegam a um destino errado, e daí fazem desmoronar relações que pareciam bem estáveis. Casamentos que vão ao ar por disparates desses. Histórias tristes, de desilusões, existem aos pontapés. :(
Mas depois pode haver também histórias agradáveis.
Conheço um jovem que anda sem namorada. Não por falta de vontade, mas as coisas não ‘acontecem’. E isto dura já há algum tempo criando um estado de enervamento e tensão, desagradáveis.
No outro dia, estava ainda a dormir - era cedo – e chega uma mensagem ao telemóvel. Lá abre um olho, desconfiado e dá uma olhadela meio ensonado.
«Bah! É engano!» era engano? Era, claro que sim. A mensagem dizia «Olá Bom Dia. Estou louca de vontade de estar contigo. Podes satisfazer a minha vontade
Com mais calma, via-se que aquilo era uma publicidade habilidosa.

Mas para quem anda um tanto carente, pode fazer desatinar, não é?


Parados à porta de casa

Tem a sua graça pela inevitabilidade:
As receitas da EMEL diminuíram com subida dos combustíveis
Claro.

Se entra por um lado não pode entrar por outro.
Mas não sei se os transportes públicos andam ainda mais cheios.
Será que se começou a andar a pé...?




A liderar


… a queda.

É uma pena o final da frase.

É que quando se começa a ler «A Bolsa de Lisboa lidera…» sentimos alguma animação. Não esperávamos nenhuma liderança, não é?
Bolas.
Afinal o que queriam dizer era
que «a Bolsa de Lisboa terminou a sessão de hoje a liderar as quedas na Europa»

Assim uma espécie de primeiro-a-contar-do-fim.

Dístico verde

Anda-se a pensar (boa ideia) em promover carros menos poluentes.
Uma das medidas parece ser terem reduções no preço do estacionamento
Acredito que se se quer mexer na qualidade em relação ao ambiente, terá de ser através de uma política de incentivos sobretudo deste tipo. Porque uma pessoa pode ter conhecimento de que um determinado combustível é mais poluente do que outro, mas se for o mais barato e não estragar o carro, é esse que vai usar. Veja-se o caso do gasóleo. Quem escolhe um caso a gasóleo é por gastar menos.
Sempre estranhei que os carros GPL sejam um pouco tratados como párias. São muitas vezes impedidos de estacionar em certos locais ou enviados para estacionamentos especiais.
Olhados com desconfiança, quando aquilo que leio é que afinal
«é o combustível (mais limpo/menos sujo), mais económico e rentável, e amigo do ambiente, é uma boa aposta para reduzir a poluição atmosférica»
Será que vão ter direito a senha verde?

quinta-feira, setembro 18, 2008

O Pópulo traz um brinde (ou gadget?)

Desde ontem que aqui o Pópulo tem um brinquedo novo.
Não sei quantos de vocês deram por ele e, sobretudo, entenderam para que servia.

Olhem ali para a direita.
Ali mesmo. Por baixo do cabeçalho e por cima da minha fotografia.

Está escrito
+ A A

Mas não é uma fórmula matemática, juro!
Até porque vem por baixo de duas palavras que dizem

Tamanho do Texto

Então?
Adivinharam?
É o seguinte: Aqui este meu diário, ou jornalito, ou o que quer que seja, é escrito num certo tipo/fonte e aparece aqui com letras de determinado tamanho.
Escolheu-se este tamanho porque parecia que a mancha que se via ficaria mais harmoniosa.
O que não quer dizer que, primeiro agrade a toda a gente, segundo que seja confortável a toda a gente.

OK! Sei que agradar a TODA A GENTE é um desejo impossível de realizar, mas podemos agradar a mais do que se tem feito até agora.

E portanto, a partir de ontem, o Pópulo dá um brinde aos seus leitores: quem quiser ler isto com mais nitidez, e desejar uma letra maior, clica onde diz + A. Se for ainda pouco, clica outra vez até atingir o tamanho bom para conseguir ler.
Claro que se for alguém que considere que o tipo até é grande e isto fica melhor mais pequenino, é clicar no – A, e pronto, as letras parecem umas formiguinhas.
Quase nem preciso dizer que isto só foi possível graças ao meu anjo-da-guarda como sempre! O amigo mais prestável que se pode desejar.
Bem, quem achar que isto é uma mariquice, um gadjet como qualquer outro, olhe não utilize…
Mas eu sei que pelo menos um antigo leitor vai ficar contente com esta nova capacidade. (pst! e já agora espero que passes por cá mais vezes...)


Amizade

De vez em quando aparecem-me uns emails/fw bonitos e românticos, falando das qualidades da amizade e do valor de um amigo.
Raramente os reenvio como costumam pedir, mas de uma forma geral têm o seu encanto, mesmo quando dizem as verdades que todos sabemos.


Ontem caiu-me uma amiga na sopa.

Não exactamente, é claro. Tinha-me ligado na véspera «olha lá, não andas lá muito bem ou quê? Dás-me de jantar amanhã, para a gente conversar

É assim.

Esta é uma das formas de amizade.
Avisou, que ainda assim eu até podia não estar em casa, mas não esperou um convite, simplesmente apareceu cá.
Com esta amiga especial existe uma química estranha (ou será uma física?) porque quer uma quer outra ‘adivinha’ quando a outra não está num bom momento e mostra que está presente.
E ontem relembramos que temos de facto estado presentes em todos os bons e maus momentos, sobretudo nos maus momentos que a vida tem-nos presenteado com mais desses…

Mas foi uma noite onde soltamos as emoções com a sinceridade e naturalidade que uma amizade destas dá. Onde houve momentos onde choramos, um choro que nos fez bem, que as lágrimas também lavam a alma, e momentos onde rimos de gargalhadas soltas, quando evocámos situações antigas que hoje sentimos completamente caricatas. E completamos frases ao mesmo tempo, no mesmo ritmo. Tivemos dificuldade em relembrar as mesmas coisas.
E terminamos dizendo o que as duas pensamos – não é por estarmos um tempo sem nos falarmos que somos menos amigas, afinal os alicerces desta amizade estão cravados em rocha viva.

Resistem a tudo.


Como nos tais FW sentimentais…


Gestor é gestor

Era o que mais faltava que uma ameaçazinha de falência tivesse como resultado que os senhores gestores perdessem os seus bónus
Então?!
Bónus são sagrados.

Coisitas que vão de 2,7 milhões de euros até 10,6 milhões de euros.
Claro que se pode presumir que a sua gestão não foi famosa, se levaram a empresa à falência, mas isso que importa?

É um bónus por bom desempenho e se lá estiveram infere-se que o desempenho foi bom e mais nada!


Procuram-se 3 mil mulheres

Com a falta de emprego que anda por aí, é caso para alguma excitação.
O PSD do Porto, quer «mobilizar um número de mulheres suficiente para cumprir as quotas definidas para as listas candidatas às eleições que se realizam em 2009»
Fica-lhe bem.
Até porque senão «corre o risco de ter depois que recorrer a soluções de recurso», coisa desagradável.
Mas há esperança.
Até agora, diz quem sabe disto, existem 500 mulheres disponíveis, donde já só faltam duas mil e quinhentas. E ainda falta um ano.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ontem estive de quarentena virtual



A minha ligação à net nem é das piores, mas quando decide falhar é sempre a sério!
Como as pessoas que não tem gripe nem sequer se constipam mas apanham uma pneumonia...
Tenho muitos amigos e conhecidos que se queixam: «a minha ligação volta e meia vai-se abaixo»; «ontem nem te respondi que fiquei sem net àquela hora»; «ok, vou já mandar essa informação, se... a net funcionar!»
Pois eu não.

Passa-se tempo e mais tempo, e sempre que ligo o pc lá aparece o iconezinho a piscar avisando que fiquei on line.
Boooa.

Mas depois vem a pneumonia! Quando ela se vai, implica telefonemas para os técnicos lá do servidor (com a chamada a cair e eu a ter de recomeçar a explicar tudo de cada vez!) várias sugestões deles para fazer coisas que eu já tinha feito, e finalmente, o reencaminharem o caso para os ‘grandes especialistas’ que felizmente trabalham das 9 às 23 mas... como é natural têm sempre imenso que fazer.
Ontem, tive um dia desses.
Sem net o dia todo e a precisar muitíssimo dela. De manhã os posts que ia escrever ficaram a meio, e hoje já nem me apetece aproveitá-los.
Mas o pior eram as coisas importantes! Até cheguei a pensar enfiar o material que precisava de enviar numa pen e ir a casa de uma amiga enviá-lo de lá... Mas se fizesse isso, não estaria em casa quando porventura os senhores me contactassem para o arranjo - que dilema!

Pronto, já passou.
Espero agora que, segundo o meu modelo, esta coisa agora fique arranjada até para o ano.

(e já agora, o brinde: é que sempre que isto me acontece ganho um modem novinho...!)

Os mistérios da economia

Nestes últimos tempos não tenho andado tão informada (ou procurando informar-me) das realidades que me rodeiam como gosto de fazer.
De um modo geral gosto de partilhar aqui no Pópulo o que penso das notícias mais relevantes à espera do que me possa dizer quem passa por aqui, mas a minha vida pessoal ultimamente tem bloqueado essa comunicação.

Contudo é certo que, por mais distraída que ande, tenho de ouvir o que se passa com a tal AIG.

O que eu sabia, era que se tratava de uma Companhia de Seguros. Grande. Importante. Gigantesca mesmo.
Segundo o seu site
o American International Group é o grupo financeiro que, operando em mais de 130 países, lidera os sectores segurador e de prestação de serviços financeiros a nível mundial.
A sua reconhecida solidez financeira assenta na diversificação internacional dos vários negócios do grupo.
Dos seguros aos fundos de pensões, da gestão de patrimónios à locação financeira, [...etc]
Mas…

A grande notícia dos últimos dias é que aquilo está a cair como um castelo de cartas.

Hoje dizia-se
que ela tem um dia para conseguir 80 mil milhões de dólares e evitar a falência Ou seja, é possível que venha mesmo a falir.
E o que acontece a quem tem lá os seus bens seguros? Fez-me confusão ler que:
«o grupo AIG possui 74 milhões de clientes em todo o mundo [….] que não terão segurados os seus bens em caso de falência da AIG»
A mim parece-me um estranho jogo de espelhos – então uma pessoa deve ‘
segurar-se contra o risco da sua seguradora falir’???
E quem garante que a que fez esse seguro não entra também em falência…? Será necessário um terceiro seguro?


Não imaginava que tudo isto pudesse acontecer.

As minhas lacunas em economia são ainda mais profundas do que eu já sabia.


Guerra quente?

Muitas vezes na disputa política, os candidatos parece que querem sobretudo «marcar a diferença».
Quase dá a ideia de que nem pensam bem naquilo que dizem, o que é importante é mostrar que as suas ideias são o contrário das do adversário.

Agora, mas eleições americanas, a candidata a vice-presidente republicana, saiu-se com uma extraordinária: se a Rússia se portar mal, porque não declarar-lhe guerra?

É certo que as posições russas em relação à Geórgia são bem discutíveis. É também verdade que a Rússia da actualidade ainda age como se fosse a potência que a URSS foi. Concordamos que, muitas vezes, toma altitudes inaceitáveis.
Mas quando se fala em ‘inaceitáveis’ essa aceitação ou não, é pela sociedade toda, pelas Nações Unidas, que deveria dispor de meios de chamar um país, qualquer país, que ande a agir mal, à razão.
Ou essa função é afinal dos EUA?

O que pensaria a Sra Sarah Palin se fosse o contrário? Se perante uma acção cometida pela sua terra, que a Rússia considerasse errada, esta se propusesse a fazer uma declaração de guerra?!

É tão idiota que é o tipo de declaração que vai soar como um tiro no pé, vai recair sobre quem a produziu.