quinta-feira, dezembro 31, 2009

Chuva e Arco- Íris



Hoje é 31 de Dezembro.

O último dia deste ano.
A véspera do Primeiro de Janeiro, do dia inicial de cada ano. Sei que ontem deixei ficar por aqui um post um tanto amargo, mas reforço a minha explicação de que foi inteiramente de cariz pessoal – não tinha nada a ver com a Paz no Mundo, nem o Ambientalismo, nem nada desses temas graves, de que as Misses costumam falar quando depois dos desfiles em fato de banho e vestido de noite são «perguntadas» sobre os grandes problemas da Humanidade. O que escrevi ontem tinha apenas e só a ver com a minha vida pessoal, pessoalíssima, e a raiva que sentia quando olhava para trás e lembrava os projectos de «Ano Novo»,
sistematicamente quase iguais todos os anos e a falharem também, por sistema, todos os anos... Senti um grande cansaço.
Bem, mas hoje é outro dia. Chove na mesma já se sabe, mas ... enfim, sabemos que é Inverno! E a vantagem da chuva :) é que permite ver arco-íris que é a coisa mais linda que há! Luz e cor no espaço sem fim... E, como é «outro dia», talvez consiga ver que pode ser um dia verde, verde de Esperança, a tal que tem a fama de ser a última a desaparecer... E, mesmo sendo o mais banal dos lugares comuns, o certo é que o que dá força são os contrastes. Se há Luz ela só pode brilhar porque existe sombra. Só tenho a convicção de que estou limpa porque já me senti suja. Reconheço a Verdade porque encontrei a Mentira. Sinto Liberdade porque experimentei a prisão. Rir de verdade é para quem também conhece as lágrimas.
O que quero dizer afinal é que a Esperança é importante.

Quer a nível Mundial, geral, quer ao nosso nível pequenino, doméstico, pessoalíssimo.
O ponto mais agradável quando se anda de avião é quando o aparelho descola de um capacete escuríssimo cinzento escuro, atravessa essa nuvem de algodão encardida e, de repente, se vê tudo azul e o sol radioso lá em cima.
É lindo.

E ainda por cima é verdade! O Sol está mesmo lá, não é nenhum ‘efeito especial’.
Desejo muito sinceramente que todos nós encontremos o nosso Sol! Aquele de que precisamos.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Quase no fim

Hoje é dia 30. O penúltimo dia do ano. Não costuma ser nenhum dia especial, assim como a véspera do dia dos nossos anos também não tem um significado por aí além. Costumamos guardar tudo para amanhã, o dia final, o da despedida, o do fogo de artifício e champanhe para quem aprecia.
Portanto, cá por mim, ia deixar o dia 30 na simplicidade de um dia vulgar…
Só que, a verdade é que nestas coisas temos a mania de exagerar. Quando o ano termina, entra tudo numa grande euforia, fazem-se ‘balanços’, e muitos de nós mostramos uma alegria um tanto postiça, querendo à viva força relembrar (inventar) momentos agradáveis que este ano nos deixou.
Eu, que tenho andado nestes últimos tempos sem motivos para grandes alegrias e sem encontrar dentro de mim essa sementinha milagrosa que magicamente pinta tudo de doirado, vou tentar guardar a dita ‘sementinha’ para amanhã, mas hoje, como um velho e ranzina contabilista fico a olhar para as colunas do ‘deve’ e ‘haver’ e e só me apetece tapar a cara para não avaliar coisa nenhuma.
Foi Tive um ano mau, meus amigos. Claro que falo em nome pessoal; do ponto de vista geral, olhando para a humanidade, não terá sido se calhar dos piores, reconheço-o.
Mas aquela velha e muito batida frase que se diz ritualmente nestes momentos do ano, quando se desejam as Boas Passagens «bem, antes como este, do que pior», a mim não encontra eco. Sei bem que exactamente há um ano tinha umas claras esperanças alegres que não se concretizaram, tinha uma grande amiga que me deixou, tinha expectativas de resolver problemas que se não estão na mesma é porque se apresentam ainda pior…
Claro que se pode sempre desejar «antes como este do que pior», porque o poço do ‘pior’ não tem fundo, e é um tanto como o infinito.
Mas desejo sinceramente que o que vem seja muito, mas muito melhor, do que o ano de 2009!

(amanhã devo estar menos azeda, e venho deixar o lado mais colorido do que este que reconheço demasiado cinzento)


terça-feira, dezembro 29, 2009

Gracinha (VI)

Não deve poder porque não cabe lá...

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Gracinha (V)

Olá a todos!
Tinha avisado que nestes dias conhecidos como «férias natal-ano-novo» ia deixar o blog um tanto em pousio, e apenas deixar ficar por aqui umas brincadeiras para não 'fechar a loja' por completo.

De modo que pensei que depois destes dias onde queiramos ou não se come sempre um tanto mais do que aquilo que a nossa linha precisa, seria uma boa ideia passarmos a subir as escadas a pé. Quem tem poucas escadas, tem remédio fácil, é descer e subir de novo.
A tabela é esta:

domingo, dezembro 27, 2009

Uma musica ao Domingo

O Natal ainda anda por aí....

sábado, dezembro 26, 2009

Gracinhas (IV)

E o amor é....

sexta-feira, dezembro 25, 2009

quinta-feira, dezembro 24, 2009

... quase Natal





....e muita ternura!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

(Plágio ou) remake?

Como estou farta de repetir há temas de que falei com muito gosto a 1ª vez, depois insisti no outro ano, e no ano seguinte voltei ao mesmo... mas às tantas já não encontro novidades a dizer! Só me posso repetir.
Decidi portanto deixar aqui um verdadeiro e total «remake» de um texto que escrevi o ano passado:
Menos de uma semana, e estamos em cheio no Natal.
Desde que tenho ou participo em blogs que escrevo umas coisinhas por esta altura em redor do tema. Só que, como já cá cantam uns tantos anos, acabo por me repetir como é inevitável.
Já o ano passado decidi fazer um «remake»? de textos que fui escrevendo noutras ocasiões. Expliquei de novo porque gosto da época do Natal, isto na na minha perspectiva, começando por relembrar um antigo Natal no meu Caderno de Capa Castanha, e depois contei porque gosto da ceia mas à minha moda, e como as prendas têm um valor diferente do que têm para outras pessoas, e o que é a minha Árvore.
Não quero também repetir porque é que nunca deixo para a última hora as coisas que pretendo fazer.
É uma questão de organização, eu sei. Há quem tenha esse «gene» e quem o não tenha. Mas faz-me sempre alguma impressão ouvir dizer num tom de voz aflito «Ai que só faltam 3 dias e ainda nem comprei nada!!!!» como se este ano o Natal decidisse ser a 25 de Dezembro, e ela tivesse acabado de ser informada dessa alteração!
Continuo a gostar do Natal.
Continuo a ter prazer em enfeitar a minha casa.
Continuo a imaginar e fazer pequenas lembranças que desejo serem significativas para quem as recebe. Gosto de surpreender as pessoas e ouvir «Olha que boa ideia! Como é que reparaste que eu gosto de****?»
Pronto.
Gosto desta quadra, mesmo que hoje para mim já seja tudo bem diferente e alguns dos amigos e familiares tenham desaparecido entretanto, o que traz um véu de sombra que nos pesa muito.
Por outro lado temos uma cabazada de bebés e crianças que fazem a renovação.;)

E é isso o Natal!



terça-feira, dezembro 22, 2009

Rir é o melhor remédio (será?)

(Nota prévia: não estou a inventar nadinha daquilo que vou contar!)
Ontem, batem-me à porta logo de manhãzinha. Muito manhãzinha que ainda estava de robe e fui desconfiada à porta. Era um carteiro com uma carta registada, e assim que assinei comecei logo a ver as coisas tortas porque li PSP.
Bingo! Era um registo para ir pagar a multa de um mau estacionamento. Lembrava-me perfeitamente do que era, até porque tenho sempre muita cautela com essas coisas: tinha parado em cima de um passeio enorme, mesmo enorme, onde no espaço que ficava poderiam passar 10 peões de braço dado, e estacionei uns 10 minutos. Mas pronto. Apanhei multa e cá tinha ela chegado a casa para alegrar o Natal.

Logo depois, vou à casa de banho e vejo alguma coisa colada no chão. Como não se despegava a bem, vou buscar uma faquinha à cozinha para raspar o dito colante. Mas, quando estou agachada a manobrar a faquinha, esta salta-me da mão e zás faz-me um bruto golpe no dedo! O chão pingado de sangue e o papel a rir-se de mim no mesmo sítio.

Furiosa, levanto-me de repente para ir buscar água oxigenada, sem notar que logo acima estava o lavatório. Pás! Uma cabeçada que se fosse em futebol metia golo, mas ali só meteu galo que começou logo a inchar.

E, já adivinham, com esta pancada na cabeça estando eu de cócoras, caio com toda a força para trás, no chão de pedra e numa fracção de segundo penso ‘pronto!-agora-é-que-parto-o-colo-do-fémur’
...
...............
Resumindo, quando o meu filho apareceu ao ouvir tanto estardalhaço, vê-me caída no chão, com um galo na testa, a mão cheia de sangue e a rir ás gargalhadas!
-Oh mãe??????!!!!! -Olha, ajuda-me a por de pé, que eu a rir nem consigo, procura aí um penso rápido, e vamos tomar um café. Acho que em 15 minutos já atingi as desgraças que me poderiam acontecer hoje.
Agora, daqui para a frente, é só coisas boas!!!!

P-A-R-A-B-É-N-S!!!!!

Vivó dia 22 de Dezembro!!
Viva o «Farpas»!!!
Um dia muito feliz e com o dobro das Prendas que vais receber depois de amanhã!


Carrinho mais ecológico não há.... Até dá para uma 'perninha' de futebol...

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Coisas que não lembram nem ao menino Jesus

(título adequado á quadra...)

Como todos nós que trabalhamos há uns anos (largos anos) sem ser no mesmo local, recordamos a) com saudades e amizade certos dos sítios por onde passámos, b) com indiferença muitos outros, c) com algum azedume outros ainda, e d) quase sempre existe UM que nos ficou marcado como o «inferno na terra». O pior dos piores...
Eu tenho tido alguma sorte. A maior parte da minha vida activa até foi passada num serviço de que guardo boas recordações e muitos amigos. Foi onde me estreei como profissional, passei lá anos e aprendi muito. Tenho saudades. Passei por poucos meses por um outro onde tive um excelente ambiente de trabalho e apesar de já lá irem muitíssimos anos ainda de vez em quando nos encontramos 3 pessoas para dar à língua à volta da mesa de um almoço. Passei também por um serviço onde consegui realizar do ponto de vista profissional coisas de que me posso orgulhar, digamos que fiz um trabalho limpo e embora o ambiente não fosse fantástico, o almoço de despedida meteu lágrima. Depois disso estive no tal «limbo» para não dizer «inferno». Depois 'disso' estive envolvida num projecto de algum vulto e a coisa correu bem, e mantenho encontros com alguns colegas de quem fiquei amiga. E, nos últimos anos, tive um trabalho descolorido, com uma chefe também descolorida de quem não me recordo com nenhuma simpatia.
Ora bem, o que vinha contar morta de riso, é que recebo ontem um telefonema, que à primeira nem conseguia entender de onde vinha. Vinha do «inferno». O tal local onde passei os piores meses ou anos, da minha vida. Tudo lá era mau. Não gostava do trabalho nem dos colegas e odiava a chefe. Um pesadelo. E melifluamente, vinham explicar que o Serviço tinha acabado, e decidiram fazer um jantar de confraternização entre todos os que por lá passaram. Se eu não queria ir?...
Consegui tapar a boca antes de dizer «quanto é que tenho de pagar para NÃO ir?», e lá inventei um falso sorriso para dizer que 'lamentava' mas era completa e totalmente impossível comparecer. Cumprimentos a todos e fossem muito felizes...
Mas fico-me a pensar, se alguém por delicadeza aceitou, que horrível pesadelo terá sido aquela reunião onde todos se odiavam?!
Livra!!!!


Em cima da minha cabeça, NÃO!!!

domingo, dezembro 20, 2009

sábado, dezembro 19, 2009

Gracinhas (I)

Vou iniciar hoje (porque não ando com muita imaginação mas para compensar ando com imensa preguiça) uma série de imagens com alguma graça.
Hoje temos a actual casa rupestre:

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Vale a pena



Muitas vezes ouvimos lamurias a respeito de acções difíceis ou ‘condenadas ao fracasso’ como se diz, porque «nem vale a pena fazer nada». E o pior de tudo é que esse raciocínio tem bstante força. Eu sei, que muitas vezes me senti desanimada ao tomar parte numa manifestaçao ou assinar um documento encolhendo mentalmente os ombros enquanti pensava «enfim... é só para não dizer que não se fez nada...»
Mas nem sempre isso é lei.
Fomos informados que Aminatu Haidar vai regressar a El Ayoun, no Sara Ocidental, de onde foi expulsa há um mês pelas autoridades marroquinas. De realçar que ela tinha saído de lá porque fora receber o Prémio Coragem Cívica, nos EUA. Parece um paradoxo?...
Bem merece este prémio de Coragem!
E desejamos que desta vez tudo acabe o melhor possível para esta valente mulher.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Quando nem nos lembramos dos sismos



Parece impossível, mas esta noite acordei para ir ralhar com o meu filho que por sua vez ralhava com o vizinho debaixo que (segundo ele) protestava batendo no chão por a música estar alta.

Eu, meia estremunhada, não a achei nada alta, dormia no quarto ao lado e não me tinha acordado, mas ainda aconselhei a pô-la ainda mais baixinha.
Entretanto pensava que susceptível era o vizinho para bater no chão à 1 e meia da manhã por um motivo desses.
Voltei a dormir.
Sossegada.
Hoje sei que houve um pequeno sismo.
Tenho de pedir mentalmente desculpas ao meu simpático vizinho...

Tirar olhos ainda não

Tornou-se cada vez mais «uma moda» os parlamentares, em pleno exercício dos seus trabalhos oficiais (não estamos agora a pensar numas piadas à volta de uma mesa de café, ou até numa linguagem mais desbragada se por acaso se encontram na casa de banho lá do Parlamento) descontrolarem-se na sua linguagem. Não. Parece ser moda, dois colegas de profissão - e uma profissão das mais categorizadas que existe, que para a alcançar devem sofrer diversos escrutínios, até populares - durante os seus discursos, se não estão de acordo com os seus opositores, não lhes passa pela cabeça dizer tão simplesmente: não tem razão por isto ou aquilo, ou os valores a que se está apoiar não estão confirmados, ou a afirmação que acabou de fazer não está de acordo com os factos e posso demonstrar.
Seria educado. É assim que ensinamos os nossos filhos a falar com pessoas de cerimónia respeito. No ‘primeiro parlamento’ o dos chapéus altos e bigodes insistia-se muito no apelativo «Vossa Excia» o que nos nossos hábitos se dispensa, mas uma correcção verbal, era simpático e mostrava controlo.
Eu serei suspeita porque no meu dia a dia digo muito poucos palavrões. Há uns dias li num blog uma história muito engraçada de uma menina que não sabia palavrões a não ser um. Achei curioso porque era o tal que eu conhecia em criança, mas... não o dizia! E ainda hoje não sinto a menor necessidade de dizer as coisas de um modo mais bruto mesmo quando estou zangada.
.Ora agora reparei que na Madeira, deputados em plena assembleia insultam-se chamando-se vadios e drogados. E devem ficar muito aliviados. É que ainda não se tornou uso o Wrestling com público a aplaudir...
..................
Isto será necessário?
Tenho a imagem latente de que é uma crescente tal falta de respeito que falta pouco para se pegarem à pancada física. E chegará o tal momento em que só falta tirar olhos?....

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Mas que é da neve?...

Ando aborrecida, tenho de andar!-Aquela geringonça de que me lamentei ontem - devem estar lembrados!!! - ( ter a tv e a net intermitentes como se fossem luzinhas da árvore da Natal,) não tem graça nenhuma e promete que vai continuar. Também ontem, de novo, a partir das 7 da noite, tive que me resignar a ouvir rádio e por a leitura em dia. Os protestos para a fornecedora eram atendidos um tempo infinito depois por uns desgraçados que só sabiam dizer que estavam a tratar da questão GRRRRR!!!
....................
Para além disso, estamos com um belo inverno.
Gosto.
Tiramos os abafos dos armários, carapuços, cachecóis, luvas, botas quentinhas, tudo isso é uma festa para celebrar os pouquíssimos graus de temperatura.
Mas…
Qué da neve???
Quando a temperatura baixa assim, tem logo como complemento uns farrapinhos a cair, as árvores a ficarem com algodão em rama, os telhados branquinhos.
Pois é, mas parece que isso fico tudo guardado para os postais.
QUERO NEVE. Aqui, onde vivo, não é lá para o norte onde se calhar já estão fartos!!!
Aqui em Lisboa é que fazia falta.
Não há direito!




Imagem DAQUI

terça-feira, dezembro 15, 2009

"Prejuízos Morais"

Há certos serviços, do conforto do nosso dia a dia, que damos por adquiridos.

Estamos habituados a abrir uma torneira, e sair água.
Ligamos um interruptor, e acendemos uma luz.
Para fazer a sopa, ligamos o bico de gás do fogão.
E tudo nos parece certo e normal. É por isso que pagamos taxas e o preço do produto que vamos consumindo. Quando um desses produtos falta, quase sempre há uma causa grave, e entre os nossos protestos, mais cedo ou mais tarde a coisa está reposta e a avaria consertada.
Ora, desde há umas duas noites, que na zona de Lisboa onde vivo, pela hora do jantar e até bastante mais tarde, tudo o que tem o carimbo «cabo», .. vai-se paulatinamente. Na primeira vez andei a ligar e desligar fios, até entender que a questão era deles e lá protestei ouvindo a desculpa de que estavam a tratar do caso. Claro que os programas que costumamos ver foram ao ar, e net, nem vê-la.
Ontem, o programa repete-se tal e qual. Temos a informação no ecrã «sinal TV Cabo não disponível» e mais um paleio sem grande interesse. Net, nada. Entretanto tocam campainhas de vizinhos a inquirir se temos o mesmo problema ou é só deles… OK, estamos acompanhados! E o interessante, é que aí de quarto em quarto de hora tudo parece recomposto e vemos aí dois minutos da série que desejamos, para nos abrir o apetite. Pensamos «pronto! Já está! Agora foi…» e...nesse exacto momento o ecrã fica cinzento e volta o conhecido aviso.
Eu sou muito céptica e acho que estes fornecedores são todos mais ou menos parecidos. Tenho amigos que usam outros servidores mas nem por isso cantam vitória. E os anunciantes?! Que pagaram uma pipa de massa para os anúncios não serem vistos?
E, ainda uma velha questão: Seria da mais elementar justiça, que visto isto ser um serviço pago, no final do mês viesse descontado o tempo em que não houve emissão. Certo. Só que mesmo isso me parece muito pouco. Se pago 60 € por mês quer dizer que se me recusar um dia, isso são 2 €. Não serve. Tem de ser a doer mais. Se vivesse nos States, com aqueles belos advogados de litígios, ainda me punha aqui a pedir uma indemnização por perdas morais, porque o não saber como terminava a história X tinha-me tirado o sono e causado grande perturbação.
Mas não.
Até nisso somos pobrezinhos, e ir pedir dois euros, mais vale não pedir nada!!!
Pfff....


segunda-feira, dezembro 14, 2009

Conteúdo e continente


O mês de Dezembro está quase a meio, o Natal anda pertíssimo, e desta vez eu que começo os festejos desta época do ano cheia de entusiasmo e com tudo planeado a tempo e horas, parece-me ter sido mordida pela mosca do sono, e ando para aqui ao ralenti... Depois algumas das minhas amigas decidem ir passar «as festas» para longe, onde vivem os filhos ou os amigos, e portanto o meu círculo fica mais pequenino e reduzido.
Mas enfim, depois de um arranque difícil, este fim de semana todo começou a andar como deve ser. A minha grande árvore que vai recolhendo enfeites de há dezenas de anos (os que não se têm ido partido, é claro...) já brilha no esplendor das suas muitas dezenas de luzes, as portas têm as suas coroas como deve ser, há fios doirados e sinos pela casa toda, só alguém completamente distraído não repara que nos aproximamos do Natal!
Este fim de semana, tratámos de uma parte divertida, desde que se leve a coisa para a brincadeira: embrulhar presentes!
Já aqui tenho explicado que na minha família se evita a prenda comprada na véspera e despersonalizada. O Natal é uma festa fixa, todos os anos cai a 25 de Dezembro pelo que não compreendo como se pode ser apanhado de surpresa «como?! O Natal é depois de amanhã?! Mas não costuma ser em Fevereiro?...» Se gostamos de oferecer prendas de Natal, temos meses e meses para pensar no assunto. (e se não gostamos também seria melhor assumi-lo, e pronto!) Portanto na minha casa, começamos a pensar nessas prendas sempre que vemos algo que ‘encaixa’ no gosto de alguém. Vai-se guardando, com calma, numa grande gaveta. E nesta altura, vem a animação dos embrulhos!!!
E foi nessa animação que passámos o último Domingo. Pode ser divertidíssimo. Embrulhar um romance seriíssimo num papel próprio para crianças. Uma caixa de sapatos, cheia de algodão, e embrulhada em papel de prata, tendo lá dentro uma faquinha de manteiga. Embrulhar num embrulho único quatro ou cinco prendas de pessoas diferentes. Ou, pelo contrário, desmontar em peças o aparelho que se vai oferecer e embrulhar-las em cinco embrulhos diferentes (para fazer render o peixe, e as gargalhadas!)...
Desde que haja imaginação, a tarde do embrulho das prendas de Natal, pode ser das mais divertidas deste mês!
Digo eu!

domingo, dezembro 13, 2009

Uma música ao Domingo

Uma música com destino.
A uma amiga que teve há dias um dos maiores desgostos que se podem ter, deixo-lhe uma música celta, como ela gosta.
Um abraço apertado.


sábado, dezembro 12, 2009

Raio do telemóvel

Como é que é a famosa frase ? «Nem contigo, nem sem ti É tal como me sinto com a droga do raio do **** do telemóvel!
Há alguns anos, sentia-me snobmente superior a «essa coisa». Sorria-me de quem andava sempre agarrado a ele e aproveitava para dizer anedotas sobre isso. Achava que a minha vida decorria lindamente sem esse apêndice.

Certo dia, tive uma pane no carro, e fui obrigada a palmilhar uns bons quilómetros debaixo de chuva até apanhar uma cabine de onde pudesse chamar um reboque. Mudei de ideias. Nesse fim de semana fui logo a correr comprar um!
E desde aí, já lá vão bastantes anos, tenho feito uma gerência saudável da geringonça. Dou avisos e recados, recebo informações que me podem fazer falta e, se entendo que quem está a ligar-me quer mesmo conversar, sugiro que o faça através de um telefone fixo que é mais cómodo para mim.
E tudo funciona bem.
Até porque um brinquedo desses dura-me anos sem fim, e quase sempre só o procuro mudar quando a bateria está já mesmo nas últimas e o arranjo não vale a pena. E, como disse, uso-o com cautela. Está quase sempre na carteira, porque se estou em casa uso o «normal» de fio, e o telemóvel é para quando ando na rua ou em viagem.
Mas desta vez, algo de estranho se passou.
Voltei do meu fim de semana prolongado e não precisei dele, é claro, tinha o meu de casa. No dia seguinte também não, mas tive uma dúvida sobre um número e fui procura-lo. Não o vi no seu local. Mau! Despejo a carteira toda em cima do sofá, e telemóvel nada.
Avanço para um “truque” que funciona sempre que é ligar para ele e ouvir a campainha: nada! Não se ouvia nada, donde a conclusão era que ele não-estava-em-casa...
À noite falo para casa de uma amiga por onde tinha passado, não, não estava lá. Vou ao carro, reviro tudo, mas se lá está é muito escuro e aquilo é peça pequena, não se vê...

E depois é das coisas que odeio ter de comprar um apetrecho daqueles por uma falta de cuidado!!! Estou enraivecisíssima. Como é que perdi aquela coisa?!!!!....
Se alguém o encontrar avisa-me para aqui, tá bem?

(e pronto, hoje amuei e não vou escrever mais nadinha! Quero lá saber das desgraças do mundo, basta-me esta desgracinha!...)


Notícia de Última Hora: (12 horas de sábado!)
Apareceu!!!!
Ná! No carro não estava, que já tinha procurado com o sistema de ligar para ele próprio. Na minha casa também não. No meu trabalho também não. Em casa de amigos também não. E antes de regressar das mini-férias tinha tido o cuidado de ver em cima de todos os móveis e cadeiras, pelo que estava convencida de que não podia estar lá. Pois sim senhor! Estava no bolso de um casaco dos que só uso quando lá estou...
Aleluia!!!!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Aminetu Haidar


Dia 10 de Dezembro foi dia dos Direitos Humanos.
Um dia em que agonizava Aminetu Haidar há 25 dias em greve de fome por desejar poder regressar a casa «viva ou morta». Haidar foi expulsa quando regressava a El Ayoun, capital administrativa do Sara Ocidental, no dia 14 de Novembro. Tinha acabado de receber mais um prémio de direitos humanos.
Em sua defesa uma carta com mais de 20.000 adesões, foi publicamente apresentada em Espanha, e aí lembra-se que «Aminatu é filha de uma espanhola e pede-se ao rei que deixe "as questões políticas para outra altura" e use "a influência que tem junto do rei de Marrocos para salvar a vida de Aminatu"».
Era um gesto importante.
Há momentos em que esses gestos têm de ser tomados para além do receio da ingerência nas políticas de outros povos.
Foi pedido o auxílio de Sarkozy e Merkel, e entre as 20.000 adesões contam-se nomes de artistas, activistas, gente anónima, actores, portas, escritores, realizadores....
O que se vai conseguir?...
Deixa-se morrer uma activista que prefere a morte à situação actual? Não se terá vergonha?



quinta-feira, dezembro 10, 2009

A Árvore do Natal


Está a aproximar-se.
Todos os anos mais do que um ritual, é um prazer este aspecto de preparar a casa para o Natal. Cada vez menos pratico rituais só por o serem, ia a até dizer que nunca o faço, mas era mentira. Ainda há certos actos a que não dou grande valor mas não consigo desprender-me completamente de os fazer. Rituais, afinal... Mas são cada vez menos e não se encaixam nada estes sentimentos!
E, vem de muito criança, a gosto de apreciar como a minha casa de todos os dias do ano, parece receber um toque de varinha mágica e os seus objectos sem deixarem de ser iguais, de repente ficam diferentes. É o Natal que aí vem. Basta outras luzes, objectos que brilham, moveis que se arredam para fazer mais espaço, fios, bolas, laços, cores, velas, tudo fica com ar de festa.
Nos outros anos já escrevi para aí umas laudas sobre o tema, e como não vou repetir tudo ainda um dia destes vou procurar os links e, sei lá se fazer um copy past (a preguiça que a net nos ensina...)
Mas hoje vinha só contar a «construção» da Árvore de Natal. Costuma ser mais cedo, ao abrir o mês de Dezembro, mas com esta molenguice dos dois fins de semana prolongados a coisa arrastou-se. E, esta árvore é recente e muito trabalhosa.
Durante anos e anos a fio usava um pinheiro como deve ser. Cheirava a pinheiro, tinha os ramos às 3 pancadas, às vezes as agulhas picavam, mas era aquele de que sempre me recordava desde que nasci. Um dia, em Janeiro, deu-me um choque ecológico quando vi às portas das casas centenas de pinheirinhos de natal, já desenfeitados, à espera do camião do lixo! Jurei que tinha acabado isso de usar uma coisa viva para meu prazer. E passei a usar dos sintéticos. Que duraram muito mas... não para sempre. E o último estava tão rapadinho, tão desgraçado, que quando acabou a festa fiz-lhe o funeral. No ano seguinte (o ano passado) comprei outro. Lindo! Na loja parecia o mais lindo de todos. «É aquele!» decidi. E o vendedor, muito simpático, pega num caixote onde ele já estava arrumado e enfia-me no carrinho de compras. Felicíssima, o drama começa quando o quero meter dentro do carro que aquilo pesava chumbo! Consegui ajuda, e para o trazer para cima, mais ajuda foi preciso, uma quatro pessoas mais o homem do talho. O mistério é que ele é montado numa estrutura de metal e tem integradas umas seis fieiras de lâmpadas!!!!
Todo armado, é lindo. O pior foi guarda-lo durante este ano, e ontem arregaçar as mangas e voltar a montar aquele puzzle.
Pronto, está lindíssimo! E acho que hoje vou descansar do resto dos arranjos que não tenho pedalada para tanto...

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Será 'inumerecia' ?

É que há coisas que leio mas não entendo!


Como por exemplo:
Há séculos, lá para a Idade Média, isso de se emprestar dinheiro a juros era coisa feia. Um cavalheiro nunca o faria e ser acusado de tal era um grande insulto, desses que se «lavavam» com sangue num duelo! É inútil recordar que o mundo rodou muitas vezes e actualmente, muito pelo contrário, é das actividades com mais prestígio e que mais rende. A empresas maiores em todos os sentidos, os Bancos, vivem orgulhosamente dessa actividade de prestamistas. Mas hoje em dia, como é coisa fina isso é ajustado ao pormenor. Até determinado grau a cobrança do valor do empréstimo, é legalíssimo, e depende de muitas variáveis que há muito quem saiba e até viva desses conhecimentos. Depende de muitos factores: para que fins se destina esse dinheiro, qual a rapidez da devolução, etc e tal. Os juros podem ir de 8%, a 19%, 24,6%, ou a 32%, e tudo é normal. Parece que a partir da fasquia dos 32% é que já é um tanto abuso…. (será a tal 'usura'?)
É sempre bom saber.
Como também é bom saber (ainda falando de dinheiro) que o Estado faz uns negócios das arábias: Vende o seu património por milhões, o que é bom, porque fica rico assim do pé para a mão, mas… depois vai alugar a si próprio esse património que acabou de vender! Passa de dono a inquilino. Vai pagar por aquilo que já foi seu?! O que lemos no artigo citado é que «a actual situação se prolongar, todo o dinheiro recebido pela venda dos imóveis acaba dissipado nas rendas mensais».
Estranho negócio, não?...
Mas deve ser a minha iliteracia em relação a números.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Empatas

Antigamente as senhoras da alta sociedade tinham um dia certo para ‘receber’. Dava algum jeito porque ficava tudo muito arrumadinho, já se sabia que se fossemos ao salão de X se encontrava Y, e no dia da semana tal se visitássemos H encontraríamos Z. Tal como uma contra-dança, com muitas mesuras mas tudo «arrumado».
Felizmente que esse formalismo desapareceu. Cada um de nós se tem saudades de um amigo, apita-lhe «estás hoje em casa? posso aparecer?» e mais nada. Porque com a mesma naturalidade ele dirá «olha, hoje não dá; aparece na sexta que é melhor». Fácil.

Tudo fácil, como disse, sem nos lembrarmos dos emplastros.
Tenho uma grande amiga com quem costumo usar esse sistema do «posso aparecer?» sempre com o maior sucesso. Ela até insiste que nem preciso avisar porque aos fins-de-semana está sempre em casa, mas por vezes aproveita «olha, trás um pacote de chá verde…» e este nossos encontros são do mais simples e agradável possível.
Mas, desde há uns tempos que também lá se pespega sem avisar uma ‘vizinha/amiga’ que em pequenas doses se consome bem, mas não tem o sentido da medida. Monopoliza a conversa, é aquele tipo de senhora que tem de contar todos os factos com os menores pormenores, e é quando não lhe ocorre a ideia de que se esqueceu de alguma coisa e volta tudo ao início. Quando ela chega, simpática não o posso negar, sabemos que vem aí o terrível bloqueador de conversas! Como felizmente vive ali na rua, há um momento onde se lembra de que tem de ir fazer o seu próprio jantar e desaparece,
É quando tempos uns minutos para nós sozinhas. Mas muitas vezes já esgotadas por tanta informação vazia que acabamos de receber. Foi o que aconteceu ontem. GRRR!
Como é que se foge a isso?

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Uma pausa




Este post hoje poderia muito bem vir tipo telegrama.

É que, se por um lado não queria deixar aqui este espaço sem nada, porque por experiências anteriores sei que quem passa por aqui estranha (já é a minha imagem de marca assinalar cada dia que passa com qualquer coisa mesmo que seja uma parvoíce), por outro sinto-me mergulhada na mais completa e total… sorna.
Sabem o que é
sorna? A moleza total e absoluta, onde não apetece fazer nada, nem sequer ‘pensar’ em nada…?
Portanto, olhem, cá segue o telegrama:


Caros amigos stop sinto-me como o tempo stop a acordar tarde e a adormecer cedo stop este ‘dia de ponte’ vai servir para pôr o sono em dia stop espero amanhã aparecer por cá mais vivaça stop Lamento muito quem tem de trabalhar hoje stop Beijinhos e abraços stop Té manhã Emiéle

domingo, dezembro 06, 2009

Uma Música ao Domingo

A música deste Domingo não podia ser outra.
Quase quarenta anos depois da prisão, tortura e morte num estádio chileno, este cantor que foi um símbolo de resistência e liberdade, tem finalmente as honras devidas. Terá honras de funeral nacional na sua pátria, 3 dias com canto, música, dança e poesia.
Ele devia gostar.
Aqui, fica apenas a sua voz e uma canção:

sábado, dezembro 05, 2009

Boas Notícias

Parece ser uma boa notícia.
É certo que deve haver muito quem dirá que é um fiozinho de água para apagar um incêndio, que é ainda muito pouco, que são fantasias, que de boas intenções está o inferno cheio.
É um dos modos de encarar.
O outro é que se tem de começar por algum lado! Segundo o tal provérbio chinês, as maiores caminhadas começam por um pequeno passo…
Ora a notícia que me parece boa, é que até daqui a dois anos vai existir uma rede de 1.300 postos de abastecimentos de veículos eléctricos, espalhados pelo país. O que pode trazer alguma consistência ao sonho de se poder circular com energia eléctrica.
A notícia diz que até ao final de 2011 vai haver uma rede de 1300 postos de carregamento de veículos eléctricos e mais 25 postos de carregamento rápido distribuídos por 25 municípios.
Por outro lado para estimular o uso desses carros por particulares pretende-se isenta-los do imposto sobre veículos e atribuir de um subsídio de cinco mil euros para as cinco mil primeiras unidades, e ainda mais 1500 euros se se der um automóvel para abate.
………..
Ainda faltam uns tempinhos, mas se decorrer como seria desejável, dentro de dois ou três anos talvez possamos ter cidades menos poluídas…

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Regras, excepções ou vice-versa

Aqui o Pópulo é um blog pacato e bastante consensual nos comentários. De uma forma geral registo poucas discordâncias ao contrário de alguns onde as caixas de comentários parecem campos de combate (o que também tem o seu picante, é claro) Se calhar quem passa por cá e discorda muito limita-se a não voltar a passar, simpaticamente para mim.
Mas isso não quer dizer que não aprecie a discordância, dá mais vivacidade ao que aqui se diz. E tem acontecido, mas pouquíssimo. O que ainda anda mais perto é quando eu conto uma experiência e um visitante explica que com ele não foi nada assim. Estou no momento a lembrar-me que ainda ontem, em brinquei um pouco com a lentidão da resposta pública nas questões de saúde, mas o José Palmeiro em comentário fala da sua experiência pessoal, por ele não se pode queixar, tem um bom atendimento. Ou seja, nada de generalizar!
E também, é certo que deixei aqui no sábado passado (e vou renovar amanhã) a minha despedida por uns dias. Para mim, um feriadinho à terça, também servia à quinta, é excelente porque apenas metendo um dia de férias, consigo logo 4. (aliás se tivesse sido mais gulosa e metido os dias do meio desta semana tinha tido quase 15 dias de férias....). E estava toda contente com isso, pensando que todos estariam de acordo, mas a Catarina/100nada, tira-me essa convicção quando ontem declara "Tou mesmo irritada com a porra do feriado à terça e prá semana há outro!" mostrando por A+B, que para ela isso faz-lhe reviver a angústia do Domingo, duas vezes na mesma semana. É chato, reconheço... :) Ou seja, mais uma vez devo evitar as generalizações, há quem goste mas também há quem embirre fortemente.
Porque a verdade é que mesmo que não o queira tenho muita tendência a generalizar e, a partir de alguns casos, ou até a maioria, esquecer que nem todos temos as mesmas experiências.
Agora que pelos piores dos motivos se tem falado em violência doméstica, mulheres agredidas, espancadas e até assassinadas, tinha a ideia de que as autoridades não se empenhavam tanto quanto era preciso. Ora ainda ontem, estive a falar com uma mulher, que teve de fugir para casa dos pais com os dois filhos pequeninos, mas antes tinha ido apresentar queixa à GNR. Segundo me contou foi lá diversas vezes, e foi atendida de uma forma impecável e atenciosa, orientaram-na para a delegação da APAV, e inclusivamente quando ela avisou que ia retirar os seus bens pessoais de casa, destacaram para lá uma brigada para a proteger, pondo o agressor em sentido enquanto ela carregava o carro. O que ela me transmitiu é que se sentiu segura com a presença daquela autoridade e que recebeu o maior apoio e simpatia.
Portanto, tenho de por de lado ideias-feitas.
Dão jeito, mas são podem ser falsas.

É importante pensar em todas as perspectivas.



quinta-feira, dezembro 03, 2009

Mas que bom

Quando eu era pequenina, lembro-me de ver nas edições do Reader’s Digest muitas referências a um livro «Como fazer amigos e influenciar pessoas» de um senhor chamado Dale Carnegie, e até me recordo de um livro de capa amarela e com a foto do tal senhor, de óculos sem aros e um sorriso fixo - deveria estar a fazer amigos.
Foi há muitos anos, e como eu era criança lembro-me que andei bastante tempo a pensar como é que isso de fazer amigos se podia aprender como eu aprendia a tabuada. E nem entendia bem porque é que, se havia um método bom, não éramos todos amigos uns dos outros, porque a vida seria bem melhor.
Nunca tive resposta a este minha dúvida. Além de que a outra parte do título «...influenciar pessoas» também não a entendia, se calhar por ser pequena, mas a verdade é que se os meus pais explicaram o que era influenciar não me souberam responder para que é que se ‘influenciava’ as pessoas quando podíamos fazer delas nossas amigas que era bem melhor.
Veio-me tudo isto à memoria por ter encontrado um site que nos ensina «Truques para arranjar emprego e vingar na carreira» (como podem ver já recebeu 20.428 visitas, o que nem é nada demais...).
É que parece tão bom, tão bom, que me sinto com a dúvida de há umas dezenas de anos: de que é que se está à espera? Há para aí uns indicadores palermas a dizer que a taxa de desemprego passou dos 10% e outras coisas dessas para nos assustar. Olhem que disparate. Querem assustar-nos mas não conseguem.
Afinal é seguirmos os truques (truques?!) primeiro com um deles arranja-se emprego e depois com os outros ‘vingamos na carreira’.

Fácil! Como ir seguindo o ponteado.


(Cliquem em cima para poderem ler)

quarta-feira, dezembro 02, 2009

...a Tempo e Horas (?)

Foi na semana passada que li estas declarações, mas como entretanto fiquei de pousio na minha toca, deixei a notícia também de pousio. O que não quer dizer que a esquecesse – ficou em stand by mas a remoer-me na cabeça.
Numa entrevista curiosa se esmiuçada, ficámos a saber que se tinha criado no Ministério da Saúde um programa intitulado «Consulta a Tempo e Horas».
Belo. É do que se precisava. Andava a fazer falta termos consultas a tempo e horas, sem precisar de se ir de madrugada marcar vez para ser atendido séculos depois. Boa notícia.
Mas…
Esse interessante programa, que pretende diminuir o tempo de espera por consultas de especialidade médica e ordenar prioridades, tem três níveis. Muito bem. Concordo. Há decerto quem precise de uma consulta mas sem ser com uma grande urgência, e quem esteja mesmo aflito. Estabeleceram assim a prioridade normal (é como lá vem), a prioridade alta, e a ‘muita prioridade’.
Ora, olhando para a tabela dos tempos de atendimento, vê-se de imediato porque é que as urgências, que se pretende desbloquear, estão como se sabe!
É que o grau máximo de urgência, as pessoas classificadas como com muita prioridade, devem ter consulta… no espaço de um mês. Tal e qual: um mês! As de prioridade alta, devem esperar por ter a sua consulta dentro de dois meses. Claro que quanto aos «normais» (deve ser os que vão ao médico só porque não têm mais nada para fazer) deverão esperar mais de dois meses, aí uns quatro* (quando o serviço já estiver a funcionar bem) por aquilo que o senhor secretário de Estado Adjunto da Saúde nos diz.
Ou seja, este programa foi lançado na intenção de diminuir o tempo de espera, o que nos levará a concluir que até agora seria muito pior…
As urgências estão a rebentar e os técnicos queixam-se de que lá vão pessoas que só precisam de uma consulta? Pudera! Afinal é o modo de serem atendidos sem esperar um mês…




* li também, não sei onde, que se espera que "até 31 de Dezembro, o prazo máximo de resposta não ultrapasse nove meses"; não tá mal, é só o tempo de gerar uma criança...

terça-feira, dezembro 01, 2009

Magia desmistificada

A minha casita de férias não tem campainha, a porta tem um batente. Um batente daqueles que servem mesmo para bater à porta, truz, truz, truz.
Mas como antes de se chegar à porta de casa há o quintal(zinho), para não precisarem de bradar da rua como os meus vizinhos, coloquei ao lado da porta do quintal um sinozinho. Coisa primitiva e muito simples – tem um cordão preso ao badalo que passa por um buraquinho no muro e quem quer chamar puxa por esse fio e a sineta toca. Elementar. Mais primitivo não pode haver, mas funciona bem e não está sujeito a quebras de electricidade nem nada. Do melhor.
Nas últimas férias grandes certa vez, à noite, já depois do jantar, tocaram à sineta. Abro a porta mas estranhamente não vejo ninguém. Ainda pergunto «quem é?» - pergunta um pouco parva, porque o muro é baixinho e daria para ver quem quer que tivesse batido à porta e não se via ninguém. Mistério. Fecho a porta e volto a instalar-me no sofá. Mal me sentei e peguei no livro que estava a ler, de novo oiço a sininho. Mau! Volto a abrir a porta e a perguntar «quem é?!» já um tanto impressionada por não ver ninguém e a rua continuar a parecer deserta. Ainda espero um bocadinho, e desta vez atravesso o quintal para abrir a cancela mas, como esperava, não vejo vivalma. Ai, ai, ai… Mas que coisa!
(Claro que devo esclarecer que o meu era o único sino ali da rua)
Poucos dias depois a cena repete-se, tal e qual. Mas exactamente tal e qual. Já noite, toca o sino, vou à porta e não vejo ninguém. «Quem é?.... Quem é?!» digo feita parva, e nada. Penso numa partida de criança tipo ‘toca-a-campainha-e-foge’ o que não seria impossível porque se fugisse rua abaixo eu não a via ao abrir a porta, mas teria de ouvir os seus passo a fugir e não se ouvia nada. Confesso que a coisa já me estava a fazer impressão. Assim que fecho a porta o sino volta a tocar e então abro-a de repente para apanhar o brincalhão em flagrante, mas ... nada! A rua parecia completamente deserta. Venho cá fora, vejo um gato e já imagino o gato pendurado no cordão que faz tocar a campainha e a fugir mas ná, isso é uma cena de desenho animado. Desisto.
Pronto: era de noite. Via-se mal. Fantasmas não podiam deviam ser mas lá que a campainha tocava era verdade e que eu não via ninguém também era.
Acabaram as férias e agora só lá vou aos fins de semana.
Ontem vinha a chegar a casa ainda de dia quando oiço o sino. Aaaaah! Vou apanhar o fantasma e é já! Foi quando dei conta que, duas casas abaixo mas posto num sítio que não se via da minha, um vizinho tinha instalado um sinozinho exactamente igual ao meu!...
Fim do mistério.
Ufff...