terça-feira, março 31, 2009

A Kasa inteligentíssima

Cá por mim prefiro Casas, com C.

Desta, o que invejei foi a vista.
O resto,pff... Sou talvez antiquada mas não vejo mal nenhum em usar as minhas mãozinhas para abrir uma porta ou janela, ou a tampa da sanita...

Viva a minha casa, sem K.




E depois a ninharia que são os tais 4 milhões e tal de euros. Uma pechincha! O que se poupa em mordomos!?!




A ponte que falta e a que sobra

Poder local e poder central.
Que nem sempre acertavam, a gente já sabia.
Que andam muitas vezes às turras, também começa a ser costume.
Mas faz alguma impressão, porque afinal quem vive nos municípios são portugueses, os mesmos que são governados pelo Poder Central.
Ou não…?
É frequente, as autarquias queixarem-se de que não têm dinheiro para as obras necessárias. Por outro lado as Obras Públicas gabam-se de fazerem imensos trabalhos que vão beneficiar toda a gente. Só que, pelos vistos, decidem fazer esses trabalhos sem consultar primeiro os tais futuros beneficiados
Lá para a zona de Viana do Castelo, em Monção, a autarquia declara que a empresta, que a cede, não precisa de uma ponte com que foi brindada há 20 anos porque ela não tem acessos
Custa acreditar?... Vinte anos à espera de acessos?..Mas olhem que é mesmo isso. O presidente de lá, num momento de humor, declara que "vende, aluga, empresta ou mesmo dá" o tal viaduto a quem precisar dele, porque lá não dá jeito nenhum! "Além disso, neste momento aquela travessia até já não tem grande interesse. O que nos interessava mesmo era a construção de uma rotunda para substituir um cruzamento ali existente, que, essa sim, resolveria de vez o problema"
Porque raio é que as Estradas de Portugal não foram saber o que é que fazia falta naquele caso? Ou já que construíram o famoso viaduto, então porque deixaram a obra a meio, sem construírem acessos?!
É um facto: falta um viaduto entre o poder local e o central.



O círculo quadrado

… ou o quadrado redondo - para o caso tanto faz.
A verdade é que isto até tem a ver com rodas... Estou a pensar na questão peões versus automobilistas e vice-versa.

A corrente da História e dos usos sociais é irreversível. Na minha opinião, goste-se ou não, há hábitos que uma vez adquiridos, só com um verdadeiro cataclismo se vêm a mudar… E é o caso do uso do automóvel.
Começou por ser um objecto de luxo.
De verdadeiro luxo, a classe média mesmo com algumas posses não chegava lá, nem se ralava com isso.
Mas vulgarizou-se, banalizou-se, e hoje é já um instrumento comum.
Quem está neste momento a ler isto, pode até nem viver hoje como gostaria ou como já viveu que o nível de vida tem baixado, mas aposto que tem um carro. [OK, estou agora a lembrar-me de umas quatro ou cinco amigas que não o têm mas só duas é que não têm nem filho, ou namorado, que em caso de necessidade lhes dêem a boleia necessária] Portanto o meu raciocínio mantém-se – o carro banalizou-se. Tanto que países do 3º mundo como a Índia estão a pensar em lançar um carrinho baratíssimo a que quase todos podem chegar (claro que sem cumprir as normas anti-poluição, mas não se pode ter tudo…)

Vem agora o quadrado a perspectiva do peão. Para além de que peões somos todos nós (mesmo quem anda sempre de carro, quando sai dele tem de se deslocar a pé…) é certo que existem peões mais ofendidos, e muita vez cheiinhos de razão, com os abusos dos carros.
É que muitas vezes ‘eles’ quando param, só pensam nos seus interesses, ou seja, ficar o mais perto possível do local para onde querem ir. E estacionam como se o mundo fosse deles. Malcriados até com os seus parceiros de volante – estacionam em segunda fila, estacionam ocupando dois lugares, estacionam tão perto do que lhe está ao lado que não permitem que ele saia, etc – e sobretudo malcriados com quem anda a pé.

Chamaram-me a atenção para um blog, ou um movimento não sei bem, que declara que
tem direito a andar a pé: «Quero andar a pé. Posso?».
Tenho de concordar com eles. Primeiro porque também ando a pé, mas mesmo que não andasse parece-me um direito que não deve vir na Constituição por ser demasiado óbvio.
Todos temos o direito de andar a pé, e ter os passeios livres.
Apoio.
Plenamente.
Mas cá vem a «quadratura do círculo»: e onde é que se deixam os carros?...

Julgamento ou peixeirada?

A leitura do que se está a passar no julgamento de Isaltino é para rir!
Possivelmente o jornalista que faz a reportagem é capaz de não estar a ser muito imparcial, porque escreve que Isaltino «ameaça» pedir a Jorge Sampaio para depor, e a expressão «ameaçar» neste caso é um tanto conspícua...
Mas nem era preciso tanto. Dizer ao procurador «Está a chamar-me velho? Garanto que estou aqui para as curvas e que o senhor parece mais velho do que eu» não será de fino gosto, ou dizer: "Pode fazer a pergunta 1000 vezes que a resposta será sempre: nunca exerci qualquer pressão, não tenho casa nenhuma em cima da praia e só aceitei o terreno por simpatia" (eu cá também se me oferecessem um terreno era capaz de ser simpática e aceitar...)
E ainda comparar Isaltino com Brigitte Bardot, não deixa de ter humor, como resposta à sua explicação que «Cabo Verde queria ter personalidades na ilha, à semelhança do que os brasileiros fizeram com Búzios na década de 60» - é que a ‘personalidade’ de Isaltino de facto agora até é conhecida, mas creio que pelos maus motivos...
Mas há muito mais coisas interessantes. Eu cá não conheço ninguém que tenha comprado um carro por 35 mil euros em dinheiro (era cá um volume nas calças!!!) e depois o tenha vendido por 60 mil, quando notou que afinal não gostava dele.
Mas era normal para o Senhor Presidente...



segunda-feira, março 30, 2009

Ao gosto de cada um

Ao princípio havia o Smart.
Depois veio o Smart Forfour.
Agora há quem pense numas versões de luxo.
Senhoras e senhores aqui temos o :


A manhã de Segunda



...mais chata do ano é a seguir à mudança da hora.
É claro que os senhores que decidem estas coisas, sensatamente, escolhem para «mudar a hora» a madrugada de sábado para Domingo, que é dia do Senhor, o descanso semanal para a maioria das pessoas. Ou seja, temos sempre umas vinte e quatro horas para explicar ao nosso organismo que nos roubaram uma hora.
Contudo, mesmo um dia depois ainda sentimos o que se poderia chamar um pouco de 'jet-leg'.
Um jet-leg pequenino, de uma hora só, mas com os seus inconvenientes.

Hoje, o meu corpo ainda sente como se as sete e tal que são neste momento, fossem as seis horas que sexta-feira passada eram nesta altura da manhã…
Huuumm…
Não é fácil!
Vou consolar-me a pensar que logo à noite, às 8 horas ainda vou ver luz no céu.
E isso consola um pouco, que adoro os fins de tarde longos.
Pois é, se 'roubamos' num lado é porque se acrescenta no outro. Era bom que fosse assim em tudo.


Muito modernos

Falo de Ruivós*, que passou a ter Wireless gratuito.
Os «ruivosences» afinal são mais sabedores do que o seu Presidente de Junta!
Não deixo de estranhar que estes habitantes de uma povoação com cerca de cem pessoas, «não parassem de perguntar ao Presidente da Junta quando é que a Internet ia entrar em funcionamento»
Ena, ena!
E o senhor, muito prestável, lá conseguiu instalar o acesso à Internet sem fios.
Só aqui a minha Junta de Freguesia (que tem muito mais ‘fregueses’ não se lembra de uma destas!)
Tá mal!


*diz aqui: «A população é pouca e envelhecida e dedica-se sobretudo à agricultura e criação de animais». Claro que assim podem ir à net saber como podem cuidar melhor dos bichos...

domingo, março 29, 2009

Melhor agarrar com as duas mãos

É que às vezes ela escapa-se!



Cor no Pópulo

Eu tinha dito que voltaria ao Leonardo.
É interessante como afinal se encontram poucas obras, comparado com outros pintores...





(por acaso o tal romance de que tinha falado há 8 dias, desilude bastante; não é o que eu tinha pensado quando comecei a ler)

Viva a blogosfera

Já aqui o repeti várias vezes: Durante os anos em que «tenho andado por cá», tive um ou dois conflitos (e pequenos) com colegas da blogosfera, mas tenho recebido autênticas prendas de outros colegas com quem só tenho um relacionamento «super-virtual»!
Desta vez foi o amigo do
Pipáterra – que está ali, nos meus "blogs de estimação"!– homem que tem sempre bastante humor e que eu não visito com a frequência que ele merece, que ao ver a minha queixa de que os riscos dos fios eléctricos estragavam a foto que deixei aqui ontem, teve a amabilidade de pegar na minha fotografia e ma devolver limpinha...
O que é que se diz?

Ficamos um pouco sem jeito.

‘Brigado, amigo! A blogosfera pode ser é um local bem agradável!

Antes

Depois

Uma música ao Domingo



Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
'Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

sábado, março 28, 2009

Sossego






Sempre que passo aqui, como hoje, imagino como será habitar naquele quartinho, ali mesmo por cima do arco...
Tem cortinas e tudo, para não se espreitar lá para dentro. Aqui um carro é completamente desadequado, tudo o que não seja uma charrete está mal!

(nota: gostaria de saber trabalhar com o photoshop de modo a tirar os fios eléctricos do céu! mas podem clicar para ver a foto em grande)


Poesia

Nesta última tarde em que respiro

Nesta última tarde em que respiro
A justa luz que nasce das palavras
E no largo horizonte se dissipa
Quantos segredos únicos, precisos,
E que altiva promessa fica ardendo
Na ausência interminável do teu rosto.
Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
Senão em cada gesto e pensamento
E dentro destes vagos vãos poemas;
E já todos me ensinam em linguagem simples
Que somos mera fábula, obscuramente
Inventada na rima de um qualquer
Cantor sem voz batendo no teclado;
Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
Se faz noutro futuro o nosso encontro.

António Franco Alexandre
do livro «Uma fábula»

Hoje, às 8 e meia da noite

...vamos desligá-lo!?



Bom, pensando muito bem, isso seria o mais indicado mas é demasiado radical porque o que se nos pede é só uma hora inteira de luzes apagadas.

Só as luzes.
Eu primeiro pensei realmente em fechar o quadro, porque aí desligava-me completamente do «poder eléctrico». Mas depois fiquei a pensar sobretudo no congelador do frigorífico, e...
De qualquer modo, proponho um jantar à luz das velas e muuuita conversa.
Nada de TV, vamos mas é pôr a conversa em dia. Certo?....




E olhar para as estrelas...?
É extraordinário como as luzes as 'apagam'.




sexta-feira, março 27, 2009

Tudo é possível

Antigamente quando se queria falar em algo incrível dizia-se que se tinha visto um porco a voar (às vezes também podia ser uma vaca...)
Há uns anos, quando vivi em Macau, explicaram-me que isso não era um exagero, lá já se tinha visto porcos a voar... Antes de eu começar a rir, foi-me explicado que durante um furacão, mesmo antes do máximo, há um momento de acalmia em que parece que ele já passou. Uns anos atrás pararam de desembarcar mercadorias durante um tufão. Mas como julgassem que aquilo já tinha passado, recomeçaram a desembarcar uns porcos mas, eis senão quando, recomeça a ventania e lá se vêm os porcos a passar pela altura das altas janelas... Voaram.
Ora, a última inacreditável, é que as plantas pedem aos donos mais água ou informam que estão a ser demasiado regadas
Hããã?!
E isto, segundo a última moda, através do Twitter!
Coisa fina...
OK, vendo bem, bem, é como o tal «voo» dos porcos, elas não mandam mensagens nenhumas, o que há é uns sensores que medem a humidade da terra e transmitem a informação a um microcontrolador alojado no Twitter.
Uff...
Já estava a ficar aflita. Imaginava-me entrar em casa e ouvir lá da varanda: «Pst, pst, um copinho d’água faxavôr!»



E os intermediários?

Barulho em Estrasburgo.
«Os agricultores europeus recebiam aproximadamente metade do preço de venda a retalho dos géneros alimentícios há cinquenta anos mas, hoje em dia, essa proporção desceu para níveis muito inferiores»
É um facto.
Entre aquilo que o produtor recebe e o que paga o consumidor a diferença é enorme (e note-se que pagar o dobro, como aqui se refere que era há 50 anos ainda é muito...) mas será que a culpa é só das grandes cadeias de supermercados como parece dizer-se lá no Parlamento? Acredito que haja práticas menos correctas nesses grandes supermercados como «a venda dos produtos abaixo do seu custo, a fim de aumentar o número de clientes». É possível.
Mas se os produtores recebem pouco, os clientes pagam muito, e o comércio tradicional não se aguenta mesmo com preços elevados, não haverá também excesso de lucro dos intermediários?...

O príncipe Nicolau


Nunca me tinha ocorrido.
Contudo, era óbvio: Se Andorra é um principado, se é ‘governado’ (?) pelo Presidente francês e um Bispo catalão, então Sarkozy é príncipe ! (havia há muitos anos um sketch do Jô Soares de que já só me lembro do refrão: «Quem sou eu?! 'sois rei! sois rei!'»...)
Andorra é independente desde 1279.
Agora, Sarkozy está zangado com o secretismo bancário daquela terra que a torna um dos «paraísos fiscais» e diz que assim não, então renuncia ao trono.
Não sei como é que estas coisas se fazem.
Não há príncipe herdeiro, pois não?


quinta-feira, março 26, 2009

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8!

Ontem, aqui numa caixa de comentários debateu-se que tempo representava 5 segundos, 10 segundos, 15 segundos. Vários dos comentadores diziam por experiência que é mais do que parece, mas estaremos de acordo em que o «tempo» é uma entidade com muito de subjectivo. Ontem, como exemplo falou-se do tempo que leva um anúncio de TV, e a mesma pessoa que dizia que 5 segundos não lhe chegava para decidir anular um email, considerava que um anúncio de 8 já seria muito por não gostar deles...
Nem de propósito, venho a saber que 8.2 segundos é o tempo que um homem demora a apaixonar-se
Se um homem olhar para uma mulher durante 4 segundos, não está interessado.
A barreira ultrapassa-se aos 8 segundos.

Não sei porquê, a inversa não se passa com as mulheres... Se calhar escondem melhor os sentimentos.

Lei da paridade

Parece que vai ser difícil.

O cumprimento de quotas para que exista uma percentagem sensível de mulheres nas listas de candidaturas partidárias está a gerar alguma aflição, um parto com forceps parece.
É curioso que seja para as autárquicas que a coisa esteja mais feia.
Até pensei que um poder «mais perto de casa» fosse mais apelativo às mulheres. Afinal aí não têm de fazer leis, é gerir com honestidade as questões do seu bairro.
E nas ONG’s?
Será que aí não encontram mulheres interessadas em trabalhar?...

Não sei.
Mas vai ser interessante analisar os resultados.


Teatro e cinema

Há coisas que nos dão que pensar. A gente não pode (ou não deve) desconfiar por sistema de informações que nos vêm de serviços que não teriam nada a ganhar com falsificações. Por isso, quando me dizem que em Setembro do ano passado 29% dos portugueses entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental, afirmam ter ido ao teatro nos últimos 12 meses devo acreditar.
Mas admiro-me.
É que 29% não chega a um terço mas para lá caminha. E está-se a avaliar Portugal continental, não se fala apenas de Lisboa ou Porto.
Estranho...
Em relação ao cinema, não teria dúvidas. Apesar de os DVD e os canais de cinema da TV lhe tiraram algum público, cinema é cinema, e ainda há muito quem vá até mais de uma vez por mês. Sobretudo filmes «oscarizados», ou de grande promoção.
Para o cinema português já há mais desconfiança, e nalguns casos merecida, desculpem-me.
Por outro lado nem sempre a distribuição é o que devia ser. O amigo José Palmeiro divulgou no blog dele
o filme «Anthero - O Palácio da Ventura» que deve ser muito interessante, mas anda ainda a passar por várias ante-estreias e não faço ideia quando chegará ao circuito comercial.
Daí a minha estranheza quando vejo estes números relativos ao teatro.
E, sobretudo, a minha experiência pessoal (em Lisboa, é certo) não mostra este gráfico em escadinha. Vejo nas salas muita gente nova, é certo, a primeira faixa do 15 aos 24 deve estar correcta, mas a seguir o que vejo são muitas cabeças brancas, pelo menos às peças a que tenho assistido. A ideia com que eu fico é que o teatro interessa sobretudo aos mais jovens e aos mais velhos.
Mas devo estar enganada, pelos vistos...

O «detalhe»

E insiste, insiste.
A verdade é que «a coisa democrática» tem estes inconvenientes, termos de aturar os Le Pens deste mundo, e até deixar que o homem presida à próxima sessão inaugural do Parlamento de Estrasburgo!!!

Mais uma vez, a sua visão límpida da História vem esclarecer que
as câmaras de gás foram um “detalhe” na história da II Guerra Mundial.

E depois melindra-se dizendo que foi ofendido porque lhe chamaram “velho fascista” e “negacionista do Holocausto”.

Quem? Ele?... Nããããão!

quarta-feira, março 25, 2009

Parece uma heresia

Creio que o primeiro choque, acorreu há 40 anos, quando Christiaan Barnard fez o transplante de um coração. Já se faziam transplantes de órgãos, mas... o coração era o coração! Um símbolo. Uma metáfora. Muita gente ficou seriamente impressionada e abalada, era como transplantar a própria vida.
E agora, fala-se de outra «heresia» a criação de sangue artificial
Como?????
A matéria mais nobre do nosso organismo, (do «sangue, suor e lágrimas» é o sangue que leva a coroa) pode ser recriada?
OK, não é exactamente artificial, a «designação artificial refere-se apenas ao facto de ser fabricado em laboratório» mas «além de ser compatível com qualquer humano, o sangue produzido em laboratório será sempre seguro e livre de infecções».
Por aquilo que se lê é possível e está a fazer-se.
São estas maravilhas da ciência que nos reconciliam com outros aspectos mais negativos da humanidade.

Que generosidade

Ainda é pior do que cá!!!
Há respostas em que se fica a pensar se estarão a fazer pouco de nós:
Um espanhol pediu ajuda aos serviços sociais do seu país, porque «é cego e sofre de bipolaridade».
Responderam afirmativamente.
Oferecem-lhe um cêntimo por mês
Para não parecer uma loucura completa, deve esclarecer-se que este senhor já recebia uma pensão de invalidez; mas não seria mais correcto recusar o pedido?
Oferecer um cêntimo???!


Se está falido não pode oferecer prémios...

Era o que o bom senso diria.
E, pelos vistos, lá nos EUA a coisa acabou por ter impacto.
Depois de algumas críticas do Presidente Obama, dos vinte quadros da AIG que tinham recebido prémios, quinze aceitaram devolve-los
A verdade é que a AIG recebeu 170 mil milhões de dólares do Governo dos EUA por estar em risco de bancarrota, donde seria um tanto estranho, que «em risco de bancarrota» se permitisse o luxo de distribuir 165 milhões de dólares a título de 'prémios'.

Era um bom exemplo a ser seguido cá...

Cancelar uma mensagem

Até agora era impossível.
Dantes dizia-se «saiu pela boca fóra» e ... estava dito, estava dito. Desde que começou o uso de mensagens de email ou tlm, também «está enviado, está enviado
Todos nós conhecemos casos de gente que no exacto momento em que está a enviar repara que se enganou... mas já foi! Enganos acontecem. Sem ir muito longe, no passado sábado, estava o meu filho ainda a engolir com dificuldade as últimas imagens do tal-jogo-de-futebol-de-que-não-vou-falar, e recebe no telemóvel uma mensagem de uma amiga «Ganhámos! Ganhámos! Iupi!!» Ficou amarelo, possesso de raiva com a provocação, e só conseguiu respirar quando lhe chamei a atenção para que não podia ser ele o destinatário da mensagem, era um engano...

Ora bem, creio que nas do telemóvel ainda não há cura para os erros, mas quem tem gmail, já o pode fazer.
Se se clicar
"Undo Send" a mensagem fica retida 5 segundos, o suficiente para a anular. Claro que temos de ser rápidos que 5 segundos é um instante, mas é mais do que parece. É o que demora a contar até 5 devagar. Chega para um arrependimento...

terça-feira, março 24, 2009

Mesmo a jeito...





O crime compensa


Em entrevista, Maria José Morgado, afirma que a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito
Há aqui qualquer coisa que não bate bem.
Parece-me até uma questão de português: se o enriquecimento é «ilícito», ou seja não é lícito, como pode ser legal?!
Para além de chocantemente demorada, alguma coisa de estranho se passa. Então de 66 inquéritos, contando com os do DIAP, só 7 chegaram à acusação? a maioria vai ser arquivada?
Segundo as suas palavras:
«Estamos a falar de condutas que evoluem num quadro perfeitamente labiríntico, com legislação ultracomplexa criticada pela própria Ordem dos Engenheiros, e que criam filtros sucessivos sobre a verdade e a realidade.»

Se assim for o que se espera para se mudar a lei?

Que todos os outros enriqueçam?...


Quando a inflação é delirante


Dizia-se que no final da Segunda Grande Guerra, na Alemanha havia quem usasse notas de Banco como papel de parede. Ficava mais barato do que o verdadeiro papel e na altura era moda forrarem-se as paredes.
A inflação era vertiginosa.

Bom, neste momento no Zimbábue, não deve ser muito diferente.
Dizem-nos que Mugabe mandou criar uma nota no valor cem mil milhões de dólares.

Cem mil milhões de dólares!!!!!!! (Dólares zimbabweanos, é claro)

Como explicação é bom saber que lá a inflação é de 200000% ao ano.

Difícil de conceber o que seja.
Nós queixamo-nos dos preços quando variam 1%...

segunda-feira, março 23, 2009

Efeitos especiais (?)




No teatro usa-se bastante...

Sorte ter sido independente

Os partidos pequenos, são... pequenos. E se querem concorrer a muitas coisas, se calhar os militantes que têm não lhes chegam. Imagino eu. Portanto, para além da ‘prata da casa’, deitam mão de outras figuras que estejam disponíveis para o que der e vier.

Dentro dos partidos pequenos, o MPT (Partido da Terra) deve ser mesmo pequenito, apesar de ter 2 deputados no parlamento mas que ‘entraram’ pela porta do PSD.
Ora parece que, já lá vão 8 anos, este partido decidiu concorrer a algumas Câmaras do país, entre as quais Câmara de Mondim de Basto e a candidata foi uma senhora independente, ligada a um jornal local.
Nada de mais.
Só que para azar, 8 anos depois, essa senhora vem a ser detida na Colômbia, por tráfico de droga!... Ecologista e tal, deve ser contra os intermediários, e foi directamente ao produtor.
Bem, claro que pode ter sido tudo um esquema estranho onde este casal se viu envolvido, como declara. Talvez. Mas o certo é que para o partido que apadrinhou esta candidata, a situação é delicada.
Enfim, ao menos era «independente»

Feliz?...

Não pode ser novidade para quem passa com alguma frequência por este blog e já me conhece minimamente que eu «aproveito» para posts uma variedade de coisinhas vulgares, mas que me chamaram a atenção por um motivo qualquer. Acredito que muitas vezes só a mim o assunto chamou a atenção, mas como trato esta página como uma ‘espécie de diário’ insisto em deixar o assunto aqui exposto, aceitando como é evidente que não interesse a ninguém e passem adiante sem parar…
E hoje venho falar de um anúncio (?) que me tem chocado desde que há semanas entro em estações de metro (creio que lá, como está iluminado se nota mais):É a capa da revista Happy, que imagino ter sido concebida exactamente para chocar.
E choca-me.

Até hoje não falei aqui nisso porque, mesmo procurando com cuidado, não tinha encontrado uma imagem na net, e só com a imagem fazia algum sentido a minha crítica.
Acontece que encontrei agora, não apenas a fotografia como
um comentário em forma de post escrito pelo Rainha, que subscrevo quase inteiramente.
Como não comprei a revista nem sabia essa coisa das cuecas vibratórias ou lá o que é, mas que a imagem da criatura fotografada na capa é para mim o oposto do que considero feliz (happy) não tenho a menor dúvida.

Mas que chama a atenção, isso é um facto.
E se era isso que se pretendia quando conceberam a capa da revista, então foi um grande êxito!

Carrilho decidiu falar

Só não gosto do título do artigo porque creio que não se pode «destruir» o que não existe
Para além de que não é exactamente da «política cultural do PS» que ele fala porque aí teria de haver uma auto-critica, coisa que não vejo este senhor a fazer, e sim «política cultural do governo de Sócrates».
Mas qual política cultural?
A Cultura nunca foi uma pasta protegida por nenhum governo que eu me recorde. Parente pobre e afastada.

domingo, março 22, 2009

Uma música ao Domingo

Tenho um priminho que faz hoje anos.

(Parabéns L.R.!!!)

Poucochinhos ainda.
Como calha ao Domingo a música tinha de ser para ele.
Lembrei-me daquilo que o meu filho gostava, quando tinha a sua idade, e o velhíssimo disco de vinil todo riscadinho...
Encontrei a sua versão em vídeo, e cá está:




Mas o que não consegui encontrar foi outra cantiga dele, com letra do António Gedeão, de que gostávamos os dois muito. Fica apenas o poema:

Poema do Fecho éclair

Filipe II tinha um colar de oiro

tinha um colar de oiro com pedras

rubis.

Cingia a cintura com cinto de coiro,

com fivela de oiro,

olho de perdiz.

Comia num prato

de prata lavrada

girafa trufada,

rissóis de serpente.

O copo era um gomo

que em flor desabrocha,

de cristal de rocha

do mais transparente.

Andava nas salas

forradas de Arrás,

com panos por cima,

pela frente e por trás.

Tapetes flamengos,

combates de galos,

alões e podengos,

falcões e cavalos.

Dormia na cama

de prata maciça

com dossel de lhama

de franja roliça.

Na mesa do canto

vermelho damasco

a tíbia de um santo

guardada num frasco.

Foi dono da terra,

foi senhor do mundo,

nada lhe faltava,

Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,

pedras nunca vistas,

safira, topázios,

rubis, ametistas.

Tinha tudo, tudo

sem peso nem conta,

bragas de veludo,

peliças de lontra.

Um homem tão grande

tem tudo o que quer.

O que ele não tinha

era um fecho éclair.



O actual «Portugal dos pequeninos»



O Portugal dos Pequeninos, do século passado, era apenas uma colecção de casinhas tradicionais, feitas à escala infantil, para as crianças terem a noção de... talvez da diversidade da nossa arquitectura? Foi uma obra do Estado Novo e sempre um pouco ridicularizada.
Pelo que vou lendo, num Centro Comercial, abriu uma tetraneta desta ideia. Uma «cidade» dos pequeninos, onde se pode passar um dia um período de tempo a «brincar à séria».
É capaz de ter a sua graça.

A rir, a rir...

Enviaram-me este boneco, e tenho mesmo de o deixar aqui:

Ora cá está um bom usos, do dito!



sábado, março 21, 2009

Cor no Pópulo

De novo um contemporâneo e português:



Primavera

Chegou.

(cliquem para aumentar, por favor)

[Claro que havia muitas outras imagens para lembrar a Primavera. Devo ter sido influenciada por estar a ler neste exacto momento «O Caderno Secreto de Leonardo» e nesta obra o Sandro Botticelli (sabiam que queria dizer 'barrilinho'?) ser tão importante...]

Anúncio polémico



Este anúncio que passa na TV, de publicidade à Antena 1, anda a gerar algum mau estar.
Fui alertada através da notícia do Público
Ora para além de haver outras formas de chamar a atenção para o facto de dar as notícias mesmo em cima da hora, neste caso existe algum desfasamento com a realidade É que manifestações às 11 da manhã, só numa invenção criada especialmente para este anúncio...

Aliás a Antena 1, que eu até costumo ouvir, não precisava disto, e tem outros bem mais conseguidos:

sexta-feira, março 20, 2009

É mesmo aqui!




Assim à primeira vista, sair dali só voando...


Mas este é o verdadeiro empata: nem para a frente, nem para trás, nem para a esquerda, nem para a direita!


Ela foi à bruxa...?

A líder do PSD, afirma em Bruxelas que está «segura» de que vai chefiar o próximo Governo português

Deve ser agradável ter essa confiança.
Uma vez que na opinião pública o PS e o PSD estão nivelados por baixo, ficamos interessados como é que ela tem tal convicção.
Tarot?
Bola de Cristal?
Folhas de chá ?
Búzios?
.....
Talvez as estrelas.

Pobreza franciscana

Dizem-nos os ‘media’ que o senhor padre Vítor Melícias, recebe um rendimento anual de pensões de 104 301 euros.
Isto dará uma pensão mensal – mesmo dividindo por 14 – de mais de 7.500 euros (+ ou - 1.500 contos).

Claro que Melícias foi alto comissário para Timor. É um cargo de responsabilidade e pelos vistos não foi mal pago. Mas isso já passou.... Só que a pensão é para ficar.
No Portugal actual, com o desemprego e carências que todos conhecemos, haver «franciscanos» com estas ‘reformas’ é ... interessante!



Taxas de contadores

Ouvi ontem na rádio (mas ia de carro e não prestei atenção em que terra era, creio que era para os lados de Guimarães) que muitos habitantes protestavam em frente à Câmara contra o preço que a autarquia exigia para ligar os ramais domésticos ao colector de saneamento público. Nessa terra pediam cerca de 500 euros por essa obra, mas pelos comentários que se ouviam na reportagem, parece que noutras autarquias o mesmo é feito por 5 vezes menos, pouco mais de 100 euros.
Por outro lado, um diploma publicado hoje diz que a partir de fins de Maio os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores (de água, luz ou gás ) assim como esses serviços vão deixar de ser cobrados bi ou trimestralmente, e a factura passa a ser mensal
Além disso telefone fixo passa a ser um um serviço essencial assim como «as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos».
Ora cá está!
Se a recolha e tratamento dos esgotos é serviço essencial, como é que tem tido uma taxa tão elevada? Muitos de nós reparamos que na conta da água, a parcela mais pequena diz respeito exactamente à água que consumimos. O que torna a factura avantajada não é o que gastamos, são as taxas.
Vamos ver agora o que isto dá.
É que nos lembra a velha ‘palavra de ordem’ das manifestações:
O custo de vida aumenta / o povo não aguenta.

quinta-feira, março 19, 2009

E já agora...

Se o filho tem problemas:
Quando o pai não pode estar presente, pode sempre «fazer-se representar» pelo ministro plenipotenciário.
Ai, ai a vida!
Bebem para esquecer, não é?....



Dia do Pai



Apesar do santo escolhido ser um padroeiro duvidoso (pelo que dizem não era o verdadeiro pai do filho da sua mulher) o certo é que hoje é o Dia do Pai. Se há Dia da Mãe e não pode haver Mãe sem Pai, nada mais justo...
É certo que todos que nascemos temos um Pai. E muitos de nós temos filhos, tornando-nos também pais. Um ciclo muito grande, infindável.
Sabemos que muitas vezes somos o que somos por termos tido os pais que tivémos. Por identificação, por contraposição, é Ele que define muito da nossa personalidade, que nos marca para sempre.
Ou quase sempre.
Haver UM dia é pouco, mas é um símbolo.
Um grande abraço a TODOS OS PAIS.

Lisboa(s)

É um tema recorrente aqui no Pópulo, a minha certeza de que esta cidade é uma linda manta de retalhos. Cada bairro é um retalhinho, como que uma 'aldeia', com as suas características próprias, que vive paredes-meias com várias outras ‘aldeias’, os bairros seus vizinhos, semelhantes mas com outras características.
Ainda a semana passada tive essa confirmação, de que afinal, mesmo com o metro quase à porta aqui se vive em certos aspectos num outro mundo.
O meu prédio é pequeno e com excepção de 2 vizinhos recentes, todos nos conhecemos há bastante tempo. Sabemos os nossos nomes, o nome dos filhos, o que cada um faz, embora eu seja pouco sociável (apenas com a vizinha do lado já troquei umas curtas visitas) dou-me bem com todos.
Aconteceu que a vizinha de baixo sofria de uma grave doença neurológica e morreu uma destas madrugadas. Eu nem dei conta da vinda do INEM, nem de nenhum ruído fora do normal - foi a porteira que me comunicou o acontecimento. Como me competia passei pela capela mortuária (já aqui na rua das traseiras) a cumprimentar o viúvo e os filhos, mas não estive tempo nenhum porque afinal era apenas uma vizinha e a hora era para a família. No dia seguinte, voltei a passar por lá com a ideia de estar uns minutos, até o caixão sair e depois também me vir embora.

Mas…
O certo é que os outros vizinhos também lá estavam e à saída, a do meu patamar ofereceu logo «Podem vir comigo, para não irem 2 carros! E a D.***** também!» (era a porteira). Fiquei atrapalhada, de facto o cemitério era muito perto e não encontrei desculpa para não ir.
Já esta parte da história vai ao arrepio das ideias feitas que há sobre Lisboa como uma terra onde as pessoas não se conhecem umas às outras, e reina grande frieza entre os vizinhos que nem os bons-dias dão. Mas o curioso, foi que quando o carro funerário avançou, as minhas ‘colegas de boleia’ ficaram escandalizadas: «Olhem para aquilo! Então não parou nem um minuto aqui à porta do prédio?! Parece impossível!»
Mais tarde ao contar esta história, encontrei amigos meus que nem conheciam o costume provinciano de, na última viagem, a carreta parar um pouco em frente da porta do falecido… mas, pelos vistos, aqui no meu bairro ainda se esperava essa cortesia.
Outra Lisboa, muito mais provinciana.


Demoras que são crimes

Uma reportagem, ou notícia, de ontem dizia-nos que a demora dos processos sobre sinistralidade favorecem impunidade nos condutores e o elemento da polícia que falava na conferência de imprensa, deu alguns exemplos a sublinhar o que dizia e sem dúvida que parecia ter razão.
Mas é coisa sabida que a demora da justiça, seja ela como for, serve para prejudicar os inocentes e beneficiar quem merece castigo.
E também sabemos que há truques, sobejamente conhecidos pelos advogados com experiência, para fazer ‘prolongar’ as decisões finais.


Uma das coisas que me indigna é a questão das seguradoras. É evidente que uma grande seguradora é sempre apoiada por um cartel dos melhores advogados. E quem tem o atrevimento de a pôr em tribunal, sabe que pode contar com anos e mais anos de espera.
Por vezes essa espera é completamente desumana.
Sei de um caso, de um acidente de viação onde uma adolescente ficou em coma durante meses. Quando saiu do coma tinha perdido as suas faculdades de falar, andar, raciocinar como deve ser. Era uma família cabo-verdiana, não muito pobre, mas que gastou o que tinha e o que não tinha nos apoios à menina. O caso arrastou-se em tribunal ano após ano, após ano...
A menina foi recuperando como podia, nos serviços de saúde públicos, superlotados como sabemos.
Quando veio a indemnização, o dinheiro que aos 14 anos de idade teria servido para lhe restituir alguma qualidade de vida com tratamentos atempados, aos 20 e tal foi apenas para reforçar o subsídio de invalidez que talvez nem tivesse sido necessário.

quarta-feira, março 18, 2009