quarta-feira, dezembro 09, 2009

Será 'inumerecia' ?

É que há coisas que leio mas não entendo!


Como por exemplo:
Há séculos, lá para a Idade Média, isso de se emprestar dinheiro a juros era coisa feia. Um cavalheiro nunca o faria e ser acusado de tal era um grande insulto, desses que se «lavavam» com sangue num duelo! É inútil recordar que o mundo rodou muitas vezes e actualmente, muito pelo contrário, é das actividades com mais prestígio e que mais rende. A empresas maiores em todos os sentidos, os Bancos, vivem orgulhosamente dessa actividade de prestamistas. Mas hoje em dia, como é coisa fina isso é ajustado ao pormenor. Até determinado grau a cobrança do valor do empréstimo, é legalíssimo, e depende de muitas variáveis que há muito quem saiba e até viva desses conhecimentos. Depende de muitos factores: para que fins se destina esse dinheiro, qual a rapidez da devolução, etc e tal. Os juros podem ir de 8%, a 19%, 24,6%, ou a 32%, e tudo é normal. Parece que a partir da fasquia dos 32% é que já é um tanto abuso…. (será a tal 'usura'?)
É sempre bom saber.
Como também é bom saber (ainda falando de dinheiro) que o Estado faz uns negócios das arábias: Vende o seu património por milhões, o que é bom, porque fica rico assim do pé para a mão, mas… depois vai alugar a si próprio esse património que acabou de vender! Passa de dono a inquilino. Vai pagar por aquilo que já foi seu?! O que lemos no artigo citado é que «a actual situação se prolongar, todo o dinheiro recebido pela venda dos imóveis acaba dissipado nas rendas mensais».
Estranho negócio, não?...
Mas deve ser a minha iliteracia em relação a números.

14 comentários:

josé palmeiro disse...

Essa foi uma notícia que ainda não consegui digerir. Será que sofro da mesma iliteracia, que referes sofrer?
Já agora uma pergunta ingénua: Como resolvem o caso das "Mais Valias"? Será que não pagam? Onde está a moralidade?

kika disse...

Engenharias financeiras engendradas para equilibrar o Orçamento de Estado, partindo do principio de que quem vier, que feche a porta.
Empobrecer alegremente até ficarmos parecidinhos com argelinos, talvez ..:))
Todos pobrezinhos ficamos mais iguais e mais felizes...
Entretananto muita coisa se irá passar e há até quem acredite que seja o fim do mundo em 2012, por isso já não teremos de trabalhar 40 anos ...
Actualmente ando a rir-me imenso e apetece-me cada vez menos ler jornais e ver noticiários!!

kika disse...

E ninguem comenta hoje??
É "segunda-feira" mais um dia de sornice...

Joaninha disse...

Ai Kika, realmente quer ontem quer hoje tenho andado assim num limbo que nem à net tenho vindo. É sornice mesmo!!! E vou pensando que est semana também é pequenina, depois de amanhã já é 6ª de novo!
Gostei do neologismo do imumercia depois de iliteracia. É que realmente a gente muitas vezes entende o que está a ler quando se trata de palavras mas se são contas.... tudo parece confuso!
E isso de se vender para depois alugar acabando por gastar o mesmo é estranhíssimo!!!

Joaninha disse...

E estou um tanto como a kika, a verdade é que ultimamente ando cheia de preguiça de ler ou ouvir noticiários...

sem-nick disse...

Eu tenho passado por aqui (mesmo ontem!) mas hoje atrasei-me sim senhor...
Que na actual economia os Bancos são necessários, é um facto. Mas que é interessante verificar como têm leis especiais isso é que é! Se fossem empresas como quais quer outras talvez as coisas não fossem tão fáceis.

A Senhora disse...

Ah! Então em Portugal também se faz dessas! Meu marido fica danado com essas transações dizendo que estão leiloando patrimônio público.

beijinhos

King disse...

Ah Senhora, creio bem que nada se inventou no Brasil que não tenha sido testado por aqui (no que diz respeito a truques com dinheiro...)
Esta está bem pensada. Primeiro vende-se a coisa. Recebe-se um dinheirão e ficamos bem vistos (há menos património mas isso são coisas menores...) Depois como aquilo fazia falta toca a alugar. E sendo às pinguinhas parece menos, não é? Claro que todas as pinguinhas juntas.... estamos a comprar de novo o que já vendemos com a agravante que nãp volta a ser nosso. Bem pensado!

King disse...

Aliás esse truque usa-se muito na função pública. Há técnicos que passam a reformas, até compulsivas, para aliviarem o 'peso' das contas do estado. E depois contratam-se outros, ou até os mesmos, como conselheiros e a ganhar mais, mas isso sai por outra verba. Certo!

A Senhora disse...

King, dinheiro é vício... :))

E fiquei pensando depois a respeito disso e praticamente cheguei a mesma conclusão que você. Para tapar um buraco, vende-se um patrimônio, para depois ir pagando aos bocadinhos para manter o mesmo espaço.
Não há justificativa suficiente a não ser esta (acho). Uma vez que, pelo menos por aqui, os impostos prediais recaem sobre o inquilino, assim como todas as despesas de fornecimento de água, luz, telefone... Ou seja, não muda nada, a não ser no instante imediato quando se recebe a "bolada".

Alex disse...

Se EU comprasse um casarão e o alugasse (caro)a mim mesma seria um bom negócio, desde que arranjasse uns contribuintes para me pagarem a renda... Acho que vou abrir um blog para ver se arranjo contribuintes...

Saltapocinhas disse...

Também ouvi essa notícia e também não percebi... Comprar para arrendar depois!!
E nós é que somos burras? Não me parece!

kika disse...

Ainda venho aqui dizer ao king, que nestes casos o Estado nunca faz bons negócios, estes são bons para os privados que compram!!
Perde-se patrimonio de todos nós, que passa assim a ser apenas de uns quantos, lamentávelmente!
Boa noite!

Emiele disse...

Olá, Bom Dia.
Ontem foi mesmo um dia de alguma sorna, (como reparou a Kika) começaram a visitar o Pópulo um tanto mais tarde do que o costume, e eu própria nem me vim despedir como gosto de fazer, no final do dia...
Senhora, o teu marido tem razão, bem visto é como se estivessem a leiloar o dinheiro público...
Alex, o truque era os contribuintes pagarem a renda... Mas se fores tu a pagar à pessoa a quem o vendeste a coisa é estranhíssima! (temos de nos encontrar menina; eu é que não tenho andado famosa...)
Saltapocinhas - nas nossas economias caseiras a coisa não faz sentido, talvez nas altas finanças... :)