segunda-feira, outubro 29, 2007

Pior em relação a quê?

Mais um estudo que vai dar que falar.
Este, parece concluir que:
«Três em cada quatro pessoas inquiridas entendem que a administração pública funciona "pior" ou "muito pior" do que o sector privado»
Arrasador.

Mas não nos dão o termo de comparação. Pior do que quê?
Se saltarmos para o final da notícia está lá que «
muitos dos cidadãos reconhecem que estão "cada vez mais irritadiços com tudo e também com o Estado". Por outro lado, os inquiridos dizem-se "cada vez mais exigentes" com os serviços públicos, o que acaba por influenciar a opinião que têm sobre o seu funcionamento».
Bem, isto já nos diz alguma coisa. Até porque é sem dúvida verdade.
Mas quando eu encalhei com a palavra ‘pior’ é porque sendo uma comparação que parece elogiar o que é privado sem mais nada, escancara a porta ao que se poderá pensar que seja a «privatização» do que ainda não está privatizado.

Olhando de uma forma geral o que é que se pode comparar? os transportes públicos com os transportes privados, a polícia pública com a polícia privada, as repartições públicas com as repartições privadas? Só vejo que se possa comparar entre privado e público as áreas da educação e da saúde.

E é certo que no famoso ranking das escolas, as melhores são escolas privadas e creio também que se formos comparar hospitais e clínicas se chegaria à mesma conclusão. E porque será?... Quem trabalha num e noutro local é feito de massa diferente? Não? Então seria interessante que, depois deste inquérito, se lançasse um estudo para analisar os motivos porque esses sectores (saúde e educação) privados têm melhor imagem junto do público.
E depois dessa análise, «corrigir o tiro»…

domingo, outubro 28, 2007

Mais hora, menos hora...


Bom, lá atrasámos o relógio.
Ganhámos uma hora.

Só está mal que este importante acontecimento se dê quando muitos de nós estão a dormir ou a preparar-se para isso. Era bem mais giro, termos esse brinde durante o dia, era mais saboreado.

Quatro horas! Já está a loiça lavada, a cozinha arrumada, tudo em ordem, agora é só uma hora para começar a pensar no lanche dos miúdos»
Huuuummm…
«’péra aí!!! São mas é três! Ena pai, que bom! Posso ficar aqui regalada, estendida no sofá sem fazer nadinha…»

Assim é que era!
Termos uma horinha a mais, era assim como as promoções «leve 3 e pague 2» neste caso era «leve 25 e pague 24».
Sabia melhor. Mesmo que daqui a seis meses a tivéssemos que devolver…

Um Caderno de Capa Castanha XIX

«Tenho reflectido, Clara, em que as memórias que te ando a contar podem parecer muito desorganizadas. Mas combinámos que eu ia falando conforme as coisas me fossem ocorrendo e portanto não obedeço a nenhum esquema, tanto falo da minha escola, como das férias, como das distracções ou das leituras. Se parece uma manta de retalhos (e parece mesmo) a culpa é das curvas que este riacho da minha memória vai traçando. Como comecei a falar dos livros que me marcaram, agora já ia por aí fora para a adolescência.
Mas creio que faz mais sentido manter-me mais uns tempos nos anos 40, sobre os quais há ainda tanto que falar.
A música tem hoje um papel muito importante na nossa vida, sobretudo entre gente mais jovem. É fácil ouvir-se música. Não me julgues cínica, mas olha que hoje em dia é mais difícil ouvir-se o silêncio: a TV está sempre ligada até em salas de espera, os transportes públicos têm música, muitas lojas têm música de fundo, os restaurantes, os automóveis, e a maioria dos jovens anda com a música pendurada ao pescoço… Nada de isso acontecia no meu tempo.
Não quero dizer que não se gostasse, é claro. Mas como te expliquei nem toda a gente tinha telefonia, era um investimento já para a classe média e, menos ainda, música gravada. Havia discos de 75 rotações que giravam muito depressa e acabavam num instante, mal davam para uma cantiga não se podia gravar lá uma área completa de música clássica. Mas, mesmo essas grafonolas, eram raras, não havia nem na minha casa nem em casa nenhuma onde costumasse ir.
Ouvíamos música no rádio, é certo, e em cantigas que passavam de boca em boca. As revistas tinham um papel importantíssimo nesse campo, canção de revista que caísse bem no ouvido tinha audiência para anos…Também havia as marchas, sem o aparato de hoje, mas as suas cantigas continuavam a cantar-se durante todo o ano e, para além de fadistas que tinham muita importância, cantávamos sobretudo canções de cantores românticos. Francisco José, ou Tony de Matos, ou vozes femininas como Mª de Lourdes Resende, Milú, Maria Clara .
Hoje esqueço-me de quem cantava, o que me lembro melhor é das cantigas. Porque como te disse, uma vez que os sons só nos chegavam pela telefonia, se queríamos música… cantávamos. Mesmo horrivelmente desafinada como sempre fui, lá ia cantarolando, sobretudo o que ouvia à minha mãe, que por sua vez ainda trauteava êxitos de revista da sua mocidade: Dia da espiga ou por exemplo as Camélias e, o que eu achava graça, o tal Não se casem, não, rapazes! :D
A rádio também nos dava o Teatro Radiofónico, muitas vezes até com as vozes de actores «a sério» e ouvíamos programas muito famosos como a APA e «O Comboio das Seis e Meia» de Igrejas Caeiro ou Os Parodiantes de Lisboa. Todos conversávamos sobre esses programas, porque se a escolha não ia muito além dessas hipóteses o certo é que ninguém se queixava, nem nos passava pela cabeça pensar que isso seria pouco.»

Uma música ao Domingo

Caríssimos amigos, isto é uma gracinha, para quem se lembra.
Para todos os que são mais novos, pode fazer sorrir. Mas um sorriso doce...

sábado, outubro 27, 2007

Espera aí....

Calma!.......
:)

Fantasias

Putin esteve em Lisboa. Ou mais em Mafra, que aquilo chamou-se Cimeira de Mafra. O certo é que o lisboeta mais distraído não podia deixar de dar conta, tais as alterações ao trânsito que aquela visita provocou. Directamente ou com efeitos colaterais.
Ainda ontem de manhã, dois carros da polícia de trânsito com as sirenes no máximo do som abriram caminho na zona ‘Avenida de Berna’ perto da ‘Cinco de Outubro’ de um modo que parecia um número de circo! Com as 3 filas entupidas de carros, conseguiram esgueirar-se inventando uma 4ª fila, habilidade que me deixou de boca aberta… Aquela pressa só podia ser por causa do Putin!

O engraçado entre a fantasia e a realidade, é o contraste com uma nova série que passa aí num dos canais da TVCabo, chamada
«Asas nos Pés» onde os polícias andam de bicicleta. Eu não tenho seguido a série, passo por lá num zapping de vez em quando, mas deu para ver que aqueles valentes, de calções e capacete de ciclista, enfrentam os maiores malfeitores e ganham aos pontos…
Pois é.
Se tivessem encarregado aquela brigada de proteger o presidente russo, isto teria sido bem mais sossegado!
Do KAOS é claro!!!

Sábado!!!!

Ora bem, «um, dois, três, já cá estamos outras vez!» como se dizia quando eu era pequena. O que vale é que as semanas passam bem depressa.
Não falta nada para ser sábado, JÁ É…!!!
E, como sabem, ao fim-de-semana o Pópulo muitas vezes vai ‘hibernar’ para outras paragens e não participa tanto aqui na vida blogosférica.

Deixo umas coisinhas, mas mais ao de leve que não tenho pc à mão.
Inté!!!


sexta-feira, outubro 26, 2007

Anti stress

Só agora, depois de ter feito uma visita aos meus blogs de estimação, volto a casa para um convite:
Não comecem o dia sem passar pelo Farpas.
Já acho o dia mais brilhante, com sol mas fresco como convêm à época do ano, ou seja fiquei bem disposta!
Vão brincar


e vejam se não começam a respirar melhor...?
Viva o Farpas e o seu espírito inventivo!!!

Cenas da vida quotidiana

De uma forma geral quando há que avaliar um comportamento que ocorre diferentemente se for um homem ou uma mulher a praticá-lo, tenho uma costela que me faz encontrar mais justificações para a acção da mulher. Mas, nem sempre.
Há uma cena que se passa com alguma frequência nas filas para a caixa dos supermercados e me costuma deixar furiosa. Tanto acontece com os simples cestos como com os carrinhos: uma criatura, pega num desses ‘recipientes’ e coloca-lhe dois ou três artigos que pretende comprar. Depois aproxima-se de uma fila e deixa lá ficar o carrinho ou o cesto, e vai fazer a sua ronda para completar a lista dos produtos de que necessita. O carrinho fica ali, quieto, a «marcar o lugar».

Depois, das duas uma, pode acontecer que as outras pessoas que vão chegando ultrapassem o carrinho ‘marcador’ e se vão despachando ignorando aquela presença, ou, muito educadamente, empurram-no à sua frente, aceitando tacitamente que chegaram ali depois e assim devem ser atendidos depois…
Muitas vezes, a «chica esperta» se por acaso quando volta se vê ‘ultrapassada’ tem a lata de afirmar «olhe que eu já cá estava» organizando uma peixeirada de todo o tamanho.
Reconheço que nunca vi um homem fazer uma cena destas. Será uma questão de percentagem? Como eles vão pouco menos às compras, tem menos ocasião deste incivismo? Acho que não. Esta é mesmo uma «espertalhice» feminina que, apesar de me deixar furiosa, nem sempre me sinto com forças para deitar a mão à anca e responder no mesmo tom, defendendo a verdadeira ordem de chegada, sem truques.
Uma totó, é o que sou.
E com consciência disso!


Eufemismos

Um eufemismo é um modo de exprimir uma ideia de um modo «mais delicado» não é?
É útil, sem dúvida.
Torna as coisas mais suaves.

Quando os eufemismos são muitos começa a ser divertido.

Parece que os Militares do Centro Operacional da Força Aérea de Monsanto e da Base Aérea 1 de Sintra não fizeram um ‘levantamento de rancho’ o que aconteceu é que
faltaram às refeições .
E essa falta de apetite, em solidariedade com os camaradas alvo de processos disciplinares, no que fazem muito bem, não foi porque os seus camaradas tivessem entrado uma manifestação mas porque
participaram num «passeio do descontentamento».



Gosto.

De vez em quando também dou uns passeios de descontentamento, só que cá em casa ‘faltar à refeição’ não tem grande importância…


Afinal o desemprego…

Com tanta tentativa para facilitar o despedimento, tanta flexi, tanta conversa, até se imaginava que essa coisa do desemprego era um fantasma que a oposição tinha imaginado só para aborrecer o governo.
Olhem que não.
Desta vez é o próprio ministro das Finanças a reconhecer que o problema do desemprego é o "mais sério" que a economia portuguesa enfrenta
O que lhe deu?
«Acordou para a realidade»?



Dez por cento

Dizem-nos que há 10% de portugueses contentinhos com a situação económica.
Parece-me certo.
Todos sabemos que nestas situações, com cheirinho a 3º mundo, quanto maior é o fosso, quando a classe média se torna uma recordação e os pobres são cada vez mais, também os ricos ficam cada vez mais ricos. Normal, é dos livros.
Esses talvez cheguem a 10 %.
De resto o que nos dizem é o que já se sabe, como os portugueses estão «acordados para a realidade» como aconselhava o primeiro-ministro, portanto
85 % estão ‘economicamente pessimistas realistas’ o que quer dizer: estão pessimistas.
É certo que o estudo diz que na previsão do futuro a coisa não está tão má, ainda há quem acredite que as coisas vão melhorar.
Eu não sei se é optimismo se o imaginar-se que ao bater no fundo não se pode descer mais, portanto …


(o fundo do mar é bem bonito; cliquem para ele lhes encher o monitor...)


quinta-feira, outubro 25, 2007

Por estas e outras…

O Sr. Dr. Marques Mendes, trabalha há 20 anos na Assembleia da República, portanto tem direito a uma pensão vitalícia.
Pediu-a.

São as regras
A professora que tinha um cancro na língua, trabalhava há 29 anos. Também pediu a pensão.
Foi-lhe recusada.

São as regras.

Como houve demasiado escândalo parece que neste momento a professora já foi substituída.
E o Dr. Marques Mendes?

«Fazer barulho»

Ontem foram «fazer barulho» em frente a Assembleia da República. Um businão. O certo é que as pessoas estavam aflitas com a ideia peregrina de se irem instalar linhas de muito alta tensão perto das suas casas ( Fanhões –Trajouce mais exactamente)
Foram entregar cinco mil assinaturas pedindo que se estudasse o caso como deve ser e atendendo aos diversos factores. Saíram de lá mais animados, com esperança de que o caso não vá avante.
Contudo, nem todos estão satisfeitos, há quem continue desconfiado São mais silenciosos e optaram pela greve de fome. Esses queixam-se da linha Portimão/Tunes, e dizem que não querem promessas de estudos querem mesmo que a linha vá abaixo.
Sem isso não arredam pé.

Cem guardas

Livra!
Parece que o sr. Putin vai ter «apenas» cem guarda-costas na visita que vem fazer.
Quer dizer, cem guardas portugueses e perto dele, porque na rua vão estar mais 600, e toda a operação consta de 1300 elementos.
Juntem agora a isso os da segurança russa.
Mas que falta de ar…


O inquérito deveria ser ao contrário

É que o resultado das respostas vem tão ao arrepio daquilo que se constata dia a dia que é impossível estar certo.
O «eurobarómetro» que faz inquéritos sobre tudo e mais uma coisa, inquiriu agora, à escala europeia, quem é que’ trabalha sem declarar às Finanças’. E, imagine-se que a média europeia é apenas de 5% isto porque os valores na Dinamarca (18%) e na Suécia (10%) são os esperados, mas em alguns países sul-europeus ou de leste são "surpreendentes" porque muito baixas.
Lá como é nos outros sítios, eu cá não sei.
Mas o que se passa entre nós não precisa de nenhum estudo. Quem nunca chamou um canalizador, electricista, pintor, lhe pagou e o deixou ir embora sem passar uma factura como deve ser, que ponha o dedo no ar. E quantas mulheres-a-dias não pedem que não se diga que trabalham para nós, e nós aceitamos por termos pena ou receio de não arranjar outra? E quem é que pede uma factura, quando vai a correr tomar a bica ao café? Aliás em imensos restaurantes temos de especificar se queremos uma factura quando pagamos a conta. Até mesmo profissões liberais, alguns têm o supremo descaramento de dizer que com factura é um preço e sem factura outro…
E depois, este mundo corresponde... a 3%! Só por brincadeira. Ou… por medo de responder ao inquérito!
Se o inquérito fosse feito a quem paga esses serviços o resultado seria outro. Ou talvez não, por receio de ser considerado conivente no crime.
É que isto é tema delicado…

quarta-feira, outubro 24, 2007

Continuando o post de baixo


«Primeiro prenderam os comunistas,

E eu não disse nada porque não era um comunista.

A seguir prenderam os judeus,

E eu nada disse porque não era um judeu.

Logo vieram pelos operários,

E eu nada disse porque não era nem operário nem sindicalista.
E então meteram-se com os católicos,
E nada disse porque eu era protestante.

E quando, finalmente, vieram por mim,

Já não restava nada para protestar.»


Bethold Brecht

Que valores?

A história em si pode não ter uma grande importância.
Um homem (bem jovem ainda, 21 anos), sem a menor justificação, agride verbal e fisicamente uma menina de 16 anos, que nunca vira na vida.
A menina era equatoriana, penso que de ascendência índia, e isso deveria ser visível. Azar o dele, a cena passou-se numa carruagem do metro de Barcelona que tem câmaras de vídeo, de modo que tudo ficou gravado. Ou seja, é uma prova de tal modo clara que não é possível negar-se, não será a palavra de um contra a de outro, foi gravado e pode apreciar-se.
Contudo, o que me chocou quase tanto como o acto é o facto de os outros passageiros não terem levantado um dedo para acudir à menina A foto com que o jornal acompanha a notícia é bem clara – o rapaz que está em primeiro plano, até desvia os olhos.
Em que mundo vivemos nós?... Um tipo descontrolado, com a «desculpa» de estar bêbado (quando é que em vez de desculpa esse estado passará a ser uma agravante?!) atira-se a uma vítima mais fraca sob todos os aspectos e agride-a. É um sujeito violento, que estava em liberdade condicional e já tinha sido castigado por agressão. Aliás o álcool costuma libertar a censura aos comportamentos, deixar «vir ao de cima» os sentimentos que já existem, não é normal inverter as tendências de cada um; se ele agrediu quando bêbado é que gostaria de o fazer mesmo sóbrio…
Mas, como disse, talvez o que mais me impressionou foi a passividade dos outros passageiros.
«Não era nada com eles» devem ter pensado.
Até um dia…

Ao espelho

Afinal a frase "Acordem para a realidade" não foi dirigida pelo povo português ao seu governo que, talvez influenciado pela cor do seu partido, vê o que se passa na sua terra através de uns óculos com vidros cor-de-rosa.
Sócrates não estava a olhar para o espelho. Estava a falar no Parlamento Europeu, ele todo contentinho com o Tratado «de Lisboa», e afinal a ouvir críticas...
Tá mal ! Uns chatos, é o que é..

Ah! Pois é… Não se estava a falar da nossa terra, que engano o meu.

Não telefone, vá!

Quem ainda «for do tempo» pode recordar-se de uma velha campanha publicitária quando se queria promover os telefones: «Não vá! Telefone!»
Claro que a água dos rios foi passando por debaixo das pontes e os tempos são hoje bem diferentes. Hoje o que se promove são os telemóveis de que muita gente anda dependente muitas vezes a um nível extraordinário. Já se anda com o aparelhinho do Bluetooth encaixado no ouvido para nem se interromper a conversa esteja o que se estiver a fazer… Falamos muito. Estamos sempre a falar.
E, enquanto no «tempo da outra senhora» se sabia bem que «os olhos e ouvidos do rei» estavam por todo o lado, com a democracia, essas coisas passaram à História.
Pois…
Se calhar não. Eles dizem que todas as escutas que se fazem são legais
Vamos dar de barato que assim é. Só pretendem ouvir os malfeitores para deslindar os seus sinistros crimes. Mas as redes têm estas coisas. Se um malfeitor que está a ser ‘legitimamente’ escutado ligar para um cidadão inocentíssimo, a dita rede vai abranger esse cidadão. E já agora, se calhar, analisar se ele é ou não também malfeitor. E enquanto se avalia isso, as pessoas para quem esse honesto cidadão fala também serão ouvidas. Etc, etc… Onde pára este encadeado de ligações?
E, sobretudo, apesar das garantias que vão ser dadas, quem é que ouve? Uma coisa é ‘gravar’ a conversa, outra seria ‘ouvir’ a conversa para saber se tem relevância, ou se é para ser destruída.
Desculpem mas a história anda mal contada.
Pelo sim, pelo não … não telefone, vá!