sábado, fevereiro 10, 2007
Creches e Universidades
Estávamos a conversar animadamente.
Um grupo de velhos amigos que gosta de se reunir de vez em quando. Tínhamos jantado juntos e depois fomos tomar o café e acabar a noite na casa de um de nós. É um velho costume, que permite estar-se à vontade sem a pressão de outros clientes que procuram mesa para jantar ou dos empregados que, cheios de razão, querem fechar a loja. E, também como de costume, fomos para casa do casal que tinha um filho pequenino para «libertar» a tia que tinha ficado como baby-sitter.
Como disse a conversa estava viva e animada. Discutia-se os últimos filmes, o livro que um de nós estava a acabar de ler e cuja apreciação não reunia consenso, e claro que todos dávamos a nossa opinião sobre o «estado da nação». Já se adivinha que não seria famosa…
A dada altura a Inês e o Pedro queixam-se do problema que é o facto da filha ter ido frequentar uma universidade privada por não ter conseguido entrar na que desejava e a falta que lhes anda a fazer os 250 euros que têm de pagar. Quando a conversa parecia que se ia orientar para a velha questão das propinas, a Ana e o Luís, os
donos da casa, trocam um olhar e começam a rir. Fez-se um silêncio espantado. Mas logo explicaram: é que para terem o seu filho num infantários eles pagavam 350 euros. Mais 100 euros do que a faculdade da L.! E não era nada do outro mundo, era o que tinham conseguido com vaga!
É claro que quem tinha viajado recentemente, contou como era a resposta «na Europa» a esta situação concluindo-se que era mais uma originalidade portuguesa.
Postado por cereja às 10:10 10 comentários
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Só há liberdade a sério quando houver...
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Postado por cereja às 23:50 12 comentários
Interessante…
Portanto acho curioso o estudo feito pela PriceWaterhouseCoopers (não me perguntem que não sei quem é) a pedido do próprio Ministério da Saúde. É interessante porque as conclusões sobre o estado do IGIF (*) afirma que ao contrário de «choque» ele «parou no tempo» não conhece a sua missão, não compara as propostas dos diferentes fornecedores, não tem pessoal suficientemente qualificado, não faz uma análise dos benefícios da sua própria actividade e, talvez pior, «existe uma estrutura informal [dentro deste organismo público] que resulta de nomeações ao nível da gestão de topo para cargos inexistentes».
É difícil ser pior. Mas gosto em particular da última parte: nomeações ao nível da gestão de topo para cargos inexistentes. Ena, isso é que é rentabilidade!!!
Postado por cereja às 08:05 4 comentários
Medidas positivas
E, até me mostrarem o contrário, este é um desses casos: Há uma proposta para que as empresas que invadem os tribunais com cobranças de dívidas ou créditos mal parados _ essencialmente, os bancos, seguradoras e o comércio_ paguem taxas de justiça mais elevadas Não vejo nenhum mal sobretudo se complementado com um novo regime de acesso ao direito, de forma "a alargar o número de pessoas que podem beneficiar de apoio"
Como estamos na área da justiça só posso achar também JUSTO que «o cálculo para aferição da insuficiência económica possa ser feita com base no rendimento do requerente e não no do seu agregado, como acontece actualmente». Aliás essa medida deveria ser estendida a outras áreas que não apenas na justiça.
Postado por cereja às 07:37 3 comentários
Escândalo!
Porque ao ler que «O Governo entende serem as funções nucleares do Estado a defesa e segurança, a magistratura e a diplomacia » (saem a Educação, a Saúde, a Justiça, Segurança Social) senti uma pedra de gelo a escorrer-me pelas costas abaixo. E se está frio!
Primeiro que tudo, que eu saiba, não é só o Presidente da República que deve defender a Constituição, o Governo também. E a nossa Constituição é claríssima sobre isso, sobre quais são as funções do estado.
E já agora porquê estas «funções nucleares»? Porque não se arranja uma empresa qualquer que nos faça a Segurança? E a Defesa? Olhem que os americanos são muito bons nisso, gostam muito de «defender» os outros países, queiram eles ou não queiram. E a Diplomacia, também não vejo porque não há-de ser privada. Se calhar até se fazia melhor figura porque ultimamente não tem sido grande coisa. Pedia-se aos embaixadores dos outros que dessem uma mãozinha e já agora representavam Portugal. Poupava-se um dinheirão! Já viram bem o que se gasta numa embaixada?
Ficava então a magistratura. Quanto a essa como está a ser roída pelos ratos, também não deve dar muito que fazer.
Tá bem. Por mim até achava que o Estado podia FECHAR PARA BALANÇO.
E quanto mais depressa melhor.
Postado por cereja às 07:31 6 comentários
Será desta...?
Se assim for o referendo é para valer.
Será que é desta?

YES!!!!!!
Postado por cereja às 07:28 6 comentários
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Uma cantiga
Apetece.
Por vezes é mesmo este som que me apetece ouvir.
O sotaque alentejano (a minha terra de coração) uma voz quente e melodiosa, palavras tão antigas numa canção que ouvi desde pequenina, que já o meu pai ouviu, o meu avô, o meu bisavô...
Este é o Alentejo.
Postado por cereja às 11:35 10 comentários
Chapéus há muitos
E afinal continua a ser assim na farda dos nossos «soldados da paz»
Desculpem lá mas não consigo deixar de rir….



Postado por cereja às 08:56 9 comentários
Está entregue aos ratos!
Pois então «é assim»: no Tribunal de Valongo há ratos a passear por cima dos processos, das impressoras e das secretárias dos magistrados e funcionários.
Pronto, pronto, é um caso!
Mas alguém acredita que seja apenas um???
Solução?Postado por cereja às 08:17 8 comentários
Uma História insólita
Acontecem muitos, mas alguns mais curiosos do que outros. Este caso pode naturalmente compreender-se por uma descoordenação de dados entre diversos sectores de uma autarquia. Só que na era dos computadores, onde há programas não muito complicados para o cruzamento de dados, é extraordinário como isto pode acontecer.
Existe um prédio, propriedade de uma Câmara. A família que lá reside – ou residia – deveria ser uma família problemática e destruturada, porque existem pelo menos dois jovens toxicodependentes. O certo é que o inquilino, o arrendatário daquela casa, faleceu há anos. Os recibos das rendas continuaram a ser emitidos, mas por aí não será nada de extraordinário. O que me parece, a mim, já extraordinário é que
casa foi mandada emparedar pela Câmara, janelas e portas estão vedadas com cimento, mas os recibos da renda continuaram a ser emitidos! Para além de morto, o «residente» deveria pagar um arrendamento de uma habitação emparedada.
Se me sentisse com veia de humor negro diria que está certo: a casa transformou-se em túmulo, o que é adequado para um defunto, e se calhar não está escrito que os mortos não possam «alugar» um mausoléu. Nunca ouvi, mas se calhar…
Postado por cereja às 07:43 8 comentários
O povo português e o «povo madeirense»
Que essa lei tem levantado protestos do norte ao sul do país estamos todos fartinhos de saber. Não sei muito bem onde estará a razão apesar de ter a ideia de que mais uma vez o nosso governo anda a tentar descobrir como se fazem as omoletas e se guardam os ovos para outros fins: passar para o âmbito das autarquias algumas competências e deveres mas sem lhes dar os meios.
O interessante é que também mais uma vez o líder madeirense considerou que o que se passa aqui no continente é cá com «os cubanos» ou lá como nos chama, mas o seu 'povo eleito' * está acima dessas coisas. Gulp! Então não é que agora é promulgada uma lei que abrange tudo…? Onde é que já se viu?!
Segue-se uma entrevista inédita:
(* ou povo eleitor?)
PS – Depois do 1º comentário, reparo que meti muita água e juntei no mesmo saco «Finanças Regionais» e «Finanças Locais». Até para mim que não percebo nada de Finanças é óbvio que são diferentes e muito. Mas passei agora aqui de corrida e já não tenho tempo de alterar o post – contudo a crítica à atitude arrogante de Jardim creio que se pode manter.
Postado por cereja às 07:33 8 comentários
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Ainda o Fernando Assis Pacheco
Escrevi ontem uma notazinha um pouco à pressa, mas depois reflectindo melhor comecei a pensar que podia haver gente mais nova que não soubesse muito bem quem era ou o que foi a pessoa a quem me referia.Fez parte da geração de 60 como se pode dizer. Formado em Coimbra, foi actor do TEUC e CITAC como muitos bons estudantes do seu tempo… Escreveu para a «Vértice» revista literária de forte conotação anti-fascista, e onde se tornou amigo de poetas como Joaquim Namorado e Manuel Alegre ou de José Carlos de Vasconcelos. Como se estava em plena guerra colonial, partiu para Angola onde esteve até 65.
O primeiro livro que foi publicado chamava-se «Cuidar dos Vivos» e era, como seria de esperar, de poemas ‘comprometidos’ onde se tocava com emoção na guerra que se vivia.
Guerra essa que continua presente em Katalabanza, Kiolo e Volta, Memória do Contencioso, mas em 87 publicou «Variações em Sousa» onde volta a temas mais pessoais e se nota o seu modo particular de olhar o mundo com ironia. Em «Musa Irregular» de 1991, podemos encontrar toda a sua produção.
De resto o seu avô galego influenciou fortemente os seus escritos e modo de ver o mundo. Tinha sangue galego, com muito orgulho. É ler «Trabalhos e Paixões de Benito Prada».
Trabalhou sempre como jornalista. No Diário de Lisboa, na República no Jornal e no JL: Jornal de Letras, Artes e Ideias.
O seu domínio do espanhol e talento poético permitiram-lhe traduziu para português Pablo Neruda e Gabriel Garcia Marquez, o que foi um benefício para todos nós.
Para quem está menos ligado às literaturas, pelo menos sabe que este foi o autor da letra de:
Mas não esqueçamos que foi também o poeta que escreveu:
Juntei-me um dia à flor da mocidade
partindo para Angola no Niassa
a defender eu já não sei se a raça
se as roças de café da cristandade
a minha geração tinha a idade
das grandes ilusões sempre fatais
que não chegam aos anos principais
por defeito da própria ingenuidade
a guerra era uma coisa mais a Norte
de onde ela voltaria havendo sorte
à mesma e ancestral tranquilidade
azar de uns quantos se pagaram porte
esses a que atirou a dura morte
diz-se que estão na terra da verdade
Postado por cereja às 09:06 5 comentários
Outro prémio para um português
Cá está uma notícia que dá muito prazer realçar: Um designer português ganhou um "prémio de excelência" num concurso internacional de desenho de modelos de automóveis.
Está é a primeira parte boa da notícia.
A segunda parte boa da notícia é que este projecto «poderá vir a ser fabricado por um grande construtor automóvel», ou seja pode passar a fase do papel.
A terceira parte boa da notícia é o tipo de projecto que é: um carro "amigo" do ambiente e dos peões. Ou seja, de tracção exclusivamente eléctrica não emite qualquer gás poluente e, como tem lotação para 6 a 8 pessoas, permite que grupos o utilizem nas deslocações casa-emprego; e quanto aos peões, «o arredondamento das superfícies e a eliminação de arestas e saliências agressivas permitirá minimizar as consequências de atropelamentos».
Parece o ideal. E foi concebido por um português.
Cof… cof..
Postado por cereja às 07:51 5 comentários
O que «faz dinheiro» é o Dinheiro
Existia a expressão popular «dinheiro puxa dinheiro» e o povo lá sabe porque se lembrou dessa… O certo é que se olharmos o panorama de «empresas» que dêem lucro, há umas mais do que outras, há para aí um sobe-e-desde mas… onde se vêm lucros que dão gosto é nos Bancos
Aí sim! Mas que alegria.
Lucros de 30%, quase dois mil milhões de euros em 2006, um crescimento de 30,5% face a 2005
Mas que bom. Eu também queria.
Onde é que se compra um banco?
Postado por cereja às 07:37 7 comentários
Baixa de sinistralidade
É certo que há uns «senões» porque dizem que «em Portugal só se contabilizam os mortos "do próprio dia", enquanto no resto da Europa são tidos em conta os 30 dias a seguir ao acidente e os feridos graves que, nesse período, acabam por falecer.» e essa diferença pode mudar muita coisa.
Contudo, as estatísticas dizem-nos (com ou sem esse truque) que
Portugal está entre os 12 países com menos sinistralidade da EU facto que muito nos surpreende e alegra.
É certo que também, para além dessa contagem diferente da dos outros países, não foi
contabilizado o número de óbitos no Algarve o que altera outra vez as conclusões.O melhor será talvez não comparar com os «outros países da EU» e comparar apenas connosco próprios. E nesse caso hà motivo para nos alegarmos porque o número desceu de facto. Assim continue a descer e nos possamos comparar com vantagens com os outros (sem batota)
Postado por cereja às 07:12 4 comentários
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Fernando Assis Pacheco
Portanto durante todo o mês de Fevereiro, vão decorrer alguns acontecimentos de colaboração da Casa Fernando Pessoa e a família do Fernando Assis Pacheco.
Começou na semana passada com uma exposição de objectos pessoais e leitura de poemas.
Depois de amanhã, quinta, dia 8, às 21h30 vai haver nova sessão. O tema é Fernando Assis Pacheco e as Novas Gerações; e vão falar Pedro Mexia, Gustavo Rubim e Ricardo Araújo Pereira.
A sessão terminará com uma leitura de poemas.
Dia 15 e dia 26 vamos ter novas sessões; quanto à do dia 8 lamento estar a prevenir um pouco em cima da hora mas sugiro que arranjem algum tempo porque deve valer a pena.
Postado por cereja às 19:40 4 comentários
Família
Parece um conceito fácil…
Há quem insista mais numa ligação de sangue «família são as pessoas que estão unidas pelo mesmo sangue» ou numa ligação de afectos «família são pessoas que vivem juntas porque se amam», e muitas vezes os dois conceitos cruzam-se: «são do mesmo sangue e amam-se».
Ontem esbarrei numa situação curiosa. A pedido de uma amiga doente, fui fazê-la sócia de uma Associação de Bombeiros Voluntários. Pedi o impresso para preencher, fui informada do valor da jóia, das duas fotos da praxe, e de que o futuro associado podia beneficiar das vantagens ali descritas para si, mulher ou marido e filhos menores. Fazia todo o sentido porque era um agregado familiar base, mas questionei: No caso que eu ia ali tratar, era uma família constituída por uma senhora solteira e a sua mãe de cerca de 90 anos. Ou a mãe ou a filha não poderiam beneficiar das vantagens do elemento que se associasse? Pois não. O que está previsto é apenas filhos e não os pais; por outro lado a filha em questão não era exactamente «menor». Portanto, nada feito! A única possibilidade era associarem-se as duas, mesmo vivendo desde sempre no mesmo agregado familiar e tendo o laço de família mais forte possível.
Regras são regras!
Postado por cereja às 14:00 6 comentários
A arte e a natureza
Pensava-se que a Natureza era regida por certas regras, e a Arte por outras. Depois brincávamos com jogos de palavras quando se dizia que a «arte copiava a natureza» ou inversamente que a «natureza era mais bela do que a arte», etc.
E agora vêm os cientistas provar que a arte e a natureza se podem confundir! Uns investigadores, criaram abelhas em cativeiro, sem nunca terem visto flores.
Depois soltaram-nas numa sala onde havia quadros alguns com flores pintadas e elas voaram para esses. “Os resultados mostram que as pinturas com flores capturaram a essência das características florais de um ponto de vista das abelhas, e que estes aspectos são reconhecidos por abelhas que nunca tinham sido expostas a uma flor anteriormente”.
Aliás o preferido foi o dos «Girassóis» de Van Gogh.
Olhem que é um pintor que não é nada fotográfico…
Postado por cereja às 08:35 6 comentários
É lá com eles
Mas terei o direito de reflectir sobre o significado de que os EUA para reduzirem um défice de 248 mil milhões de dólares (cá vêm aqueles números tão grandes que nem consigo imaginar), por um lado aumentem 245 mil milhões de dólares para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão e por outro «limitem drasticamente as despesas públicas» sobretudo os investimentos na saúde e agricultura.
"Teremos de fazer escolhas difíceis", disseram.
Difíceis para quem?
Postado por cereja às 08:04 6 comentários
A fraude fiscal
Ora o jornalista que escreveu o artigo, adivinhou este meu handicap e quando disse que as dívidas fiscais ultrapassam actualmente os 16 mil milhões de euros teve a simpatia de acrescentar em minha honra «10,5% do PIB e o equivalente ao custo de uma Ota e um TGV juntos e respectivas derrapagens para este tipo de projectos». Bom, assim já consigo imaginar que quantia é…
Mas que raio, ou ninguém paga o que deve, ou então há realmente uns fabianos que devem muuuuito!!!
Postado por cereja às 07:46 6 comentários
Como me sinto preguiçosa
Talvez, para acabar, continue a citar esse blog:
«O Presidente Cavaco Silva convocou um referendo para votarmos a questão que todos conhecemos.
A Drª Fátima Campos Ferreira acha-se no direito de organizar um debate no canal público cujo propósito é convencer o país de que no dia 11 vamos referendar a proposta da Drª Rosário Carneiro.» (João Pinto e Castro)
Postado por cereja às 07:38 10 comentários
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Uma novidade
Até que... tátátá... o Anjo da Guarda que esvoaça aqui pela net deixou um post a ensinar como é que isso se fazia!!!
Portanto, em estreia absoluta, hoje, aqui no Pópulo vamos ver
AS 100 MELHORES FOTOS SOBRE SEXO
Escusam de agradecer, que só quero que não vos falte nada.
Postado por cereja às 08:30 8 comentários
Bebés amordaçados
A história vinha contada no jornal «O Metro» e não dizia a sua origem. Procurei depois em diversos jornais e não a vi contada em mais nenhum, pelo que pode ser uma completa invenção. Mas… pode não ser. E tal como é dito é um acto tão horroroso que deixará qualquer pessoa, minimamente sensível, arrepiada.
Podem ler no recorte que deixo aqui em baixo, mas conta-se em duas linhas: No berçário de um hospital de uma cidade russa, os recém-nascidos eram amordaçados colando-lhes na boca uma chucha com adesivo ou tapando-lhes mesmo a boca com fita adesiva, para não os ouvir chorar! Como pormenor será de acentuar que eram crianças órfãs…
A «pouca sorte» foi uma doente que filmou a cena com o seu telemóvel e a coisa veio à luz do dia. E, cúmulo dos cúmulos, o hospital JUSTIFICOU (!?!?!!!) as enfermeiras com o facto de haver pouco pessoal para lidar com as crianças!
Começo a considerar que afinal os telemóveis podem ser umas boas armas para denunciar situações que se deseja ocultar.
Postado por cereja às 07:29 3 comentários
«Transparência a mais»?...
Será mesmo possível que o Procurador Geral da República tenha transparência a mais ???
Teremos à frente daquela importante instituição o Homem Invisível?
Apesar de entender o que o vice-procurador-geral queria dizer, a expressão temos de reconhecer que é desconcertante. É claro que nem tudo o que se passa na Procuradoria deve ser do domínio público, mas o certo é que qualquer instituição do estado deve ser transparente – apesar de
Postado por cereja às 07:08 3 comentários
Emprego/desemprego
Segundo afirmam os responsáveis, vão ser necessários 560 trabalhadores e estão a receber 500 candidaturas por dia
Na loja de Lisboa já receberam 30 mil currículos.
Palavras para quê?
Postado por cereja às 06:46 3 comentários
A pergunta
Se bem entendo, eles votariam alegremente que sim, se a questão posta fosse simplesmente
«Concorda com a despenalização da IVG?».
Preferiam, portanto, a liberdade total???
Desculpem-me, mas devo ter tido um bloqueio no meu raciocínio lógico porque não os consigo seguir.
Postado por cereja às 06:35 3 comentários
O despovoamento do interior
É um problema como cada vez mais se constata: a população portuguesa vai fugindo do interior para o litoral e do campo para a cidade. É um facto que está aos olhos de todos que os tenham abertos, basta passear-se por essas terras onde cada vez mais só encontramos idosos. E como poderia ser de outro modo? Para se viver temos de trabalhar e o trabalho quando o há, não é nessas zonas que se encontra.
Há tentativas de autarquias para fixar lá os seus habitantes, mas é lutar contra a corrente.
"As pessoas ficam onde tiverem emprego" como é evidente. E nasce aqui o ciclo vicioso, porque o certo é que as empresas criam-se em locais onde possam recrutar trabalhadores como é natural. Pelo menos empresas pequenas e médias.
Quanto às grandes empresas, nesse caso tem de haver coordenação com uma política geral do Estado e daí falar em ciclo vicioso. Quando as terras têm cada vez menos população, não há motivo para se arranjarem as estradas que a rodeiam, fecham-se as Escolas porque tem poucos alunos, e reduzem-se os Centros de Saúde. Claro que sem estradas, professores ou médicos, os residentes fogem de lá. E sem residentes… etc, etc.
O que se vê é que as cidades começam a ser enormes e cada vez com pior qualidade de vida por esse gigantismo, e longe das cidades também não temos qualidade de vida por faltarem as estruturas de base.
Então como é?
Postado por cereja às 06:13 4 comentários
domingo, fevereiro 04, 2007
Lucidez
Mas se tivesse de dar prémios, daria o «Óscar» do texto mais lúcido e esclarecedor ao Rui Tavares. Estão cá TODOS os pontos principais:
A pergunta a que vamos responder no referendo do próximo dia 11 é compreensível para qualquer pessoa que saiba ler e isso é algo que nenhum contorcionismo político ou gramatical poderá mudar. "Concorda com a despenalização..." A despenalização é, evidentemente, a palavra-chave desta pergunta. É talvez surpreendente, mas o referendo do próximo dia 11 não é acerca de quem gosta mais de bebés, tal como não é acerca de quem mais respeita o sofrimento das mulheres. A pergunta do referendo também não é "dê, por obséquio, o seu palpite acerca de quando é que a alma entra no corpo dos seres humanos", matéria que sempre intrigou os teólogos. Não é acerca de quem gosta de fazer abortos e quem gosta de dar crianças para orfanatos. Por isso e acima de tudo, devo confessar que sofro de cada vez que ouço na televisão jornalistas falarem dos dois campos em debate como o "sim ao aborto" e o "não ao aborto".
E continua o seu pensamento:
Numa pergunta que começa com aquele "concorda com a despenalização", os dois votos possíveis não se dividem em pró-aborto e antiaborto, e muito menos pró-escolha e pró-vida. Os que respondem "sim" à pergunta são "pró-despenalização". Os que respondem "não" são "pró-penalização" (ou "antidespenalização", o que é forçosamente ser a favor da penalização). Tudo o mais é responder com alhos a uma pergunta sobre bugalhos, e qualquer chefe de redacção deveria saber isso.
Mas não quero transcrever aqui o artigo todo, ele merece mas o melhor é irem lê-lo na íntegra no Logicamente – Sim
Postado por cereja às 10:10 6 comentários
A doença da Saúde
Existe um Centro de Saúde numa localidade importante. Mas para atender doentes que moram muito longe cria-se uma «extensão de saúde» ou seja há um médico que vai a essa terra 3 tardes por semana, para atender 1.500 utentes.
Postado por cereja às 10:00 7 comentários
Guerra no Iraque
Quanto às armas, já se sabe que afinal os inspectores que por lá andavam tinham toda a razão na sua opinião. Quanto à paz… Derrubou-se de facto uma ditadura, ditadura sangrenta, responsável por muitas mortes. Mas se até então se vivia mal, desde esse dia passou-se a viver bem pior. Vive-se um clima de guerra civil declarada, chame-se o que se quizer chamar. Só no ano passado morreram quase 17 mil civis.
Ontem, um camião armadilhado causou pelo menos 121 mortos e 226 feridos e, há menos de 15 dias, outro atentado provocou 88 mortos e mais de 160 feridos. Como ainda estamos no princípio do ano, com este ritmo as contas podem bater records.
Mais um pouco e poderá dizer-se que reina a paz em
A paz dos cemitérios.
Postado por cereja às 09:50 5 comentários
sábado, fevereiro 03, 2007
Tarde de sábado
Uma música.
Um livro.
Chá com torradas.
Estão convidados.
(para quem preferir um copo, também se arranja)
Postado por cereja às 18:13 4 comentários
«A Família como Metáfora»
Sempre gostei muito de teatro. Um modo se comunicar muito especial, muito próximo, caloroso. Nem sempre vou quando me apetece por razões várias, mas desta vez fui à Barraca. Uma estreia mundial de uma peça de Augusto Boal
[Classificada, humoristicamente como «black comedy» e não comédia negra porque como lá diz uma personagem ( desculpando outra penalizada por não saber inglês…) «Hoje só se fala inglês, acentos, parágrafos, etc, tudo é inglês»]
Não é uma história muito fácil para quem não tivesse lido o programa e entendido que se trata da família como metáfora. Porque é uma gigantesca metáfora – trata da Família Económica, aquela que controla tudo, se sobrepõe a tudo, que controla o Mercado, e se aparece como uma família genética é para melhor passar a mensagem. À saída ouvi comentários de quem tinha olhado para aquela história não passando da primeira leitura.
É uma crítica terrível destes poderes gigantescos e podres. Essa «família», três irmãos, uma irmã, e uma cunhada para além da mãe velha e igualmente cruel e egoísta (ou talvez mais ainda…) esperam a Herança de um Pai já defunto. Como essa Herança se desvanece em fumo, é necessário encontrar outra, ou com casamento ou herdando de um dos irmãos, que também enriqueceu. Será que ele se pode suicidar? Será que é morto? Será que conseguem receber os cheques falsificados de muitos milhões? Será que se desfazem do corpo?
Dizia Boal no programa:
«A globalização infecta a parte maior da Humanidade e a divide em três grandes famílias: primeira, a daqueles que controlam o mercado; segunda, a dos que nele estão inseridos; terceira, infeliz, que reza nos corredores da morte do desemprego e da fome: esta é a Humanidade descartável, vítima do moderno Holocaustro.»
Mas com uma base tão dura e pesada, encontramos um espectáculo leve, que nos faz rir constantemente, e saímos bem dispostos apesar de chocados. Para além de excelentemente representado, isso nem é preciso dizer!
Postado por cereja às 11:23 5 comentários
Cá e lá más fadas há…
A velha conversa da «mulher de César» conhecem…? A mulher de César, tal como César, tem que estar acima de qualquer suspeita.
Postado por cereja às 11:15 4 comentários
Trânsito e limites de velocidade
Mas…
O Código da Estrada está adequado às situações concretas da vida de uma cidade em todas as suas vias? Li agora dois textos que parecem contraditórios mas afinal são complementares: Por um lado a DGV censurou a Câmara de Lisboa porque os radares que estão colocados na «segunda circular» e no «prolongamento da Avenida dos EUA» limitam a velocidade a 80 km/ hora, mas o limite máximo de velocidade dentro de localidades é de 50 km/hora. Mesmo tendo estas artérias perfil de auto-estrada. Isto é o que diz a notícia. Acho que há exagero em falar de «perfil de auto-estrada», mas decerto que andar naquelas duas vias a 50Km/hora parece um absurdo! Era o verdadeiro passo de caracol e para isso não era preciso tantas vias de rodagem. Como é,(?) então na via da esquerda vão os que circulam a 50, na do centro os de 40 e na direita os que vão a 20?
Mas encontrei sobre o mesmo tema um artigo de opinião. E diz o jornalista que no intervalo de um mês, os novos radares instalados pela Câmara de Lisboa detectaram mais de 70 mil condutores em excesso de velocidade Daí conclui, e faz algum sentido, que com tantos infractores «o problema não está nos condutores - o problema está, obviamente, no limite de velocidade».
Eu tenho a vaidade de me considerar uma boa condutora. Cometerei os meus erros que perfeita não sou, mas sou muito cuidadosa. E tenho de concordar que nem oito nem oitenta. Se há condutores que andam a 100 dentro de uma povoação, com complicadas ultrapassagens, buzinando arrogantemente para passar, (o que chamo de 80!) também, como mostra o jornalista, ser obrigado a andar a 50, em zonas com 3 faixas, entre semáforos distantes e nenhum carro à vista ( o tal 8) não tem pés nem cabeça.
Não seria altura de analisar caso a caso?
Postado por cereja às 11:08 7 comentários
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Quem disse que bailado era com tutus?...
(um conselho, cliquem no iconzinho em baixo à direita para encherem todo o monitor)
E vejam esta maravilha, ou então vejam aqui, esta
Já ganhámos a tarde...
Postado por cereja às 14:45 4 comentários
Alimentos «reforçados»
Como já aqui disse muitas vezes vejo pouca TV (não é o meu hobby preferido!) e quando vejo, ao chegar à altura dos reclames tiro-lhe o som e aproveito para fazer qualquer outra coisa.
Mas evidentemente que toda a regra tem excepção e ontem, ou por preguiça ou sei lá porquê, deixei o som ligado no intervalo dos anúncios e dei-me conta da quantidade de produtos alimentares que existem com «reforços». É a margarina que para além da sua função tem também vários «acrecentos» para fazerem bem a isto e aquilo. É o leite que para além de leite, leva também vitaminas e mais cálcio e mais, e mais, e mais… São os sumos que tem menos açúcar como sabem que está na moda, mas levam mais vitaminas, e mais umas coisas de nomes estranhos que fazem bem a imensas carências que nós temos. É o iogurte, que é muito mais do que um iogurte, aquilo até se devia vender nas farmácias tais vantagens tem… São cereais ou chocolates ou outros sabores diversos para se deitar no leite das criancinhas que as vão tornar logo uns pequenos génios. Etc…
O interessante é que quando falamos com dietistas e pessoas que entendem de alimentação, ouvimos que os produtos naturais, tal como nascem naturalmente, trazem tudo o que nós precisamos nas quantidades necessárias. Devemos variar o seu consumo, ter uma alimentação onde entre um pouco de tudo, mas o que se põe no tacho ou na panela chega bem para termos uma boa saúde. E, depois, quando começamos a ler o que é que afinal esses alimentos XPTL levam de tão importante que justifica que sejam bem mais caros do que os «simples», conclui-se que é uma pitadinha insignificante de qualquer coisa que não nos fazia falta nenhuma. E, ainda bem, porque se fosse em doses industriais em vez dessa «pitadinha insignificante» se calhar até nos fazia era mal!
Enfim, é o marketing em todo o seu esplendor. Claro que está no seu papel, e nós, - consumidores - estamos no nosso em levantar barreiras defensivas.
Postado por cereja às 14:10 4 comentários
Combustível a subir
Mas, além disso, «o gasóleo, por seu lado, foi o terceiro que mais aumentou, reflectindo o agravamento de 2,5 cêntimos por litro no imposto petrolífero». Vamos associar as duas coisas e pensar pela nossa cabeça: para além da deslocação das pessoas, os combustíveis servem para deslocar produtos, não é? Ou seja, aquilo que se vai usar e consumir, os bens que necessitamos
E depois estranha-se que os portugueses andem desmoralizados e tristes?! É de surpreender que o nosso poder de compra venha cada vez mais para baixo?
É só fazer as contas, meus amigos.
Postado por cereja às 08:19 4 comentários
Um apagão simbólico
O Pópulo não falou no assunto. :(
Mea culpa! Há coisas que quando estou a escrever os meus posts me escapam na altura, e depois é já tarde para voltar a elas… Quando recebi o convite por FW reenviei-o a muitos amigos e esqueci-me destes amigos aqui do blog, ai, ai, ai…
Ontem, das 7:55 às 8:00 da noite, fomos convidados a apagar a luz como protesto simbólico das organizações ambientalistas, defendendo a preserve ração do planeta.
Em França, Bélgica, Espanha, Alemanha, Holanda, Andorra, Mónaco notou-se essa momento de escuridão.
Por cá foi muito ténue. Que eu desse conta nos edifícios públicos não se viu…
Mas a Europa mobilizou-se, o que é alguma coisa.
Postado por cereja às 08:15 4 comentários
Uma adivinha
Ou então… o que haverá de diferente?
Bom, mudei de pergunta porque a primeira era talvez demasiado fácil. Quanto à segunda é capaz de também ser fácil e a resposta ser: o tamanho. Porque como Lisboa é muito grande, a corrupção também é do seu tamanho e com raízes intrincadas que levam muito longe. Tão longe que se calhar todo o «centrão» acaba por ser mais ou menos salpicado por a tal porcaria que caiu na ventoinha. E, numa jogada previsível, o mal passa a ser da ventoinha e não da existência da porcaria…
Os enormes interesses, que de tão confiantes que estavam nem tomaram precauções para confirmar se iam tentar corromper um vereador incorruptível (grande galo!), movem realmente tanto, tanto dinheiro, que para sua defesa agora que foram apanhados para além do melhor apoio jurídico que com certeza vão ter, contrataram uma agência de publicidade para branquear a sua imagem… Interessante, não é?
O raio do azar é que «a coisa» espalha-se e estes senhores de grande apetite também andaram a meter a sua mãozinha em Coimbra Vejam só! Claro que vai haver também uma excelente justificação, mas… Muito trabalho vai ter a dita agência publicitária, tadinha, mas creio que ela é muito boa se já ajudou a eleger Cavaco.
De qualquer modo, para este post não ficar excessivamente grande, poderão tirar algumas dúvidas que tenham AQUI onde encontram links para muitas questões. E até mesmo para as actas da Câmara, que não podem mentir como é evidente – o que está escrito, está escrito.
Postado por cereja às 07:38 10 comentários
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Falar
Uma delas é: “Preciso de falar contigo” ou “Quero falar contigo”. Para quem não domine bem a língua portuguesa, a frase mostra tão simplesmente o desejo de quem a diz de conversar. Coisa agradável e uma boa proposta. Mas para um de nós que a oiça pode ser inquietante e até, dita «num certo tom», ameaçadora!
Estes malabarismos não só do que se diz mas do «como» se diz e sobretudo do que está na cabeça de quem ouve (o «quero falar contigo» se for de um pai para um filho com a consciência pesada é um sinal de alarme) mas o certo é que funciona!
Ontem um colega meu ia almoçar com a ex-mulher. Dão-se bastante bem, mas como têm filhos em comum, volta e meia há algum problema. Ela tinha-lhe ligado «Queres almoçar amanhã comigo?» Ele aceitou, mas ia bastante nervoso «O que será desta vez?!» disse-me antes de partir. À volta vinha todo relaxado «Era mesmo só um almoço normal, amigável. Não havia problema nenhum!» contou-me à volta. Para ele, na expressão idiomática ex-conjugal, o «queres almoçar» traduzia-se por «vem aí sarilho».

Postado por cereja às 08:51 4 comentários
Deixem-me ver se entendo
2º – O governo diminui a sua comparticipação.
3º – O consumidor como a ajuda governamental diminui vai pagar o mesmo, mesmo com “a baixa”.
4º – Mas existem stocks ainda com o preço antigo que terão de ser «escoados».
5º – Como a dita ajuda do governo diminuiu, mas os remédios ainda não baixaram nada, quem vai pagar JÁ mais, será o doente.
Espera! Mas os pensionistas não são os mais idosos, reformados, e que utilizam mais medicamentos e mais precisam deles?
Portanto segundo se diz na notícia «o grande beneficiário desta mudança é o próprio Estado». Que bom para ele!!!

Postado por cereja às 07:55 7 comentários
«30 Anos de Estatística da Educação»
Ou o factor stressante de um exame (facto que é real e indesmentível) passou a ser tão forte, que ‘filtrou’ mais do que devia jovens que, apesar de preparados, ficaram demasiado nervosos para responder de um modo correcto no momento do exame.De qualquer modo os números estão aí e seria bom o Ministério da Educação pensar neles e tirar conclusões que pudessem melhorar o nosso ensino.
Postado por cereja às 07:26 4 comentários
Começam a aparecer as provas
Neste caso, como felizmente foi libertado e vive num país forte, as coisas correrem mal para aquela «Agência». Imagino - se calhar tenho um espírito perverso - quantos nem chegaram a ser libertados por terem morrido nos interrogatórios, ou que depois da libertação estivessem tão assustados que nem disseram mais nada. E sobretudo receio que, para não haver mais casos destes, deixe de haver sobreviventes… Seria uma solução radical mas eficaz.

Postado por cereja às 06:58 4 comentários
Como? Não se importa de repetir?
Não se pode deixar de sorrir. É sabido por todo o mundo que parte do sucesso dos produtos chineses terem invadido os mercados como estão a fazer, é fruto de uma política de salários que a nível de outros países, sobretudo os europeus, são minúsculos.
Agora que seja um ministro nosso que tenha o desplante de dizer NA CHINA, que Portugal é bom para o investimento chinês pelos seus baixos salários é hilariante.
Costuma-se falar nestes casos em «tiro no pé», mas parece-me que foi nos dois pés!!! Ou seria nos quatro?
Postado por cereja às 06:52 8 comentários



























