terça-feira, fevereiro 16, 2010

'Tascas' de província

Nos dias que se passam fora do ambiente de casa, quando são 3 ou 4 dias há sempre a tentação, até para variar, de fazer uma refeição fóra. É diferente, pode escolher-se numa lista, trazem-nos os pratos já cozinhados e.... não se tem de lavar a loiça. De vez em quando, sabe bem.
Foi o que fizemos desta vez. A tasquinha aqui mesmo na aldeia que é a escolha habitual estava fechada e procurámos outra na aldeia mais perto. Simpática. Na zona limite entre o restaurante e a tasca – de menos para um e demais para outro. Uma única senhora a servir todas as mesas que, mesmo não sendo muitas, ainda davam para umas dezenas de pessoas mas ela desembaraçava-se.
Tudo como seria de esperar. Um dos «pratos do dia» (felizmente não foi a nossa escolha) já estava esgotado, e quando chegámos às sobremesas também de determinada qualidade só havia um exemplar… Normal.
A casa foi-se enchendo, muitas famílias com crianças que faziam o barulho esperado e, uma mesa perto da nossa, uma senhora de idade 'respeitável', falava muito (muitíssimo!) e para se ouvir bem falava bastante mais alto e num tom mais agudo que as crianças que entretanto censurava (eheheheh!....)
Bom, mas não estou aqui para contar um banalíssimo almoço, se bem que agradável, mas para chamar a atenção para o facto de a senhora que nos atendia (a única) quando trazia a conta, numa bandejinha de verga, acrescentar num tom muito delicado e sorridente «Agradecia que conferisse bem, para ver não não cometi nenhum engano!»
…………
Não é nada de especial, é claro, mas é uma fórmula agradável de antecipadamente aceitar que o cliente pode ter razão, e por vezes há mesmo enganos.
Simpática, a senhora!

7 comentários:

josé palmeiro disse...

Emiéle, lindo o teu post de terça-feira de Carnaval!
Aquilo que era a história banal de um almoço, num quanquer restaurante/tasca de provincia, é, de repente transformado em acontecimento, por uma "delicadeza", tão simples, como a que contaste.
São gestos assim simples e sinceros que nos fazem acreditar que as utopias, se podem realizar.
Bom resto de Carnaval!

sem-nick disse...

Nestes dias feriados a gente passa por aqui bem mais tarde, é claro. mas o Zé Palmeiro antecipou-se-me...
E antecipou também o comentário que vinha fazer. Que a tua históriazinha vive para o remate, simpático. A frase, e sorridente como explicas, até tem o ponro de assumir que o erro podia ser DELA não diz «se cometerem» algum erro (eles..)É esse tipo de atendimento que é agradável!

Joaninha disse...

Post muito agradável.
Uma história simplicíssima mas na qual nos revemos. As crianças a fazerem chimfrim, a dama muitocrítica mas a aumentar a barulheira, os pratos que acabam quase quando começa a casa a servir, bem descrito.
E a frase delicada que acompanha a conta, é o remate.
Simpático post.

Joaninha disse...

(lha, entrei ao mesmo tempo do sem-nick; e nem o conheço!!!)

Emiele disse...

Olá a todos!
Claro que este era um post muito simples, a condizer com o meu espírito actual.
Mas achei engraçado e simpática a frase ...

kika disse...

È por isso que valorizo tanto os pequeninos gestos!
Bem simpático este post e acabou-se o Carnaval!!

fj disse...

Giro