segunda-feira, abril 27, 2009

A rapidez das viagens


Nós hoje viajamos muito e muito depressa.
É bom.
Torna o mundo mais pequeno, ficamos mais perto uns dos outros, podemos conhecermo-nos melhor. Há aviões para todo o lado, todos os dias e várias vezes por dia muitas vezes até. Enquanto há 100 anos já não era mau ir-se de passeio a Espanha, mas a Paris só alguns eleitos – para não falar noutros países da Europa que só se conhecia de nome, ou gente com muitos meios – hoje qualquer adolescente pelo menos num Inter-rail já viajou por quase toda a Europa, e assim que consegue juntar mais uns tostões arranja uma viagem low cost e vai por esse mundo além!
É sinal de abertura, de aceitar a gostar de novos horizontes.
O pior é o reverso. Assim como as pessoas viajam com muita facilidade os bacilos e as doenças também. Deixou de se poder pensar em «quarentenas» porque ainda antes de as barreiras estarem levantadas já 'a coisa' se espalhou.
Este problema da gripe que surgiu no México é um modelo do que pode acontecer.
Surge uma doença contagiosa no México. E ainda por cima, diferentemente de outras mais conhecidas, esta ataca jovens adultos saudáveis - grande ameaça.
Mas quase antes de haver alarme e as organizações responsáveis falarem em
«ameaça de saúde pública de nível internacional» já se sabe que pode haver casos nos EUA e Canadá o que, enfim, é no mesmo continente, mas também em França, ou Escócia, ou Nova Zelândia, ou Israel, ou ...
É o reverso da medalha.

7 comentários:

zorro disse...

Seria bom que não se entrasse já em alarme.
Mas tens razão, se fossem só os que puderam ou quiseram ir passear ao México, era mau, mas restringia-se a questão. Mas se esses podem 'pegar' aos outros, a bola de neve não vai parar. É importante a informação e não se escamotear a coisa, mas também é perigoso o alarme.

Joaninha disse...

Vamos ver...
A das galinhas (porque raio têm sempre nomes de animais?!) foi mais o susto do que outra coisa. Houve uns casos, mas nada de assustador.
esta está já a ter mais impacto, mas vamos a ver. Afinal nos EUA não morreu ninguém!

sem-nick disse...

Vamos ter calma, mas não é fácil.
Os media descobriram um novo tema, este vai dar pano para mangas!!!!
Tem de haver sempre qualquer sensacionalismo na forja!

kika disse...

É preciso estar alerta claro, principalmente as entidades oficiais obviamente, Mas nós por cá parece-me que podemos estar mais sossegados, dado a triagem ser feita pelos nossos vizinhos espanhóis, pelo menos no que toca aos voos da Ibéria.Mas as noticias já falam de casos em Espanha e é assunto para levar a sério, mas com calma..

josé palmeiro disse...

Bom, nós já cá temos a pandemia há muito tempo, tempo demais, diria até. Eu que o diga, ando com uma "gripe socrática", que não vejo forma dela ma livrar, pois o virús transmuda-se, com grande rapidez.
Quanto á suína, concordo na sua perigosidade e na possibilidade de alastrar pelos argumentos que citas, mas vamos ter calma, cuidado com os ajuntamentos, não se esqueçam que mais de dois, é proibido e que foi assim que o virús se alojou, quase cinquenta anos.

King disse...

Calminha e caldos de galinha.
Afinal o pobre do porco não tem qualquer culpa... podemos com~e-lo à vontade!
E nada de pânico, apesar dos títulos das notícias.

Emiele disse...

Eu escrevi isto, por um lado porque achei curioso como realmente a «globalidade» deste nosso mundo tem as suas facetas más, e por outro porque me parece que os media estão a encher as velas dos barcos para partirem para mais uma cruzada de pânico geral!