sexta-feira, outubro 31, 2008

Não há duas sem três...?

Foi assim ontem à noite:
Primeiro – ao ligar um candeeirinho na sala (já aqui contei que tenho a mania de ter vários candeeiros pequenos a iluminar a minha sala, creio eu) sinto um estrondo grande e a casa toda fica às escuras. Curto-circuito, só pode ser.
Desligo o dito candeeirinho da tomada, vou ao quadro carregar nos botões, e dois terços da casa ilumina-se, falta o terço da zona da sala. É mesmo do dito! Carrego no botão do disjuntor respectivo, fica tudo bem e vou examinar o que se passou no candeeiro para além da lâmpada fundida. Desmancho a ficha, tudo bem; desmancho o interruptor, tudo bem... Vou trocar a lâmpada e ela acende!!! Porque raio a outra tinha fundido com tal estardalhaço, é um mistério, mas assim foi, e deu-me que fazer.

Segundo – venho ver uma coisa à net, e nem pó! As luzinhas verdes que indicam a ligação estavam esmorecidas, das 4 ou 5 que costumam brilhar piscavam duas e era só de vez em quando. Nada de net.
É claro que a gente sobrevive sem ela, mas é quando não há que de repente sentimos uma necessidade terrível de consultar tudo e mais alguma coisa. OK. Paciência é que é preciso. Vou adiantando umas coisas que tenho de ler e fazendo uns telefonemas que andavam atrasados. Ao fim aí de umas duas horas venho espreitar, e as luzes brilham todas, «habemus net», aleluia! Mas foram duas horas de irritação, sem saber o tempo que aquilo ia durar.
Terceiro – estou na sala, meio refastelada num sofá a ver uma série de tv qualquer e passa-me por cima da cabeça uma coisa grande a esvoaçar. Vi que era escura, e imaginei uma borboleta nocturna, apesar de estranhar por onde teria a bicha entrado. Levanto-me rápida para examinar o que era aquilo, e vejo uma barata enooorme, das voadoras! Só ainda tinha vista daquilo nos trópicos.
Nem sei como consegui ter a rapidez de reflexos e o controlo do nojo para de um só movimento tirar o sapato e dar-lhe com ele. Foi tal a força que ela nem se mexeu mais. Foi só varre-la, deita-la na retrete e puxar o autoclismo. Gnhag! (espero que estejam agora a bater palmas à minha valentia...)

Depois disso descansei. Para uma única noite, já chegava e sobrava de sustos.
........

Bem, para terminar, já a ir para a cama puxo um fecho emperrado. Está muito preso. Eu puxo com muita força. E zás, solta-se de repente e eu ferro a mim própria um murro no nariz, que era nessa direcção que a mão estava dirigida.
Vi estrelas!... mas escusado é dizer que larguei a rir com tal vontade que me vieram perguntar qual era a graça. Eu entre gargalhadas tinha de dizer que tinha dado um murro no meu próprio nariz [se estão interessados, olhem que ainda está um pouco inchado...] coisa que devia dar doutoramento com distinção numa escola de palhaços.

Afinal não há é 3 sem 4!

12 comentários:

méri disse...

Então... fica quietinha, o mais que puderes :)) e bom fim de semana!

josé palmeiro disse...

Ainda bem que te foste logo deitar, com a sorte com que estavas, ainda te acontecia mais alguma.
Que saga! A terminal, então não te digo nada. O que vale é que apesar da dor e do desconforto, ainda deu para rir. Cuida-te e segue o conselho da Méri.

Anónimo disse...

Ná,isto já é marca da casa...e rir do próprio murro é quasi tão bom como nunca dizer "nós"....(não me insultes que estou fraquinha).AB

Anónimo disse...

Faz mal se eu também rir???

Mas quanto à barata, clap, clap, clap!!!

Anónimo disse...

Emiéle, isso da net «se ir» de vez em quando calha a todos.
Eu já nem me queixo.
limito-me a ficar fu-ri-o-sa!!!!

Anónimo disse...

Tadita!

Mas agora vem as 10 coisas boas de uma assentada!

Anónimo disse...

E já agora aproveito para dizer que fui atrás do link para o Arrastão sobre as opiniões do "camarada"Casanova sobre Irene Pimentel e a biografia do Pide que é de sua autoria.Desde que recebeu o prémio a Irene tem sido alvo de diversas calúnias,curiosamente de homens que são tidos (por alguns)como icones da" histórica e martirológica esquerda antifascista e revolucionária" e a quem infelizmente nunca se mediu o Q.I.para saber da velocidade da degradação.Dois que eu saiba:Casanova com esta do branqueamento e Carlos Antunes com uma atoarda conspirativa-a Irene estaria a ser paga pela Mossad porque escrevia muito sobre judeus.Um prémio que na "integra"consciencia desta gente é coisa que se menospreza no discurso(nem o HH escapa de ser acusado de arrogancia por nunca ter querido receber nenhum)causa uma inveja do caraças qd. é atribuido a uma mulher que 1º-não precisou de paternidades partidárias para ter acção e obra.
2º-Idem para as paternidades académicas 3ª-A intervenção civica fá-la quando bem entende sem programa definido por qq. partido ou "tendencia".Custa meus queridos?Pois, acredito que sim.A Irene não precisa de defesas mas não ficaria mal ao Prof.Rosas dizer de sua justiça e já agora para alargar o espectro politico ao Dr. Medeiros tb.não.Quanto à questão em si.o Zé Povinho tem um gesto que já vem da 1ªRepublica portanto pode ser usado com um aval,enfim,consideravel.AB

Miguel disse...

LOL Emiéle! Já me matei a rir! :D Mas isso é que foi uma noite! Pior do que o murro no nariz fui que mandei uma facada (a sério) na minha coxa, a tentar cortar queijo, tendo que fazer um garrote e ligar a alguém para me vir buscar a casa com urgência para ir para o hospital. Ainda tive que descer sozinho 11 andares a pé! ehehehehehe enfim...

Anónimo disse...

Era eu...

cereja disse...

Miguel!!!!!! Onze andares a pé???! E com uma ferida?! Eu, uma vez em Macau desci 35 andares porque soou um sinal de fogo, e nessas ocasiões não se deve usar os elevadores. E quando chegámos ao chão soubemos que tinha sido uma graça (?!?!!!?!)de um adolescente. e claro que um golpe de faca é bem pior. A mim já me tem escorregado uma vez ou outra uma faca mas são sempre golpes pequenitos.

Obrigada Méri e Zé, vou realmente de fim-de-semana e ver se me cuido! :))) que murros destes sei de quem os merecesse mas não sou eu!
AB, a dama que não diz nós (se calhar se dissesse era plural majestático) não deve ter humor para rir de um murro a si mesma. :D

Quanto ao caso da Irene, tinha visto isso por alto e é revoltante! Além de que se a inveja fosse tinha como diz o povo...

André jesus disse...

Bem... eu era homenzinho até para apanhar algum choque electrico, ficar sem luz e net durante um ano, mas agora...baratas voadoras??????CREDO! nem pensar! NEM PENSAR!!!Já não vou dormir hoje. Abraço

cereja disse...

André, muito obrigada pela solidariedade. Também te digo que apanhei um susto daqueles, e até retrospectivamente, só de pensar que ela me podia ter poisado nos cabelos!!!!!
E fiquei a sentir-me cheia de coragem por a ter conseguido matar. É que tenho um nojo profundíssimo. Estas são castanho claro, tropicais imagino.