segunda-feira, março 03, 2008

Fraldas de papel

Quando surgiram foi uma alegria.
Uma descobertas genial essa das fraldas de papel! Até ao momento, usavam-se fraldas de pano, cada bebé tinha de ter umas duas dúzias, que se iam sujando e lavando num trabalho cansativo mas inevitável.
Além de que o modo de se prenderem era complicado, tinha de se usar um alfinete-de-dama (já ouvi que também se chamava ‘alfinete de ama’ e que o motivo era exactamente serem precisos para as fraldas) e para o cravar no pano da fralda devíamos ter um jeito especial…
Mas anos depois aparece o «senão» da bela: essas fraldas são de uma matéria poluidora «um lixo danoso ao ambiente»

UPS!!!
E agora?
Ainda por cima um bebé produz uma notável quantidade de fraldas sujas por dia…! A dificuldade está em que o produto final consiste em restos orgânicos e plástico. Ena que confusão.
Portanto está a pensar-se em criar uns “fraldões” à semelhança dos outros ecopontos e entretanto fazer-se uma recolha junto dos «grandes produtores: infantários e hospitais.
São as desvantagens das vantagens.


8 comentários:

joaninha disse...

Eu ainda usei dessas fraldas de pano, que davam uma trabalheira.
(quero dizer, usei com mãe, como bebé nem se fala!)
E não tinha imaginado que realmente fica ali uma misturada de matéria de... várias proveniências.
Pois é!

mary disse...

Este post é alegre, digamos assim (hoje estás bem disposta, Emiéle)
Mas quando se fala em infantários e hospitais, relembra outra realidade no uso das fraldas - os doentes e idosos. Bem mais complicado, poeque uma criança mais cedo ou mais tarde deixa de as usar, enquanto no fim da vida, é o contrário.
OK, mas sem dúvida que é outro asseio. Antes de se terem inventado era um grande problema!

gui disse...

Esta conversa sobre alfinetes de dama ou de ama, tem que se lhe diga. Estive a ler o que se diz no «ciberdúvidas» e noutros locais e continuo com muitas dúvidas.
Chamem-lhe alfinete de segurança e pronto! Acredito que se diga hoje «dama» por se juntar o 'de' ao 'ama'; faz sentido dizer d'ama, lá isso.
Contudo, quem saiba um pouco de história da vida doméstica e das famílias, há uns séculos atrás não havia fraldas nenhumas nem de pano sequer. Portanto não fazia sentido que as amas usassem alfinetes para as segurar!!! E acredito mais que as Damas da Corte, tivessem jóias que fossem alfinetes.

king disse...

Olhem que eu li, já há muito tempo e portanto agora não me lembro bem, uns livros de sociologia para leigos tipo «História da Vida Quotidiana no Século... tal» que percorria muito tempo e fiquei admiradíssimo de como os bebés eram tratados lá para trás. E recordo que uma das coisas que me chocou foi essa coisa da higiene, ou da falta dela. A ideia da fralda é recente na História. Portanto o seu alfinete também o deve ser.
De resto, sem dúvida que todas as moedas têm duas faces, e hoje andamos muito preocupados com estas histórias do papel e reciclagem, mas há-de haver limites. também usamos papel higiénico e não imagino como se pode alterar isso...

Emiele disse...

Mary, tens toda a razão. Quando li hospitais devia ter-me lembrado dessas fraldas de adultos, e olha que não me lembrei.
Quanto à conversa que derivou para os alfinetes (e falei nosso porque realmente dantes os pais também participavam menos no arranjo dos bebés por essa coisa de terem de espetar um alfinete e terem muito medo de magoarem o filho) eu também li o mesmo que o King. E por azar agora não tenho aqui à mão os livros, mas ainda vou confirmar.

josé palmeiro disse...

Assunto muito bem colocado. O progresso(?) tem destas coisas. Quanto às fraldas de algodão, tive o meu tirocínio como pai e até me ajeitava bastante bem, sem problemas na colocação do dito alfinete. Depois com os netos, vieram estas de papel com as consequências já expostas. Saibamos ter parcimónia no seu uso e estudem-se sistemas que permitam a reciclagem dessas e das que não foram faladas, a não ser nos comentários, dos adultos, que são no caso português, em muito maior número.

nise disse...

Sabes, Emiéle, cá me parece que o fundamentalismo ecológico exagera às vezes.
Se há coisa bem inventada, ela é a fralda descartável. Juntamente com o penso descartável (ponto de partida para a emancipação feminina) que alguns querem também eliminar. Como se fosse possível!

Emiele disse...

Nise, também já tinha ouvido essa do penso higiénico, e do retorno às toalhinhas do muuuuito antigamente.
Tens razão, tem de haver limites. como disse li o King dentro em pouco acaba-se o papel higiénico e usamos... folhas de árvore?
O bom-senso faz falta.