segunda-feira, novembro 09, 2009

Tecnologias!

Como ponto prévio devo declarar que não tenho nada contra a tecnologia. Nadinha! O microondas, por exemplo, facilita-me muito a vida, nem sei como fazia sem ele! O telemóvel tem-me poupado algumas arrelias. A mim e a muita gente. E o comando da tv? Coisa prática!
Mas de vez em quando fico de olhos arregalados com algumas invenções. Ora vejam só:
Inventaram uma nova aplicação para o iPhone para interpretar o choro dos bebés E em 10 segundos!!! A criança chora, e fica-se a saber, em 10 segundos, «se o bebé está com fome, sono, chateado, em stress ou se está apenas incomodado com alguma coisa». Esta alternativa é que é nebulosa, qual será a diferença entre estar chateado ou incomodado com alguma coisa? Huuuummm…
Aliás o iPhone é terrível, imagine-se que até existe uma aplicação para apanhar namorados mentirosos!

Mas há mais: Os japoneses (são formidáveis, os japoneses!) inventaram uns óculos que fazem a tradução do que se diz em tempo real. Escolheram uns óculos e não uns auriculares porque o que se diz aparece em texto, como as legendas dos filmes. Estou a imaginar uns balões a sair da boca das pessoas com aquilo que estão a dizer. Uau!
E ainda, com tanta tecnologia, é lógico que a China prepare uns Jogos Olímpicos com robôs. Tomou-lhe o gosto e para o ano vamos ter atletas mecânicos a competir em desportos tradicionais desses jogos. Ganha o que estiver melhor programado?...
Se os ‘atletas’ podem ser robots, o treinador também, ou não? Seria uma solução possível para a crise do Sporting - o salário deve ser aceitável que as necessidades não são muitas, só recarregar as pilhas, e se um entrar em curto-circuito avança outro.


21 comentários:

Joaninha disse...

Uma máquina para «interpretar» um choro de bebé é o cúmulo!!!! Supõe-se que seja de bebés desconhecidos, não?...
Mas, de resto, as 'tecnologias' que enumeras hoje já entraram nos nossos hábitos que quase esquecemos os tempos onde não existiam!

Emiele disse...

Olha Joaninha, também foi a notícia que me deixou mais espantada, essa dos bebés; mesmo que as outras sejam formidáveis :)
Quanto aos 3 exemplos que deixei, é porque hoje (tirando talvez o telemóvel, ou nem isso) já entraram de tal modo nos nossos hábitos que nem se imagina como era dantes. No outro dia ao tomar o pequeno almoço com o meu filho estava a lembrar quando tinha de deitar o leite no fervedor; ter cuidado em que não viesse por fora; passá-lo com um passador, porque não gosto de nata; deitá-lo na caneca onde juntava o café e depois lavar essas coisas todas -- caneca, passador e fervedor! Hoje, num minuto fica tudo pronto e só se lava uma coisa!!!
E o comando! Ele nem é do tempo onde se queríamos mudar o canal (não se podia mudar lá muito) ou alterar o som, se tinha de levantar o rabo da cadeira!!!

josé palmeiro disse...

Fartei-me de rir com o que escreveste.
Tive, há bem pouco tempo, uma experiência com um televisor sem comando, um drama! Cheguei a ver-me à procura do dito, e fazer imprecações sem que ele aparecesse. A lembrança do fervedor do leite e toda a sua sucessão de itens, fez-me recuar, no tempo. Só uma diferença, eu gostava das natas.
Passando ao "novo", essa da interpretação do choro dos bébés, parece-me um tanto ou quanto excessiva, mas vá lá, talvez se vendam mis alguns, os outros já são passado.

Zorro disse...

Eheheheh!!
A gente agora ri, mas olha que os exemplos que deste, que hoje nos parecem completas banalidades, há 20 ou 30 nos pareciam tão fantásticas como estes exemplos!

Essa dos óculos com tradução é fenomenal! Quero uns!!!!!
Evidente que o iphone que apanha mentirosos é chato. Para as investigações em curso aqui em portugal, era capaz de dar jeito. Aquela gente dos Bancos ia ser um ai que lhe dva!!!

King disse...

Os comandos não é só da tv, agora tudo tem comando. E as janelas dos carros que sobem e baixam, e as persianas das casas, e mais isto e aquilo. é tudo com botões! E o GPS?! mais prático não há.
Realmente o mundo há 50 anos era bem diferente! E não era só na cozinha.

King disse...

(olha eu e o Zorro chegámos ao mesmo tempo!)

kika disse...

O mundo tecnológicamente, está a ficar maravilhoso.
Cada década que passa e aí vêm novidades!!!
As que mais me apaixonam são as invenções, com aplicação na medicina, mas todas essas que referes me encantam, pois à distância, podes saber porque chora o bébé!! Imagina a violência exercida num bébe pela ama ou outra pessoa que cuide dele.
Os óculos de tradução, estou como o Zorro quero uns!!!

cleopatra disse...

ahahah! interpretar o choro do bébé, essa é demais, sem dúvidas. quantas as tecnologias,elas estão cá, que fazer?
umas úteis, e outras chatas, mas se falamos de robots, então eu quero um que faça aquelas coisas chatas que tenho de fazer, que remédio, mas que não gosto e não apetece, mas sobra pra mim. tipo o "o homem bicentenário", viram?
é giro, e faz pensar.
mas o problema que tenho é: e se um dia os robos, nos substituem a nós e nas nossas funções?
estou muito "futurista".
o comando da televisão é prático, e os elecrodomésticos são de uma grande ajuda, não é?.
quanto as crianças deixem-nas como são, que nós saberemos sempre quando o choro é indisposição, fomeca ou miminhos.
até logo
cleopatra

Mary disse...

Com toda a franqueza acho que são mesmo coisas diferentes. As técnicas que 'facilitam a vida' (microondas, comandos, etc) só se podem aplaudir. As que aqui referes, para mim o choro do bebé ou a mãe está por ali, ou esse descodificador deixa-me várias dúvidas. Afinal são afectos essas necessidades, e isso não vejo como se passe a uma máquina.
Os «óculos-tradutores» tem mesmo piada!

Joaninha disse...

É verdade que há muitas coisas que facilitam muito a vida e vivam elas. Contudo tenho a ideia de que «a cultura do botão» também estimula a preguiça. Faz-me alguma impressão que se vá de carro até ao ginásio para lá corrermos numa passadeira. Valha-me Deus!!!!

Emiele disse...

Por acaso concordo com a Mary nessa coisa do choro dos bebés. Há muito quem diga que só as mães o conseguem identificar muito bem. Eu cá não sei; contudo se uma máquina mesmo sofisticada o faz, como não o fará um ser humano - a própria mãe, uma ama, uma educadora? Faz-me confusão, sou franca.

As outras tecnologias, como a dos óculos falantes, quero dizer, tradutores, acho muito giro!
Cleópatra, não vi essa do homem bicentenário, não sei bem a que te referes. Mas tens toda a razão também acho que os electrodomésticos são um enorme passo em frente! Hoje ninguém lava a roupa à mão mas há 50 anos não havia outro remédio! E batiam-se as claras com um garfo. E cortava-se o caldo verde, fininho, com uma faca na cozinha (lembro-me da minha avó!)
:)

sem-nick disse...

:)
E o boneco do vídeo está bem apanhado! Para 'ilustrar' que também pde haver jogadores robots... lol!

Mary disse...

A minha desconfiança nessa histórias do choro dos bebés até se confirma. Vejam ESTA NOTÍCIA : «Bebés choram na mesma língua que as mães». Não é interessante? Mesmo antes de nascer vai-se aprendendo a língua materna...

André M. Palmeiro disse...

O problema é que a forma como alguns deles se mexem já é por demais semelhante à de um robôt (Pedro Silva , Angulo, para não ser demasiado exaustivo)... O melhor é deixar tudo como está.

fj disse...

André M. Palmeiro:
Não brinques com coisas tão sérias, sobretudo não referindo o k.( tom de .mistério para ver se lampeõoes não percebem e levam isto para a geometria )

Mary disse...

FJ (este comentário é em tom baixinho) Olha que a família Palmeiro tem de tudo - o pai é do glorioso e o filho é dos nossos. :) Shiu...

Emiele disse...

Boa noite!
De um modo geral estamos de acordo. Como disse no post não tenho nada contra as tecnologias, muito pelo contrário, e vocês também não. Facilitam muito a vida. Por vezes até demais, como disse a Joaninha. Não sei se nos faz preguiçosos, mas a verdade é que por vezes parece que só sabemos funcionar carregando em botões. Se falta a electricidade ou não há pilhas a coisa fica preta....
E, embora não recuse em absoluto essa coisa do choro dos bebés, acho que vai te de ser aprofundada. É demasiado «humano» para poder ser traduzido em maquinez.

kika disse...

Se o choro do bebé é revelador da sua necessidade de momento, seja lá qual for a emoção que esteja a viver, não vejo qual a dificuldade de, esses sons ( que hoje já são lidos e tidos como certos) serem transmitidos para qualquer maquineta...
Acho que o dificil foi relaciona-los com fome, com dor, com raiva, com calor com frio , a partir daí acho que vai ser fácil e muito útil.
Talvez eu esteja a ler isto duma forma distorcida, mas penso que estou certa, boa noite:)

A Senhora disse...

Só agora estou por aqui e me diverti com a história dos óculos. Meu Davi, quando tinha seus 5 anos e tinha uma amiguinha alemã perguntou-me uma vez por que, quando ela falava, não aparecia as letrinhas embaixo.

Agora, choro de bebê... Só se for para quando deixarmos o coitado nas mãos dos tios que nunca tiveram filhos.

beijinhos e boa noite.

Emiele disse...

Tchi, nunca pensei que a Kika e a Senhora ainda cá voltassem ontem! Despedi-me a pensar que os comentários estavam 'fechados' por ontem....
Kika, o que ponho em questão não é o choro do bebé ser transmitido é claro, isso faz-se há anos, é exactamente a «interpretação»; e até interpretarem tão bem que sabem distinguir que ele tem « stress, está chateado, ou se está apenas incomodado com alguma coisa» como diz ali a notícia...
Senhora, o teu filho viu bem a questão, se tivesse inventado os óculos tinha agora uma bela fonte de rendimento com os direitos de autor. Porque acho que é mesmo o que acontece, aparece uma espécie de legendas.

kika disse...

Emiéle , mas é nessa interpretação que entra a ciência e a respectiva tecnologia, o resto é mais que sabido.Não vai ser preciso esperar uma década e depois falamos , se ainda andarmos por aqui!!
Que incrédulos!!!