quinta-feira, julho 16, 2009

Mas que se passa com os aviões?!


Tenho a sorte de não ter medo de andar de avião.
Nunca tive. E, tudo somado já andei horas suficientes para dar várias vezes a volta ao mundo. Claro que quando o aparelho passa uma zona de turbulência sinto algum desconforto ou, quando aterro nalgum daqueles aeroportos cujas pistas parece acabarem no mar ou irem directamente à base de uma montanha, também respiro fundo quando as rodas param. Mas mais nada.
Porém, conheço pessoas, e tenho até amigas, que só ‘levantam voo’ meio drogadas para se esquecerem que vão no ar. Eu, felizmente, ou por ter feito as primeiras viagens ainda relativamente nova e com os meus pais, que se sentiam medo não o mostravam nada, ou porque sou mesmo assim, o certo é que não é um transporte que me assuste. Confesso que tenho mais medo de ir numa estrada num carro a grande velocidade conduzido por alguém que não me dê grande confiança... Aí, agarro-me bem à cadeira e dou comigo com o pé a carregar num «travão» inexistente.
Mas esta coisa dos acidentes de aviação parece, de vez em quando, entrarem numa onda de mau olhado, ou coisa assim. Este ano tem sido sinistro! Desde Janeiro até agora, a lista de acidentes já vai em 9 desastres graves, o que nos arrepia bastante. É certo que há depois (ou já houve antes) grandes períodos onde tudo está calmo e a nossa confiança se restabelece. Mas durante estas ondas maléficas, até eu sinto algum susto.
Desta vez, quinze dias depois de um que caiu no Oceano Índico, acontece novo desastre, agora no Irão.
A primeira ideia que nos ocorre é que as companhias onde estes acidentes acontecem não são lá grande coisa. Este de hoje era de uma companhia iraniana (Caspian Airlines) o que caíu no Índico era de uma companhia iemenita (Yemenia Airlines) que tinha reprovado nos testes de segurança, mas afinal o Airbus da Air France era ... da Air France! Não é uma companhiazinha de um país de 3º mundo.
Será que a crise económica faz com que se poupe nas revisões que fazem aos aviões? Que não substituam peças? Que os técnicos trabalhem tempo demais? Também me custa a crer, porque este tipo de acontecimento, para além de humanamente horrível é uma péssima propaganda para a linha onde tal se deu. Mas que este está a ser um ano muito mau para a aviação comercial, é certo.
A noticia «menos má» é que decerto nesta altura todas as grandes companhias devem estar a fazer os maiores esforços por garantir que os seus serviços são impecáveis, e esta até será uma altura segura para viajar.
O positivo do negativo...

28 comentários:

Maria disse...

Estou contigo Emiéle, também não tenho medo de andar de avião e de carro é sem dúvida muito mais perigoso e raramente me atrevo a andar com quem não tenha confiança e grandes viagens em fins de semana longos vou de comboio, neste caso pode-se dizer que tenho medo de andar de carro.
De qualquer modo, esses acidentes de avião preocupam-me mas,também penso que as companhias irão tirar as suas conclusões e tomar medidas de maior precaução ou então terão ser sujeitas as inspecções mais rigorosas, digo eu.
Para mim, não viajar agora, tem mais a ver com a minha incapacidade económica e também, algum receio de um possível contágio da temida "gripe"

Joaninha disse...

Tal e qual, Maria, tal e qual!!!
Também se viajo menos do que gostava, é porque cada vez sobra mais mês ao fim do ordenado!
E fico gelada quando ando de carro conduzido por um louco que acelera e ultrapassa à doida. Fico a suar frio, com o coração na garganta, coisa que não se passa nos aviões. Tal como tu, prefiro mil vezes ir de comboio a ir com um desses doidos da estrada.
Aliás o comboio é oprimo porque se descansa, lê-se, e nem é tão caro se virmos os preços das portagens...

Maria disse...

Escrevi a correr tem algumas lacunas,mas, volto sobretudo para referir quão interessante e adequada a imagem do "avião de papel"! Aviões, pássaros e barcos de papel,fazem parte, digo eu,do nosso imaginário de infância - era tal o desejo de voar/viajar...

shark disse...

Eu faço parte desse núcleo dos que só com uma ganda moca se prestam a enfiar-se num tubo com asas e sem pára-quedas.
E com as refeições que servem a bordo, eu que sou um bom garfo ainda tenho mais um bom motivo para evitar esse meio de transporte...
Nem as hospedeiras, gente por norma simpática e assim, me servem de prémio de consolação.
:)

sem-nick disse...

Bem... é das tais coisas... se puder ir por outro transporte, prefiro, mas infelizmente aquilo é insubstituível para distâncias maiores.
Claro que estes últimos azares não aumentaram a minha confiança.

King disse...

A imagem é giríssima, a Maria tem razão. E o facto de o aviãozinho ser em papel de jornal, pelo que se vê, ainda é mais sugestivo porque nos liga à impressa e ao papel que a informação tem nos nossos receios.
É engraçado que aqui o sexo forte são ELAS!
(Olá Sharkinho! é giro ver-te aqui...)
Eu, muito valente não sou. É que o que sobe tem de descer...
Evidentemente que quase sempre desce suavemente, mas...!

Pedro Tarquínio disse...

Essa hipótese que levantas do desinvestimento na segurança por questões económicas não seria caso virgem, basta lembrar a nossa edp e os apagões ou a british railways nos anos 90. hipótese maquiavélica não descabida, infelizmente.

kika disse...

Estou com todos que gostam de viajar de avião.Tenho muito mais medo do carro.
Quanto á segurança actual, pode efectivamente ter a ver com a crise,pois quando ouvimos os sindicatos dos pilotos etc etc fica-se um pouco assustado.Há muitos factores a ter em conta. Se não houver muito rigor, e circular por ali algum laxismo..
o pior pode acontecer e acontece infelizmente cada vez mais.
Apesar de pessimista, só em pensar que dentro de horas estarei num mundo diferente, faz-me esquecer todos os perigos. Os carros provocam-me muito mais stress,sem dúvida.

Maria disse...

King, nalgumas coisas, somos mais racionais e práticas que os homens, digo eu,também verifico que,embora me pareça estranho, são mais "os" do que "as" a terem receio de andar de avião e afinal eles muitas vezes é que foram à "guerra", por isso eu não achar que haja sexo forte ou fraco há pessoas diferentes e é assim que tem graça...

estrela-do-mar disse...

Venho entra na conversa e 'dizer de minha justiça'.
Tem a sua piada esta comparação homem mulher e a tal valentia, O que é giro, Maria, é que tu dizes (e eu concordo!) que nós somos mais racionais e práticas mas os estereótipos que circulam, pelo contrário, querem vender a ideia de que os homens é que são racionais e nós somos só emotivas!
Como tudo, as generalizações são disparate, e neste caso vê-se! Quer eles quer nós podemos ser racionais o que nem sempre é nos mesmos assuntos1
e nisto do avião, é curioso que numa amostragem relâmpago entre a gente que conheço, encontro mais homens receosos do que mulheres.
Eu, aqui associo-me ao grupo das que têm é medo dos carros nas unhas dos fitipaldi de Odivelas.

zorro disse...

Pronto! Isto é quase um convite a contar as nossas experiências...
Eu estou no meio termo. Não sou dos que mais se assustam, mas quando há outras alternativas, prefiro.
Muito bem apanhado o «fitipaldi de Odivelas» da Estrela-do-mar!!! Há realmente para aí uns gajos frustrados de não serem pilotos de corrida, que decidem acelerar nas 'nossas estradas' que sabemos não serem a última maravilha...

Quanto à teoria da conspiração de que as companhias poupam nas manutenções ou nas pausas dos técnicos, não é coisinha que me admire. Por outro lado eles nem ganham nada mal, e por vezes fazem reivindicações um tanto fortes! Houve para aí uma greve da ANA ou lá o que foi, que me pareceu muito pouco realista em função das perdas da companhia...

King disse...

Se o Zorro fala em «contar experiências» que tal o aeroporto do Funchal há 30 anos?...
(Sei que está muito diferente, mas nunca mais lá voltei!)
Era dos tais que acabava mesmo em cima do mar! Livra!!! Falhavam os travões e depois?! Aliás houve um acidente nessa época bem grave. Mas ir à Madeira de barco, só em cruzeiro e não era para todas as bolsas.

Maria a gente vai à guerra porque tem de ser! E, é claro que temos mais força física, é genético. Mas vocês são resistentes que se fartam!

josé palmeiro disse...

Está visto, não posso chegar tarde, já está tudo dito.
Bem, mas falando por mim: - Não tenho medo de andar de avião!
Nem de andar de barco, nem de qualquer transporte. Quanto aos perigos, eles espreitam em qualquer esquina e mal nos descuidemos, atacam, umas vezes mais fortes, outras mais suaves. Os acidentes de avião têm uma vantagem, raramente fazem feridos, ao invés do combóio que provoca ferimentos violentíssimos. Na situação actual, há que acentuar o desinvestimento que "TODAS" as companhias fizeram, em manutenção e essa é a grande razão para o que está acontecendo. Os medos e os receios são aceitáveis, mas a ansia da procura e da descoberta, tudo suplanta, por isso continuamos a VIAJAR.

josé palmeiro disse...

Ceixem-me referir o que a Maria disse ao analisar os barcos e aviões de papel. Que bom, sonhar!!!

Maria disse...

King, eu quando disse que "eles é que foram à guerra", não fui muito feliz e tal como dizes muitos foram obrigados (sou sensível a isso, tive irmãos e marido que também foram e perdi alguns amigos) e hoje, as mulheres também vão voluntáriamente, já nem faz sentido fazer tal referência, peço desculpa.

King disse...

Ups!
Isto da escrita tem algumas armadilhas e a mais complicada é não se «ver» a entoação.
Quando dei aquela 'resposta' à Maria, estava a brincar! devia ter estampado um sorriso é o que é!
Nós aqui já nos conhecemos o suficiente para saber que a referência à guerra se for a sério é cá um murro no estômago, mas neste caso eu interpretei como um exemplo de «valentia» digamos assim. E por isso disse que éramos 'valentes' porque tinha de ser...
Mas é claro que há muito macho que gosta mesmo de andar ao murro. E pronto desde que encontrem outro da mesma espécie, why not? Desde que não seja comigo!
:)

Maria disse...

LOL:))

Emiele disse...

Bem, caríssimos, já que estamos numa de risota, dêem um saltinho ao Ai o Camandro e vejam (oiçam!) isto:
Quanto é mais de quatro e meio?

Devia ser o «meio» que a estava a atrapalhar!!!!

Maria disse...

Emiéle alcançaste bem a questão do atrapalhanço da senhora,eu também creio que tenha sido o meio,também, fui avisada por ti, de qualquer modo tem imensa graça, é um momento, a resvalar para o absurdo, digno dos Monty Python, em versão audio eheh!!!

kika disse...

Passo por aqui e sigo o teu conselho. Estou a chorar de tanto rir e o que para aqui vai...nem conto! Delicioso, mas ao mesmo tempo vemos um pouco do Portugal Profundo, que eu gostaria de ver bem longe.. Até mete dó, mas vou ouvir outra vez !

fj disse...

! A popularidade do tema espanta!Por mim não tenho nenhum medo de andar de avião, exceto aqueles períodos mais delicados, e até acho graça ás aterragens, lembra-me as reduções que fazia num vw, dito desportivo, quando travava da 4ª para a 2ª parecia um avião ( única altura em que gostaria de pilotar um avião seria na aterragem, para ver se acertava, o resto deve ser uma monotonia, nem cair deve dar gozo, nem dá tempo para saborear). No que emiele diz não vejo teoria da conspiração, antes a plena realidade: ha´anos para cá tenho um cão, que deve ir á rua.Levo-o e vejo muitos carros;agora já me surpreende, já me habituei, mas quase todos os carros têm quantidades de plástico inacreditaveis ( é frequente verem-se carros rotos ), mesmo areas ditas de metal vão abaixo se se carregar, arrepia). Ora na industria de fabricação de avióes a relação peso potência é muito mais importante, extrapole-se; e as poupanças são certas, nem há que ter dúvidas. Mas pelo menos até ao próximo deesastre, e a haver que seja em companhia ilustre, com mortos ilustres, sempre causam mais barulho,não há nada mais seguro do que andar de avião.Com fitipaldis,de qualquer origem, pura e simplesmente não ando.Aliás a guiar só tenho confiaça em mim,e nesmo essa...

fj disse...

Para finalizar o longo comentário acima.só duas coisitas:
1º joaninha os comboios, coitados, não querem oprimir ninguem, onde foste arranjar essa ideia? E não me venhas com essa das gralhas,foi ato falhadissimo. Por favor diz-nos qualquer coisa sobre isso, pois já tendo lutado com a cp, nunca me lembrei de lutar contra comboios opressores,mas se forneceres um bom argumento, não o ponho de parte.
2º Se por acaso ainda não viram ( a tv passa-o quase dia sim dia não )o filme "Teoria da Conspiração" é de ver, e pensar.

Joaninha disse...

FJ, és chato p'ra caraças!!!
Olha lá para teclado, criatura: vês o T? Vês o R? Não estão encostados?... Só não revi antes de clicar. óPTIMO é que é, só lhe faltou o acento, já agora...

O vídeo é formidável!
Chorei a rir!

Emiele disse...

Olá a todos!
Acho imensa graça quando aqui o blog 'vira' chat! Estes posts quando passei a escrever menos e maiores, têm agora estes comentários todos porque vocês vêm para aqui conversar e tomar uma bica... Estão para aqui 20 comentários mas são de 10 pessoas, parece batota para quem não vier espreitar
:)
De resto quanto ao avião, eu pessoalmente sou como o FJ, creio que no subconsciente também devo pensar que em caso de azar é tão rápido que também não faz lá muito mal ao contrário dos desastres nos outros transportes.
E ele tem razão - quando alguém verdadeiramente importante for num desses voos azarados, a coisa muda de figura. mas os verdadeiramente importantes ou têm aviões próprios ou os Falcon ou lá o que é...
...............
Quanto à Anabela de Malhadas, se calhar foi o «e meio» que a atrapalhou, deve ter sido. Quatro mil e quinhentas gramas?!

Miguel disse...

Tema interessante e apaixonante (para mim, pelo menos) em diversas vertentes.

Voar, é algo que faz parte da minha vida quase desde que nasci. Relembro as fenomenais aterragens no Funchal, em finais da década de 70 e início de 80, no cockpit dos Boeing 727-100 da TAP e da adrenalina que era aterrar e descolar por lá. Qual porta-aviões. E os movimentos frenéticos dos 3 tripulantes do cockpit e barulhos que se ouviam à medida que nos aproximávamos da pista. Correcções e mais correcções e sucessivas estabilizações do avião devido aos fortes ventos laterais do local. Jamais esquecerei muitos dos movimentos que ali fiz, sentado no banco de trás do comandante.

Quanto ao assunto em si, dá pano para mangas. Muito se escreveu e disse sobre os Airbus. É natural. Voar é algo de extraordinário e que suscita sempre reacções interessantes. Sobretudo quando há guerras comerciais de grandes dimensões em curso. De repente, o Airbus era o pior avião do mundo.

Já ninguém se lembra de um modelo da Airbus, exactamente igual ao que desapareceu da Air France, ter feito um vôo enorme, sem reactores, do meio do Atlântico até aos Açores? Não! De repente, sucediam-se as avarias e anomalias que "por pouco não causaram grandes tragédias".

As projecções, utilizam-se modelos estatísticos, apontavam para um forte aumento da sinistralidade aérea. Porquê? Devido ao forte aumento do tráfego aéreo. Muito mais aviões a voar e aumento exponencial de frequências levaria a um aumento absoluto do número de acidentes/incidentes sem que o peso relativo aumentasse necessariamente...

Estarão as companhias aéreas a desinvestir na manutenção? Discordo em absoluto. Haverá quem o faça, daí também a necessidade de escolher bem a companhia aérea em que se voa. Mas, por norma, é bom que se tenha isto em mente, uma grande maioria da sinistralidade deve-se ao factor humano específico do que orientações estratégicas corporativas ou empresariais. Ou achar-se-á que a dimensão que a indústria atingiu foi acompanhada pela formação atempada de Recursos Humanos de elevada qualidade?

Há tipos bons, como os que aterraram no Rio Hudson e/ou outros que, em situações muito complicadas, conseguem recuperar o aparelho. Mas há muitos outros que fazem asneira da grossa. E são muitos exemplos.

O da TAP no Funchal. Aterragem muito para lá do início da pista (molhada) e incapacidade de "redescolar", culminando no acidente.

Apesar de já ter tido vários sustos, adoro voar e dá-me um grande gozo andar lá por cima e andar para aqui e acolá. Sobretudo as aterragens e descolagens. Não me lembro de ter visto ninguém em pânico quando embarquei na Air France num Paris-Singapura, 2 dias após o acidente!

Indo ainda ao encontro da Emiele, dependendo do momento em que se dá o "problema", podemos ter ou não consciência do que vai acontecer. Mesmo assim, não tenho medo. O que for, será. E depois de saltar de paraquedas algumas vezes, acho que o medo, a existir, desaparece todo lol.

Emiele disse...

Pois é Miguel, em total sintonia... Quando falei em aeroportos cuja aterragem fazia subir a adrenalina, estava a lembrar-me desse da Madeira nesses tempos, e o de Hong-Kong também há 20 anos.
De resto, como disse, por mim acredito que as companhias tenham a maior vantagem em ter cuidado com os aviões. Para além da má propaganda que decerto é um acidente (mesmo que não haja perdas pessoais) parece-me que perder-se um aparelho desses é também um grande prejuízo que um brinquedo daqueles não deve ser barato.
De resto, se experimentaste andar mesmo na cabine, isso deve ser uma emoção.
Mas se calhar para quem faz paraquedismo... Que homem, caramba!

Miguel disse...

Também aterrei no Kai Tak Emiéle. Em 1994. Mas olha que no Funchal começavas logo a "travar" no ar a sério. E as descolagens? Tipo porta-aviões? lol

Viajar no cockpit continua a ser uma emoção, embora já não com tanta piada como antigamente. Noutros tempos, até ao advento da introdução do joystick pela Airbus, pilotar um avião era um espanto. Hoje é como se estivesses a jogar um jogo de computador qualquer. Sem emoção. O manche dava muito mais piada ao enquadramento. Já fiz muitas viagens em cockpit, em diversos modelos, ao longo da vida. No outro dia, confesso que fiquei deslumbrado ao ver do Sado ao Tejo, com uma nitidez brutal. Tem-se uma perspectiva muito diferente de tudo. Queda livre é que é mesmo adrenalina Emiele. Literalmente voar durante 1min é ímpar ;)

Emiele disse...

(só uma nota, reli a minha resposta ao Miguel e falta ali uma vírgula importante; é um dos tais casos onde a vírgula ou a ordem das palavras faz toda a diferença «Para além da má propaganda que decerto é um acidente» queria dizer «Para além da má propaganda que, decerto, um acidente é» porque não é a má propaganda que é um acidente...)
Tens toda a razão, na Madeira nessa época começava-se a travar no ar! No Kai Tak aterrei muitas vezes ainda no final da década de 80 e também parecia que estava numa montanha russa.
Os aviões também imagino que tudo informatizado tenha muito menos piada. Os que dão mais emoção são os mais pequenos. Nunca me esqueço de um aviãozito onde viajei entre a Beira e Lourenço Marques aí com lugares para uns 12 passageiros, uma emoção!