sexta-feira, dezembro 19, 2008

Nó de gravata

Contou-me ontem a minha amiga N***, a desmanchar-se de riso, que tinha chegado a casa do trabalho e foi dar com o filho, a bufar, a olhar para o monitor do computador e simultâneamente para um espelho que estava ao lado.
O rapaz tinha-se aperaltado.
Ia a um jantar de Natal onde lhe tinham dito que era necessário ir muito elegante, com o que fosse mais parecido com um fato e de camisa e gravata.
OK.
Lá o fato, ou calças e blaser ele arranjou. A camisa própria também, e até desencantou uma gravata. O pior era o nó!!!

Como raio é que se faz aquilo? Que voltas se dá à gravata para ficar com aquele aspecto?
Como rapaz moderno que é, vai dali directamente à net, a enciclopédia para tudo e mais alguma coisa. E encontrou, lá isso... Até vários.
Assim, com vários níveis de dificuldade; ou assim, chamado nó simples; ou ainda assim, com muito palavreado a explicar; ou então assim, com bonecos...
Mas... passar da teoria à prática é um passo de gigante!
A gravata já parecia um trapo, tantas voltas tinha levado!!!!
Foi ela, mãe, que morta de riso, lha tirou da mão e fez o nó à volta do seu próprio pescoço, afrouxou e monto-o no pescoço dele.
Nada disto era de espantar se não se tratasse de um rapaz bem crescido. De uma idade onde há 30 anos aquilo seria um gesto que ele faria todos os dias.
Os tempos são mesmo outros!


13 comentários:

fj disse...

(Diretamente).Mas o curioso é que a imagem até está muito boa. "Bons" tempos em que até para o liceu se tinha que "A" levar.Mas a ideia da net tambem é preciosa,mas substima o ato em si, de natureza assaz complexa.

king disse...

Ainda há certos tipos de emprego onde é preciso ir de gravata.
Mas a verdade é que não tem comparação com o que era no tempo dos nossos pais! Qualquer jovem adolescente já sabia uma coisa dessas...
Para o Liceu não me lembro, mas na Faculdade não entrava sem ela! Nem havia cá dessas mariquices das camisolas de gola alta - gravatinha e era se queria ir à aula!!!!

kika disse...

Nunca entendi muito bem porque é que certas pessoas fizeram guerra á gravata como se de um simbolo estranho se tratasse...Argumentam o incómodo que aquilo causa etc etc... Mas por sua vez ela nunca chega a cair em desuso... que é outro ponto de vista que não entendo, porque geralmente parte do mesmo tipo de pessoas. O desconforto que causa não aceito , porque eles os homens gostam muito de ver as mulheres com salto alto e quanto mais alto melhor e ninguem se preocupa com o sofrimento e deformações que eles causam . Os tempos são outros , não são?

eMe-a-eMe disse...

: )
desejos de umas Boas Festas e de um Ano de 2009 fantástico.
bjs.

pedro tarquínio disse...

Gravatas e saltos parece-me bem comparado. Não uso nem umas nem outros. Mas sei dar o nó!

André Benjamim disse...

eu andei quase dez anos para aprender a fazer o malvado nó! bem, sabia fazê-los quase todos desde a adolescência, mas não conseguia fazer aquele que uso quando tenho necessidade de utilizar gravata: o windsor, que os outros, francamente, ficam muito mal na fotografia... e mesmo o windsor é preciso ter técnica para não ficar torto, apertar bastante na primeira volta é um bom pronúncio... beijinho

N.Phillips disse...

Há que ser positivo, o rapaz sabia o que é uma gravata e para que serve.

Vim aqui à tua tertúlia para te enviar os meus votos de dias felizes este Natal.
Sei que pairam algumas sombras no horizonte, a nossa Alex ofereceu-me alguns dos seus desabafos de justificada angústia.
Se me permites deixa-me lembrar-te aquilo que podemos observar em toda a natureza, em todo o Universo físico e energético: os ciclos da Vida renovam-se e evoluem em sucessivas etapas, algumas das quais nos são ocultas.
(Talvez por isso chamei à minha amostra de blog A Impermanência das Coisas).
A dor reside no sofrimento, que finda, e na ausência, que é física. Não a podemos combater mas podemos compreende-la.
Que a tua viagem seja sempre adoçada pela companhia dos que permanecem e pela capacidade de sentir os que partiram.
Boas entradas, em todos os sentidos.

josé palmeiro disse...

Havia o culto do "nó", bem dado.
Havia faculdades onde era obrigatório,mas em Veterinária, tal não acontecia.
Quanto ao nó, ainda o sei fazer de duas formas, uma simétrico e outra mais singelo e sem a simetria acentuada, mas não uso habitualmente, chateia ter um trapo amarrado ao pescoço, mas se uso um fato, terno para os dos Brasis, uso sem me fazer grande mossa e tiro logo que possa.

Emiele disse...

Meus amigos, contra o meu costume, hoje estive o dia todinho longe da net. Mesmo longe, nem deu par dar uma passagenziha de fugida sem responder a comentários... Chego agora e muito cansada, portanto nem vou responder como deve ser.
Retribuo todos os votos (mas vocês mandam os desejos de Feliz Natal muito cedo!)e amanhã já respondo melhor.

Achei graça à Kika - realmente é mesmo um símbolo apesar de estranho; já me tenho interrogado porque foi que nasceu: seria para tapar os botões da camisa...?

Anónimo disse...

Bem sei que é uma hora cedíssimo para passar por aqui (eu é que tenho que fazer e o Pópulo é quase a minha home-page!) mas vim dar uma vista de olhos e a rubrica dos «últimos comentários» que anda sempre muito atrasada, desta vez marou de vez!!!!
Se calhar não vais ver isto nas próximas horas, mas olha que há lá comentários do mês de Abril, do dia 25, até!!!

Emiele disse...

Olha amigo anónimo, estou aqui só a deixar os posts de hoje, muito de passagem e a tentar responder ao que me disseram ontem, agradeço imenso o que me dizes (essa da home-page é formidável!!) mas não faço a menor ideia do que se passa. Se ficar assim, o melhor será apagar aquela rubrica...

o resto da malta que ontem me comentou e eu já nem consegui responder tão cansada estava:
Pois é, King, FJ, vocês devem ser do tempo onde a coisa era obrigatória para entrar em muitos sítios. Hoje é já facultativa. E isso responde à Kika. Não há nenhuma mulher que seja obrigada a usar saltos altos a não ser por moda. e os homens dantes eram mesmo obrigados a usar a dita gravata. Essa diferença tem a sua importância. E acho que vem daí a embirração - uma coisa é uma pessoa alindar-se, e por isso o rapaz cuja história conto escolheu ir assim todo 'elegante', outra ter de usar aquilo como farda.

Mas achei graça a diferença de gerações.

N.Phillips obrigada pela visita. temos esse elo de amizade comum, a nossa Alex. Vou espreitar o teu blog, que não yonha ideia de que existisse.... Sorry! E Boas Festas é claro1

sem-nick disse...

Como ontem não passei por aqui faço esta manhã a ronda...

Olha que com este tema até imaginei que existisse mais comentários. Para mim, penso que a Kika não entende o que nos chateia a gravata porque nunca foi obrigada a usá-la. E por algum motivo está a sair de moda e agora só a põe quem quer (mais ou menos, como disseste, há ainda profissões que a exigem)

Eu, desde que deixou de ser «obrigatória» que só a uso mesmo quando é caos disso - quando se anda de 'fato-e-gravata' o que só em raras ocasiões é preciso.

sem-nick disse...

E já agora, o «anónimo» desta manhã tem razão. O que raio deu aqui à lista de comentários...?! É que fugiu para Abril e de 2007 nem sequer é deste ano..?!!!