segunda-feira, dezembro 17, 2007

Um telemóvel?

A ideia é peregrina:
O Dr. Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência, considera que quando um homem espanca e ameaça a sua companheira e isso está provado em vez de pulseiras electrónicas nesses agressores identificados é melhor dar às vítimas um telemóvel com ligação directa a uma centro de atendimento especial
O assunto é tão sério que não se pode pôr a questão de ele estar a brincar, mas olhem que parece!

«
Está? Daqui fala a Maria das Dores, da rua dos Mártires nº 5 , 3º esquerdo, e o meu homem acabou de arrombar a minha porta e está aqui à minha beira com uma faca na mão. Podem-me ajudar?»
Sem dívida que sairia mais barato.
Não faço ideia do custo de uma pulseira electrónica, ao passo que telemóvel toda a gente tem, era só acrescentar-lhe esse número «de atendimento especial».

Quanto à segurança das vítimas… isso é outro capítulo.


6 comentários:

Anónimo disse...

Uma parvoíce, é claro.
Esperemos que a maninha do Dr. (ou alguma senhora da sua família, que isto bate a todas as portas) nunca precise de chamar ninguém em seu socorro.

Anónimo disse...

Quando hoje em dia não há gato nem cão que não tenha telemóvel, é claro que um número de urgência era necessário, mas não afasta o agressor da vítima.

josé palmeiro disse...

São, como diz o King, duas coisas distintas, e o problema prende-se sempre com o afastar, de vez, o agressor da vítima, o problema é como.

Farpas disse...

ridículo.... nem vale a pena comentar mais!!

cereja disse...

Imagine-se que eu ontem escrevi isto tudo um tanto a correr, não revi convenientemente, e estive tudo o dia longe da net (e do blog como se vê...) de modo que deixei passar uma gralha curiosa, aqui no texto. E nenhum de vocês me chamou a atenção!!!
Eu escrevi «sem dívida que sairia mais barato» quando queria dizer «sem dúvida que sairia mais barato».

Era uma dúvida de dívida... O que faz no teclado estas duas letras estarem encostadas, e a palavra estar ortograficamente correcta!

josé palmeiro disse...

Deixa lá, todos leram a "Dúvida" da Dívida.