A justiça em passo de caracol
Também foram SÓ dez anos, coisa pouca.
Na altura foi muito falado, o célebre massacre numa discoteca em Amarante com o nome curioso ou premonitório de Meia Culpa. Foi uma coisa muito falada, até porque raro em Portugal, coisa assim só se costuma ver nas séries de TV.
O certo é que a polícia trabalhou bem, os assassinos foram presos tal como o «mandante» da obra, julgados, condenados. Quanto a essa parte, não há reclamações.
Mas…
E quanto às indemnizações?
Não sei se fossem pagamentos ao Estado a coisa não seria mais lesta. Assim, o certo é que os bens do rico «mandante» passaram à cautela para outras mãos e, pelos vistos, foram mudando sucessivamente de dono de modo que neste momento deve ser muito difícil recuperar esse dinheiro, devido por justiça às vítimas.
Dez anos. Uma das crianças que ficou órfã nessa altura e foi criado por um familiar será hoje um adulto, foi vivendo sem um tostão do que lhe era devido. É que ‘dez anos’ é sempre muito tempo, mas quando se olha para uma criança é toda a sua formação que esteve em jogo. E a justiça a caminhar em passo de caracol.
Na altura foi muito falado, o célebre massacre numa discoteca em Amarante com o nome curioso ou premonitório de Meia Culpa. Foi uma coisa muito falada, até porque raro em Portugal, coisa assim só se costuma ver nas séries de TV.
O certo é que a polícia trabalhou bem, os assassinos foram presos tal como o «mandante» da obra, julgados, condenados. Quanto a essa parte, não há reclamações.
Mas…
E quanto às indemnizações?
Não sei se fossem pagamentos ao Estado a coisa não seria mais lesta. Assim, o certo é que os bens do rico «mandante» passaram à cautela para outras mãos e, pelos vistos, foram mudando sucessivamente de dono de modo que neste momento deve ser muito difícil recuperar esse dinheiro, devido por justiça às vítimas.
Dez anos. Uma das crianças que ficou órfã nessa altura e foi criado por um familiar será hoje um adulto, foi vivendo sem um tostão do que lhe era devido. É que ‘dez anos’ é sempre muito tempo, mas quando se olha para uma criança é toda a sua formação que esteve em jogo. E a justiça a caminhar em passo de caracol.









6 comentários:
Pois é, só dez anos!!!
E como dizes 10 anos na vida seja de quem for é muito tempo, mas na vida de uma criança é imenso! É todo o seu futuro que se joga!
Mesmo que essa indemnização seja paga, já não pode recuar no tempo em que tinha sido realmente precisa... claro que continua a ser precisa, mas já antes o era, e todos sabemos que, como tu focas muito bem, a formação da criança poderia ter sido feita com outras condições por exemplo... É por estas e por outras que eu acho que não conseguia ser advogado, não sei se conseguiria dormir de noite por saber que tinha feito aquilo para que tinha sido pago, tinha sido um bom profissional, mas...
O Farpas aqui de manhã!! Tenho de começar a habituar-me.
É por estas e por outras que os pratos da balança não andam nada equilibrados. É que aqui o tempo de espera é um valor importante. Talvez não tão importante como a nível de saúde porque aí é vital, mas importante a nível social.
Das medidas que tenho aplaudido neste governo é o Simplex - pena é que ainda esteja a funcionar tão devagar.
Primeiro digo que é para mim um prazer ser terceiro, isto apesar de estar em S. Miguel e não na Terceira, ainda por cima secundando figuras como a Joaninha e o Farpas. Quanto ao escrito, dizer que este não foi o PORTUGAL DE ABRIL, que nós SONHÁMOS!
Zé Palmeiro, já se sabe que há uma diferença horária daqui para os Açores! As tuas 11 horas são 10 o que é ainda antes da Joaninha :)))
Tirando este aparte, e a verdade é que gosto igualmente de vos ter aqui, só me «meti» com o nosso Farpas porque ele e a Saltapocinhas eram os meus visitantes nocturnos, o certo é que estamos em Abril e em Portuagal, mas realmente este não é o PORTUGAL DE ABRIL, amigo. Isso foi «um sonho lindo que findou» como canta o Zé Mário Branco.
É ao contrário, quando aí são 10, aqui são 09, assim é que é!
Quanto á ordem de entrada dos posts, foi mesmo uma brincadeira entre o facto de ser terceiro, em S. Miguel e não, como seria lógico, na Terceira. Longe de mim, pensar em querer estar à frente ou atrás de alguém, estarei onde for determinado, respeitando, escrupulosamente, a vez que me calhar em sorte.
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