sábado, setembro 12, 2009

Boas Notícias

Notícias destas são boas.
Quando tenho criticado que seja motivo de orgulho que a nossa terra ande por aí a bater records do Guiness quanto à quantidade de Centros Comerciais que vai abrindo (sabe-se quantos é que foram 'morrendo' entretanto?) é porque me parece que essa coisa de se investir tanto no comércio não nos leva longe.
Para mim, que talvez seja antiquada e de vistas curtas, deveríamos investir era em produzir alguma coisa. E não era competir porque tínhamos preços baixos por termos baixos salários uma vez que qualquer país do 3º mundo nos pode bater nesse aspecto. Era competir um um produto que possuíssemos em abundância, tal como o Sol.
E cá está:

Primeira central solar gigante para exportar electricidade nasce em Portugal

E diz a notícia:

A central de Moura ainda hoje é a terceira maior do mundo, mas a unidade que o grupo ora projecta terá uma dimensão 45 vezes superior em termos de potência instalada


B O A !!!!!!

8 comentários:

josé palmeiro disse...

É, sem dúvida, uma belíssima notícia.
Para mal de todos nós, o Alentejo não mais será: "O celeiro da Nação", como é dito, e bem, na canção e não é, nem será, porque o cultivo exaustivo de cereais, exauriu a terra de forma que a produtividade é baixa e só se mantém, à custa de adubos e fertilizantes, o que é, manifestamente, mau.
Quanto á central, em causa, não me parece mal e depois todas as interacções que se adivinham, iriam desenvolver muitas outras industrias que vêm sido encerradas, sem apelo nem agravo. O exemplo das aeólicas, onde somos dos melhores construtores das torres e das pás, é disso exemplo. Depois, é para o meu Alentejo, uma possibilidade de sair do marasmo, sem o perigo de ficarmos mais autónomos e independentes. Espero que contribua para uma eficaz e real Regionalização.
Nota final, a presença da Fundação Calouste Gulbenkian, é um ponto altamente positivo, nesta intenção de negócio.

fj disse...

Apoio inteiramente zp.

Joaninha disse...

Adoro esta tua opção de descobrires uma «Boa Notícia» por semana.
Estamos tão precisados disso!!!! :)
E tens conseguido. Não são coisas 'inventadas', são factos e agradáveis.

Mary disse...

Ooooooooooooh!!!!!!!

Estava aqui a ler o post quando entrou a imagem!
Magia?!

Mas, sabes Emiéle, tens toda a razão em gostares de deixar ficar umas imagens. Como pude ver o «antes» e o «depois» ficou muito mais atraente com a foto.

King disse...

Como lembrou o Zé palmeiro, não é apenas a criação desse parque, é também muito importante tudo o que daí deriva. Acredito que se crie empregos e venha mais trabalho de que bem precisamos, à conta disso!
Boa!

Mary disse...

Ontem passei por aqui de fugida, e nem tive tempo de ler com atenção a reportagem e... os comentários dos leitores do Público.
Enquanto aqui tu simplesmente classificaste isto como uma boa notícia, sem a escalpelizar, os leitores de lá entraram na luta partidária em pleno. Livra! Para além da ideia que acho que para quem a leia sem parti-pris é boa, eles acham um disparate ou pelo menos desconfiam imenso porque quem está no governo é o PS.
Que enjoo!!! O projecto é absurdo, dizem lá, porque só dá quando há sol, porque precisa de financiamento, porque ainda falta os bancos concordarem, enfim «é um disparate de todo tamanho» como lá está escrito. Leio e não vejo nada disso. Outros dizem que é só propaganda eleitoral. Claro que outros dizem o contrário com os mesmos argumentos, é bom porque veio do PS.
Francamente ando nauseada da partidarite.

Se pusermos isso de lado, parece-me de facto muito bom. Se se anda a pensar em explorar o Sarah para isso mesmo, bem mais à mão está aqui o Alentejo, e sempre pode criar postos de trabalho!

Maria disse...

Também ontem não tive ocasião de ler a notícia para comentá-la.
Hoje faço dizendo que - é uma boa notícia, sem dúvida, como é natural e comum a qualquer projecto haverá um caminho a percorrer e vou torcer que não seja muito sinuoso e que o projecto se concretize para bem de todos nós.

Joaninha disse...

A Mary tem razão.
este é mesmo o país do «velho, o rapaz e o burro», estamos felizes quando dizemos mal.
Parece que é por princípio, não é IN dizer bem!