quarta-feira, julho 15, 2009

Não entendo

Uma confusão!
Por um lado os resultados dos exames nacionais do 9.º ano devem encher o país de orgulho declarou a a Ministra.
E estamos a olhar, neste caso, apenas para o 9º ano onde
«os exames nacionais revelaram uma ligeira melhoria a Matemática e uma pequena descida a Língua Portuguesa, com a taxa de reprovação a baixar dois pontos percentuais à primeira disciplina e a subir um à segunda» que é o que justifica o tal orgulho nacional.
Porque, bem vistas as coisas, se passarmos para o 12º ano, então a Comunicação Social é que tem a culpa dos maus resultados a Matemática porque “dá ideia de que os exames eram fáceis” (e devem ter sido muito difíceis com certeza)

Do outro lado, vemos que a Associação de Professores de Matemática afinal está contente com a melhoria dos resultados no exame de Matemática do 12º apesar das provas não serem comparáveis às dos anos anteriores, portanto não revelarem necessariamente uma melhor aprendizagem. Já não entendo nada! Foram fáceis ou difíceis?!
Mas já a Associação de Professores de Português considera que os maus resultados nos exames de Português do 12º ano não foram por falta de preparação dos alunos e sim, "exclusivamente", por se tratar de uma prova "duvidosa e mal formulada".

Vamos a factos: A média de notas no exame de Português do 12º ficou abaixo dos 10 valores. Estavam bem preparados? A prova devia ser muito difícil, mesmo muito difícil. Mas quem é que a fez?...


6 comentários:

King disse...

Vamos lá a ver. A frase que aparece no teste é um tanto arrevezada, é certo:
“É na poesia ortónima que o Pessoa 'restante’, o que não cabe nos heterónimos laboriosamente inventados, se afirma e 'normaliza’: é então que ele 'faz’ de si e os seus poemas são 'chaves’ para compreender o seu extraordinário universo literário”.
Contudo, é bom não esquecer que é um exame de 12º ano. Eu fiz ‘literatura’ no antigo 7º ano (afinal menos um ano de estudo do que um 12º!) e na minha altura era capaz de comentar esta ideia. Assim como a literatura trovadoresca, o Amadis de Gaula, Gil Vicente, Almeida Garret, Camilo, Eça, ... É certo que eu gostava da matéria, mas colegas meus mais fraquitos também a dominavam o suficiente para a positiva. Neste caso se «a média» foi inferior a 10, admitindo que ainda houve algumas notas altas, o desastre deve ter sido grande!

Joaninha disse...

Só sei o que li por aí. Não conheço as provas, nem de matemática (que não me adiantava muito, porque sou muito medíocre) nem de Português.
As declarações da Ministra são como sempre. Aquela senhora devia ser proibida de abrir a boca. Ter um porta-voz, e ela declarar-se rouca ou coisa assim, e NUNCA falar. mesmo das vezes em que tem razão, abre a boca e perde-a logo!

sem-nick disse...

Faz um pouco confusão, porque parece afirmar-se uma coisa e o seu inverso tudo de enfiada!...
Olha, para te ser franco já nem ligo ao que diz essa gente.

josé palmeiro disse...

O panorama do ensino em Portugal, está como se sabe.
Estou muito arredado dessas "arenas". Foi a minha reforma e mais tarde a da minha mulher, depois os filhos já formados e agora restam os netos para me voltar a interessar sobre esses assuntos. só espero que tudo mude, as moscas e o resto, que o que por aqui anda, em nada me satisfaz.
Concordo com o King e com a sua análise.

Saltapocinhas disse...

No português do 12.º o que aconteceu foram contradições nos critérios de correcção. Corrigir provas de Português é muito difícil (e as que corrijo não têm comparação com estas!!), se os critérios são dúbios, então imagina a confusão e as injustiças.

A ministra meteu os pés pelas mãos, lá isso meteu, mas quem se admira?

Emiele disse...

É certo Saltapocinhas, provas de avaliação de conhecimentos que não sejam de ciências exactas é sempre muito complicado corrigir. Quase sempre entra a subjectividade do avaliador, mas é o risco, uma vez que elas não podem ser corrigidas por computador! (talvez um dia lá se chegue...)
O que achei impressionante foi a relativa contradição de umas declarações e das outras.