domingo, novembro 30, 2008

Uma música ao Domingo

Hoje a «Música ao Domingo» devia ser dedicada ao Carlos do Carmo e aos 45 anos de carreira. Mas vai ficar para a semana. A de hoje é uma canção especial para mim.

Tenho a ideia de que esta canção já entrou aqui nesta rubrica há uns tempos.
Não me interessa.
Primeiro porque uma canção como esta não perde em se repetir.
Mas segundo, e mais importante, porque eu a associo inevitavelmente a uma das minhas mais antigas amigas. Creio até que a primeira vez que a ouvi foi cantada por ela e não pela Piaf, mas isso já não juro.
Ela fez anos há uns dias. Um abraço à «minha cantora do Milord».


6 comentários:

josé palmeiro disse...

Ouvir, ao levantar, a Piaf, cantar Moustaqui, é um privilégio!
Sabes, esta coisa dos cantores/interpretes de sempre, e Ela, é um deles, tem a ver com a conjugação de vários e determinantes factores. ELES, não se limitam a cantar, bem, Eles intrepretam, representam e expõem o que lhes vai na alma, com a naturalidade e os sentimentos que, na altura, os atromentam. Por isso as canções se tornam eternas, dado que, já de si, são de uma qualidade extrema, no que concerne, ao poema e à música que as envolve.
Assim, o Carlos, pode esperar!!!

sem-nick disse...

Olha.... cruzei-me aqui com o Zé!!!
Ele começou como deve ser, eu é que vim de cima para baixo.
Olá Zé Palmeiro! (Deve ser Zé Palmêro, assim à alentejana, não é? Eu adoro o Alentejo, heim?)

Lembro-me bem que já aqui passou esta canção, que a 'nossa AB' falou sobre ela e tudo. Mas se é em homenagem a outra pessoa, está mais que explicado, e a canção continua a ser magnífica.

AB disse...

Há quem ache o"Non,je ne regrette rien" a melhor canção.Talvez e até percebo porque é um resumo de vida.Mas este "Milord"com estas mãos e esta "mascara"esta figura pequena e já "minada"que faz pensar se será necessaria a produção do "show-bizz"actual, quando há realmente coisas para dizer, é o meu favorito.Mais duas coisas menos conhecidas o"La salle de attente"e o "Je sais comment".De resto do la "Salle de attente" não existem praticamente regravações. De resto o Moustaki está vivo e lindo e a Mrguerite Monneau que acompanhou a Piaf durante toda a vida e que é uma pianista fantástica além de compositora tb. tendo dado um contributo decisivo a este filme "La vie en Rose" que ´+e um filme falhado mas que dá uma interpretação à miuda que faz a Piaf de se lhe tirar o chapéu.Aliás vale por isso e pelas canções que são as das gravações originais.Obrigada,amiga.AB

king disse...

Pronto!
Cheguei depois da AB e ainda bem que ela já me ensinou uma porrada de coisas como de costume!!!
Lembrava-me de que quando deixaste aqui a cançãos (ou outra da Piaf, isso já não garanto) a AB contou muitas coisas interessantes.
Realmente «je ne regrette rien» é uma das que a gente se lembra melhor, e é uma espécie de hino pessoal, mas esta canção é belíssima.
Que sorte teres uma amiga que a sabe cantar. Eu imagino que seja sobretudo 'interpretar', ou não? Mas dá-lhe os meus parabéns que não é fácil e deve ter uma óptima voz.

AB disse...

No caso desta canção da Piaf que tem recitativos é preciso fazer as duas coisas-cantar e interpretar.também.AB

Mary disse...

Cantado desta forma não é só o Milord que fica de lágrima, eu também quando oiço, também fico!!!
E a Piaf tão pequenina, no vestido preto, parece de facto o pardalito...
Muito comovente.