Logo depois do «25 de Abril» um dos sonhos mais importantes que foi realizado foi a criação de um bom Serviço de Saúde.
Até então existiam Hospitais Públicos onde as pessoas doentes eram razoavelmente atendidas e a medicina privada onde eram também acompanhadas em melhores condições e mais rapidamente. Mas a criação de um Serviço Nacional de Saúde foi uma preocupação prioritária, e isso ainda durante os Governos Provisórios.
Não foi fácil dado o estado em que o país de encontrava – por um lado as necessidades existentes e por outro a contenção de verbas, necessário nos primeiros tempos. Mas o empenho e vontade política foram gigantescos e hoje podemos respirar fundo e sentir uma segurança enorme, nesse campo.
Os cuidados de saúde foram «descentralizados» um pouco de acordo com o modelo dos países nórdicos, ou seja hoje um português que viva no interior ou na capital, tem uma resposta rápida e adequada seja qual for o seu problema de saúde porque o Poder Local está empenhado também na solução desse problema. Claro que as grandes respostas se situam nas capitais de distritos, mas a rede de transportes, até por via aérea, é tão completa que não é concebível uma pessoa adoecer e não ter quase de imediato o tratamento adequado, mesmo que viva longe de um grande centro.
Aliás, nós hoje temos uma Medicina Preventiva de tal modo bem estruturada, que só se torna necessário o transporte de urgência de um doente em caso de acidente, porque toda a gente tem um Médico de Família que conhece profundamente o que se passa com as pessoas que estão a seu cargo. e sabe prever a tempo o que pode vir a ser necessário. A nossa média é de um médico para cerca de 120 famílias, com os correspondentes serviços de enfermagem e terapias diversas, de modo a poder atender todas as situações possíveis, de imaginar incluindo os casos de Saúde Mental que têm uma boa resposta incluída no nosso S. N. S.
Uma das situações a que de início foi difícil dar uma resposta eficiente foi a dos atrasos nas cirurgias. Havia então, «listas de espera» para cirurgia que se arrastavam por um tempo exagerado, provocando um grande desgaste - até psicológico - a quem necessitava de uma intervenção desse tipo. Foi necessário um grande esforço, à época abriram-se novos blocos operatórios por todo o lado quase em tipo ‘hospital de campanha’ e os que existiam funcionavam sem nunca parar. Porque era necessário «pôr-se a casa em ordem» o esforço inicial foi muito grande, contudo, uma vez ultrapassada a barreira que era esse grande atraso inicial, tudo se tornou bem mais fácil. Hoje, se o nosso médico de família nos envia a um especialista e este considera que é necessário uma intervenção cirúrgica para curar o mal de que sofremos, esta processa-se no mais curto espaço de tempo possível, como dantes acontecia nas clínicas privadas.
A verdade é que este método, a extrema rapidez de resposta, mostrou ser até economicamente mais correcto, porque se atacamos a doença ainda «no ovo», ela não se desenvolve, e o Estado acaba por 'poupar' bastante dinheiro – além de muito sofrimento ao doente e família, como é natural.
É certo que há quem deseje um outro tipo de atendimento com mais ‘luxo, quartos mais requintados, cuidados mais individuais, se o desejar tem clínicas privadas onde se pode sentir como num hotel, mas nesse caso já a conta a pagar não é da responsabilidade do Estado.
E, pouca gente opta por esses equipamentos, pois através do nosso S.N.S. sabe que está em boas mãos, com um atendimento eficiente e atempado.
Valeu a pena.
Até então existiam Hospitais Públicos onde as pessoas doentes eram razoavelmente atendidas e a medicina privada onde eram também acompanhadas em melhores condições e mais rapidamente. Mas a criação de um Serviço Nacional de Saúde foi uma preocupação prioritária, e isso ainda durante os Governos Provisórios.
Não foi fácil dado o estado em que o país de encontrava – por um lado as necessidades existentes e por outro a contenção de verbas, necessário nos primeiros tempos. Mas o empenho e vontade política foram gigantescos e hoje podemos respirar fundo e sentir uma segurança enorme, nesse campo.
Os cuidados de saúde foram «descentralizados» um pouco de acordo com o modelo dos países nórdicos, ou seja hoje um português que viva no interior ou na capital, tem uma resposta rápida e adequada seja qual for o seu problema de saúde porque o Poder Local está empenhado também na solução desse problema. Claro que as grandes respostas se situam nas capitais de distritos, mas a rede de transportes, até por via aérea, é tão completa que não é concebível uma pessoa adoecer e não ter quase de imediato o tratamento adequado, mesmo que viva longe de um grande centro.
Aliás, nós hoje temos uma Medicina Preventiva de tal modo bem estruturada, que só se torna necessário o transporte de urgência de um doente em caso de acidente, porque toda a gente tem um Médico de Família que conhece profundamente o que se passa com as pessoas que estão a seu cargo. e sabe prever a tempo o que pode vir a ser necessário. A nossa média é de um médico para cerca de 120 famílias, com os correspondentes serviços de enfermagem e terapias diversas, de modo a poder atender todas as situações possíveis, de imaginar incluindo os casos de Saúde Mental que têm uma boa resposta incluída no nosso S. N. S.
Uma das situações a que de início foi difícil dar uma resposta eficiente foi a dos atrasos nas cirurgias. Havia então, «listas de espera» para cirurgia que se arrastavam por um tempo exagerado, provocando um grande desgaste - até psicológico - a quem necessitava de uma intervenção desse tipo. Foi necessário um grande esforço, à época abriram-se novos blocos operatórios por todo o lado quase em tipo ‘hospital de campanha’ e os que existiam funcionavam sem nunca parar. Porque era necessário «pôr-se a casa em ordem» o esforço inicial foi muito grande, contudo, uma vez ultrapassada a barreira que era esse grande atraso inicial, tudo se tornou bem mais fácil. Hoje, se o nosso médico de família nos envia a um especialista e este considera que é necessário uma intervenção cirúrgica para curar o mal de que sofremos, esta processa-se no mais curto espaço de tempo possível, como dantes acontecia nas clínicas privadas.
A verdade é que este método, a extrema rapidez de resposta, mostrou ser até economicamente mais correcto, porque se atacamos a doença ainda «no ovo», ela não se desenvolve, e o Estado acaba por 'poupar' bastante dinheiro – além de muito sofrimento ao doente e família, como é natural.
É certo que há quem deseje um outro tipo de atendimento com mais ‘luxo, quartos mais requintados, cuidados mais individuais, se o desejar tem clínicas privadas onde se pode sentir como num hotel, mas nesse caso já a conta a pagar não é da responsabilidade do Estado.
E, pouca gente opta por esses equipamentos, pois através do nosso S.N.S. sabe que está em boas mãos, com um atendimento eficiente e atempado.
Valeu a pena.
Bom isto já passou de utopia a ironia pura.Boas PASCOAS!aB
ResponderEliminarO melhor é mantermo-nos na utopia
ResponderEliminarTenho andado fora destas lides da net e sem te visitar, nem comentar obviamente.
ResponderEliminarRealmente o que é o sonho...
Eu, depois de te ler, fui verificar e confirmei que a tal «média de um 'médico de família' para 120 famílias» é de inspiração cubana, né? Pelo menos são os números conhecidos, ou ditos. Realmente se acrescentassem os correspondentes serviços de enfermagem e terapias, não haja dúvidas de que era quase a prevenção total!
É certo que mesmo na euforia dos primeiros tempos não se imaginou tanto, mas se nos prevines quer é um exercício de 'utopia'...
Como aqui disse o FJ, eu jogo mais pela utopia e não como diz a AB pela ironia.
Gostei.
ResponderEliminarEra difícil? Era.
Era impossível? Não creio.
Ainda cá voltei a acrescentar uma coisa, porque a verdade é que por um lado nos primeiros tempos até se deram uns passos correctos e o esboço do SNS do post Abril estava correcto. É impressionante ver como andámos para trás.
ResponderEliminarE como disse o sem-nick, impossível não era. As prioridades é que teriam de ter sido outras. Completamente!!!
:)
ResponderEliminarEra bom, era...
Afinal tal como aqui dizes, nem parece uma coisa impossível, não é?
AB, acaba por ser ironia dado as reviravoltas e os retrocessos que existiram, como lembrou o King. O Serviço Nacional de Saúde já quase que só ficou com o nome, mas se outros o puderam fazer, o que raio nos faltou?!
ResponderEliminarKing, que golpe de vista! Realmente fui bisbilhotar os números lá da 'ilha' que tem fama de ter conseguido manter a saúde dos seus cidadãos num nível invulgar. Até se vão lá tratar gentes de outras zonas... Como o resto é tão mau, é porque ali organizaram as prioridades de uma forma oposta àquilo que cá se fez.
Ontem, com a ida para Água d'Alto, não comentei nada, porque as tarefas culinárias também não mo permitiram.
ResponderEliminarO esforço que se fez, no pós 25 de Abril, em prol da implantação do SNS, foi uma coisa impar. Depois foi o cair, cair, cair, até chegarmos ao que hoje temos, não sei por quanto mais tempo. Foi mesmo aquele torrão que se esboroou na nossa mão.