Desta, o que invejei foi a vista.
O resto,pff... Sou talvez antiquada mas não vejo mal nenhum em usar as minhas mãozinhas para abrir uma porta ou janela, ou a tampa da sanita...
Viva a minha casa, sem K.
















Poema do Fecho éclair
Filipe II tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro com pedras
rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.
Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.
Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.
Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.
Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.

Por outro lado, um diploma publicado hoje diz que a partir de fins de Maio os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores (de água, luz ou gás ) assim como esses serviços vão deixar de ser cobrados bi ou trimestralmente, e a factura passa a ser mensal
Vamos ver agora o que isto dá.
