terça-feira, setembro 30, 2008

dinheiro







Ando um tanto atarantada com esta crise.
O meu mal é a ignorância destas matérias ser grande mas não ser total!
Leio os jornais entendidos nestas coisas, este ou então este e acabo sempre por recorrer às palavras claras e mais simples do Miguel Com Destino e fico com umas luzes.
Ou seja, por um lado continuo a não entender quase nada mas infelizmente o suficiente para perceber que com estes tremores de terra dinheiro, não são apenas os grandes capitais que balançam, mas todos nós por arrasto.
Se os juros disparam, os preços também, a inflação também.
Vêm aí dias maus.
Oh se vêm!

6 comentários:

  1. Por mim, se estou um pouco como tu e não percebo grande coisa destes grandes números, parece-me que se há crash os grandes podem sofrer (e parece que sim) mas os pequenos ainda vão sofrer mais.
    Raispartam!...

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  2. Olha Emiéle, entender não entendo nada mas o pressentimento é muito mau!

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  3. Eu, também estou na penumbra, para não dizer no escuro total, neste assunto.
    De economia só sei um princípio: "De onde se tira e não se põe, falta!"
    Depois dinheiro, é dinheiro, o resto são papéis, muitos deles escritos com tinta indelével e, como respalda de todos, somos nós, o "mexilhão" que levamos com a onda!

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  4. Tiveste graça, Palmeiro, mas a verdade é que hoje, esses «papeis» também são dinheiro e até com mais poder que as notas ou moedas.
    Esse «dinheiro invisível» é que manda. Aquele que temos na carteira para pagar o café, é um símbolo. não é?...

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  5. Não há que estar atarantada Emiéle.

    Um reparo. Se os juros subirem a inflação não sobe necessariamente, a não ser em condições excepcionais já que um dos objectivos da alta de juros é a contenção da inflação.

    O problema chama-se "confiança". A ausência de confiança associada à incerteza, é o pior cenário possível para os mercados [financeiros]. Os que "alimentam" a economia com os fundos necessários para que:

    1. As pessoas comprem (casa, carro, roupa, etc);

    2. As empresas invistam (equipamentos, maquinarias, patentes, estudos, investigação e desenvolvimento, etc);

    3. As empresas possam financiar-se para fazer face a tempos mais difíceis - quando há uma recessão, por exemplo - ou ultrapassar momentos de fraco cash-flow, ie, menos dinheiro a entrar na tesouraria (pagar salários, fornecedores, segurança social, impostos, combustível, energia, etc);

    4. O Estado possa financiar-se (obras públicas, gestão corrente, etc).

    Ora é aqui que está o problema. Há um problema sistémico de grande amplitude provocado pela criação de várias "bolhas", onde os especuladores encontraram terreno fértil para prosperar. Alguns exemplos recentes:

    1. Energia (petróleo, gás natural);

    2. Metais preciosos (ouro, prata, etc);

    3. Outras commodities (trigo, milho, soja, etc);

    Ou seja, em determinado momento tal parece ser claro, houve uma transferência de "riqueza" dos mercados accionistas para os de futuros sobre matérias-primas e que inflaccionaram de forma "artifical". Justificações geoestratégicas, desequilíbrio entre a oferta e a procura (escassez de petróleo, por exemplo), desvalorização do dólar, etc... Tudo isto serviu para que a especulação encontrasse alibis históricos que lhe permitiram realizar fortunas.

    Os governos começaram a acordar com os níveis que o petróleo atingiu e que pôs em causa diversos equilíbrios.

    Ou seja, tudo isto, e que tem origem nos atentados do 11 de Setembro de 2001, ainda está para ficar durante algum tempo. Os atentados fizeram com que, perante a ausência de confiança e subsequente retracção no investimento e consumo, as taxas de juro baixassem para níveis históricos. Foi a época do toda a gente poder ter tudo porque as taxas eram ridículas. Era preciso manter a economia acima da linha de água a todo o custo. Assim foi. A factura está aí.

    Qual é o nosso problema?

    1. Euribor* mais alta, em todos os prazos com impacto directo na prestação da casa;

    *taxa a que os bancos emprestam dinheiro entre si para suprir necessidades de liquidez e que os bancos centrais têm tentado manter em níveis mais baixos (aceitáveis) injectando liquidez no sistema em valores.

    2. Aumento do serviço da dívida do sector empresarial e maiores dificuldades em conseguir financiamento o qual, uma vez obtido, sê-lo-á a taxas mais elevadas;

    3. Problemas ao nível do emprego por uma possível retracção no consumo - atendendo a que as famílias estão altamente endividadas, o rendimento disponível será tendencialmente mais baixo uma vez registado o aumento de custos com a prestação da casa, carro, cartão de crédito, etc - e redução do investimento das empresas ou mesmo encerramento por sufoco financeiro;

    Etc, etc, etc...

    Mas como dizia um trader veterano ontem, em Wall Street, isto não é o fim do mundo. As pessoas continuarão a acordar todos os dias, a ir à sua vida e, um dia destes, everything will be back to normal!

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  6. Como sempre, Miguel, o teu comentário é muito melhor que o meu post!!!
    Do post salva-se o boneco que também não é meu, fui buscá-lo ao «funpic». :D
    Enfim o melhor deste post não fui eu a responsável :)))

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