Tive dúvidas se não era o mesmo caso.
Li no JN que um homem tinha morto à facada a mulher à frente do filho. «A vítima tinha pedido o divórcio há cerca de um mês, mas o marido não aceitou e acabou por matá-la.». Mas, ainda há muito pouco tempo, tinha lido algo que quase parecia a mesma história, havia umas pequenas diferenças, no outro caso o assassino tinha saído de casa deixando a mulher a esvair-se em sangue e foram os vizinhos que chamaram o INEM.
É profundamente chocante que nos casos que vamos ouvindo ou conhecendo, esta brutalidade é desencadeada muitíssimas vezes porque a mulher pretende uma separação. E essa ‘rejeição’ é intolerável para ele. Como já se disse "Para o agressor a mulher é um objecto de posse". Se ela quer «fugir» ele sente-se roubado no que é seu!
Note-se o conselho do irmão desta vítima "Espero que todas as mulheres vejam este exemplo. Quando pensarem em pedir o divórcio aos seus maridos aconselho-as a saírem logo de casa sob pena de virem a ser mortas como a minha irmã".
Ah é? Se estou presa na mesma jaula com um tigre, o sensato é fugir. Mas nessa hipótese o tigre fica dentro da jaula. Nos casos que se estão a tornar tão frequentes, a fera fica à solta, a preparar-se para a caçada.
Até quando isto vai continuar…
Quando se notará uma mudança de costumes e mentalidade?
Quando se entende que uma mulher não pertence ao marido?
S.O.S.
Li no JN que um homem tinha morto à facada a mulher à frente do filho. «A vítima tinha pedido o divórcio há cerca de um mês, mas o marido não aceitou e acabou por matá-la.». Mas, ainda há muito pouco tempo, tinha lido algo que quase parecia a mesma história, havia umas pequenas diferenças, no outro caso o assassino tinha saído de casa deixando a mulher a esvair-se em sangue e foram os vizinhos que chamaram o INEM.
É profundamente chocante que nos casos que vamos ouvindo ou conhecendo, esta brutalidade é desencadeada muitíssimas vezes porque a mulher pretende uma separação. E essa ‘rejeição’ é intolerável para ele. Como já se disse "Para o agressor a mulher é um objecto de posse". Se ela quer «fugir» ele sente-se roubado no que é seu!
Note-se o conselho do irmão desta vítima "Espero que todas as mulheres vejam este exemplo. Quando pensarem em pedir o divórcio aos seus maridos aconselho-as a saírem logo de casa sob pena de virem a ser mortas como a minha irmã".
Ah é? Se estou presa na mesma jaula com um tigre, o sensato é fugir. Mas nessa hipótese o tigre fica dentro da jaula. Nos casos que se estão a tornar tão frequentes, a fera fica à solta, a preparar-se para a caçada.Até quando isto vai continuar…
Quando se notará uma mudança de costumes e mentalidade?
Quando se entende que uma mulher não pertence ao marido?
S.O.S.
Lembro-me muito bem do outro caso que foi a semana passada, ou nem isso.
ResponderEliminarDesta vez a «desculpa» era o vinho.
Odeio essa desculpa!!! Até devia ser agravante, como na condução.
Uma tipa tem de aturar o c***** do companheiro bêbado, a berrar-lhe, a bater-lhe, a matá-la se lhe der para isso, e ... tadito, estava com os copos!!!
Por outro lado esse sentimento de posse, é mesmo real. O imaginar que a mulher lhes escapa, é insuportável.
E há quem queira casar???... Vade retro!
Perante sentimentos tão hediondos e inumanos, escoa-se-me a capacidade de comentar.
ResponderEliminarMas não deixo de contrariar a ideia última da Joaninha, o problema não está no casar ou descasar, pois, infelismente, situações como esta também se verificam em namorados. O mal está nas cabeças!!!
Pois é, ou a Joaninha falou em casamento num sentido muito lato, ou a verdade é que este sentimento de posse também apanha qualquer tipo de relação.
ResponderEliminarE mudar as mentalidades vai devagarinho, devagarinho, devagarinho...
São histórias sinistras.
ResponderEliminarSe formos fazer uma busca no Google tipo «marido mata mulher», ou «matou-a à frente dos filhos» ou qualquer frese dessas, aparecem imensos resultados.
Mundo este!!!!
Nem sei que diga:AB
ResponderEliminarCabrões!!!
ResponderEliminarDigo eu, que é o que me ocorre.
E ainda vem uma alma qualquer a dizer que estes gajos não precisam de andar de pulseira depois de condenados, basta a mulher ligar para a Polícia!!!
Eu vou sempre batendo na mesma tecla porque não consigo calar a revolta.
ResponderEliminarÉ claro que perder alguém de quem se gosta é triste. Seja marido ou mulher, namorado, amigo, quando há um sentimento que deixa de ser retribuido isso doi muito. E não digo que as mulheres rejeitadas também não reajam mal (sei lá se mal se bem, é uma emoção que não quero classificar)
O chocante é a violência desta reacção. O que não se pode admitir é que a sociedade aceite que deve ser a pessoa ameaçada a esconder-se e fugir e não o 'ameaçador' a ser posto em posição de não poder agredir.Alguma coisa anda ainda muito mal.