terça-feira, julho 31, 2007

A Operação Furacão…

…parece terminar em leve Brisa.
Para confirmar o ditado de que «depois da tempestade vem a bonança» a tal Operação Furacão que investigou as fraudes fiscais e tinha cerca de 120 arguidos, pode esmorecer e ficar tudo arquivado se os infractores aproveitarem e devolverem ao fisco o dinheiro envolvido nas fraudes, coisa que só se forem parvos – o que está visto não o serem – não farão.
O interessante é que este caso mete quatro bancos, várias sociedades financeiras, escritórios de advogados e empresas de construção civil ou seja caça grossa. Aparentemente foi mesmo um safari numa selva que a sabe toda!
É complicado.
Uma coisa é a Ética que dirá que cada crime tem a sua pena e deixar um acto criminoso ficar em ‘branca nuvem’ não é fazer-se Justiça.
Outra coisa é a vantagem económica, uma vez que assim se evitam as fugas de capitais para o estrangeiro. Diz-se que com este perdão já voltaram mais de 50 milhões de euros.

Muito dinheiro, não é?

4 comentários:

  1. Essa da fuga de capitais ou do medo da fuga de capitais tem servido para tudo sobretudo para legislar devagarinho ...A pergunta é se a carga fiscal às empresas sobretudo às pequenas e médias não deveria ser mais reduzida...AB

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  2. Ando a perder a minha «medalha de 1ª comentadora do dia»
    Buááá´.... :(
    Concordo com o que disse a AB. A pouco e pouco vai-se alterando um pouco a lei e fica tudo nos conformes.
    Por outro lado se ela tem razão quanto à carga fiscal das pequenas e médias empresas, por este exemplo até dá ideia de que essas sempre vão tentando cumprir, afinal neste caso os infractores eram «bancos, várias sociedades financeiras, escritórios de advogados e empresas de construção civil» uns tubarões.
    Mas que arranjaram água profunda para nadarem.

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  3. Venha o dinheiro!
    É disso que necessitam.
    O resto são cantigas, e o caminho para o crime continua aberto, pois assim, virá mais algum daqui a uns anos, talvez para as eleições de 2009.

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  4. Começou como Furação e acabou um furaquinho.
    Mas como disse o Zé, «que venha o dinheiro».

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