terça-feira, dezembro 26, 2006

Passo a passo

Quando eu era criança, havia um jogo chamado talvez «O Chefe manda» - mas não estou muito certa quanto ao nome – mas lembro-me que consistia em estarmos todos alinhados e quem comandava ia dizendo: «um passo de anão» e dávamos um passinho pequeno, «um passo de leão» e dávamos um salto, um «passo de caranguejo» (odiávamos esse!) e recuávamos, um «passo de gigante» e lá vinha um enorme, um «passo de bebé» e gatinhávamos… por aí fora.
O nosso chefe declarou que
estamos a melhorar passo a passo
Passo de quê? Tem de explicar melhor, que as hipóteses de que me lembro são muitas.


9 comentários:

  1. LOL lembrei-me do mesmo, aqui chamávamos "Mamã dá licença?"

    -Mamã dá licença?
    -Sim
    -Quantos Passos?
    -Muitos à Socrates!

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  2. Era, era!!!!! «Mamã dá licença?»
    Tal e qual!
    LOL
    Estive a fazer um esforço e não saía o nome da brincadeira...
    temos de encaixar os «passos à Socrates»

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  3. Como serão esses passos à Sócrates?! De gigante para ele, de caranguejo para nós?

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  4. Caramba, não me lembro de nenhum jogo assim... Quanto ao Sócrates, tem toda a razão. Está muito melhor, sobretudo para mim que não estou aí. Quanto ao Sócrates, não consegui ouvi-lo... A pose dele, o tom de voz e a forma como falou agoniaram-me um bocado. Quase tanto ou mais como quando falam o Cardeal Patriarca de Lisboa ou o Papa. Estes dirigentes socialistas, depois do [padre] Guterres, estão a ser uma verdadeira desilusão nessa vertente.

    Mas há uma coisa Emiéle. Quer se goste quer não, as medidas que o Governo está a tomar, ou tomou, eram inevitáveis. Só lá vai com dor, infelizmente. E mais ainda. Entre outras questões, por uma basilar: evasão fiscal e a ainda ineficiente máquina fiscal.

    E é bom perceber-se algumas coisas. Historicamente, a economia portuguesa entra em retoma graças à procura externa. Tem sido assim em anteriores crises. Até porque, devido à obrigatoriedade de cumprimento de indicadores económicos, há instrumentos, antigamente ao dispôr dos governos que já não podem ser utilizados. Entre estes, os endividamentos de curto e médio/longo prazo que permitiam aos governos darem uma "injecção de adrenalina" na economia para estimular o sector privado. Isto se o Estado fosse bom pagador...

    E fico-me para já por aqui, apesar de haver ainda muito por dizer para explicar isso ;)

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  5. Sem dúvida que toda a parte da evasão fiscal tem que se levar em conta mas ainda estamos na Idade da Pedra; assim como toda a economia pararela que todos conhecemos e que aceitamos fechando os olhos. Aí somos mesmo coniventes. Por outro lado é evidente que a Função Pública devia ser «arrumada» mas o que se vê não é aquilo que seria necessário.
    Qanto ao «tom» usado, realmente começou com São Guterres e nunca mais parou... É difícil ouvir um político, hoje em dia. Até porque a alternativa do «tom» Cavaco... valha-me Deus!!!!!!!!!

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  6. Voçês já disseram tudo, mas eu permito-me realçar o tom de voz e posição das mãos, lembrei-me logo da Carol e do seu companheiro dos "Munelhos de cavelos", no Gato Fedorento. Como estava lindo.

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  7. Zé Palmeiro, estás mesmo mauzinho...
    Contudo cheio de razão, não é só a voz, aquele tom conselheiro/episcopal como também os gestos...
    O homem devia ter um bom «conselheiro de imagem» ou lá como se chama, que lhe dissesse que assim se torna supinamente irritante.

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  8. E assim:

    Sócrates:
    -Mamã dá licença?
    -NÂO!
    -Mamã dá licença?
    -NÃO!

    Ou então:

    Sócrates:
    -Mamã dá licença?
    -Sim.
    -Quantos passos?
    -Um à astronauta que te leve para a lua e regresses daqui a uns anos luz...

    Isto seria eu a jogar com esse...

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  9. Essa não tá mal vista de pôr o próprio Sócrates a jogar... e realmente de ele próprio diz que vai passo a passo faz todo o sentido que esteja nessa posição de quem joga!

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