segunda-feira, junho 01, 2009

Dia da Criança

Todos sabemos: Não pode ser «Um dia» deveria ser sempre.
Como todos os «Dias de ...» (da Mulher, da Mãe, do Pai)
Mas estamos também fartos de saber que é simplesmente simbólico.
Meninos que nos ocorrem:



Calor e bom-senso

Deixei aqui há 15 dias um post, satisfeiro, com o facto de nós sermos o segundo país da Europa em percentagem de praias com bandeira azul.
Foi uma coisa boa.
E com isso prova-se que estas praias para além de boa água e areia limpa, têm assegurados aspectos como «segurança, serviços e infra-estruturas de apoio» que é uma das condições.
Mas afinal falta ainda qualquer coisa, talvez «bom-senso» dos banhistas.
...........................
Nestes últimos dias têm feito um calor enorme.
Todos o sentimos.

E é normal que se pense numa ida à praia para refrescar - perto de água faz mais fresco e dentro dela ainda mais.

Mas como é possível que só na Costa da Caparica, num dia, tenha havido a necessidade de salvar 7 pessoas!!!

Imprudência? Parece-me um termo suave para isto...

Sete, na Costa da Caparica?!

Estavam 'com pé'? Não? Mas sabiam nadar, ao menos?....


domingo, maio 31, 2009

Cor no Pópulo

Júlio Resende

Uma música ao Domingo

Una, Dos y Tres

O que eu gostava desta cantiga e da voz rouca do Patxi Andion!!!

sábado, maio 30, 2009

Será assim que começa?

Quase no Dia da Criança, fica esta gracinha que pretende que as mulheres, desde esta idade, vão levando a água ao seu moinho...

Mas com jeitinho!

As 'Boas Notícias' do fim de semana

Uma «Boa Notícia»:
Cannes, Festival do Cinema.
Uma curta-metragem portuguesa, chamada «Arena» ganhou o Grande Prémio da competição de curtas-metragens a Palma de Ouro da Curta Metragem.

Um realizador de 25 anos, ainda estudante de cinema no Conservatório. Afirma, João Salavisa, com graça: “os filmes portugueses estão condenados a serem descobertas dos festivais internacionais”. Pois é.





Outra «Boa Notícia»:
O Azul que é Verde
Uns jovens alunos de uma escola secundária em Queluz, criaram uma empresa.
É verdade!
Os miúdos criaram uma a empresa ligada à produção de biodiesel, e criaram um transformador de óleos usados para a produção de biocombustível
"Esta ideia surgiu mediante as necessidades que nós sentimos hoje em dia porque sempre que ficamos com o telemóvel descarregado ou o nosso aparelho de música descarregado temos sempre a necessidade de o voltar a carregar e isso não é possível se estivermos ao ar livre, o que nos obriga a dirigir a um ponto fixo de corrente"
Que tal?
Viva a nova geração!!!!!

sexta-feira, maio 29, 2009

Estes biscoitos são uma porcaria!

Anti-publicidade.
(mas falta a marca...)

Dois países

Tem sido notícia nos jornais, - evidentemente que sobretudo dos ingleses mas afinal por toda essa Europa e bastante referido em Portugal - o «escândalo» dos deputados e muitos dirigentes britânicos terem recebido subsídios diversos, como ajudas de custo para a habitação quando afinal já tinham local onde habitar em Londres, para viagens que não efectuaram ou foram particulares, etc, ou seja, encurtando razões, o grande escândalo que veio a lume de que despesas privadas dos deputados e ministros tenham sido pagas com dinheiro público. E nessa onda tem ido tudo, esquerda ou direita, ninguém ficou imune, (trabalhistas, conservadores, liberais) parece que era uma questão de ser «costume», de «todos fazerem». (*onde é que eu já ouvi isto?*)
E é mesmo escandaloso, imoral, ofensivo!
Portanto ‘rolam cabeças’, há ministros demitidos, o líder da Câmara dos Comuns foi ao ar, a coisa está feia. Muitas das pessoas que já tinham recebido dinheiro para obras em casa, são agora intimadas a devolver o que receberam.
É isto que me fez pegar no assunto, mesmo que não tenha nada a ver connosco – é questão interna do Reino Unido, não é? Mas a verdade é que assim que estas coisas começaram a ser conhecidas, o Primeiro-Ministro britânico veio pedir desculpa em nome de todos os Partidos, e até declarar que a «confiança dos britânicos na classe política precisa ser restituída "imediatamente" Ah, pois é!
É afinal por estas coisas que se vê o que é uma Democracia. O que se passou foi gravíssimo. Tão grave como o que se passa por cá onde o modelo é exactamente igual. Mas enquanto numa democracia já com muitos e muitos anos, se tomam medidas, os prevaricadores confessam os erros e indemnizam os contribuintes, e até o Primeiro-ministro pede desculpa em seu nome… o que vemos em Portugal?
Num caso assim, (que, como é público e notório, é o que se passa!) o Parlamento se fosse confrontado iria abrir um Inquérito, iria procurar «provas», iria recolher testemunhos que seriam contraditórios, depois ia para férias, depois teria coisas muito urgentes a tratar, depois voltava a abrir o inquérito, depois via que tinham desaparecido faltavam dossiers, depois haveria testemunhos importantes que estariam convenientemente ausentes, depois haveria outras coisas mais urgentes a tratar, e em seguida mais férias, e talvez eleições, e reabria-se o Inquérito, e havia acusações múltiplas, e… e…e… entretanto tudo prescrevia!!!
Quem não conhece esta novela?...
Sem dúvida que «a porcaria» é muito semelhante, mas uma democracia enraizada faz com que apesar de tudo o final seja menos indigno do que aquele a que estamos habituados. E resignados?...


quinta-feira, maio 28, 2009

28 de Maio é dia de parabéns!

Tenho 3 amigas que fazem anos hoje!
Bem, se aceitar essa conversa dos signos, então devem ter uns «ascendentes» muuuito diferentes porque não têm quase nada em comum (a não ser eu gostar delas...)
Para a Isabel, não vario e deixo as minhas papoilas do costume. São virtuais e nunca murcham:

Muitas felicidades, minha amiga!!!
................
Para a outra, tãããõ diferente, de quem eu costumo dizer que tem de ter raízes como todos nós, mas as suas raízes são aéreas, não se enfiam pela terra, hesito que flores lhe oferecer. Talvez ela goste desta...


Pelo menos as raízes são aquáticas.
:)
Parabéns!!!



(à terceira vou telefonar que ela nem sabe o que é isso de um blog...)

Um jogo

Quando eu era adolescente, [e mesmo mais tarde, ainda me lembro de brincar a isto na Faculdade] estava na moda um jogo de salão de que eu gostava bastante.
Era um jogo de grupo: um jogador saía da sala, ou afastava-se para não saber o que se estava a combinar, e escolhia-se alguém que ficava na ‘berlinda’, o alvo digamos assim. Claro que para resultar as pessoas tinham de ser amigos ou no mínimo conhecerem-se bastante bem!
Consistia depois em o jogador que não estava dentro do assunto descobrir quem se tinha escolhido para a berlinda, com perguntas do tipo «Se fosse uma cor, que cor seria?» ou «Se fosse um animal, que animal seria?», «Se fosse uma paisagem?», ou «um romance?», ou «uma comida?»… por aí fora. Permitiam-se todas as perguntas, e a dificuldade estava em dar respostas que de alguma forma correspondessem àquilo que se pensava do alvo escolhido.
Ainda hoje continuo a considerar que era bastante criativo apesar de poder ser um pouco maldoso, é claro. Ainda me dá vontade de rir lembrar certa vez, em que quem estava na berlinda era um colega nosso um tanto parvo, e quando foi perguntado «se fosse um animal?...» a resposta com um enorme ênfase, que outro colega deu foi: « Um asno!!!!» Desmanchámo-nos a rir! (excepto o 'asno', como se imagina)

Ora agora a papinha já vem feita, e podemos brincar sozinhos (o que é muito menos giro!)
Mas, pronto, quem quiser ir aqui, pode saber «se fosse uma viagem, que viagem era?..
A mim deu-me «isto»:


Até está bem visto, excepto aquilo do musical (?!)
E vocês?....
( este post estava escrito e o teste que tinha escolhido era «se fosse um livro?» Entretanto a Saltapocinhas adiantou-se-me e escolheu o teste do livro para ela! Vim aqui refazer tudo, e então escolhi a viagem, o que também tem a sua graça...)

quarta-feira, maio 27, 2009

Burla Informática



Eu tinha a ideia de que algumas coisas só aconteciam aos outros.
Não a mim.
E, ‘não-a-mim’ porque eu era cuidadosa e não baixava nunca a guarda. Aliás tenho o pc bem protegido, muito cuidado com vírus, não abro emails desconhecidos, tenho passwords inventivas… tudo o que as normas mandam.
Já há muitos anos que tenho o acesso ao meu banco pela net. Prático. É como ter o multibanco na secretária, apenas não levanto dinheiro mas tenho acesso a tudo o resto sem ter de descer a escada nem esperar que a pessoa que está à minha frente pague a água, a luz, o telefone, o gás, carregue o telemóvel confirmando cada algarismo com uma lentidão exasperante. Como disse, há imensos anos que uso o sistema que tem rodado sobre esferas.
Anteontem à noite fui confirmar se já tinha entrado o meu ordenado, e estranhei o saldo. Alguma coisa não estava certa – era demasiado para o ordenado não ter entrado, mas de menos para já lá estar. Comecei a confirmar as parcelas, e tive um baque: dias antes estava registada uma transferência de 1.000 euros para um nome completamente desconhecido. Eu nem tinha feito, nem autorizado semelhante transferência!
Ontem, à abertura do Banco estava lá com uma cópia, que tinha imprimido, desse extracto. Mas ainda antes, tinha recapitulado os meus actos e ocorreu-me que há uns dias, quando quis entrar na minha página, ao escrever o código apareceu a resposta «código não aceite». Aquilo fez-me espécie, repeti a série de números e a mensagem continuava «código errado» mas surgiu uma janelinha onde pediam uns dados da matriz de confirmação. Escrevi-os e a página abriu.
Já adivinham, não é? Eu «ofereci a chave ao ladrão»!!! foi o que me explicaram no Banco. Uns dias atrás tinha recebido um mail um tanto estranho, mas era de um amigo e desta vez, descuidei-me e tentei abrir. Não consegui. O meu firewall defendeu-me valentemente, mas alguma coisa acabou por entrar. Quando mais tarde julgava que estava a abrir a página do Banco, estava a ver uma cópia perfeita, mas falsa. E foi aí que escrevi a senha e ainda por cima os dados da matriz!
Devo dizer que todo o pessoal daquele balcão me rodeou, consternado. Parece que nunca aquilo ali tinha acontecido. Ligaram para os serviços informáticos, para os serviços jurídicos, fecharam logo aquele acesso, e pediram-me que fosse fazer a queixa na Polícia para depois procederem contra essa pessoa desconhecida.
Imaginam a continuação. Primeiro a esquadra, onde também fui muito bem tratada, mas quando iam abrir o processo me aconselharam a ir directamente à Judiciária para ser mais rápido, porque o que eles iam fazer era enviar tudo aquilo para lá, e se eu fosse directamente era mais depressa.
OK. Fazia sentido, portanto lá fui rumo à Gomes Freire. Experiência nova, nunca tinha entrado aquela porta, mas fiquei bem impressionada. Para além de ter de passar por um detector como nos aeroportos, o que é natural, a recepcionista foi muito amável, fui atendida imediatamente por um inspector, jovem e muito simpático. Quando disse ao que ia, levantou os olhos ao céu «mais um caso!» e disse-me que têm sido imensos. Perdeu quase uma hora comigo, registou tudo o que disse apanhando o essencial, sem nada a mais, e o auto final que li e assinei estava impecável.
Claro está que devo dizer adeus àquele dinheiro. Isso não me disse ele, nem o Banco, mas foi fácil de entender.
O que se passou é que alguém deve ter aberto uma conta naquele nome, possivelmente falso, conseguiu durante um dia ou dois recolher o dinheiro de umas dezenas de tansos como eu, e fechou logo a conta. Agora onde estará?
Foi uma lição.
Cara. Caríssima. Mas uma lição que não esqueço.




terça-feira, maio 26, 2009

Imagens

O fim é inesperado, mas até ele é bonito, tão transparente e belo como os olhos deste bebé.



Para não dizerem que só aqui deixo vídeos 'pesados'... :)

No país de Sarkozy

Foi na semana passada que li uma história que ficou aqui a rodar em seco na minha cabeça, e me deixou uma sensação estranha no estômago. Claro que como notícia, pode pensar-se que já passou. As notícias hoje em dia têm de ser diárias ou ficam logo o aspecto de ‘requentadas’. Tudo tem de ser de ‘última hora, tem de ser acabadinho de imprimir ou de chegar aos sites respectivos. Mas o que me deixou a pensar, não tem tanto a ver com a história em si, mas com o que simboliza.
A história conta-se em poucas linhas: pelas 4 e meia da tarde, à saída da escola, duas crianças de 6 e 9 anos, foram detidas e interrogadas pela polícia, acusadas do roubo do triciclo da bicicleta de outra criança. Para tornar a história ainda mais espantosa, para fazer esta difícil detenção foram destacados 6 polícias, que interrogaram os criminosos na esquadra durante duas horas! A acusação baseava-se na palavra da mãe do colega 'roubado', e no final o mais pequenino, apanhado à saída do infantário, segundo os polícias acabaria por “confessar” que tinha usado a bicicleta.
Não, não se passou em nenhum país exótico que não reconheça os direitos da criança, passou-se aqui na Europa, na democrática França. Enquanto o director da escola considera inadmissível aquele dispositivo policial, e o prenderem as crianças à frente da escola e dos seus colegas, a Polícia, pelo contrário, orgulhosamente afirma - tudo foi legal e de acordo com as normas e nem consegue entender porque se faz tanto espalhafato.
É certo que eu considero, e tenho aqui defendido muitas vezes, que se todos nós precisamos de ter valores e normas para vivermos em sociedade, para as crianças a compreensão e interiorização dessas regras são vitais e não devemos transigir com isso. A firmeza nesse campo ajuda a criança a crescer e a sentir-se mais segura. E se se porta mal, se faz uma maldade, se desobedece às regras que conhece, deverá ser chamada à atenção, e sofrer as consequências da dita ‘maldade’. Não sei se essa tal bicicleta era ou não deles (a mãe até veio negar a acusação, mas isso nem é o importante) o chocante é a desproporção do «crime» com o «castigo».
É tudo inacreditável. Primeiro, que a mãe da criança lesada se tenha dirigido logo à polícia, antes de ir à escola e procurar falar com os outros pais. Segundo, que a polícia, também sem falar primeiro com os adultos responsáveis por esses meninos, façam uma detenção pública e os levem para a esquadra. E, sobretudo, que sejam necessários 6 agentes para levarem consigo um pirralho de 6 anos e o primo de 9 ou 10… Seria porque eles espernearam muito? Lhes escapavam por entre as pernas? Choraram e lhes molhavam as fardas?
Muitas vezes nos inquietamos com a delinquência juvenil, facto grave. As causas são muitas e variadas, embora ela não seja muito frequente em jovens que frequentem normalmente uma escola e estejam integrados numa família, como parece ser esse caso. Mas a intervenção violenta da polícia, esta sim, é que é uma resposta que raramente se tem visto.
Dizer que fiquei chocada é pouco.
É certo que Sarkosy antes do cargo que ocupa foi Ministro do Interior e ficou tristemente célebre pela violência das suas respostas aos tumultos dessa época, e por se ter referido aos habitantes dos bairros periféricos como «escumalha». E agora quem manda é ele. Será que as forças policiais não controlando possíveis motins de adultos, se viram agora para as crianças onde podem obter melhores resultados? Mais um esforço e podem conseguir apanhar em flagrante o François com a mão na chupeta do Jeannot…

segunda-feira, maio 25, 2009

Ternura e paciência

Como muitas coisas que estão no youtube, nem damos por elas.
Estas imagens e a sua mensagem, encontrei-as no blog 100nada da Catarina (a mais antiga blogger do meu grupo de referência) que por sua vez o tinha encontrado no ContraFactos.
Dispensa palavras, limitem-se a ver:

NÃO

Igualdade.
Talvez, tal como a Liberdade («Ô Liberté, que de crimes on commet en ton nom !») também se vão cometendo alguns crimes em seu nome.
O que é afinal isso de «igualdade»? Eu acredito que seja um dos conceitos que mais manipulação tem sofrido, porque a maior parte das vezes se está a discutir noções completamente diferentes.
Este fim-de-semana o jornal i publicou um editorial, provocador, afirmando que A política social não serve para nada para além de outro artigo no mesmo sentido, igualmente provocatório, com o título De nada valem os sacrifícios ou todo o dinheiro que se investe na educação. Quem nasce pouco inteligente será sempre pouco inteligente.
O que fundamentava o primeiro texto era um estudo (?) livro (?) de um cientista inglês. Um especialista de ADN. E, pelo que entendi, produzia uma afirmação que qualquer especialista de ADN diria – e o ‘amigo banana’ também – ou seja que não há duas pessoas iguais. Não é novidade. Sabemos isso por bom senso e intuição e até o sabemos com mais fundamento desde que se começaram a usar as impressões digitais. Não há duas pessoas iguais, não nascem duas pessoas iguais.
Normal.
Quando eu disse que é um conceito que tem sido manipulado, estava a lembrar-me das mulheres que lutaram pela “igualdade” e se cansaram de ouvir que elas não eram iguais aos homens. Pois não. Isso entra pelos olhos dentro. Mas quando uma mulher descriminada luta pela tal *igualdade* não está a pensar em ser igual nem física nem psicologicamente, quer ser igual em termos de consideração, respeito, independência, justiça. Não queria ser uma cidadã de segunda, como o foi durante séculos.
Agora uns senhores, que talvez geneticamente se venha a descobrir que tiveram um bisavô nos SS (já que a genética é assim tão importante, e 'eles' andam por aí) descobrem de novo a pólvora seca: o destino está traçado e desta vez é nos genes. Os filhos de pais inteligentes serão inteligentes, o dos pouco dotados serão burros faça-se o que se fizer. Que bela selecção de raça! Claro que mais tarde se resolverá a questão do caso dos irmãos, onde um é genial e outro um pobre coitado. A solução dessa questão virá depois, calculo.
Neste caso só fiquei um tanto incomodada pelo relevo que este jornal deu ao assunto. Que o escritor o escrevesse, foi normal, assim se ganha dinheiro. Que haja quem o compre e aceite as teorias, é livre de o fazer em democracia podemos expressar as nossas opiniões. Este sublinhar da questão só o admito porque assim se podem vender mais jornais.
Poderíamos questionar que talvez seja melhor ser um pouco-inteligente instruído, do que um pouco-inteligente ignorante, isso pode fazer diferença. Mas apetece-me mais inquirir o que é isso de inteligência. Sabemos hoje que não há UMA inteligência mas sim várias. Conhecemos há muitos anos as inteligências múltiplas e recentemente considera-se que a Inteligência Emocional é a responsável pelo êxito, de quem tem sucesso. Afinal do que se está a falar?
ADN? Claro que com o ADN se transmitem muitas coisas, boas e más, mas com esse pesado fatalismo, que faria aceitar que uma criança traz o seu destino traçado à nascença, nem sei como esse tal senhor admite a evolução da raça humana.
O antropopiteco só podia gerar pequenos antropopitecos, não? Isso por mais que os mais velhos se esforçassem.

Não.
O erro de raciocínio é tão evidente que, cá para mim, tudo isto só serviu como manobra de aumentar a tiragem do jornal.

domingo, maio 24, 2009

E tem toda a razão!

O sotaque brasileiro é muito forte e temos de 'traduzir' algumas coisas, mas divirtam-se a ouvir a lista das tautologias que ele encontrou.
Ehehehehe!!!

Uma música ao Domingo

Los Poetas Andaluces de Ahora




Balada para los poetas Andaluces de hoy


Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
Qué miran los poetas andaluces de ahora?
Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
Quién mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

Rafael Alberti

sábado, maio 23, 2009

Agora é a informática

Para a «Boa notícia» de hoje tive alguma dificuldade.
Quero dizer, até encontrei várias, a dificuldade foi por um lado a escolha e por outro o não desejar repetir-me nos ‘temas’, digamos assim...

OK, acabei por escolher «dois-em-um». Quero eu dizer, duas histórias que estão interligadas pelo tema.
As duas são sobre informática.
a) Ficamos a saber que uns espanhóis inventaram um computador portátil que é alimentado por energia solar e fabricado com materiais biodegradáveis. Pesa perto de 700 gramas, «tem um ecrã de oito polegadas, rato táctil e uma capacidade de armazenamento de 1 GB, expansível a 64 GB; a bateria é alimentada com energia solar e pode ser carregada entre cinco a sete horas». Já que hoje a informática é a base de tanta coisa – de quase tudo, hoje em dia – tornar os computadores mais baratos e mais ecológicos é muito bom. Vamos ver quando podem ser comercializáveis.
b) A segunda notícia também é da área da informática mas é boa para a nossa moral de portugueses: houve uma empresa portuguesa que ganhou um prémio internacional de Tecnologias. Segundo li, os investigadores encontraram uma «solução unificada baseada em metodologias ágeis para responder a todo o ciclo de vida de implementação e gestão de aplicações de negócio Web», e o prémio é unanimemente considerado como a maior distinção da indústria.
Boa!

Para pensar

Um vídeo fabuloso!



Ficamos com um amargo de boca?
É normal. Mas estes abanões são úteis.


Não resisto

Bem sei que este vídeo passa aí em muitos blogs, mas fiquei tão consolada que não posso deixar de partilhar convosco o prazer que senti ao assistir àquela criatura a ouvir - ser obrigada a ouvir - umas verdades que tem conseguido ignorar.
As pessoas que têm sido enxovalhadas pela arrogância da MMG e têm sido insultadas sem poder responder porque ela lhes corta a palavra, devem neste momento ter um sorriso enorme...
Provar do próprio veneno é coisa que nem as cobras costumam sentir.



Eu sei que tenho um post para as «boas notícias» de hoje, mas olhem que esta podia fazer-lhe companhia.
Enfrentar a 'dona-da-estação' no seu reino é formidável!