segunda-feira, outubro 13, 2008

Uma ideia peregrina!

Ora imagine-se que o presidente de um movimente, o Movimento Mérito e Sociedade, o presidente, um senhor (senhor = homem) lembrou-se de constituir uma lista só de mulheres para apresentar no Parlamento Europeu
A justificação para esta espantosa ideia é que "Existe em Portugal um grande número de mulheres que podem representar o País na Europa” e "As mulheres são menos corruptas que os homens."
Bem… É verdade que existem muitas mulheres em Portugal, aí fala a estatística. Quanto à corrupção, não há estatística não sei que dizer. Mas a verdade é que este ‘interessante’ movimento é, pelo menos, chefiado por um homem, não? Para chefiar sempre é melhor ter lá um homem.
Claro que às tantas lá reconhece que "uma das ideias iniciais da lista era dar visibilidade a esta bandeira do partido", ou seja mais simplesmente – serve para chamar a atenção para o Movimento completamente desconhecido.
Como ele se tinha esquecido de que existe uma lei da paridade então vai ter de “arranjar homens para compor a lista".

Ai, ai, ai…
Haverá alguma mulher que se sinta lisonjeada com esta ideia?!


«Isto é que vai uma crise!»



Lembram-se da famosa cena de revista, com a Ivone Silva e o Camilo de Oliveira, tão famosa que afinal a frase que eles repetiam ficou para sempre nos nossos ouvidos:
«Isto é que vi uma crise!»

Hoje, mais do que nunca, a palavra crise é dita várias vezes por hora, a propósito de tudo!
E por vezes atinge áreas surpreendentes.
Por exemplo
«os santinhos que se vendem em Fátima»
Imagine-se!

Não há direito! Já nem a fé os salva…


Huuuummm....

Posso estar enganada, mas não lhe auguro um grande sucesso.
Cá em Portugal bebe-se bastante café. Faz parte da nossa cultura.
Mas é um tipo muito definido de café. A famosa «bica» aqui do sul, ou o «cimbalino» do norte, um café forte numa chávena pequena.
Vemos muitas vezes nas séries da TV passadas nos EUA, andarem as personagens com uns grandes copos na mão, copos de cartão com tampa, e falarem daquilo como café: «Queres um café?» e consumindo aquela coisa com muita naturalidade.
Não tem nada a ver com o que se bebe por cá.
Agora dizem que vai abrir (ou já abriu) uma sucursal da empresa starbucks, norte-americana dizendo que vai ter o café expresso mais barato do mundo – a 1,20 euros!
Até pode ser o mais barato que esta firma venda, mas para as nossas bolsas não é nenhuma pechincha.
É o dobro do que custa um café "normal"…e se vem servido num balde, não nos atrai lá muito.
Não quero agoirar para o negócio mas…

domingo, outubro 12, 2008

Uma música ao Domingo

Depois de ter ouvido «Os gatos» com o RAP do Chavez, lembrei-me do Gabriel o Pensador, o cantor de RAP que conheço melhor.
Vai ser a minha música de hoje.



Cartazes de filmes antigos IV

De 1939. Estava a guerra a começar...

sábado, outubro 11, 2008

Ouvido no metro

Mesmo sem querer é impossível não ouvir a conversa de duas senhoras, porque o tom em que falam sobressai sobre os outros sons.
Para além disso também chamam um pouco a atenção porque o ‘sotaque’ é o que se costuma caracterizar como das «tias da linha» - vogais muito arrastadas, e um tom um pouco enfastiado.

Uma delas perguntava por alguém, familiar da outra pelo que se entendia.

A resposta fez-me olhar para elas com mais atenção:
«Sabe como ele é…!» risos «Decidiu que andava cansado e tirou um ano sabático para ir fazer surf para a Austrália

A amiga riu-se muito, mas ainda indagou
«Mas quando regressou arranjou que fazer?»

«Oh, sim. Ainda esteve uns meses com o ****, mas depois ofereceram-lhe uma posição melhor e já mudou. A Tatá disse-me que ele está na dúvida se mesmo assim não fazia melhor em ir trabalhar com o ****.»

Podem não acreditar por eu dizer que ouvi isto no metro, que este tipo de conversa não se costuma passar num transporte tão plebeu, mas juro que assim foi.

E afinal aquelas senhoras são portuguesas. (??) Vivem na mesma terra e respiram o mesmo ar do que eu.
Mas... os seus familiares são fazer surf para a Austrália para desanuviar, e quando regressam, frescos e retemperados franzem o nariz ao primeiro emprego que lhe oferecem.


Lisboa, 2008? Parece que sim.




E se fosse o nosso país?

Quem lhe pegaria...?
Sabe-se que a Islândia foi uma das primeiras vítimas da crise monetária
Escreveu-se muita coisa sobre isso, mas para quem entende muito pouco do assunto tem de se ler tudo até ao fim para perceber alguma coisa.
Até porque, pelo contrário, imaginávamos que aquele era um país de sucesso, com o
índice de desenvolvimento humano mundialmente mais elevado .
OK. Afinal há problemas no paraíso.
De tal forma que houve um engraçadinho que
a pôs à venda no eBay
Com uma base de licitação muito baixinha, oferece «uma oportunidade única para adquirir um país da Europa do norte; situada em pleno Atlântico Norte, a Islândia oferecerá ao felizardo comprador um ambiente habitável, cavalos islandeses e uma situação financeira relativamente desordenada» mas já vai em 10 milhões de libras esterlinas.
Ah, e quem o comprar leva de brinde um Prémio Nobel da Paz novinho em folha...
Claro que isto de ‘vender um país’ é arrojado.
Sobretudo num único lote. Se for aos bocadinhos, já se faz há muito tempo, como sabemos.

Mas fiquei a pensar. E se fosse o nosso? Quem o vinha licitar...? Incluiria o governo, ou o comprador poderia trazer pessoal seu para gerir melhor a sua propriedade?


Cuidados paliativos



Um inquérito diz que quase metade da nossa gente ignora o que sejam cuidados paliativos, na Saúde.(de que hoje é Dia Mundial)
É que nem sequer sabem o que seja, não é apenas pensarem, como noutros casos, que não têm acesso a eles se foram necessários.
Não, são completamente desconhecidos.


Porque será?

Eu imagino que é por estarem tão longe da realidade a que estamos habituados...

sexta-feira, outubro 10, 2008

Tinha-me esquecido!....



Imaginem!
Tinha-me esquecido que hoje é sexta-feira!!!!!!!


(não devo andar bem)

Vivam os Gatos

Mudaram de canal, mas não perderam o humor.
Só alguns exemplos:



«Gostava mais de fazer carjacking mas não posso; não tenho meios de comprar uma pistola, uma moca, uma coisa aleijasse...»


Ou



ou ainda


É certo. Estes tipos vieram para ficar!

(nota - retirei o vídeo que estava do 'carjaquim' porque começava logo a ouvir-se assim que abríamos o blog. Ontem ainda não fez mal, mas não podia ficar sempre assim! Fica o link e a ideia)


De admirar é que se admirem



Ora então...
a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), denunciou hoje a existência de “pressões externas” e de “tráfico de influências” na escolha dos futuros directores executivos destes serviços de saúde
Mas não é sempre assim?!

Porque é que seria excepção a escolha destes directores?

É sabido que a tal «confiança política» mina de alto a baixo as chefias dos Serviços Públicos.
Sempre assim o vi. Desde as chefias mais elevadas – que seria natural serem escolhidas também por confiança política – até aos mais pequenos directores, muitas vezes de serviços bem insignificantes, o cartão partidário sempre teve peso.

Só temos é que desejar que, para além dessa condição, os escolhidos sejam TAMBÉM competentes!


Já seria bom.





Já se suspeitava

Que este governo de socialista tinha pouco, sabia-se.
Que tomava
medidas com escândalo de muita gente e até ao revés daquilo que tinha dito (vidé Código do Trabalho) também se sabia.
Que o centro-direita português não devia andar com muita razão de queixa, estava na cara.
Mas temos de sorrir quando o Dr. Marques Mendes afirma que
Sócrates usou ideias dele

Cá está.
Para quê fazer oposição? Oposição às suas próprias ideias...?


(claro que neste caso a coisa seria diferente, é bom de ver, mas a frase é 'interessante')




Do Kaos, como se vê logo!

quinta-feira, outubro 09, 2008

Gostos e hábitos

Anda para aí alguma polémica (que eu aliás também alimentei) sobre o caso de a FNAC, agora para comemorar os seus 10 anos em Portugal, ter decidido que daqui para diante os tais 10% de desconto no preço dos livros seria só para quem tivesse o seu cartão.
Por aquilo que deu para ver, numa breve vista de olhos, quem se deu ao trabalho de escrever sobre isso foi quem discordou da medida, apesar de em comentários algumas pessoas fossem mais moderadas (ver por exemplo o caso da
nossa 100nada ou, quem esteja mais perto do sector livreiro, o Zé Mário Silva, Bibliotecário de Babel )
Quanto a mim, a questão já acabou.
Cada um promove as estratégias que prefere e colhe os resultados delas. É mesmo coisa que não me rala nada, e 'para o lado em que melhor durmo' como se costuma dizer.

Mas atrás desta questão vieram duas.

Por um lado a mania dos cartões. É realmente uma praga! Para fixar clientes, desde empresas grandes como esta, os Continentes, o IKEA, ou gasolineiras, até o barbeiro de bairro, a perfumaria da esquina, a sapataria da rua de cima, agora todos querem que tenhamos cartões que depois de 100€ de compras nos dão direito a um porta chaves, ou uma caneca com o logotipo da loja. Não há paciência.... Quem aceite esse jogo anda com a carteira a rebentar de cartõezinhos que não servem absolutamente para nada! Tenho visto pessoas que nem podem fechar a carteira, gorda que eu sei lá, e quando pergunto que cartões são aqueles encolhem os ombros - nem se lembram já porque os aceitaram...

A outra questão tem a ver com hábitos pessoais e os gostos de cada um. Lendo os diversos comentários (só a Catarina teve 21!) vemos que todos nós temos livrarias de estimação, e defendemos que os livros ali estão melhor arrumados, os vendedores mais atentos, o ambiente mais simpático. E é verdade. Afinal são «os nossos»! Conhecemo-los melhor e o dominar os cantos à casa é logo meio caminho andado. Se o ambiente é desconhecido custa-nos muito mais achar aquilo que se quer.
Eu sou muito uma mulher de hábitos. Assim tipo burro que aprende um caminho e depois nem se rala em procurar outros. Quando a «Ler Devagar» saiu do Bairro Alto foi uma confusão para a minha cabeça!... Nem atinava bem com a nova morada. E continuo a ir às livrarias onde fui toda a minha vida, desde que elas não mudem de residência.

São gostos.
Sou uma sujeita fiel. Mas nisto de lojas também gosto de fidelidade da parte delas. Se começam a mudar demais - um bocadinho, aceita-se - deixa de ser «a minha» loja e perco então a obrigação de fidelidade que sentia.

Feitios...


Biomimetismo

Mais uma coisa de que nunca tinha ouvido falar, para minha vergonha

Acabo de ler uma reportagem da Lusa sobre... biomimetismo.
Uma palavra que desconhecia por completo.
Consigo 'descodificar' e imaginar que se trata de algo ligado à vida (bio) e à imitação (mimetismo). Mas é muito pouco.
Vou ler e fico encantada.
Explicam-me que «se trata de identificar as aplicações que a natureza desenvolveu ao longo de milhões de anos e que a humanidade pode imitar para desenhar um planeta mais sustentável e saudável».
Como exemplos fala-se que se pode conceber um bypass inspirado no coração da baleia corcunda, vacinas que não se estragam com o calor como a planta da ressurreição africana ou superfícies livres de fricção que imitam a pele de lagartixa
Ou seja, a Natureza já mostrou o caminho, é seguir essas pisadas.

Dizem que esta ciência pode ser o início da terceira revolução humana depois da descoberta do fogo e da revolução industrial

Os exemplos que vão dando são variados, apanham muita coisa quer no campo da medicina, quer na defesa da Natureza e meio ambiente.

Vou procurar mais e encontro mais informações num blog, o que me desperta a curiosidade para ir atrás dos links que lá vejo.

Fantástico. Viva o Biomimetismo!!!!


Praxes cívicas

Não sou uma admiradora das praxes.
Não lhes acho grande graça, não se usavam quando eu estudei e aquilo que tenho ouvido não ajuda nada a que venha a simpatizar com essa «forma de integração» (???) na sociedade académica.

Mas parece que a pouco e pouco algumas Escolas parecem interessadas em 'redimir' a imagem negativa que existia das praxes.
Primeiro foi em Medicina, em Lisboa, onde foi pedido aos caloiros que fossem perguntar a alguns transeuntes se não se importavam de serem dadores de medula óssea.
Uma boa prática. Importante. Útil.
E agora os
caloiros da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja uma das quatro do Instituto Politécnico local, vão ser praxados quinta-feira com plantação de árvores na cidade e trabalhos de limpeza da mata municipal.
Bem, com escolhas de praxes destas, - desde que se vá voluntariamente - a imagem começa a ficar mais construtiva, não haja dúvida...


Ana Gomes



Podemos pensar que ela é excessiva, que gosta de show-off, que é uma exagerada a defender as suas posições, sobretudo que é a «anti-diplomata».
Custa, por vezes, pensar que foi diplomata de carreira.

Eleita agora em Bruxelas a
«activista do ano» pela revista europeia The Parliament Magazine, uma publicação que promove anualmente prémios para os melhores deputados europeus em diversas categorias.
É um reconhecimento da sua força.

Não nos admiramos.

Cá em Portugal já lha conhecíamos...


quarta-feira, outubro 08, 2008

Tudo é relativo

Ontem esteve um dia mau.
Enfim, mauzote...
Choveu o dia quase todo, a temperatura baixou, enfim pode dizer-se que chegou o Outono, o que é natural, mas a gente franze o sobrolho quando tem de sair para a chuva ou sente a temperatura baixar.
Foi um bocadinho,
muito poucochinho, mesmo. O suficiente para pôr um cobertor na cama e vestir um casaco quando saí para a rua.
Ora o engraçado é que estou agora a meio da leitura de um romance sueco. Passado na Suécia. Bom, naturalmente, o clima é um pouco diferente deste que me estava a arreliar.
Lá, estava-se no Inverno quando a história começa e o protagonista vai resmungando (tal como eu estava a resmungar) com o frio.
Mas a coisa amainou, e no princípio do capítulo 10, página 175 leio:
«Então o tempo mudou e a temperatura subiu gradualmente até uns amenos dez graus negativos»

Que agradável!

Uns amenos dez graus negativos !

É melhor eu 'recolher' os meus resmungos.
É que fui confirmar, e ontem estiveram em Lisboa cerca de 20 graus... positivos!!
Pois é.
E achava eu frio... (em relação ao mês anterior com certeza!)

Um ou dois olhos?

Quando se pensa que já se viu ouviu tudo, aparece ainda uma surpresa:
Afinal uma mulher mostrar os dois olhos é coisa feia e uma pouca vergonha. Uma mulher que se preza só deve mostrar um olho.
Um olho só chega muito bem!
Esta é mais uma “fatwa” de um xeque da Arábia saudita.
Segundo essa criatura
“a revelação dos dois olhos encoraja as mulheres a usar maquilhagem e atrai demasiada atenção, o que é um comportamento corrupto, em conflito com os princípios islâmicos.”
E o delírio não é só islâmico, pois também judeus ultra-ortodoxos vão ao ponto de criarem “patrulhas da modéstia” que vasculham tudo o que pode ser ofensivo ao pudor (usar-se uma blusa vermelha, p.e.) ou conviver-se com homens. E o curioso é que estas normas todas são para mulheres - afinal se uma mulher 'convive com homens' é porque há homens que 'convivem com ela', não será?!
Não são loucos, o que seria uma desculpa, são fanáticos que amedrontam toda a gente.
Porque submeter-se a tais ordens loucas só por medo.

Só pode ser.


Ora ainda bem!

O senhor ministro declara


Que bom!!!!!

Então conte lá tudo à gente!....

O 'bullying' existe



Um relatório, apresentado pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, sobre a violência nas escolas, fenómeno importante, ‘esquece’ o caso do 'bullying'.
Diz-nos esse relatório que «em 2006/07 existiram 3533 actos de violência nas nossas escolas, mas isso se verificou apenas em 10% das escolas».

Aceito que os casos de violência sobre pessoas e furtos fossem mal distribuídas e concentradas em 10% das escolas. Mas quanto ao 'bullying' esse está bem mais distribuído, infelizmente.
Eu não sei se de facto esses casos ‘afectam uma em cada cinco crianças’ como diz um estudo feito, mas que existe, e é grave não tenho a menor dúvida.
Só à minha conta conheço vários casos. Com menor ou maior gravidade, mas reais e que são de uma enorme injustiça para com as crianças ou adolescentes envolvidos.
E por algum motivo se criou uma linha de emergência…

Todos sabemos que ignorar um fenómeno não implica, magicamente, que ele não exista.



(daqui)

terça-feira, outubro 07, 2008

Sinceridade

Esta oferta especial parece mesmo à minha medida. Eu não resisto ao «compre 3 ao preço de 2»...

(apesar de, por vezes, olhar para o lertreiro e 'ler' distraídamente 'compre 2 ao preço de 3' o que me faz voltar a ler )



Sem palavras

Tem-se escrito tanto e tão bem por essa blogosfera fora acerca da questão do direito ao casamento por parte dos homossexuais, que eu nem tenho tocado no assunto – considero que muitos dos blogs da minha coluna da direita o têm feito melhor do que eu o faria.

Portanto deixo apenas este cartoon que me parece exemplar:



Banco de leite materno

A profissão de ama, uma das mais antigas do mundo, era inicialmente praticada por mulheres que amamentavam bebés que não eram seus filhos. E durante muitos séculos isso sucedeu.
Depois, surgiram leites artificiais, e uma ama passou a ser alguém que cuidava de um bebé mas sem necessariamente o alimentar. Até se chamavam inicialmente «amas-secas».
Mas cada vez se confirma mais que o leite humano é o melhor para ... bebés humanos! Primeiro o da sua mãe, que tem propriedades especiais e cria imunidade a várias doenças, mas o leite humano é de facto o mais adequado aos bebés.
Agora, na maternidade Alfredo da Costa já existe um banco de leite materno muito útil para bebés prematuros.
«As mulheres com excesso de leite podem doá-lo ao banco para suprimir a carência de bebés que não podem ser alimentados pelas mães»
Boa notícia. É uma acção muito importante e um ponto a louvar.

Emprego com condições

Já aqui falei uma vez que tenho seguido os esforços de um jovem amigo, de momento desempregado, na sua busca de trabalho. Está inscrito no Centro de Emprego da sua área e muitas vezes por semana procura na netemprego ocupações que seja capaz de fazer.
Para além da sua profissão, vai respondendo ao que vê, mesmo com menos qualidade - servente, distribuidor, etc.
Contei uma vez aqui que para servente um «empregador» desejava alguém com o 11º ano e que dominasse muito bem o inglês e espanhol.
Bom, desta vez não se tratou disso.
A oferta de trabalho era para alguém que ajudasse um distribuidor.
Quando ele abriu melhor o site para ver as condições da oferta, descobre que uma das coisas que se desejava era alguém que dominasse o mandarim!...
Imagino que pretendiam fazer distribuições a lojas de produtos chineses. Nada de mais. Se os clientes eram chineses, o carregador das mercadorias deveria falar chinês, OK.
Mas desculpem, tem alguma graça.
Ainda por cima mandarim! Quem viveu uns anos em Macau, sabe que as crianças, educadas muitas vezes com empregadas chinesas, cresciam a falar chinês sim senhor. Era engraçado a facilidade com que o aprendiam. Mas era cantonense, o chinês que se falava ali. Mandarim, era bem mais para o norte, e lá em Macau não era compreendido.
Ou seja, este trabalho nem sequer poderia ser para alguém que tivesse crescido em Macau e arranhasse a língua que lá se falava. Era condição para se poder candidatar a este trabalho, o domínio do mandarim...
Valia mais dizer logo à partida, que pretendiam um distribuidor de nacionalidade chinesa, não?

segunda-feira, outubro 06, 2008

Os spams

São uma praga, como todos sabemos.
Erva daninha da mais persistente. Entram na nossa caixa do correio e, se ela não tiver grande capacidade, entopem-na num instante.
Piores que as diversas folhas de anúncios que vão enchendo as caixas de correio reais, se não se lhes coloca o papelinho «Publicidade não endereçada, não, por favor!»

Aqui na 'terra do virtual' a coisa é mais complicada, apesar de o Gmail ter também um filtro, e o que lhe cheira a spam ir para uma zona de quarentena, (
"as mensagens que ficarem em Spam por mais de 30 dias serão excluídas automaticamente"). Existir essa selecção é muito bom.
Há anos, quando o correio do meu blog era ainda yahoo, tive um desaguisado chato com um colega da blogosfera que me enviou uma crítica a que nunca respondi. Ele ficou ofendidíssimo, voltou a escrever-me muito exaltado, interpretando a minha ausência de resposta como arrogância ou coisa assim. Eu, simplesmente, tinha varrido os spams todos e o email dele no meio do resto do lixo. Lá me expliquei e a coisa não acabou mal, mas quase...

Até imaginava que esta chuva de spams era por causa do blog, mas uma olhadela de acaso ao correio do meu filho – que pensa, com alguma razão, não valer a pena apagar os spams – vi que andavam por ali 1853, que seria a conta dos últimos 30 dias... Ena!

E, deve existir uma explicação muito simples, só que eu não chego lá: o que se ganha em enviar textos em chinês ou japonês ou lá o raio que seja...?!
Os famosos anúncios do viagra, que são imensos, ainda vá. De alguns medicamentos estranhos, enfim... De brindes mirabolantes, ofertas espantosas se comprarmos isto e aquilo, ainda entendo. Tudo o que seja numa língua escrita em letra romana, pode pensar-se que a mensagem ainda atinge um num milhão, e sempre se experimenta.

Mas em caracteres incompreensíveis para quem recebe, qual será a ideia? A empresa em causa aumenta conforme a propaganda emitida?

Deve haver uma explicação e quem se mexe bem nestas áreas deve conhecê-la, mas a mim faz-me espécie, isso faz!


Estes cento e tal spams foram de ontem para hoje!!! Nem couberam todos na imagem.

Faltam creches

No outro dia, quando Sócrates soltou a tal frase, aparentemente autocrítica, sobre a «irresponsabilidade» de governos que deixaram de investir na área social estava a inaugurar um infantário e era a isso que se estava a referir, é claro.
O que não estava a informar é que
os parceiros da União têm ao seu dispor até 2013 diversos fundos para alargar a presença das crianças em creches, infantários e estabelecimentos do ensino pré-escolar, há uma verba de 2,4 mil milhões de euros «destinada a medidas que facilitem o acesso das mulheres ao emprego em conciliação com a vida familiar, cuidados à infância incluídos»
Ou seja não é uma prenda de que estava a falar, é algo que está previsto nos fundos comunitários...

Por outro lado Portugal é dos países onde mais mulheres trabalham a tempo inteiro e há menos respostas de apoio à família.
Mesmo que se diga que existe uma cobertura de 75% nos cuidados à infância até ao ensino primário a realidade não o confirma sobretudo nos cuidados em idade de creche.
Todos sabemos que a resposta oficial é fraquíssima, e a privada muito cara.


Mas será que se imagina que as pessoas não vivem num mundo real? Às vezes parece que sim.


Prêmios IgNobel



Já decorreu a entrega dos prémios IgNobel.

Ora bem, para quem não saiba:

«O Prémio IgNobel é uma sátira do prémio Nobel e é dado a cada outono para a descoberta científica mais estranha do ano. Os prémios são entregues para honrar estudos e experiências que primeiro fazem as pessoas rir, e depois pensar. Foram criados pela revista de humor científico Annals of Improbable Research e os prémio são entregues em Harvard».
O que é fantástico, é que os premiados existem a sério, e são mesmo investigadores, com trabalhos foram publicados em revistas de grande prestígio internacional.
Vamos então ver os prémios:


Arqueologia
: Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino, por demonstrarem que os tatus podem misturar os vestígios em uma escavação arqueológica.


Biologia
: Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, pela descoberta de que as pulgas que vivem nos cães pulam mais alto do que as que vivem nos gatos. : ( ...e dependerá da altura do pêlo?)

Química
: (esta é muito boa) Sheree Umpierre, Joseph Hill e Deborah Anderson, por constatarem que a Coca-Cola é um espermicida eficiente, e C.Y. Hong, C.C. Shieh, P. Wu e B.N. Chiang por provarem o contrário.


Ciências cognitivas: Toshiyuki Nakagaki, Hiroyasu Yamada, Ryo Kobayashi, Atsushi Tero, Akio Ishiguro e Ágota Tóth, por descobrirem que os micetozoários podem resolver problemas e quebra-cabeças. (melhores que muita gente)

Economia: Geoffrey Miller, Joshua Tyber e Brent Jordan, por descobrirem que dançarinas de danças exóticas ganham mais dinheiro nos períodos de fertilidade.

Literatura: David Sims, por seu estudo: «Seu idiota: investigação da experiência da indignação dentro das organizações». (porque é prémio de literatura?...)

Medicina
: (a força da sugestão!) Dan Ariely, por demonstrar que medicamentos falsos caros são mais eficientes do que os medicamentos falsos baratos.

Nutrição
: Massimiliano Zampini e Charles Spence, por demonstrarem que a comida é mais saborosa quando é mais atraente. (foi preciso demonstração?)


Paz
: O Comitê Federal Suíço de Ética em Biotecnologia Não-humana e os cidadãos suíços, por adotarem o princípio legal de que as plantas têm dignidade. (pacífico a mais não poder ser... vivam os mal-me-queres!)


Física
: Dorian Raymer e Douglas Smith, por provarem que montes de corda ou cabelo inevitavelmente embolam ( tal e qual!)


Que tal...? Foram investigações publicadas em revistas da especialidade, atenção!



Estas coisas da fé são complicadas...

Há coisas de que tenho algum pudor em falar, e as crenças de cada um, é uma delas. Mas às vezes não resisto.
Li no Expresso que um grupo de investigadores «simulou uma experiência religiosa para provar que esta desencadeia no cérebro de católicos praticantes um alívio significativo»

Dizem eles que se
"trata do primeiro estudo em que se demonstra o que se passa no cérebro de pessoas bastante crentes quando estão a viver experiências religiosas e ao mesmo tempo a ser sujeitas a estímulos dolorosos"
Ora esta investigação, que não ponho em causa é claro, - eu sei lá como é que se associa um choque eléctrico à imagem da Virgem Maria – parece estar a mandar a mensagem que a fé, a crença, justifica a força com que se resiste a outras pressões, pelos vistos vistos e decerto que também sociais.
E neste caso os católicos saem muito bem vistos. Católicos praticantes, atenção.
Óptimo. Se é ciência, é ciência.
Mas se trocarmos as cobaias e lá colocarmos muçulmanos, por exemplo?
Aí como seria?
A 'fé' passaria a ser 'fanatismo'?


domingo, outubro 05, 2008

Uma música ao Domingo

A condizer com o «cartaz» temos a música de Gershwin:

Cartazes de filmes antigos III

Um magnífico musical de 1951!


sábado, outubro 04, 2008

As obras

Ando rodeada de obras, infelizmente.
De manhã à noite é barulho, é poeirada, é confusão.
Vagaram dois andares no meu prédio, e o senhorio para os voltar a alugar com a renda multiplicada por dez, teve de fazer algumas actualizações naquelas casas. A principal foi substituir a cozinha, velhíssima, podre de todo. Por outro lado, num troço de rua que liga a minha casa a um largo, estão a mudar umas canalizações.
São obras necessárias. Nem embirro que as façam, tem de ser, pronto. O que me impressiona é a incrível lentidão com que tudo isto se desenrola.
Pelo que entendi, cá no meu prédio, (e aliás fui lá meter o nariz com curiosidade) trata-se de retirar a cozinha velha, o que nem devia ser muito difícil porque ela estava mesmo a desfazer-se, e colocar uma nova. Aquelas alminhas andam ali a batucar há mais de um mês e ainda não se vê o fim à obra. Eu posso comparar, porque há uns anos fiz também umas obras na tal minha casinha de que me farto de falar. Nessa altura, foi substituído o telhado todo, pintada a casa por dentro e por fora, arranjadas as janelas, alterado o alpendre e o quintal, e remodelada integralmente a cozinha. Foi tudo feito em 15 dias. Aqui no meu prédio andam há um mês à volta com a cozinha do 1º andar e pelo que estou a ver aquilo ainda nem está a meio...
Assim como a mudança de canalizações que altera o trânsito e o estacionamento aqui na minha zona. É uma obra minúscula. Mas não anda nem desanda, estamos assim há 15 dias.
Como já aqui tenho referido vivi uns anos em Macau. Vi construir prédio de vários andares em poucos meses. Vi abrirem e fecharem valas como esta ‘amostra’ aqui junto da minha casa mas atingindo uma rua grande, durante um fim-de-semana. A construção lá parecia que estávamos a ver um filme dos inícios do cinema com a imagem acelerada – mal começava e já estava pronta.
OK, não esperava tanto. Esse é um 80 que é simpático mas difícil de atingir, mas a nossa pastelice do 8 também é demais!... Olhem que ligação entre duas estações de metro ( o troço entre a Alameda, Saldanha e S.Sebastião) está a levar o dobro do tempo que levou a construir o Aeroporto de Macau.
Não há paciência...

Foi ontem

E eu não soube de nada.
O Dia do Sorriso.

Faz falta. Um sorriso pode ajudar muito.
A rir se corrige algumas coisas. O Humor é uma boa arma quando apontada como deve ser.

Devia até ser mais usado, não é?

Vamos ver se conseguimos sorrir mais.




Dos OBJECTOS

É para isso que há subsídios


sexta-feira, outubro 03, 2008

Horário


Hoje, e a partir de hoje, aqui o relógio editorial do Pópulo (existirá um relógio editorial?...) vai atrasar aí uma meia hora.
Ando preguiçosa, o sol também anda a nascer mais tarde e eu sem sol funciono mal.
Acho que ele é a minha fonte de energia preferida.
(nem me imagino nada a viver naqueles países onde em certas épocas do ano só têm luz do sol umas poucas horas por dia…)
Portanto, como os meus horários o permitem, ando preguiçosa, e sobretudo o blog é para me divertir e não uma obrigação, decreto que me vou atrasar.
Aquilo que escrever vai começar a entrar pelas 8 horas.

Não acredito que os meus visitantes habituais cá deixem de vir, até porque os primeiros comentários começam a chegar depois das 9…
Combinado?


Azarinho (é um azar pequenino)


A história em si não me interessa muito nada.
Afinal são questões internas de um partido e é lá com eles.
Eleições para os órgãos da Juventude de um Partido, neste caso o PSD, deram alguma confusão com um empate rigoroso: o mesmíssimo número de votos para as duas partes.
Zangaram-se, “Isto ainda não é o Zimbabwe”, declara um deles e, numa decisão plena de simbolismo, decidem dirigir-se à sede nacional da Jota para entregarem as chaves das instalações.

Era um acto vistoso e importante.

Só que …

a acção simbólica acabou por sair gorada, uma vez que não se encontrava ninguém na sede da JSD a quem pudessem entregar as chaves - não sei se avisados se puseram ao fresco, se quem lá foi não teve a cautela de se informar das horas de expediente.
Quem ia imaginar que existiria ali um alfinete - ffff -a postos para furar um balão? Um gesto tão forte! Tão simbólico! É que deixá-las na caixa do correio não tem o mesmo impacto.
Oh, a maldade da vida.



Virgindade

Sabemos que se está a viver em 2008, terceiro milénio, mas de vez em quando ficamos com dúvidas.
Será possível que em França, um país do Primeiro Mundo, moderno, desempoeirado, ainda existam mulheres que todos os anos
procurem restaurar o hímen, ‘refazer’ a virgindade ?!
Dizem-nos que são sobretudo muçulmanas, mas parece que também há «católicas convictas às portas do casamento».

Quanto ao caso das muçulmanas nem digo nada. É uma sociedade tão diferente daquela onde vivo e fui criada, que prefiro não dizer nada. Mas católicas?!...
Como é, vão começar a sua vida com uma mentira tão palerma?

Diz a notícia que também vítimas de violação procuram os serviços das clínicas que realizam a himenoplastia. Mesmo sendo um caso mais triste e sério, também não entendo bem. Será que se imagina que refazendo o hímen anula a violação?
O que me intriga é que, de todas as formas, mesmo valorizando a famosa «primeira vez», as mulheres que fazem esta operação sabem bem que não é nada a primeira vez.
Então estão a valorizar o quê???

Quando a lata é grande



Vi o título do artigo e pensei que ali havia erro.
Só podia ser. Decidi ver com mais atenção, porque estava com visões.

Não senhor. Tinha visto bem à primeira, de facto dizia lá:

Sócrates critica «irresponsabilidade» de governos que deixaram de investir na área social
Mas que profunda crise de auto-crítica acometeu o nosso Primeiro-Ministro?! Coitadito, apanhou sol na cabeça, ou coisa assim. Só pode!

Na mesma edição do 'Sol' conta-se que
uma mulher de 90 anos vive há 20 anos num velho contentor de 10 metros quadrados, porque recebe 15 euros por mês mas como agora precisaram de construir uma passagem no local onde está o contendor vão-lhe arranjar uma habitação.
Mas é claro que a política social do Engenheiro Sócrates não permite decerto que estas coisas aconteçam.
Acabou agorinha mesmo de tomar posse e, para a semana, isto vai levar uma grande volta, olá se vai! Vai já começar a investir imenso em equipamentos sociais.


Como... anda por cá há 3 anos?

E em 2009 há eleições?

Ah, pois é.



quinta-feira, outubro 02, 2008

Também me parece



Boa notícia

Nem sempre as notícias são más.
Nem sempre nos fazem sentir tristes por vivermos em Portugal.

Nem sempre ficamos com vergonha dos nossos compatriotas.
De vez em quando há uma notícia que é um raio do luz e nos traz motivos de orgulho:

Uma investigação liderada por cientistas portugueses descobre factos que podem ajudar na investigação de leucemias infantis

Esta sim, é uma notícia que dá gosto realçar.


A «FNAC»



A Fédération Nationale d'Achats pour Cadres, nasceu em França, em 1954, como uma cooperativa de compradores.
Uma cooperativa. Uma forma diferente e simpática de enfrentar o mercado.
Nessa altura era pequena, selectiva, um modo interessante de comprar livros.

Mas isso foi há mais de 50 anos.
Ela cresceu, cresceu, cresceu, como acontece nos contos infantis. Cresceu em todos os sentidos.
Começou a vender outras coisas que não apenas livros, e por outro lado saiu de França e espalhou-se por todo o mundo.

Cá em Portugal desde Fevereiro de 1998, tem sido um sucesso.
Já tem 11 lojas espalhadas por todo o país e diz-se até que
vai abrir dez novas lojas em Portugal até 2011
Uma das imagens de marca eram os seus preços baixos. Os livros lá eram 10% mais baratos o que é um importante incentivo.
Claro que havia quem criticasse, dissesse que aquilo era uma espécie de «supermercado da cultura», mas o certo é que terem vários produtos – livros, discos, DVDs – e os famosos preços baixos atraiam mesmo quem ia fazendo essa crítica.

Agora vem o balde de água fria.

Li ontem no Público que vai acabar com os descontos de 10% a tal sua imagem de marca a não ser para quem tenha o seu cartão.
Não é porque esteja a perder dinheiro pois, o que se pode ler acima é que, pelo contrário, o negócio vai de vento em poupa.
Parece uma questão de arrogância, o afirmar que uma vez que está implantada no mercado, já não precisa de se promover.
Espero bem que este acto desagradável e agressivo se torne um boomerang.
Porque hoje já as grandes livrarias também vendem discos e DVDs, e também têm cartões de ‘fidelização’.
Quem gosta dos supermercados continuará a frequentar a FNAC, mas imagino que este acto menos simpático fará reverter para as livrarias tradicionais mais compradores.


E eu até tenho o tal «cartão FNAC»....


quarta-feira, outubro 01, 2008

Descubra as diferenças


Os nossos inspirados nacionalistas, depois do famoso cartaz de ano passado, onde se via um avião com os irónicos votos de boa viagem aos imigrantes que cá estivessem, lá decidiram levantar outro cartaz no mesmo sentido.
Naturalmente que dá muito jeito aproveitar a crise que se vive e as últimas histórias de delinquência para puxar de novo a bandeira xenófoba.

Natural.

E como no poupar é que está o ganho, começaram por poupar na imaginação, e vá de se ‘inspirar’ num cartaz que os seus camaradas suíços inventaram – a expulsão das «ovelhas negras» (que sorte serem negras...) do redil das inocentes ovelhinhas brancas.

Mas por cá os nacionalistas são bem mais musculados!
Na Suíça são precisas 3 brancas para escoicearem uma negra, mas em Portugal basta uma ovelha branca para mandar pelo ar 6 das ovelhas ronhosas negras.


Isso é que é!



Inveja

Desde há algum tempo que uma cigana assentou arraiais no caminho entre a minha casa e a paragem de autocarro.
Uma cigana «à antiga» de grandes saias rodadas e lenço na cabeça, que costuma chamar por mim no seu sotaque cantado:
Oh vizinha! Oh menina! Pst! Não quer ouvir a sua sina, minha querida? Ai tem uma sina tão bonita....» Esta cena tem-se repetido, comigo a sorrir e a acenar que não, que tenho pressa e não quero saber da sina. Já uma vez ou outra me passou pela cabeça parar e ouvir o que ela ia dizer, mas penso logo de imediato que essa gracinha queria dizer dinheiro para fora do bolso e, uma vez aberto o precedente, estava ‘feita’! Ontem, mais uma vez ela insistiu - «Mas não quer ouvir a cigana? Oh menina! Olhe que eu vejo que é muito invejada. Tem aí muita inveja à sua volta...»
Bem, ela pode saber do futuro dos outros mas não do seu futuro próximo, porque esse isco que me atirou de vir a saber se há quem me queira mal por inveja, para mim não funciona.

Sei que a Inveja é considerado coisa feia. Parece que até é um pecado mortal.
E deve ser muito desconfortável para quem o sente com frequência, viver infeliz consigo próprio e a pensar que a vida dos outros ou as suas coisas são melhores do que aquilo que é ou têm. Mas, se me coloco na posição da pessoa que é invejada, (como pretendia a cigana) até me sinto lisonjeada!
No meu ponto de vista, se eu tenho alguma coisa de invejável, é porque sou boa. Que luxo! Assim como se eu própria digo a uma amiga «eh pá, que inveja que tenho do teu cabelo» ou «já está? Ah, que inveja do teu poder de síntese!» digo-o como um elogio, um piscar de olho com um sorriso.

Contudo esta perspectiva não é geral.
Tal como a cigana estava a tentar atrair-me com a ‘denúncia’ de quem me invejava, conheço pessoas que ficam muito sérias olham de lado se ouvem alguém, confessar esse «pecado» não lhe achando graça nenhuma.

São modos de pensar, é claro.


Mas que cambalhota

Nem sempre o PCP é conectado como tendo humor, mas desta vez não se lho pode negar:
«O grupo parlamentar do PCP vai adoptar uma proposta da autoria do PS, de 2003, relativa ao Código do Trabalho»

Não sei como vai o PS responder, mas não deve ser bota fácil de descalçar!...

Que medo!


Ui!!

Já imaginaram?


O que será
uma estátua de 50 metros de altura do Alberto João Jardim ...?!

Uma coisa que fará qualquer criança reticente comer a sopa num instante.

Pelo menos quando eu era pequena imaginava um papão menos assustador.

Cinquenta metros????

Comecei por pensar que eram
amigos admiradores quem tal propunha, porque tudo é possível, mas creio que não, desta vez era apenas sentido de humor ... negro!