quarta-feira, setembro 17, 2008

Guerra quente?

Muitas vezes na disputa política, os candidatos parece que querem sobretudo «marcar a diferença».
Quase dá a ideia de que nem pensam bem naquilo que dizem, o que é importante é mostrar que as suas ideias são o contrário das do adversário.

Agora, mas eleições americanas, a candidata a vice-presidente republicana, saiu-se com uma extraordinária: se a Rússia se portar mal, porque não declarar-lhe guerra?

É certo que as posições russas em relação à Geórgia são bem discutíveis. É também verdade que a Rússia da actualidade ainda age como se fosse a potência que a URSS foi. Concordamos que, muitas vezes, toma altitudes inaceitáveis.
Mas quando se fala em ‘inaceitáveis’ essa aceitação ou não, é pela sociedade toda, pelas Nações Unidas, que deveria dispor de meios de chamar um país, qualquer país, que ande a agir mal, à razão.
Ou essa função é afinal dos EUA?

O que pensaria a Sra Sarah Palin se fosse o contrário? Se perante uma acção cometida pela sua terra, que a Rússia considerasse errada, esta se propusesse a fazer uma declaração de guerra?!

É tão idiota que é o tipo de declaração que vai soar como um tiro no pé, vai recair sobre quem a produziu.

terça-feira, setembro 16, 2008

Como???

Andamos para aqui a falar de vários casos de meninos mal-educados apesar dos esforços dos seus pais para lhes dar uma educação socialmente decente. Todos conhecemos situações em que os pais ficam envergonhados com atitudes ou respostas dos seus rebentos, sem saber muitas vezes como corrigir essa falta de cortesia de um modo justo e ‘eficaz’.

Não é fácil. Mas ouvi recentemente uma história de pasmar, por se tratar da situação rigorosamente oposta.
Uma menina bem-educada, foi corrigida por o ter sido!?!


Cenário – umas mesinhas de um snack-bar ou refeitório (para o caso tanto faz)

Tempo – hora do pequeno-almoço
Personagens – duas mães sentadas com os respectivos filhos em mesas, creio que diferentes, e a empregada que lhe trouxe os respectivos pedidos.

Uma das mães, que tomava o seu pequeno-almoço com o filho, ouviu que a menina da outra mesa, delicadamente, dizia para a empregada que lhes trazia as torradas «Muito obrigada!».

Pausa.
Intervenção arrogante da mãe da menina bem-educada «Obrigada, porquê? Ela trouxe aquilo que eu paguei!!!»


Cai o pano.


O pêndulo



Não sei se a imagem melhor é a «montanha russa» ou o «pêndulo» mas uma dessas é.

Tão depressa se decide pôr a cimenteira da Arrábida a trabalhar...
...
como tudo desanda e cá vêm uma «acção cautelar das Câmara de Setúbal, Palmela e Sesimbra, para suspender a co-incineração na cimenteira do Outão

Claro que, pelo menos, ganha-se tempo.
Mas estas questões das cimenteiras vêm de longe como o brandy Constatino. Ainda o engenheiro Sócrates estava no Ambiente e já era isto que ele queria.

E lá casmurro teimoso é ele...

segunda-feira, setembro 15, 2008

Poesia

Mas que sei eu

Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha


Ruy Belo

Mas então quem manda?!

Pois é claro.
O país é uma empresa de que o Primeiro-Ministro é Presidente.
O novo filme de Oliver Stone, sobre George W. Bush, já não vai abrir o Festival de Cinema de Roma porque «não agrada» ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi
E mais nada!
Era o que mais faltava, heim?!
Na Itália manda ele.


As crianças são mexidas?

Neste «acordar» para a questão importante de que as crianças da actualidade nos países desenvolvidos andam a ficar gordinhas demais – o que nesta altura do campeonato já é questão pacífica onde existe um acordo geral – há duas batalhas importantes a ganhar.
Uma é a da tal alimentação.
Também creio ser consensual aceitar-se que os meninos de hoje comem mal, no sentido de que comem demasiados doces e gorduras, e pouquíssimos legumes, fibras, o que só fazem quando lhes aparecem «disfarçados». Não gostam de sopa, não gostam de hortaliças e até são um tanto niquentos com a fruta, só apreciam alguma…
Uma vitória esmagadora da fast-food, que é prático e barato e considerada saborosa.
Quanto a isso, estamos conversados.
Contudo, o certo é que uma pessoa (neste caso, uma pessoa pequenina) pode até comer «bem», sem excessos e comida que os especialistas considerem adequada mas, mesmo assim, pode continuar obesa se não se mexer o suficiente.
E aqui é a tal surpresa.
Qualquer adulto que conviva com uma criança tem a frequente sensação de que elas não param quietas. Ouvimos muitas vezes, mães e avós gemerem «ai, eu não posso! ele (ou ela) não está um segundo quieto! é uma canseira…» Mais grave até: alguns pais de crianças chegam a ir a especialistas com a suspeita de que os seus filhos são hiperactivos, pois essa agitação é para eles (pais) uma coisa tão terrível que deve ser uma doença. É um pouco a doença da moda a hiperactividade. Contudo…

A gente sabe que há ‘estudos’ para tudo. Está bem. Mas, se calhar muitos deles têm a sua razão de ser.
E um que se ouviu há pouco na BBC, diz que durante uma semana, umas crianças de 6/7 anos foram ‘monotorizadas’ ao minuto, andaram com um «acelerómetro» à cintura e, contrariamente àquilo que os seus pais imaginavam [‘mais de 60 minutos por dia de exercício’ e isto em 83% dos rapazes, e 56% das raparigas] tal só se verificava em 3% dos rapazes e 2% das raparigas, o ponteiro só mexia 24 minutos a cada 24 horas.

Portanto essa conversa da obesidade, não é apenas culpa da alimentação, existe realmente muito pouco exercício físico.
As crianças vão de carro para a escola, e os jogos são cada vez mais do tipo 'virtual'…

Claro que isto é na Grã-Bretanha, pois.

Em Portugal é completamente diferente.
:D

Regateio

Quando andei pelo oriente, uma das coisas que me chocou (eu, educada na Europa) era não haver preços fixos.
Não falo na praça, refiro-me mesmo a lojas… Uma pessoa pergunta quanto custa, e já sabe que o preço que nos é dito é para ser regateado.
Diz-se que é caro, o vendedor pergunta quanto damos, a gente oferece um exagero, ele diz que isso também não mas baixa um tanto, nós subimos a nossa proposta e assim se vai passando o tempo.
Chocante.
Afinal, pelos vistos,
o sistema já chega ao mercado de imóveis em Portugal
Eu tive uma amiga que vendeu a sua casa, avaliada por um tanto, por menos uns 30% dessa avaliação. Eu fiquei um tanto escandalizada, mas a agência dizia-lhe que se assim não fosse ficava com a casa ‘pendurada’. E conheço um outro caso bastante parecido.
A notícia que aqui refiro, dá a entender que esse é o sistema geral. Mas só se pergunta, se é para baixar, porque colocam a fasquia tão alta?
Cá por mim é para levantar o moral aos donos.
É certo que acabam por vender por muito menos, mas sempre vão pensando que o valor era mesmo aquele que inicialmente tinha sido proposto.
Técnicas…


domingo, setembro 14, 2008

Uma música ao Domingo

Música sem palavras.
Para uma grande amiga.
Uma irmã.


Voa muito alto.
Nada o devia poder atingir.

Passado presente



De mãos dadas.


(Quando temos um blog umas das prerrogativas é publicar aqui o que nos apeteça, até mesmo que não interesse a ninguém a não ser a nós próprios. Nunca senti necessidade de fazer isso até hoje.
Esta foto só tem hoje valor para mim. E para outra pessoa.
É por isso que não abro comentários. É um post pessoalíssimo.)


sábado, setembro 13, 2008

Pagar os estudos

O ensino é caro.
Ter um local com boas capacidades, bem apetrechado, pagar a bons professores, não é coisa barata. Quem tem alguma informação ou pensa um pouco nisso tem essa percepção.
Mas, em Estados onde a organização social tem uma definição equacionada numa ‘política social’, parte-se do princípio que há investimentos que se justificam a médio prazo e, mesmo sendo caro sustentar uma boa Educação, uns anos mais tarde vai chegar ‘o lucro’ quando os bons profissionais mostrarem aquilo que aprenderam.

Os países que adoptam essa política social (pensamos sobretudo nos países nórdicos) assim têm feito. Nós por cá balançamos bastante, abriu-se demasiadas escolas superiores privadas sem grande qualidade, as médias para se entrar numa pública são geralmente muito elevadas, e depois há a velhíssima luta das propinas. Ou seja, nem nos situamos no modelo de um Estado nórdico, nem no liberalismo norte-americano onde quem quer paga, ou consegue uma bolsa muitas vezes pelos seus dotes atléticos.

Há agora alguma agitação quando se soube que uma jovem estudante norte-americana
tinha decidido leiloar a sua virgindade para pagar os estudos
Parece que tentou a mais conhecida leiloeira, a eBay, mas como eles não aceitaram manteve a ideia através de um site.
Já tem a licenciatura em Estudos da Mulher e pretende acabar os estudos com um curso post-graduação em Matrimónio e Terapia Familiar.

Não se conhece o nome da rapariga, mas para já esta atitude será uma grande publicidade quando ela começar a trabalhar exactamente em «matrimónio» ou «terapia familiar».
À partida sabemos o que ela pensa dessa coisa da virgindade…




bolsa de estudo?




Festas no início ou no final

O DN traz uma reportagem interessante.
Pretende comparar dois ensinos, em Portugal e na Ucrânia e possivelmente há muito exagero, porque se o sistema português, todos nós o conhecemos, quanto ao ucraniano só se pode analisar por aquilo que viram numa terra, mesmo que seja representativa de muitas outras.
A história é simples e já a sua origem é interessante: uma imigrante ucraniana, formada em Biologia, viveu sete anos em Portugal e um dos seus últimos empregos foi o de auxiliar educativa (!!!)
Ora, essa função deu-lhe para comparar o que se passava nas escolas portuguesas e as da sua terra. Falou nisso e assim
os professores da sua escola, no Estoril, decidiram trocar experiências com uma escola ucraniana e, no início das aulas, trocaram visitas
Foram professores, alunos e pais.

Pelo que se viu a diferença foi abissal. O dia da noite!

É verdade que em muitos locais nós também fazemos uma pequenina recepção aos novos alunos mas temos de concordar que as grandes festas são no final do ano, quando se sente o alívio do ano ter acabado!
Lá, passa-se o contrário, é ao abrir que a festa é grande, com pompa e circunstância – exagerada na nossa visão… - «o início do ano lectivo na Ucrânia é sempre a 1 de Setembro, independentemente do dia em que calha. Não é feriado nacional, mas as entidades patronais são sensíveis aos pais que pedem dispensa para se deslocarem à escola. Não é obrigatório que os alunos vistam farda, mas são raros os que a dispensam. E quem não a leva veste uma roupa de cerimónia

A reportagem é interessante porque chama a atenção para muitas coisas e talvez explique porque o nosso aproveitamento é pior.
Não sei se 'o outro' deve servir de modelo, mas a atitude da comunidade, professores, alunos, pais, essa creio ser de aproveitar.

É que o ensino é uma coisa muito séria.


Viva a Música

O CERN - Organização Europeia para Investigação Nuclear ou, para justificar a sigla, "Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire" – é muito importante mesmo para quem de Física não entende nadinha. Para mim basta ouvir falar em matéria, estudo das partículas, buracos negros, e coisas do estilo para sentir logo que piso um terreno estranho.
Se calhar a pensar em analfabetos do meu estilo, eles tiveram uma ideia mais uma ideia brilhante:
Passaram as informações para música.
No caso, música de RAP que dá mais para valorizar o texto que é dito. E aqui temos o RAP do CERN:


sexta-feira, setembro 12, 2008

Tudo bons amigos

Já conhecia a gracinha, mas quando ontem ma enviaram de novo achei que vinha mesmo a calhar relembrá-la:



(já sabem que é melhor clicarem em cima para apreciarem os pormenores...)

Incoerências

Sou incoerente.
Sei disso, apesar de muitas vezes nem dar conta. Mas acontece que caio em mim quando tropeço numa dessas situações contraditórias e divido-me entre o riso de troça e o corar de vergonha...
Já aqui disse muitas vezes que acho que é um exagero a dependência em que «toda a gente» anda do raio do telemóvel.
Neste momento só conheço uma pessoa que o não têm (até um caso que eu imaginava irreductível, soube a semana passada que já tem um!) E tenho ironizado um tanto por ver tanta gente dependente desse 'artefacto', ou frenéticamente a mandarem mensagens, ou a terem conversas urgentes do tipo «o que estás agora a fazer?». Não é exagero, pois não?...

O certo é que damos hoje como adquirido que toda a gente tem de estar contactável. Tem de ser. Se assim não for achamos que são uns antipáticos.

Ando há uns dias a procurar falar com uma antiga amiga minha, que não via há muito tempo mas que tinha encontrado por acaso num jantar dado por uma amiga comum. Nesse jantar, durante uma grande conversa, ela deu-me uma informação interessante mas que parvamente na altura não tomei nota.
Agora precisava de me certificar disso e tenho ligado para o número que tinha mas, pelos vistos, ela mudou de operador de telefone. Por duas vezes ouvi uma voz a pedir que deixasse uma mensagem que seria re-enviada, coisa que fiz mas como ela não acusou nada, tenho dúvidas se o sistema funcionou...

Muito bem. Se não ia assim, decidi então ligar-lhe pelo telemóvel.
Acho que é um tanto intrusivo, mas como não ia a bem teria de ir a mal.
Só que o estúpido do telemóvel toca, toca, toca... e nem para voice-mail vai! Repeti a operação várias vezes e nada!

Ou seja a minha amiga anda mesmo incomunicável!
E eu furiosa, toda zangada e a achar que é muito mal feito.

Psui! Émiéééle!!! Não és tu que achas que nós temos o direito de não estarmos disponíveis em permanência?...
Então?!


O ovo do cuco

A medida foi anunciada com grandes parangonas e justificava-se esse realce porque era uma medida boa:
O governo anunciou há pouco um enorme aumento da Acção Social Escolar.

Agora aparece o «senão» desta medida:

Quem vai pagar este aumento de despesa?
As Câmaras estão a ficar aflitas, porque se forem elas a ter de pagar não sabem onde vão buscar o dinheiro para isso.

É bonito declararem-se medidas boas que vão aliviar muitas famílias com crianças a estudar, mas seria bom antes disso ter-se planeado bem quem vai suportar os custos.

Ou é como o truque do cuco – os outros que façam o ninho e choquem o ovo que ele já teve o trabalho de o pôr …


Ainda o caso de Leonor Cipriano

Já aqui falei por mais de uma vez no contraste impressionante entre as duas histórias semelhantes – a Maddie e a Joana.
Crianças desaparecidas no Algarve, uma delas inglesa filha de famílias com grandes conhecimentos e outra portuguesa e de uma família pobre. As meninas nunca mais foram vistas, um dos casos foi arquivado por falta de provas no outro a mãe foi condenada com base na sua confissão. Como é sabido o interrogatório das duas mães foi muito diferente. Também é público que a mãe da Joana, a que confessou tudo e mais alguma coisa, apareceu depois desses interrogatórios com sinais claros de agressão.
Os inspectores que a interrogaram vão agora a julgamento acusados dos crimes de tortura e omissão de auxílio e falsificação de documento . E, curiosamente, esses acusados «preparam-se para "exigir responsabilidades aos mais altos magistrados do país" caso sejam absolvidos
O que entendo é que, no caso de virem a ser absolvidos, devem considerar que foram caluniados, imagino.
E, já agora, uma vez que estes senhores exigem responsabilidades aos mais altos magistrados portugueses, a quem é que Leonor Cipriano vai exigir responsabilidades por ter sido condenada com base numa confissão obtida à pancada?...

quinta-feira, setembro 11, 2008

Sem comentários

Não é que eu vá fechar os comentários a este meu post. Até gosto muito que digam aqui de sua justiça. Eu é que me sinto incapaz de comentar o que vou contar, percebem?
Por diversos motivos, ando interessada em ofertas de trabalho para um primeiro emprego. É coisa complicada porque em grande parte das vezes começam por pedir experiência e, como na história do ovo e da galinha, antes de se ter trabalho não há experiência de trabalho...
Há estágios, é claro, coisinha cujo currículo de alguns demandantes de emprego estão bem recheados, mas o 'estágio' não conta como experiência...
Bom, para além dos anúncios de jornais, uma página que se consulta muito é a do netemprego. À primeira vista aquilo está muito cheio, encontramos aí mais de 7.000, o que enche o olho, mas como aquilo é tudo o que se oferece em Portugal inteiro da ponta norte ao extremo sul, e para todas as profissões, não é já assim tanta coisa...
E depois temos as exigências. Algumas que fazem sentido, como a tal da experiência mas outras, que.. que...
Notem este caso, onde o que é pedido para «servente de limpeza» de edifícios é:

(cliquem para ler)

Como habilitações mínimas, o 11º ano (enfim...) mas sobretudo, para 'servente de limpeza' é necessário que se domine muito bem o Inglês e o Espanhol - lido, escrito e falado.

E esta, heim...?

Se não fosse a cerveja o que seria da agricultura?

Quem diria, heim?!
Cultivar a terra dá uma trabalheira e nem vale a pena. Afinal a ideia de que os homens se fixaram na terra porque assim melhoravam a sua alimentação é errada, o cultivo de plantas não trouxe nenhuma vantagem visível para a sobrevivência.
Segundo um cientista alemão (tinha de ser, a terra da cerveja!) “a humanidade experimentou o cultivo dos cereais e usou os grãos como complemento alimentar. A intenção incial não era fazer pão, mas antes fabricar cerveja através da fermentação”.
E cá está!
Afinal, a gente a considerar que o pão era a base da alimentação, o alimento primordial e essas tretas todas mas a cervejinha é que é!
Ele há cada maduro! E quem lhe dê crédito.

«Números atirados para o ar»

A senhora Ministra da Educação está tranquila.
Parece que o estudo efectuado pelo coordenador a Área de Educação Especial da Universidade do Minho que, apoiado em estudos internacionais sobre «dificuldades de aprendizagem», tinha declarado que «mais de 100 mil alunos com necessidades especiais estão sem qualquer apoio pedagógico», é um disparate e são «números atirados para o ar»
Pois se os técnicos do seu Ministério lhe asseguram que todas as crianças estão sinalizadas, ( e além de sinalizadas, apoiadas, espera-se...) é porque é assim mesmo. Se o Ministério da Educação apresenta uma estimativa "muito abaixo de qualquer estudo internacional" é porque as nossas crianças têm decerto muito menos dificuldades do que as dos outros países, é óbvio!
Aliás a senhora Ministra declara até que o seu ministério fez um "esforço enorme" na sinalização das crianças, "para não confundir um aluno surdo com um aluno que tem dificuldades de aprendizagem", por exemplo.
(honestamente não sei se ela disse tal coisa; acho tão espantoso que apenas repito o que diz a notícia do Público, que talvez tenha interpretado mal uma outra afirmação)
De qualquer modo quem conheça a situação das crianças com NEE sabe que a questão está longe, muito longe, de uma boa solução.
Pobres crianças, pobres famílias, pobres professores,
.... que têm uns ricos técnicos que não se ralam com as estatísticas se elas forem contra eles o seu desejo.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Polícias a trabalhar

Claro, claro, não é cá...
Deve ser numa terra onde não há nenhuma violência :)))
E é o chamado «soninho dos justos»!


FADA


Temos uma fada em Aveiro!
Festival de Arte Dramática de Aveiro.

Quanto mais sei daquela terra mais a admiro. Uma Universidade de vanguarda, volta não volta descobre-se lá inventos fantásticos, descobertas científicas, fazem congressos excelentes, e a cereja no cimo do bolo - este Festival.
Reparem neste «pormenor» - bilhetes a 2 euros e para todos os espectáculos a 5 euros!....
Começo a pensar seriamente em imigrar para Aveiro.
Que raio estou aqui a fazer plantada em Lisboa...?!

Uma revista mal-educada

...de humor, libertária

... e" que não "respeitará ninguém nem terá nenhum tabu", é assim o "Siné Hebdo" que sai hoje em França.

Fruto de uma cisão entre Siné e a direcção do "Charlie Hebdo", parece-me que promete.

Siné não gostou que a sua opinião sobre «um eventual tratamento especial das autoridades para com Jean Sarkozy, filho de Nicolas Sarkozy, fosse considerada ofensiva e anti-semita» e que a Direcção lhe exigisse uma explicação pública ou a proibição de voltar a publicar.
Vai daí planeou uma concorrência e nasceu hoje o


Nestas coisas do humor a concorrência pode nem ser mau.


E na íntegra !


O Senhor Presidente aconselha «os portugueses» a lerem a mensagem que enviou ao Parlamento sobre o seu veto à lei do divórcio
Será de esperar que o Presidente dos Portugueses conheça o povo a que preside e as suas capacidades literárias.
A dita mensagem está aqui, acredito que os leitores do Pópulo a gostem de ler, e eu própria já o fiz. Fiquei a conhecer as suas razões. Está preocupado com o cônjuge mais fraco (considera que seja a mulher) e lá imagina que quem pede o divórcio seja mais vezes o marido, não sei bem porquê. Na ‘amostra’ do meu grupo de amigos até me parece que é mais ela que tem desejado acabar o casamento, mas enfim, talvez não seja representativa.
Mas esta sua frase é que é curiosa estranha paradoxal intrigante: «Assim, por exemplo, numa situação de violência doméstica, em que o marido agride a mulher ao longo dos anos - uma realidade que não é rara em Portugal -, é possível aquele obter o divórcio independentemente da vontade da vítima de maus tratos». Se eu bem entendo, um marido faz da sua mulher o bombo da festa, mas a tal vítima desses maus tratos não mostra nenhuma vontade de se divorciar, ele é que sim.
(quanto-mais-me-bates-mais-gosto-de-ti?)
Devo estar particularmente burra, será por ser quarta-feira?
Por outro lado, se o texto foi acessível para mim e creio que para quem por aqui passa, duvido que seja assim tão claro «aos portugueses» cuja leitura muitas vezes não ultrapassa o que conseguem entender nos jornais desportivos. Num país de iliteracia como é o nosso, pedir a todos que leiam este parecer é de um irrealismo atroz.

Claro que vão ler. Na íntegra, Senhor Presidente.

terça-feira, setembro 09, 2008

O maior dos cansaços

Tenho uma amiga que admiro imenso, e que anda já há muito a viver uma vida de pesadelo.
Única mulher numa casa com 4 homens - o marido, dois filhos na casa dos 20 anos, e o seu pai - já só isso seria demais para quem também trabalha e não se lembrou a tempo de ensinar os «seus homens» a serem independentes.

Acresce a isso que ela já cuidou da mãe, morta há uns anos de um cancro e, como acontece nestas coisas, é agora o pai que sofre do mesmo mal estando desde há meses já num estado que exige cuidados constantes, de dia e de noite.
De uma bondade e generosidade imensas, recusa-se a interná-lo enquanto ele estiver consciente, mas é ela que anda a morrer aos poucos. Está magríssima, de uma palidez impressionante, o aspecto choca todos os que a vêm, e teve até já um episódio de desmaio prolongado que o médico considerou ter sido por excesso de cansaço, um esgotamento das suas capacidades físicas.

Mas nem isso a convenceu a desistir, pensar um pouco em si mesma e, pelo menos, dividir esta responsabilidade com outros irmãos que até existem (mas descansam inteiramente estas responsabilidades nela)

O que me impressionou foi ela, ontem, quando lhe telefonei – o que tento fazer com frequência, e não visitas que só iriam ainda atrapalhar como me disse – me ter confidenciado num fiozinho de voz: «Hoje reconheci que já não ando normal. Imagine-se que estava a pedir uma coisa, e quando se faz um pedido qualquer costumamos sorrir, a sublinhar que é um favor, eu pelo menos sempre assim faço; e dei conta que não estava a ser capaz de sorrir. Foi a primeira vez e fiquei assustada comigo mesma!» Eu, do lado de cá do telefone, engoli em seco antes de responder «Minha querida, isso chama-se exaustão! É mesmo o sinal de alarme do organismo. A bem ou a mal alguém tem de ajudar nessa carga imensa, porque não é humano aquilo que exiges de ti mesma!»

Quando um sorriso já cansa.


É o fim da linha sem a menor dúvida. Até por amor à família ela tem de cuidar dela.
Sinto-me preocupadíssima.

Japonesas

O Mundo vai mudando.
E bem depressa!
No capítulo de «igualdade de direitos» de vez em quando ainda temos uma pequena surpresa.
É certo que nos tempos passados reinaram rainhas em muitos países. E rainhas poderosas. A rainha Mary, a Isabel I, a rainha Vitória na Inglaterra; a Catarina na Rússia; a Cristina na Suécia, etc, etc… Mas mulheres primeiras-ministras, ou presidentes, ainda anda bastante devagar.
Lá para leste quando chegaram ao poder foi por via familiar (Indira Ghandi, Benazir Butto ) enfim, a Gloria Arroyo nas Filipinas já escapou a essa lei, e mais para cá, a Golda Mair, a Margaret Thatcher, e recentemente Angela Merkel ou a Michelle Bachelet.
Esqueço-me de algumas decerto *, mas creio bem que nem chega à dúzia…

E temos a ‘ideia-feita’ de que os orientais são até bem conservadores nessa matéria. Daí a admiração com que leio que no Japão, há uma ministra que
se candidatou oficialmente ao cargo de primeira-ministra
Porque não? é claro que sim.

Mas…

Por aquilo que se lê na notícia e nas entrelinhas, é natural que nem ganhe esse cargo.
Contudo, o aventurar-se à candidatura, e o ter recolhido assinaturas suficientes no seu partido, é uma nota importante.
Até o conservador Japão está a mexer!





*
Esqueci-me de uma, bem importante para nós, como recordou o José Palmeiro: Maria de Lurdes Pintasilgo Tive de vir corrigir este esquecimento!

Rede escolar reduzida um terço



Tem diminuído a natalidade, creio que é um facto.
Mas a ponto de se justificar encerrar-se um terço das escolas existentes...?
Dizem-nos que
desde 2000, foram encerradas cerca de um terço das escolas públicas portuguesas
É certo que se construíram outras. Abriram 589 para substituir as 4255 que fecharam o que serve bem para ilustrar que alguma coisa não está bem.
O critério é de que uma escola com muito poucos alunos não é rentável, portanto deslocam-se as crianças para onde existam respostas já prontas.
Só que esta decisão têm um efeito boomerang:
"Estas medidas aceleram a desertificação das aldeias" [....]"As crianças têm um papel decisivo na construção de cenários alternativos de futuro para as aldeias. Retirá-las das suas terras dificulta esse trabalho", e se a análise destes factos se refere a locais do interior, o tal ‘Portugal Profundo’, neste momento essa questão gravíssima já se verifica até em Lisboa, onde não é fácil encontrar vagas em boas escolas e infantários no coração da cidade, anda tudo a fugir para a periferia.
Sobretudo para crianças muito pequeninas, faz muito mais sentido encontrar-se respostas em pequenas unidades perto de sua casa do que levá-las para ao pé de centenas de outros meninos onde elas se vão sentir diluídas na multidão.

Mas não é essa a política, não apenas deste governo como de vários dos que têm vindo a gerir o nosso país desde há muitos anos.
Lamentável.


daqui

As imagens e as palavras

É antiga, e para muitos verdadeira, a frase de que «uma imagem vale mais que mil palavras». Eu sou um tanto do contra, e essa ideia nunca me convenceu completamente.
Muitas vezes quando me dizem «mas eu VI, vi, com os meus olhos!!!» torço o nariz. Sei muito bem que os olhos podem enganar tanto como qualquer outro sentido, e a distância entre a realidade e um engano é muitas vezes muito, muito ténue. Todos conhecemos casos de pessoas que prestam testemunhos com a maior boa fé, mas… afinal enganaram-se!

E, quanto mais sofisticadas são as técnicas, maior a possibilidade de aldrabice.
Uma notícia engraçada diz-nos que o ‘Telegraph’ escolheu (premiou?...) as 20 fotografias falsas mais impressionantes. A gente sorri, mas a verdade é que muitas delas foram mesmo tomadas por verdadeiras.
O tubarão a saltar para o helicóptero passou muitas vezes nos nossos FW; e o gato gigante ? ou ainda o esqueleto gigante mas de um ser ‘humano’? E a foto instantânea do tsunami pavoroso mas... tirada noutro local?
Para além das mais antigas de manipulação política, os adversários de Mao ‘apagados', e não só na China isso se passou, aqui vemos o mesmo truque noutros locais com a mesma intenção (o que não se vê não existe nem nunca existiu)

Pois é.
É até mesmo por serem imagens que a manipulação se dá com tanta facilidade.
E com a net, a barreira entre a piada, a mentira intencional e a verdade ainda mais ténue fica.
Lembro-me de ter deixado uma vez por aqui umas fotos de uma prisão - creio que no Japão - perfeitamente luxuosa, mas avisaram-me logo que aquilo era uma boa montagem! E os gatos 'criados em frascos', que indignou muita gente, era outra que tal.
Eu, neste momento, situo-me no pólo oposto e quase não acredito em nada do que recebo por essa via.

Apesar de ter pena que esta não fosse verdade:


segunda-feira, setembro 08, 2008

Manhã





Quando a realidade não é assim tão real.

Palavras antigas e palavras modernas



Não pretendo dizer que seja de hoje. Naturalmente que sempre assim foi, e é até esse sinal que faz que uma língua seja viva. Há termos que passam de moda e outros que aparecem em seu lugar de uma forma tão firme que até parece antiquado falar-se de outro modo. Não me refiro a palavras de outras línguas, são mesmo português, só que de uma certa altura em diante parece que dizer-se ‘à moderna’ tem outra força, um significado mais intenso.

Uma dessas palavras ultrapassadas é «dificuldade». Ou talvez também «complicação».
É como se parecesse mal reconhecer que há ou pode haver ‘dificuldades’, o que passou a haver em seu lugar foram «desafios». Ainda ontem reparei nisso, foi perguntado a uma pessoa que dificuldades tinha encontrado em determinado trabalho ao que ela respondeu, muito despachada, que não tinham sido dificuldades, foram desafios. E depois lá enumerou os ‘desafios’ e os métodos usados para os ultrapassar. Não descortinei a diferença entre os tais desafios e uma vulgar dificuldade, mas enfim… Será porque num ‘desafio’ se imagina uma luta e um vencedor? Mas creio também podemos lutar contra as dificuldades, e até vencê-las muitas vezes.
Pronto, mas não é assim que se fala.
Também é antiquado falar em complicações, devemos dizer «problemas». Eu agora não me vejo metida numa grande complicação o que tenho é um grande problema. E mais nada!!! Porque estou aqui a escrever isto e sei bem que me sai constantemente pela boca «ai meu Deus! mas que problema que tu aí tens!»
O que querem?
Estamos em Setembro de 2008, não é?
Começar a falar como a minha mãe era cá um destes desafios…


Baliza baixinha

Devia ser uma diferença grande para se ver a olho nu!

Ela há histórias espantosas:
Na Roménia, antes de um jogo de futebol, os árbitros «aperceberam-se que haveria irregularidades nas medidas do relvado e foram buscar a fita métrica».
Bom, confirmaram que a distância entre a trave superior da baliza e o relvado era menor do que regulamentado… Boa ideia, heim…?
Vai saí,
«o guarda-redes da equipa local, talvez farto de esperar, pediu a pá e lançou mãos à obra» fazendo ele próprio o trabalho de escavação para que a sua casa ficasse da altura desejada!
E ainda se fala do futebol português!!!!


Ponham aqui os olhos, onde o atleta não é mandado cavar batatas, mas pelo menos prepara o terreno.

domingo, setembro 07, 2008

Pensamentos à solta

A lógica e a batata No outro dia, num post de brincadeira sobre a velha questão da ‘fidelidade’, uma velha amiga minha perguntava num comentário «Mas a monogamia existe?». Mantendo a brincadeira, respondi que pelo que sabia os cisnes, pinguins e pombos parecia que eram monogâmicos. Depois, pensamento puxa pensamento, e acerca de pinguins fui dar a este raciocínio:

Deve ser por esta e por outras que se usa a expressão «ou a lógica é uma batata», frase um tanto tonta porque não há nada mais real e positivo do que uma batata que até se pode comer de diversas formas!... Mas a verdade é que comparar duas coisas diferentes com algo em comum para se concluir da semelhança, é um modo de argumentar muito utilizado, mas viciado à partida. Tal como a generalização. Tal como as conclusões precipitadas. Tal como citar experiência passada que nem sempre se aplica. E às tantas, sabe-se lá se alguns shows de tv não são pinguins? E monogâmicos?


Uma música ao Domingo

Durante todos estes Domingos que tenho deixado músicas no Pópulo, tenho-me refugiado em temas antigos ou até muito antigos.
São os que conheço melhor e espontaneamente vou atrás deles...

Mas há uma banda recente que nos trouxe umas canções cheias de humor e que tenho ouvido com muito gosto.
Senhoras e senhores cá vem a Deolinda,
aqui:




ou o Fado Toninho aqui

sábado, setembro 06, 2008

Pausa



É sábado e estou no sossego...

A verdade é que as férias não acabam assim, bruscamente, como o desligar de um interruptor!
É antes um «vão acabando» tal como o tempo «vai arrefecendo», e os dias «vão ficando mais pequenos».

Voltei aqui para a minha aldeia, nesta paz imensa, mergulhada em muitos tons de verde...

Portanto este fim-de-semana volto ao 'modelo B' - escrevo mas só respondo no final.

Bom Fim de Semana para vocês também!


sexta-feira, setembro 05, 2008

Momentos de humor

O Título é tudo, é claro. Mas quando se faz assim uma espécie de corta-mato pelos jornais, há alguns títulos que são tão engraçados, que voltamos atrás e temos mesmo de ver que raio de notícia é esta?!
Ora vejam o que encontrei em pouco tempo e que diversas leituras poderiam ter títulos como estes:

Grandes municípios sem educação
ou

Promoção de filho de árbitro e balcão frigorífico sustentam novos processos
ou
Cais reposto após 10 anos de armazém
ou
Ida de Filipe Vieira ao balneário foi "involuntária"
ou

Bola na RTP ou o canal por um canudo

Ah é?????


Vão mas é trabalhar!...

...que roubar já não dá nada.


Havia a velha história do tal ladrão que rouba a ladrão, mas isso era quando o segundo ladrão de que se fala andava com o dinheiro no bolso.
Hoje está tudo mudado.
E os palermas que andam para aí a assaltar gasolineiras ainda não repararam que como agora toda a gente paga com plástico, é muito trabalho para nada... Ainda se levassem a bomba com eles, talvez valesse a pena.
Mas do que gostei mesmo foi do presidente da ANAREC que apelou aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho».
E mais:
Conclui com um carinhoso e bom conselho «Deixem de assaltar e vão trabalhar que é melhor».

Penso que os gatunos que tal ouviram devem estar recolhidos agora meditando no 8º mandamento. [ é o 8º, não é?]
Coisa feia, roubar-se.



Exames



São um «mal» em certa medida inevitável.
Afinal para se avaliar e comparar depressa várias pessoas, é preciso um exame.
Mas eu nunca gostei de exames, não porque sistematicamente apresentasse piores resultados durante o exame do que durante o resto do ano académico, mas pela sensação de que tinha de expor na ‘montra’ para ser avaliado o meu saber nas áreas em questão e acreditava que muito dependia do factor sorte: por mais exaustivo que seja um exame nunca dá para avaliar tudo o que se sabe, e acontece as questões que nos são postas serem as que sabemos ou por azar as poucas que não sabemos [aliás é nesta linha que vai o romance de que vos falei nas férias e achei tão engraçado] pode tornar o resultado do exame uma falsidade.
Lembrei-me desta minha desconfiança, ao saber que a Naide Gomes derrotou agora a campeã olímpica da especialidade em Pequim 2008
Afinal, a atleta continua a ser muito boa.
No «exame» dos Jogos alguma coisa não lhe correu tão bem, mas se agora em Lausanne consegue aquele salto em comprimento, é porque as suas capacidades estão lá!


Força, Naíde!

quinta-feira, setembro 04, 2008

É o gene, afinal

Ouvi ontem no telejornal. Eu e alguns milhões (quanta gente vê o telejornal...?) de espectadores.
Afinal
é científico – os homens são mais infiéis porque têm um gene que os leva a essa maroteira
Não é por mal, mas é...genético!

Isso dizem os suecos, eles lá sabem porquê.
Por aquilo que se vai vendo, o que me parece é que, ao contrário, a fidelidade é que deve ser não direi uma doença, mas uma coisinha anormal.
E também fiquei com outra pequena dúvida: OK, os maridos traem as mulheres, mas com quem? Será que as parceiras da sem-vergonhice são todas descomprometidas, ou também elas estão a enganar os respectivos parceiros....?


Haja paciência, para tanto estudo!


Eleições em Angola


Há 16 anos que não havia eleições em Angola.
Finalmente, elas vão realizar-se durante dois dias, o que parece um pouco estranho pelo nosso modelo, mas o importante é que decorram com calma, com verdade, e sem irregularidades.

Vai ser na 6ª, dia 5 e sábado dia 6, e já ontem 4ª feira houve tolerância de ponto.
Há quem diga que esses dois dias são necessários dada a realidade daquele país para organizar toda a parte logística e por haver dificuldades de transporte de urnas, do material e das pessoas.

Que corra o melhor possível, é o que se pode desejar.

(eu vou-me informando com o
Miguel a quem roubei também o boneco)

Mas o que se passa com a Carris, então???

Tinha lido ontem que a Carris estava em falência, tudo muito negro, que só sobrevivia graças a empréstimos bancários e, como utente que sou fiquei um tanto alarmada.
A minha ideia era de que alguma coisa estava um tanto errada a nível da gestão. Queixam-se de que não conseguem mais clientes, e fico com a ideia da tal famosa pescadinha de rabo na boca: os serviços são muito lentos e portanto as pessoas andam de transportes particulares, mas é por haver muitos carros particulares que o trânsito é lento...

É certo que eu escolho muitas vezes o metro em vez da carris, por ser mais rápido mas, em igualdade de circunstâncias, quando por exemplo tenho de fazer vários transbordos de metro, então prefiro a Carris – sempre ando ao de cima da terra e quase se pode dizer ao “ar livre”. :)

Contudo as minhas experiências a nível dos serviços da Carris também são variáveis. Tenho uma carreira excelente, que passa perto da minha casa de 10 em 10 minutos em horas de ponta, e me dá muito jeito porque vai directa a um dos locais onde vou com mais frequência, mas também preciso de usar muitas vezes outra que me deixa num frenesim porque o horário é de 40 em 40 minutos e se tenho o azar de ver passar um autocarro fico à espera um tempão, para além de que depois dá voltas e mais voltas até chegar ao meu destino. Ou seja, quando me perguntam o que penso do serviço (já tenho respondido a alguns inquéritos) fico um tanto indecisa, num caso é bastante bom e no outro pelo menos medíocre. Para além de que, se preciso sair à noite, então nem tenho escolha porque os autocarros nem circulam.

Hoje sou informada que afinal ela vai lançar um serviço de “carsharing”, vão entrar ao serviço 20 + 60 autocarros, e dois novos autocarros para deficientes
Fico baralhada.

Como é? aquilo funciona mal porque o trânsito é muito, têm pouco ou nenhum lucro, e aquelas razões todas, ou afinal justifica-se um maior investimento?
Em relação ao conforto do transporte, não tenho reclamações a fazer. É evidente que há sempre uns vândalos que cortam estofos, fazem grafittis idiotas, sujam o interior, mas de uma forma geral as carreiras que utilizo são confortáveis.

Fico um pouco com a estranha suspeição de que andam a alindar a empresa para a oferecer em bom estado quando a privatizarem.

Espero estar completamente enganada.


quarta-feira, setembro 03, 2008

Não consigo!


Voltei os meus hábitos [mais ou menos, felizmente nunca é um retorno completo ou seria uma seca horrorosa, uma vida de «dejá vu»!!!] já aqui falados e conhecidos de acordar cedo, escrever umas coisitas e visitar os amigos que considero que tenho neste pequeno mundo virtual.
Simplesmente, durante o mês de Agosto, não fiz nenhuma visita. Nenhuma. E, eu tenho uma molhada de blogs que gosto de visitar diariamente.
Ai, ai, ai....
Só digo que quando abri o meu Google Reader, fiquei de olhos em bico! Mesmo os camaradinhas que escreveram ‘apenas’ um por dia, tinha ali logo material de 30 posts; e há os blogs colectivos, que também estão no meu «Reader» e esses então ultrapassavam os 100 à vontade.
Valha-me a Santa... (...quê? Lá no Reino dos Céus qual será a padroeira da blogosfera?)

Vou desistir, é evidente.
Completamente impossível ‘pôr-a-escrita-em-dia’
Que me desculpem os amigos de estimação, mas já decidi limpar o «reader» e só começar a ler daqui para a frente.


Sorry!


Ai que distracção!



"É ali que os alunos vão ter aulas? Pensei que fossem os contentores das obras."

Não, isto não é uma frase de um membro da oposição a fazer campanha.

É a frase do «nosso primeiro» ao visitar uma escola, e não uma escola qualquer. Estamos a falar do Liceu Pedro Nunes!
BOA!!!!


Tadito, como é que ele há-de aguentar?....


Na segunda feira o multibanco entrou em colapso, como soubemos.
Mas a verdade é que para mim as caixas de multibanco são o que sinto como mais aproximado da imagem que eu há uns 30 anos tinha do que seri a vida depois do ano 2.000.
É claro que ainda não viajamos no espaço, à moda do 1999, mas com aquela caixinha que em Portugal existe em qualquer lugarejo, podemos para além no inicial ‘levantar dinheiro’, coisa insignificante, também pagar a conta da água, da luz, do gaz, do telefone, carregar o telemóvel de dinheiro, pagar o seguro do carro, a tv por cabo, dentro em pouco carregar o passe nas zonas urbanas que o bilhete de comboio já é comum, comprar bilhetes de cinema, teatro, futebol, transferir a renda para a conta do senhorio, pagar os impostos, o «selo do carro», a licença de caça e ....
...já agora também
a de pesca!!!!
Amigos desportistas de caninha de pesca, banquinho e cesto para o caso (que até pode acontecer) de apanharem um peixe, agora já podem ter a sua licença por multibanco!
Temos de ser sinceros. Se o sistema meteu férias teve as suas razões. Aquilo é trabalho a mais.
Tenham dó. Até a pesca?....



Um síndroma compreensível

Pelo menos para mim, que sou muito claramente claustrofóbica, faz muito sentido que haja quem tenha uma síncope ao sentir-se preso.
Os cientistas consideram que assim como os animais em cativeiro, também as pessoas (algumas) podem ter uma morte súbita ao sentir-se enclausuradas.

Mas isso pode ser evitado:
«Um apoio social e contactos bem desenvolvidos são factores importantes de promoção da saúde. Ajuda as pessoas a receberem apoio emocional e material. Pessoas com menores apoios têm mais problemas de saúde, depressão e maior grau de dificuldades devido a doenças crónicas»
Certo.
Mas isso iria acontecer com pessoas que acabavam de ser presas?...

É um caso para se pensar. Por um lado é natural que se façam detenções se há motivos para se pensar que se trata de criminosos, mas é importante que as coisas se façam como deve ser.
Esta hipótese de se ter uma morte súbita pelo «síndroma da captura» é inquietante.

E eu entendo.


Ele há coisas fantásticas!...


Esta história poderia servir para as campanhas contra a obesidade. Imagine-se que um homem escapou de ser atropelado por ser bastante magrinho!
Emenda: Ele foi atropelado, escapou foi de ficar ferido!
Um carro a fazer marcha-atrás não deu conta que estava a passar por cima de um homem. Ele lá se manteve muito quietinho e ficou entre o espaço que vai do chão à parte debaixo do carro.

Era um senhor com mais de 70 anos e de grande sangue frio, pelos vistos.
Já uma vez aqui falei também de uma senhora, mais ou menos desta idade, que ficou quietinha entre os carris enquanto um comboio lhe passou por cima, desta vez a coisa passa-se com um automóvel.


O que vale ser-se magrinho e … ter calma!

terça-feira, setembro 02, 2008

Bom Dia!


O dinheiro de plástico

Ontem, ao recomeçar a minha vida normal esbarrei com uma dificuldade.
Claro, eu e milhares de pessoas!

Houve uma pane no sistema do pagamento com cartões de Multibanco!
Coisita menor, é certo. Mas…
Não é de hoje que eu sinto que sou demasiado dependente daquele cartão. Quase que não ando com dinheiro "normal" na carteira que as despesas pago-as todas de modo electrónico. Já há muito tempo que o faço, não com cartão de crédito que esse quase não tem uso, mas o do Multibanco que me tira de imediato o dinheiro no momento de fazer a compra.
Parece-me muito prático, desse modo não posso perder dinheiro mesmo que perca a carteira é só avisar que não tenho o cartão, facilita muito os trocos, e não tenho de me preocupar em saber se levo dinheiro suficiente para aquilo que vou fazer.
É prático. Mas, como se viu tem buracos! O sistema tem os seus defeitos, esse cartão paga-se é claro, e no acto da transacção também ela também se paga. Por outro lado andam a avisar que os Bancos se preparam para que cada vez que se levantar dinheiro numa Caixa Multibanco isso também seja pago. Ou seja esse cartãozinho é prático mas custa dinheiro…
Porém quando falta essa ligação é que vemos como a questão mexe em tanta coisa. No meu caso, obrigou-me a atravessar umas ruas e ir levantar dinheiro. Como felizmente em Portugal existem milhões dessas caixas a questão resolveu-se. Mas imaginei como seria numa gasolineira de estrada, por exemplo… Mete-se a gasolina, a máquina não funciona e quem é que anda com o dinheiro do enorme custo de um depósito cheio de gasolina?! E depois? Vai a pé até à próxima vila?..
Falhar uma coisa destas pode ser um sarilho dos grandes!

Violência «Doméstica»


Eu, até com o nome embirro!
Claro que sei que se chama «doméstica» por se praticar no ‘domus’, em casa, não ser um acto público mas, para ser sincera, esse adjectivo não me agrada nada porque numa certa medida a suaviza, como se se dissesse que é violência sim, mas enfim, caseira... não é nada do outro mundo.
E afinal é realmente mesmo do outro mundo, um mundo mais escondido e por isso mesmo mais perverso e grave. Grave por isso mesmo, não por se passar entre quatro paredes mas porque quem agride e quem é agredido é obrigado a viver junto – e, isso sim, é uma violência terrível.
Se um indivíduo, que seja por natureza exaltado, decide ferrar um par de murros ou até uma sova a sério ao seu colega de trabalho, isso também se passa ‘entre paredes’ mas o agredido naturalmente fará queixa dele e, conforme a agressão virá o castigo. Porém ao sair do local de trabalho, acabou a questão. A tal «violência doméstica», se é considerada um crime menor, pelos ‘estragos que produz’, afinal está equiparada a essa cena de quem agride um colega de trabalho ou um vizinho do mesmo prédio. É chato, há quem saia magoado, mas olha-se para essas lesões de fora, numa avaliação fria, técnica. Profundamente diferente do que acontece quando numa família se agride um dos seus membros. Aí, não se pode olhar tecnicamente para as lesões, quem é agredido e quem agride continua a viver na mesma casa, sob o mesmo tecto, com a tal irónica norma de «quem não está bem que se mude» e, nesse caso, quem não está bem é naturalmente o agredido!...
Ontem ouvi um programa de TV sobre uma lei proposta pelo CDS propondo que mesmo que a violência doméstica seja considerado um crime menor, no caso deste tipo de crime se colocasse o suspeito sob prisão preventiva. Ou seja, quem estava mal [e estaria de facto mal porque se portava mal] mudava-se. Era a vítima que se manteria no seu ambiente e quem era obrigado a fugir sair era o agressor.
Nesse programa ouvimos testemunhos de muitas mulheres. Pelo modo como se exprimiam muitas eram mulheres educadas, de classe média. Contavam como se sentiam, o que tinham feito, e como desesperavam porque as questões se arrastavam anos e anos, com juristas a aconselharem que o melhor seria o divórcio, mas… o marido não queria divórcio nenhum! São sempre situações de desespero, com o que implica de falta de respeito pela pessoa com quem se compartilha a vida, e a convicção de impunidade com que se age. Nos exemplos da luta ser com um vizinho, um colega, sabe-se que pode haver retaliação, e a coisa nem correr nada bem. Mas a mulher, está ali à mão, é quase sempre mais fraca, e mesmo que o não seja aceitou esse papel social.
Houve nesses telefonemas um que chamou mais a atenção. Vinha de uma senhora do Alentejo se não me engano, dizia que tinha sofrido de violência do marido durante mais de 20 anos, mas que ele só lhe tinha batido umas 4 vezes. Segundo ela referia era sobretudo a violência psicológica que a deixou completamente desfeita. E essa não deixa marcas visíveis. Assim como a violação que tantas vezes ocorre num casamento, e é vista de um modo ligeiro, quase com um sorriso, na linha dos ‘deveres do casamento’ como se sexo à força não fosse sempre sexo à força.
Mas esta proposta de lei vem abanar um tanto a resignação social. Seja com prisão preventiva, seja com uma providência cautelar que não o deixe aproximar da vítima (mesmo que tenha de usar uma pulseira electrónica) o certo é que se tem de deixar claro que acabou o tempo de sofrer calado e quem já é uma vítima não vai sê-lo duas vezes tendo de fugir e recomeçar a vida sabe-se lá em que condições.




segunda-feira, setembro 01, 2008

Em trânsito

Hoje passo por aqui só para “marcar presença”.
Estou em trânsito. Já não me sinto em férias mas também ainda não estou instalada numa rotina confortável que pode dar espaço para gastar aqui algum tempo. O dia em que se volta de férias, creio que todos estamos de acordo nisso, é um pouco confuso – ainda trazemos um pouco de sal e areia no corpo e verde nos olhos, mas reencontramos o conforto da nossa casa de todos os dias, os nossos electrodomésticos que facilitam a vida, temos à nossa espera os afazeres habituais que ficaram entre parêntesis durante um mês.
Hoje é dia de respirar fundo, arregaçar as mangas, e pensar que estamos a iniciar um novo ano.
Qual Primeiro de Janeiro, qual quê! O ano começa quando se volta de férias.