sexta-feira, junho 13, 2008

O susto

A imprensa informa-nos que durante o debate parlamentar Sócrates concordou que "em alguns momentos" da paralisação das empresas de transportes sentiu "o Estado vulnerável"
Deve realmente sentido um grande susto, mas susto decerto inesperado porque com esta crise à porta e sabendo o que se estava a passar por essa Europa, deslocou-se calmamente para fora do país, não alterando agendas, muito sereno como se nada estivesse a acontecer. Só pode ter sido uma surpresa.

Bom, o tsunami desfez-se segundo parece, ficam uns ‘
salvados’ na praia, e a lembrança destes dias. Muitos prejuízos de bens perecíveis estragados, horas perdidas e, para muitos, foi uma avaliação de como estamos dependentes dos transportes por estrada e desta energia que se vai esgotar como todos sabem mas fazem por se esquecer.
A nossa crise parece ter sido resolvida mais depressa do que noutros países. Será interessante analisar porquê.

Eu tenho lido agora várias coisas – mas ainda me sinto muito mal informada para dizer de minha justiça – e vou reparando que há duas posições muito diferentes. Por um lado os que vêm as questões - primeiro na pesca e agora nos transportes - como uma luta de empresários, armadores e transportadoras, e consideram que o governo cedeu exactamente
porque não está a tratar com sindicatos; por outro os que acham que para além dos grandes, estas associações incluem também pequeníssimos empresários, quase que ‘trabalhadores por conta própria’ e é errado incluir tudo no mesmo saco, até porque os pequenos são em maior quantidade do que os grandes e são os mais prejudicados. Eu não tenho dados para concordar com nenhuma destas posições. Não sei.
Mas já dá para ver que em qualquer destes casos a luta teve um ponto comum: a paralisação era indefinida. Não fizerem uma ‘greve-de-sexta-feira’, ou de ‘quinta-de-manhã’ (sem censura a quem utiliza estas, quem faz greve sabe que vai receber menos no fim do mês e muitas vezes um dia ou dois é o máximo que podem perder) desta vez a coisa era em duro.

E resultou.


quinta-feira, junho 12, 2008

Os desastre de Sofia de Emiéle


Eu sou um tanto desastrada.
Quem me conhece já aceita isso como parte de mim. Tenho uma certa altura, olhos castanhos, cabelo… (enfim isso da cor pode mudar), e sou desastrada.
Tropeço nas coisas, avalio mal a distância das ombreiras das portas, ando a correr e meto os pés nos buracos da rua, etc, etc. Sou assim, pronto!

É claro que, como qualquer animal de hábitos, se estou no meu habitat defendo-me muito melhor, e as coisas disfarçam. Mas desde o início da semana que mudei de ninho. E, naturalmente que tudo se agrava.

1 - Os armários ‘desta’ cozinha têm uma altura diferente dos da minha. Donde, os galos na minha cabeça começam a fazer alguma vista…

2 – A casa de banho é mais pequena do que estou habituada e sobretudo a banheira não tem tapete anti-escorrega. Depois de dois sustos, decidi pôr uma toalha no fundo e no final do banho deixá-la a secar, que isto ainda acabava mal…

3 – Nunca me habituei bem às canadianas. Agora que só ando com uma, aquilo até parecia que escorregava. Ontem o fisioterapeuta examinou-a e disse-me que a ponta de borracha estava ‘careca’, aquilo era mesmo um patim. Até estranhou como é que eu não escorregava ainda mais com aquela prótese!
(é que estou habituada a escorregar!)
4 – Coloquei a louça na máquina e pu-la a funcionar. Quando a tirei achei que estava um tanto gordurosa, mas dei o desconto da diferença de máquinas. Lá achei que a minha seria melhor. Ontem quando ia pôr a segunda carga, ao colocar a pastilha de detergente no sítio, encontrei a primeira intacta. Fui verificar, quando ‘lavei’ a primeira vez tinha feito um programa para enxaguar…

5 – O molho de chaves que me deram tem uma fita comprida, é daqueles que se penduram ao pescoço. Ontem, para ser mais prático, usei-o nessa função, pendurado ao pescoço para não perder as chaves. Chego à porta, meto a chave na fechadura, dou a volta, e empurro a porta. Estão a imaginar: empurro a porta e o meu pescoço também! Aguentei-me no último segundo.


Bem, tinha ainda mais para contar, mas tenho vergonha!

Sniff...


De volta à terra


Desde o momento da minha operação - em que deixei de ir à rua e fazer o meu dia-a-dia habitual mas, sobretudo, desde esta segunda-feira em que como saí da minha casa e tive de me adaptar a todo um habitat diferente - que tenho vivido um tanto desligada da realidade. Ando a brincar com isso como vocês têm visto, mas a verdade é que não tem sido só brincadeira, é mesmo certo que ando nas nuvens num outro mundo.
Ontem, bruscamente, tive a consciência de que o país estava a arder e eu a tocar harpa. Bem, não exactamente, creio que o Nero apreciava o espectáculo e eu nem tinha cheirado o fumo e muito menos visto as chamas.
No meio dos problemas que citei ontem como preocupantes, falei na greve dos camionistas. Falei de uma forma superficial, informei logo que não estava muito informada sobre o caso mas, tratei-o como um caso entre outros.
De repente durante a tarde comecei a juntar sinais, e a acordar.
Tinha ido ao supermercado com a empregada cá de casa para me ajudar (de notar que como ela é ucraniana só falamos o indispensável, ao contrário da gralha que vai à minha casa) e estranhei um pouco a falta de produtos que via. As prateleiras da fruta quase vazias, as dos legumes ainda mais e até no caso dos congelados alguns produtos que costumo usar, e onde vulgarmente encontro pilhas deles, via um ou dois para amostra. Huummm… O que pensei – na lua, como estava – é que esta zona era mal servida, simplesmente.
Depois uma amiga telefonou-me, muito arreliada porque tinha tido de desmarcar uma consulta porque estava sem gasolina. A conversa foi por telemóvel e eu não fiz muitas perguntas, mas estranhei aquilo, até porque ela falou como se eu percebesse logo de que é que ela estava a falar.
Fui à minha fisioterapia, e na volta ao chamar o táxi ouvi muitas graças, sobre se eles ainda circulavam, e que se calhar ia esperar muito (o que aliás aconteceu!) e ao regressar a casa observei realmente uma fila enorme numa bomba de gasolina. Contudo ainda dessa vez não “acordei”. Foi preciso um telefonema de outra amiga, bastante empanicada por estar quase sem leite em casa, os iogurtes nem vê-los, e me contar que na zona dela o supermercado tinha colocado nas prateleiras dos legumes os pacotes das sopas pré-fabricadas, que finalmente poisei os pés na realidade.
Esta greve - em Portugal, Espanha, França – pelo que sei, está a ter repercussões gravíssimas. Que os carros particulares não possam andar, vá lá. Mas ouvi que há autarquias que garantem que as ambulâncias não estão em perigo de parar, alguém perguntava quanto tempo a Carris aguentaria, e isso é outra coisa. Assim como o abastecimento de víveres também pode vir a ser gravíssimo, e já começa a assustar um bom bocado.
Hoje leio que afinal parece que se chegou a um acordo O que não quer dizer que até as coisas se regularizarem não tenhamos ainda uns dias difíceis e as prateleiras dos supermercados não se esvaziem ainda mais.
Um cenário de guerra.
Tive um “acordar” violento!


quarta-feira, junho 11, 2008

«Ouvem-se os flashs a disparar…»

Faltam alguns minutos para o fim do jogo. Uns cinco ou seis minutos. Naturalmente que os nervos são muitos. A coisa desta vez está mais difícil os checos são osso mais duro de roer…
De repente a nota de humor:
O locutor de serviço, vai relatando no tom habitual destas coisas. E no entusiasmo, ao referir que a imprensa está a cobrir estas jogadas, solta:
«…. E ouvem-se os flashs a disparar!»
Gargalhada aqui na sala.
A tensão desce um pouco.
O homem emenda, rápido «Vêem-se os flashs a disparar», mas a frase já está dita.
É que num Estádio de futebol, cheiinho como aquele, com gente aos berros, conseguir-se ouvir o flash, é que devia ser um autêntico trovão!

Bem, dois jogos já foram.
BOA!!!!


Recordações com pássaros

Quando escrevi o post sobre as diversas Lisboa que cabem na grande e falei nos famigerados pombos, de pensamento em pensamento, ou de passarinho em passarinho, veio-me à memória uma recordação da minha infância. (Seria uma história que podia caber no «Caderno de Capa Castanha» mas agora não me apetece reabri-lo)

Eu era bastante pequena. Aliás pelo desenvolvimento da história vão ver que só podia! Estava de férias na casa dos meus avós, numa aldeia do Alentejo. E um amigo, talvez um pouco mais velho, tinha apanhado dois passarinhos – não faço a menor ideia como!!! – e veio oferecermos.

Fiquei contentíssima. Era um brinquedo vivo. Fiz-lhe muitas festinhas, explicaram-me que tivesse cautela com as festas para não os magoar e não consigo recordar se os teriam posto numa gaiola improvisada (?) ou coisa assim.
O que se segue é que, satisfeita com o meu brinquedo novo, fui para a janela do meu quarto, no primeiro andar da casa e levei-os comigo.
Às tantas, ou porque me chamassem, ou porque pensasse em fazer outra coisa, afastei-me. Quando voltei à janela, não vi os passarinhos.
Desci a correr, e fui procurar debaixo das janelas do meu quarto.

O que estás a fazer, ‘Lezinha’???» perguntaram-me.

-«Os meus passarinhos! Caíram à rua. Se calhar magoaram-se», e lembro-me bem da minha angústia no momento.
Grande risota, e eu parva com tanta insensibilidade. Sim, aquilo era alto para uma coisa tão pequenina como os pássaros caírem!!!

-«Cairam? Mas onde é que eles estavam?»
À janela»

Achas que não fugiam?»

Não, que eu atei uma linha às patas. Se calhar tropeçaram e por isso é que caíram», eu cheiinha de remorsos.

Lá fiquei meio desapontada mas feliz quando me foi convenientemente explicado que eles simplesmente tinham batido asas e ganho a liberdade.


PDI...?



Cliquem para ler bem a legenda


Com vocês não é assim?...
Que sorte!!!

Não me apetece ver notícias!


Ontem fiz uma grevezinha às notícias.
Não comprei jornais, não vi aqui ver à net os virtuais, não vi telejornais. Um sossego!!!

Trouxe umas coisinhas para ler, aqui onde estou também livros não faltam, e a TV tem Foxs, Axns, e Hollywoods que são bem bons para descansar os olhos e a cabeça.
Hoje deitei a cabeça de fora para «ver o mundo» mas vou já fugir outra vez:
Parece que os senhores ministros europeus consideram uma excelente ideia «prolongar a semana de trabalho das actuais 48 horas até às 65 horas» "Este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social." diz o comissário europeu para o Emprego, um senhor que é checo e cresceu sob um regime bem totalitário.
Ah, esperem, explica que esse prolongamento é «se assim o entenderem o funcionário e a empresa». Entendo. Não é obrigatório. Assim como também decerto não é obrigatório o patrão contratar um empregado se este não quiser esse regime, imagino. Ou seja, quem não quiser não vai, mas se não for não terá trabalho. É um grande passo, também me parece, não sei é se é em frente.
Também fiquei a saber que Israel pondera uma ofensiva de grande envergadura contra o Hamas, na faixa de Gaza. (sabe-se que a Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados do planeta e não pertence a Israel, apesar daquilo que os seus liders parecem pensar)
É o que estava a fazer falta, o aumento de violência naquela zona. Para ver se diminuem a tal densidade de povoação.

Por cá, o braço de ferro e a guerra dos camionistas,
já teve um acidente tristíssimo e parece estar a tornar-se num exemplo do que não se deve fazer. Vamos ver o seguimento.
Mas, esta é uma história sobre a qual não me atrevo a ter opinião, estou muito mal documentada e posso cometer erros de apreciação. Contudo, não ando a gostar da coisa.


Resumindo – vou fechar as notícias de novo.

Há muito mais coisas sobre que falar!

Mas talvez mais lá para a tarde.

terça-feira, junho 10, 2008

Pausa


Hoje «estou de férias».
Não quero saber se é Dia de Portugal, se o Camões morreu neste dia, se metade dos nossos dirigentes foram comemorar este dia ao estrangeiro falando aos imigrantes que cá o discurso já anda gasto e ninguém os quer ouvir.
Não ouvi notícias ontem, e hoje não abri os jornais. Não quero saber.
Estou umbiguista que também de vez em quando nos faz bem!!!

Hoje o Pópulo só fala de mim.

Os posts vão para a categoria ‘intimidade’ que andava carente.


De vez em quando o trânsito os acontecimentos importantes podem parar para deixar passar os patinhos as questões pessoais, não é?
:D

Há sempre uma primeira vez


Nunca tinha ainda passado por essa coisa que se chama fisioterapia.
Tenho amigas e amigos que, por diversos motivos, conhecem bem como é que aquilo funciona mas para mim, ontem tive uma estreia mundial.
Fui pela primeira vez a uma sessão de fisioterapia!

Aquilo foi rigorosamente à hora, mas eu tinha chegado cedo porque receava não apanhar táxi e, pelo sim pelo não, mandei chamá-lo com antecedência. Enquanto esperei ia sorrindo porque a recepcionista, simpática, cumprimentava quem ia chegando «Boa tarde! Está boa? (ou bom)» e eu, com os meus botões, ia pensando ‘se estivessem bons o que vinham cá fazer?’... Mas adiante.

À hora exacta vieram chamar-me.

Eu estava receosa, confesso, os meus músculos têm estado parados e sabia que quando os esforçava, me doíam. E tinha razão para o receio, que nos primeiros 20 minutos recebi uma tareia massagem tão forte que fiquei sem fôlego. Dizia-me ele «descontraia; está muito contraída» Pudera. Quando uma coisa nos faz doer a gente contrai-se, não é?... Eu já tinha feito massagens shiatsu, mas aquilo batia-as aos pontos. Até parecia que os dedos entravam dentro dos músculos das pernas!!! Ai, ai, ai…
Depois já foi bom. Uns aparelhos estranhos e sofisticados que me faziam umas cócegas na perna, e um grande formigueiro. Ele avisou que se fosse demais o prevenisse mas, depois da tareia inicial, aquilo nem era nada.

Mas a seguir, catrapus, nova tortura: mais um quarto de hora ou 20 minutos de alongamentos. Das poucas vezes que frequentei um ginásio, já tinha feito aquilo, mas nessa altura estava de perfeita saúde! Agora, com os músculos todos doridos, serem puxados, empurrados, torcidos, ai, ai, ai, outra vez!

Por fim mais um aparelho de ficção científica – parecia um aspirador ao contrário, expelia em vez de chupar, e expelia uma espécie de gelo gasoso. Imaginam gelo gasoso? Pois, é isso. Frio, frio, frio! Mas isso já me sabia bem!

E já está. Assim passou uma hora.
E hoje acordo e a minha perninha, torcida, puxada, gelada, está mais flexível mas dói-me p’ra caraças!!!
Enfim, consolo-me a pensar que belos passeios eu vou poder dar.
Quando?

A diversidade

Como já contei ‘imigrei’ por uns dias.

Tudo em Lisboa, é claro, mas mudei de um bairro para outro e para mim parece quase que mudei de cidade!
Nada podia ser mais diferente.

Primeiro a casa. Tendo praticamente o mesmo número de divisões, é completamente diferente da minha em tudo! Todo um mundo de pequenos pormenores que marcam a diferença. A disposição dos quartos, a decoração, as soluções de arrumação… é interessante como com o mesmo espaço as soluções podem ser tão diversas. E note-se que era impossível sentir-me mais à vontade porque fiquei com a casa por minha conta – a minha amiga foi de férias e mesmo o filho tem passado os dias e noites fora, com o seu grupo de amigos.
Mas, sobretudo, é o bairro.
Tudo diferente. A zona muito mais silenciosa do que a minha. Creio que o trânsito é o responsável por isso, que aqui não passam autocarros (o melhor transporte para cá vir é o metro) e também não oiço camionetas de transportes. O silêncio é tal que, apesar de ser um andar bem mais alto do que o meu, oiço lindamente sons à distância, e sobretudo o chilrear dos pássaros que deve haver imensos para se ouvirem tão bem!
Por outro lado (milagre!) não há pombos.
No meu bairro é uma praga. Chego a fechar janelas, quando eles insistem em poisar nos peitoris, para evitar que me venham esvoaçar para a sala. Aqui nem um!
Uff!
Depois, é a descoberta do dia-a-dia. Faltam-me as minhas lojas familiares, mas encontro outras. Os vizinhos do prédio já me cumprimentam com ar de conhecimento e, simpáticos, seguram a porta do elevador e esperam para eu sair com a canadiana. No cafezinho onde vou tomar a bica já me perguntaram se estou melhor, enfim instalo-me num outro mundo.

E tudo na mesma cidade!

segunda-feira, junho 09, 2008

Coitadito

Mais um FW que recebi recentemente.
(se calhar anda há muito por aí, mas eu não o conhecia)
Quando o tipo se for, vai ser um desgosto para os humoristas!!!

Estes espanhóis!...

Não é só em Madrid, é claro!
Os ciclistas madrilenos, queixam-se de que
«as suas ruas têm sido sequestradas pelo carro privado, que tem destruído as cidades, degenerando-as em lugares hostis e perigosos»
A gente conhece o modelo.

Creio que - tirando os países nórdicos, onde a cultura da bicicleta é generalizada - não é apenas em Espanha, no resto dos países é o que se vê.

Mas a queixa em si é tão banal que não merecia citação a não ser porque estes manifestantes decidiram
desfilar nus. Tal e qual. A ideia era a metáfora de que «estariam nus perante o trânsito», ou seja vulneráveis, entendo eu.

O que não se pode negar é que assim chamaram a atenção, sem a menor dúvida!



Aqui não é em Madrid!


Estranho...

Alguma coisa não está a bater certo.
Não é preciso um olhar particularmente atento, para confirmar que em Portugal não andamos com os dentes bem tratados.
Falo na generalidade, é certo. Eu, a minha família, os meus amigos, nem por isso podemos ser apontados com um exemplo de gente com dentes estragados, mas basta andar de olhos abertos para se ver pessoas que até evitam sorrir para não mostrar o estado da sua boca, e outros que seria melhor não o fazerem porque «aquilo» até assusta! Até crianças das escolas.
Mas agora a Ordem dos Médicos Dentistas considera que os seus filiados correm grandes riscos de falta de trabalho e pretendem impedir o acesso à profissão . Mostram números: os nossos dentistas estão a imigrar, já há 247 médicos dentistas portugueses a trabalhar em Inglaterra.
Desculpem lá, mas a bota não bate com a perdigota.
Temos dentistas a mais? E os nossos dentes andam tão mal tratados?
Porque será…?
Que grande mistério, ou talvez não.

Ouro negro

O artigo de fundo do Diário de Notícias diz-nos que «Só energias alternativas são solução para a crise»
Isto parece de tal forma lógico, que o facto de não se encarar esta possível resposta a sério, só pode ser porque tal decisão iria contra interesses muito grandes e muito instalados.

Se o esforço que se tem gasto a ‘resolver’ a crise do petróleo fosse gasto na forma de tornar prático a rentável outras formas de energia, há muito que a solução tinha sido encontrada.

E viveríamos com bastante menos poluição.



domingo, junho 08, 2008

Ora vamos ver o que isto dá

Bem, a partir de amanhã, não sei bem se os meus posts entram à mesma hora, e se serão muitos ou poucos.
Acontece que vou mudar de casa por uns dias.

A minha, como já aqui referi, é um andar relativamente alto para não ter elevador. E como o não tem, agora que ando aqui de muletas canadianas, trepar estes andares é uma complicação.
E assim sendo, vou aceitar a hospitalidade de uma amiga que vive em mansão beneficiada com esse instrumento moderno que é o elevador!!!
Vou mudar-me até sentir que posso subir e descer as minhas escadas sem perigo. Não faço a menor ideia, se é uma semana, duas, ou alguns dias…
Lá, terei net naturalmente – hoje toda a gente tem! – e portanto vou continuar a abrir a porta do Pópulo diariamente, mas não sei em que horário.
A casa não é minha, e ainda por cima vive lá um jovem que sei que vive grudado ao pc quando está em casa! Seria o fim do mundo afastá-lo do brinquedo para brincar eu…

Portanto, até amanhã, mas não sei a que horas…

Sinónimos ou nem por isso

Interessante o diverso peso de palavras idênticas ou quase sinónimas, mas socialmente diferentes.
Há pouco, quero levantar-me, e peço ao meu filho:

- Oh J***, passa-me aí as muletas, faz favor.
- Quêêêêê????

- Aquilo. Quero ir lá dentro.

- São canadianas. Ca-na-di-a-nas! Ora essa?!! Muletas?!!!


E pronto.
Aos meus olhos eram umas muletas. Uns objectos onde me amparava para me dar segurança a andar.
Para ele, isso usam os verdadeiramente coxos, eu apenas era uma coxa temporária.

Ora não querem lá ver?!

Canadianas, pois claro!


Uma música ao Domingo



Democratas Unidos


Era um dos cenários possíveis e parece concretizar-se:
Após a primeira parte do “jogo da corrida às presidenciais” onde Obama e Hilary foram rivais, entra-se na segunda parte, a mais importante a contar para o resultado final – a derrota do candidato Republicano e a eleição de um Democrata.

Para isso é fundamental a concentração dos votos.
E, pelos vistos,
Obama e Hilary juntam esforços
Mesmo que possa haver votos perdidos, de eleitores de Hilary que se recusem a votar agora, se esta parte da campanha for bem feita talvez os republicanos se afastem desta vez do poder (e voltam depois que isto é pendular...)

É claro que é tentador ‘filtrar’ os pontos positivos dos dois, e se assim fosse isso daria ‘um candidato’ excelente, embora haja quem faça o contrário e considere que esta junção faz perder qualidade.
Vamos ver.
Venha quem vier tem a seu favor a vantagem de que pior do que Bush é
impossível muito difícil!




Que chatas, as mães!

Tem de ser

Que se há-de fazer? Não posso lutar contra a corrente quando é forte.

Este ano andava um tanto enjoada de futebol, e a sensação de ser manipulada pela comunicação social que, a bem ou a mal, (e às vezes muito a mal!) me forçavam a fixar a minha atenção sobre esta coisa do Euro, andava a encanitar-me. Odeio ser forçada seja a que for e tenho reagido muito mal.
Mas vivo em sociedade, é claro.
O que se passa à minha volta não me pode ser indiferente. E se estou atenta à crise, aos problemas sociais da saúde, educação, transportes, desemprego, etc, etc, é impossível fechar os olhos à excitação da presença portuguesa num dos jogos mais populares do mundo (ou quase todo o mundo)
Ou seja, ontem também fiquei ali vidrada em frente do televisor, a ver se entrávamos com o pé direito, e a vociferar com aquelas bolas à trave. Gaita!!! Se as da trave fossem uns centímetros mais para dentro, já viram a goleada que tinha sido?!

Claro que fiquei contente, pois fiquei.
E dá para imaginar a importância que isto pode ter para o moral dos nossos imigrantes, não? Só de pensar nisso fico logo a sorrir.
Enfim, começou-se com o pé direito, jogámos bem e ganhámos. Mainada!

Publicidade dos anos 30



Deve ter sido aqui que o Brassens se inspirou para a canção da Margot...

sábado, junho 07, 2008

Mais uma publicidade gira



confissão


Há um fenómeno (?) engraçado que, de vez em quando, se passa comigo. Acredito não ser eu caso único, mas claro que só posso falar do que eu própria sinto, não é?
1- Todos nós costumamos generalizar (cá vem uma generalização, para prova...)
Eu evito muito, mas tenho a certeza de que volta não volta caio nessa coisa de me referir a uma espécie qualquer tomando a parte pelo todo. Sabem…? Os vegetarianos. As porteiras. Os informáticos. As teenagers.

Mas é sabido que o mais vulgar é um homem dizer …«as mulheres são assim ou fazem assado» e uma mulher usar a perspectiva simétrica «os homens são… ou pensam… ou acham…» etc. É um modo de falar em que, ‘generalizando’ [ehehe!], se pode dizer toda a gente cai.

Bem, mas isto é o prelúdio do que venho contar.
2 - Acontece-me de vez em quando, e aconteceu de novo ontem por exemplo, que às vezes me dizem «as mulheres» isto ou aquilo e eu sei no meu íntimo que até é verdade. Estilo «metem tudo na carteira e aquilo fica uma confusão» ou «levam um tempão a arranjar-se quando vão a uma festa».
Ora admito que muitíssimas, a maioria das mulheres que conheço encaixam nesse tal modelo que estão a mostrar. Mas, em certas coisas, mesmo reconhecendo que de facto ‘somos’ assim, sei que eu não o sou. E estou a chegar ao ponto:
3 - é que quando tenho esse sentimento, aceitando que a maioria naquele ponto até é assim mas eu não sou, sinto uma impressão de exclusão, como se me interrogasse a mim mesma se serei uma falsa mulher ou coisa assim…
Sou mesmo feminina?..
Gulp!

Que sensação bizarra!



Um modelo conhecido

O Governo há muito que faz isso: Desactiva e vende património que se situa em locais centrais e valorizados (por exemplo, os hospitais da capital) com a justificação de precisar dessas verbas para construir um novo noutro local – em terreno mais barato, é natural. Agora é a Igreja que segue esse formato:puseram uma igreja à venda para construir outra

Why not???
É que isto de «reciclar» tem muitos custos.
E a construção de bons condomínios tem de viver, e precisa de espaços.

Oscilações

Procurei uma metáfora para o título desta notícia, e fiquei indecisa entre pêndulo e montanha russa. E não escolhi nenhuma.
É que esta saga, ou braço-de-ferro entre as autarquias e o poder central sobre a incineração, tem um capítulo novo:
a co-incineração na cimenteira de Souselas foi provisoriamente suspensa por Tribunal
Ah, mas Ministério do Ambiente ainda não sabe.

Donde, o próximo passo será a contestação desta decisão, etc, etc.

E durante estes anos não tem havido tempo para pôr em andamento outras alternativas???

Perguntinha: e a Arrábida?

Os extremos tocam-se



Foi o que pensei, quando li que já podemos encontrar na Internet um dicionário de português arcaico .

Foi digitalizado um dicionário em 8 volumes, escrito entre 1712 e 1721, com cerca de 43.600 entradas.
Podemos encontrá-lo AQUI, clicando onde diz Vocabulario Portuguez, e depois como em qualquer dicionário procurar segundo a ordem alfabética ou, mais fácil, escrevendo a palavra desejada.
Muito interessante.
Ou de como a mais moderna tecnologia pode ajudar a recuperar um conhecimento tão antigo.
:) [como escrevemos hoje]

sexta-feira, junho 06, 2008

Caras...

Muitas vezes se diz que a aparência conta.
Pois sim.

"Não me impressionam os números"

Estranho.

Numa democracia, onde os governantes são eleitos, onde ganha quem tiver maior número de votos, como é possível, alguém que foi eleito por esse processo afirmar

Oh! Nãããão???

Mas afinal a famosa maioria absoluta (que tanto nos tem tramado)
não foi uma questão de números?

Parece que ontem se reuniram 200 mil manifestantes a desfilar por Lisboa protestando contra a política de Trabalho do Governo de José Sócrates.
Esse número de manifestantes não foi negado, mas o senhor Primeiro-ministro declara, olimpicamente, que não se impressiona.
O que o fará impressionar?


O segredo é a moderação

Já se sabia que podia fazer bem a várias coisas, agora a última, é à artrite!!!
Então «é assim» : quem tomar o equivalente a cinco taças de vinho por semana reduz para metade a hipótese de desenvolver artrite reumatóide.
Já se sabia que o vinho fazia bem a várias coisas, doenças cardiovasculares por exemplo. Esta questão da artrite agora é mais uma.
Mas, atenção, também avisam que «o consumo excessivo de álcool pode acarretar uma outra gama de problemas de saúde». Pois é. Aqui fala-se de vinho e a dose aconselhada não dá para que o balão acuse, parece-me.
E… (vejam que raio de ideia!) o óleo de fígado de bacalhau também entra nesta dança. Ele, por seu lado, «reduz uso de analgésicos em casos de artrite».

Enfim, começa-se o jantar com uma colherada de óleo de fígado de bacalhau, depois lava-se a boca com um copinho de tinto, e não há artrite que resista!


Inflação, inflação, inflação

Não pára. Não abranda. É uma espiral infernal.
Para quem a sofre na pele, não ajuda grande coisa falar-se de que são normas europeias e mais isto e mais aquilo.
A verdade é que se confirma que a Banca continua a cobrar taxas cada vez mais altas:
Prestação da casa sobe 47 euros em três meses
As contas foram feitas para um empréstimo de cem mil euros, por 30 anos, revisto cada trimestre. Mais quase 50 € de 3 em 3 meses.

Comprar casa?
Alugá-la?
????????????


quinta-feira, junho 05, 2008

Quem se lembra da Mafaldinha...?


(escuso já de aconselhar a clicar na imagem para a aumentar, não é?)


De trás para a frente



Recebi ontem este FW:

'A minha próxima vida'
por Woody Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma.
Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu.
Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bebé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voilà!

Acaba com um orgasmo!
I rest my case.

Bem pensado, heim?

Frase do dia

Ora bem:

"Choca-me que um cidadão português vá pagar impostos a Espanha e venha usufruir das estruturas rodoviárias em Portugal."

respondeu o senhor presidente da Galp, quando lhe perguntaram "Como vê a ida dos portugueses a Espanha para se abastecerem?"

Este senhor, coitado, que decerto tem um carro não fabricado cá, passa férias no estrangeiro, veste roupas de marca não nacional, não viaja sempre pela TAP, ou seja dá dinheiro a ganhar a entidades não nacionais, quando lhe tocam no bolso preocupa-se imenso com esta … «fuga aos impostos».

Mas o remédio era fácil para esta preocupação – se os nossos combustíveis fossem mais baratos do que em Espanha, decerto que pelo menos nas zonas fronteiriças os espanhóis «vinham pagar impostos a Portugal».
Fácil.

Títulos traiçoeiros


Há a velha gracinha de que “ língua portuguesa é muito traçoeira” ( e as outras também…), mas cá por mim o que encontro com frequência ‘traiçoeiros’ são alguns títulos de jornais.
Ora vejam só:
RIP: Governo promete mais vigilância sobre os empresários
Não é o que parece.

Não se queria dizer com isto que a vigilância sobre os empresários ‘já era’…
Nã!
RIP, afinal refere-se a Resíduos Industriais Perigosos.


Aaaaaaah! Bom!


Vamos dar as radiografias velhas


Começa hoje e dura duas semanas, a recolha de radiografias velhas a favor da AMI.

Esta é uma ‘reciclagem’ fácil e simpática:
Entregamos numa farmácia as radiografias velhas e por cada 10 toneladas obtém-se 10 quilos de prata.
Em 2007 a AMI conseguiu 199 mil euros – com mais uns quilos atingia um número redondo.

Será este ano?..


quarta-feira, junho 04, 2008

Excesso de confiança

Parte das minhas amigas, a maior parte até, tem uma relação de cerimónia com as suas mulheres-a-dias. Quando elas vão lá a casa, saem elas, as donas de casa. É muito comum falar com uma amiga que me diz «vamos tomar café na 4ª, que é dia de ir lá a D. Laura e eu vou mais tarde para casa». Por um lado pensam que ‘atrapalham’ porque se metem no caminho quem está a aspirar, ou a limpar o pó, por outro sentem que é constrangedor para a outra estarem como que a controlar o trabalho. Eu não. A minha ‘fada-do-lar’, já frequenta esta casa aí há uns 15 anos, conhecemo-nos bem – até fui ao casamento da filha que vi crescer tal como ela viu crescer o meu filho.
Não me importo nada de estar em casa ao mesmo tempo do que ela, apenas fujo do sítio onde está a aspirar e pronto. Se quer conversa e eu não, pego num livro e ela reconhece 'o sinal' e vai à vida, mas por vezes até lhe dou troco e vamos fazendo umas considerações sobre o custo de vida, ou o telejornal. Tudo em grande harmonia. Ela conhece bem as minhas gavetas e os meus armários, só não mexe em papéis e livros.
Muito bem.
Agora vem a nuvem deste céu azul.
Com a minha relativa ‘invalidez’ recente, ela tornou-se dona-de-casa. O excesso de confiança faz isso. Peço que me compre umas bananas e maçãs e aparece com mais laranjas para fazer sumo, e produtos para uma sopa; mando vir leite e traz também carne picada para almôndegas e ainda uns queijinhos frescos… Eu tinha refeições planeadas para dois dias, mas quando dou conta estou a comer uma coisa completamente diferente, que ela achou que era melhor. Hoje, no fim do almoço pedi uma pêra, e ela aparece-me com uma laranja já descascada, porque já se tinha adiantado.
O que é que se faz??? Ainda por cima, olha-me de olhos muito abertos: «Tem de comer! Olhe que depois fica fraquinha, precisa de foooorças!» Eu sorrio e vou aceitando, calada.
Mas ando a magicar a que recursos de diplomacia vou ter de recorrer para recuperar as rédeas da minha própria casa!?


Eu ainda sou do tempo

...onde a Maçonaria era quase um símbolo de segredo.
Tenho alguma dificuldade em entrar nesta nova era, onde as portas estão abertas e se sabe que
o Grande Oriente Lusitano anda em votos e no sábado já será público quem é o novo Grão Mestre.

Que confusão para mim!

Claro que não é de estranhar, agora que tudo é público, que seja uma questão de gestão de património que divide aqueles senhores.

É que esse património é respeitável!


Ponham os óculos e cliquem na imagem ou não se entende nada!

Grão a grão

São pequenos passos mas num caminho certo:
a) Em Torres Vedras os plásticos das estufas vão passar a ser reciclados e b) em Lisboa está a planear-se que as piscinas municipais venham a ser aquecidas com energia solar .
De aplaudir.


Já agora só é pena que...
uma só noite no Rock in Rio produza 14 toneladas de lixo
Catorze toneladas?
Gulp!


«Não fui eu, foi aquele menino»


A falta de vergonha é espantosa.
Uma doente é operada num Hospital. Não se fica a sentir bem e, dois meses depois, numa intervenção feita noutro Hospital, retiram-lhe uma compressa ‘esquecida’ dentro de si.

Indignada, leva o primeiro Hospital a tribunal, queixando-se de negligência grosseira. O Tribunal concorda com ela e estabelece uma indemnização.

Golpe de teatro: O Hospital condenado vem agora afirma que não foi ele, porque as suas compressas são azuis e aquela era verde!
Pretende, pelo que se lê, num golpe de rins atirar a responsabilidade para o outro Hospital onde a doente também teria sido, de facto operada, CINCO ANOS ANTES.
E não coram, ao afirmar isto.
Uma alteração de cor em algo que esteve dois meses no interior de um organismo, não lhes parece admissível, mas pretendem que se acredite que uma pessoa esteve cinco anos com a tal compressa sem lhe fazer mal e só começou a queixar-se depois da segunda operação.
O descaramento parece não ter limites. Pudera, estão a ir-lhe ao bolso, que é onde doi mais.

E agora, José? Obama?

Afinal, o cenário que parecia impossível há uns anos, e ainda o parecia no início da campanha confirma-se:
Sempre será Barack Obama o nomeado pelo Partido Democrata
Os dados estão lançados.
Num país de risca ao meio, onde as forças estão muito divididas quase empatadas, será que este Candidato vai ganhar as eleições presidenciais?
E, se ganhar, até onde poderá cumprir as promessas e realizar os sonhos de quem votou nele?

Está tudo em aberto.

terça-feira, junho 03, 2008

O possível que não é possível



Acabo de ouvir, há segundos, na Antena 1, uma resposta do senhor ministro da Agricultura e Pescas:
-«Os armadores, é natural, que peçam o máximo possível.

Mas o máximo possível, não é possível»


Como?????????????????????

O máximo possível, afinal é impossível?
Eu ouvi.
Ai, estas entrevistas em directo, são tão traiçoeiras...

Conselhos


«Venham os novos e os velhos, mas que nenhum me dê conselhos!» cantava o Carlos Mendes. Muito antes, já o Régio escrevia «Ninguém me diga: "vem por aqui"!»
Bem.
Como toda a gente, acontece-me pedir conselhos. Quando tenho uma dúvida, uma indecisão, gosto de ouvir o que outra pessoa faria nesse caso. E, mesmo assim, muitas vezes oiço, oiço, oiço e tomo outro caminho. Pode acontecer.
Mas, devo ter um feitio que é um íman para conselhos não pedidos nem desejados! Na maioria das coisas da minha vida, mas então com este meu problema do joelho é mesmo demais!!!!
Primeiro, não havia gato nem cão que não me aconselhasse vivamente o seu especialista «- Porque não vais ao.......?». Eu bem podia dizer que já tinha um e gostava dele, que sempre me iam metendo na mão um papelinho com o telefone de outro que era o supra sumo do bom. Deitei muitos fora, mas ainda devo ter ali um montinho que dava para montar uma clínica só de ortopedistas! Dos bons.
Também havia a classe dos que consideravam que era um erro a operação. Citavam vários casos onde tinha sido uma desgraça, tinha sido bem melhor optar por outra solução que benevolamente me ensinavam. Nesta classe o caso mais extraordinário foi ter sido abordada no cais do metro, por uma senhora estrangeira, que disse ser enfermeira espanhola, e notando que eu estava a coxear queria que eu fosse ver não sei quem que me ia curar sem operação! Era milagroso, e a referência era ela própria. Eu nunca tinha visto a criatura, e lá vim com mais um cartãozinho.
Havia também os pessimistas. Preparavam-me para o pior. «Sabes, não tenhas assim muita esperança que isso não vai ficar bom.» E depois vinham os exemplos, de A, B e C que depois de grandes sofrimentos, ao fim de um ano estavam na mesma, ou até nem nunca tinham sido operados porque os médicos iam pedindo exames sucessivos e nunca se sentiam esclarecidos para formar uma opinião. (Esses achavam que o meu diagnóstico não estava bem feito)
Felizmente que o grupo dos optimistas é maior. Embora se caia no extremo oposto: «ah, isso é canja! O meu irmão também partiu um menisco e no mês seguinte já andava a pé coxinho. Deves é fazer *****» ou «não te rales! Se fizeres ****** vais ver que já vens comigo aos arraiais de Sto António. ‘Bóra aí, combinar com quem vamos!»

Por favor!
Fico muito agradecida quando perguntam como estou e me dizem gentilmente que de certeza vou superar isto muito bem. Também gosto quando carinhosamente me dizem para ter cuidado e não exagerar nos esforços que faço. Mas mais conselhos NÃO!

A César não se dá nada...?


Lá para o Brasil, parece que a famosa IURD considera que o Reino de Deus é superior aqui às leis humanas em tudo e até nessa coisa comezinha e desprezível que é pagar impostos.

Como se sabe, os pastores desse rebanho não vivem lá com grande desconforto, porque as ovelhas cumprem à letra os ensinamentos bíblicos e oferecem-lhes 10% da sua lã.
Lá sabem porquê, eu pago mais de IRS, portanto 10% do que ganho como seguro de um lugar no céu nem me parece muito.

Mas o complicado é que esse dinheiro depois de entrar lá nos cofres passa a ser divino e... desaparece
Como a Igreja, por definição, não tem fronteiras, lá do Brasil a massa vai para diversas empresas controladas pela IURD e como ela está espalhada por 172 países não deve ser fácil seguir o rasto desses dinheiros.

Que aliás deve estar bem aplicado. Só em Portugal parece existirem 120 locais de culto e estão a construir duas catedrais, uma para 3.000 pessoas e outra para 3.500, coisa em grande como se vê! E no Brasil até têm um canal de TV próprio…
Lá que sejam ricos, ainda bem para eles; mas se os fiéis são tão cuidadosos no pagamento do dízimo, não seria de eles darem o exemplo e pagarem o que devem ao Estado?
Afinal não foram aconselhados a «Dar a César o que é César»?...
Isso era dantes?

O Campeonato Nacional começa em Setembro

Bom, a notícia não é de hoje.
Tinha-a lido já há uma semana mas fiquei logo de olho nela, e acho que vai a tempo.
É que na secção de desporto vi que
O Campeonato Nacional começa em Setembro
Não.
A Liga, a Taça, essas coisas todas são antes parece-me.

O que vai começar em Setembro, em 14 de Setembro, é o Campeonato Nacional da Malha e da Sueca.

Aaaah!

É que ando tão enjoada com as vedetas da selecção de futebol que me sabe mesmo bem ouvir que há mais vida para além desta bola!


segunda-feira, junho 02, 2008

Passeio

Uma amiga, que deve ter considerado que nestes tempos chatos de semi-imobilidade me devia mais do que nunca apetecer laurear a pluma, mandou-me umas imagens de um dos sítios de que tenho mais saudades, e onde gostaria de estar agora - Paris.
É uma técnica gira, a imagem aparece relativamente pequena mas de cada vez que se clica com o rato aumenta um bom bocado e se clicarmos dentro dos quadradinhos que aparecem assinalados a vermelho a imagem fica grande!
Por isso convido:
Querem vir comigo a PARIS ?
É p'ra já!!!!


Vendaval num copo de água

Está uma pessoa uns dias posta em sossego sem passar pela blogosfera (quando muito ir abrir o correio para ver emails e aí notar se tinha comentários no Pópulo e mais nada) e, quando se dispõe a visitar a malta do costume, vê que vai por aí um pé de vento de todo o tamanho.

Comecei por blogs onde vou com frequência e...(?!)
«Confesso, eu sou um terrorista» alarma-me o Farpas,
, «O vídeo secreto que preparou a reportagem da SIC e as corajosas denúncias de Moita Flores» anuncia o 5 dias, «Seus Bloggers!» insulta a Mar, «Por mim, confesso» reconhece a Isabel, «Os perigos da internet e os da ignorância de Moita Flores» explica-nos o Shark, a «Blogosfera é caso de Polícia» acusa-se no Arrastão, «Blogues? Enfim… O Drama, O Horror… como diria o Albarran» assusta-nos o Paulo Querido, «Dúvidas Existenciais» questiona de novo o 5 dias, «A televisão e os jornais parecem ter sido inventadas para servir as piores características de Miguel Sousa Tavares» esclarece Paulo Querido, Qual Irmãos Metralha! pensa a M&M, Este blogue avisa que só traficamos armas ao sábado e domingo avisa o Zero de Conduta... e por aí fóra...
Mas o que foi isto???
Fui ver ao pé e a coisa era tão caricata que nem valia a pena prestar atenção, não fosse ter-se dado a palavra aos chamados «opinion-makers» ou lá o que é. Pff...
A SIC fez uma peça
sobre os perigos da Internet, foi entrevistar o Pacheco Pereira, o Miguel Sousa Tavares, e mais uns senhores, e fez uma mesa redonda com o ex-bastonário Rogério Alves, Moita Flores e José Gameiro.
Fez impressão a ignorância destes comentadores sobre o que estavam a opinar. Misturar-se no mesmo saco tudo e mais alguma coisa, desde as cenas do Youtube, a Fws, à escrita num blog. OK, mas a verdade é que também este formato é habitual, uma pessoa é convidada a ir à TV e nem quer saber sobre o que vai falar, chega lá e fala, pronto!
Moita Flores diz coisas maravilhosas tais como que é através de blogs que se faz «tráfico armas, se organiza ataques terroristas e se faz branqueamento de capitais». (????) Saberá ele o que é um blog? Depois às tantas já se falava no Hi5, em informações falsas que circulam, devassas da vida privada, que sem dúvida existe, com ou sem blogs. Quem tenha a paciência de ler alguns comentários a artigos do Público, Correio da Manhã, Portugal Diário encontra decerto enormidades também totalmente anónimas e que dão muito menos trabalho do que a montagem de um blog. Depois é só enviar aquilo por FW para uma grande lista de endereços e a coisa está lançada.
Então a perversidade está nos blogs?!
Atinem criaturas…


(lápis azul?!)


Ainda não é hoje

que me vou por em dia com o que se passa por aí.
Durante uns diazitos ‘desliguei’ do mundo, ontem comecei a abrir um olho mas ainda não me está a apetecer abrir os dois.

As TVs cá do burgo ontem estavam vidradas na selecção. De vez em quando eu ia espreitar, à espera do «Conta-me como foi», e voltava depressa para o «House» porque apanhava com mais pormenores sobre a selecção, os jogadores, o treinador, e mais isto e mais aquilo, parece que a salvação do mundo passa por os jogos que aí vêm. Com essa coisa do «pão e circo» parece que se o pão diminui o circo tem de aumentar…?

Depois, um dos dois maiores partidos portugueses foi a votos para eleição do líder. O último aguentou poucochinho. Escolheram agora uma de ferro a ver se aguenta mais. Dá um pouco ideia de que aquilo é um saco de gatos mas não é o meu Partido (nem aquele nem nenhum) e os problemas internos são deles. Quanto ao facto de ser uma mulher a liderar, o meu feminismo não é fundamentalista: Indira Gandhi, Golda Meir, Margaret Thatcher, Maria de Lurdes Pintasilgo, Gro Harlem Brundtland (Noruega), Benazir Bhutto, foram chefes ao seu modo, mas que modos mais diferentes!!!

Já vi que a questão dos combustíveis está na mesma. O apelo a que durante estes dias não se meta gasolina não sei o que está a dar e a questão é bem mais séria do que o combustível para os popós particulares – ela está a subir globalmente, quer para os ‘mercedes’ quer para os ‘Smart Fortwo’ e naturalmente que os transportes públicos também vão aumentar assim como as mercadorias transportadas.
Vi também que os pescadores estão em guerra.

Ah, e parece que Sócrates ontem há quatro anos hoje anunciou mais dez mil empregos. Huuummm… Na campanha anterior prometeu quantos?...




domingo, junho 01, 2008

Estou de volta

Voltei, mas agora vou escrever a outras horas, ou seja quando me apetece (por enquanto) e ainda um pouco ao ralenti para o meu costume.
Nem sei como agradecer os vinte e tal comentários e alguns emails que recebi!
É verdade, e devo confessá-lo, que quando escrevi que ia de baixa, parte do post era ‘friamente’ informativo, relatava um facto para explicar porque é que ia fazer aqui uma pausa, mas por outro lado desejava alguns mimos e que me dissessem umas coisinhas simpáticas.
Pronto, é verdade, reconheço-o…

E, a minha expectativa era de receber aqui o apoio moral da «brigada meio anónima do Pópulo» (Joaninha, King, Mary, Raphael, Sem-nick, Gui, etc) os bloguers amigos do peito (o
Farpas, o Zé Palmeiro, a Saltapocinhas) e, até talvez, por brincadeira dos meus amigos pessoais AB e FJ.
Ou seja, SE todos viessem dar uma força, estava a imaginar quando regressasse encontrar nesse post uns 9 ou 10 comentários.

Bem, tive 22 como já viram!!!!
Apareceram todos os que eu pensava e mais outros tantos quer da «velha guarda» dos ‘anónimos’ do Pópulo, quer de bloggers que não costumam passar assim muito por cá: a
JP, e a Cat, o Cap, e o Shark ou que começaram a aparecer há menos tempo - como a Alex, a Cris e a Ciranda.
Isto para além de emails pessoais simpaticíssimos da
Meri ou da Nise por exemplo.
Quer isto dizer portanto, que estou podre de mimo!!!

E muito contente por tanto apoio que merece um relato e boletim clínico mais completo do que agora me apetece fazer.

Mas segue dentro de momentos…

(deixei os links numa cor mais contrastante para se veram bem!)

Uma música ao Domingo



De novo deixo aqui uma música duas músicas ao Domingo.
É o ciclo da água :) que me provoca esta abundância!
Que tal?

O Tempo e o Rio



Sereia de água doce



Não deixo o nome porque todos sabem QUEM ESTÁ A CANTAR não sabem?...
Inconfundível!