O susto
Deve realmente sentido um grande susto, mas susto decerto inesperado porque com esta crise à porta e sabendo o que se estava a passar por essa Europa, deslocou-se calmamente para fora do país, não alterando agendas, muito sereno como se nada estivesse a acontecer. Só pode ter sido uma surpresa.
Bom, o tsunami desfez-se segundo parece, ficam uns ‘salvados’ na praia, e a lembrança destes dias. Muitos prejuízos de bens perecíveis estragados, horas perdidas e, para muitos, foi uma avaliação de como estamos dependentes dos transportes por estrada e desta energia que se vai esgotar como todos sabem mas fazem por se esquecer.
A nossa crise parece ter sido resolvida mais depressa do que noutros países. Será interessante analisar porquê.
Eu tenho lido agora várias coisas – mas ainda me sinto muito mal informada para dizer de minha justiça – e vou reparando que há duas posições muito diferentes. Por um lado os que vêm as questões - primeiro na pesca e agora nos transportes - como uma luta de empresários, armadores e transportadoras, e consideram que o governo cedeu exactamente porque não está a tratar com sindicatos; por outro os que acham que para além dos grandes, estas associações incluem também pequeníssimos empresários, quase que ‘trabalhadores por conta própria’ e é errado incluir tudo no mesmo saco, até porque os pequenos são em maior quantidade do que os grandes e são os mais prejudicados. Eu não tenho dados para concordar com nenhuma destas posições. Não sei.
Mas já dá para ver que em qualquer destes casos a luta teve um ponto comum: a paralisação era indefinida. Não fizerem uma ‘greve-de-sexta-feira’, ou de ‘quinta-de-manhã’ (sem censura a quem utiliza estas, quem faz greve sabe que vai receber menos no fim do mês e muitas vezes um dia ou dois é o máximo que podem perder) desta vez a coisa era em duro.
E resultou.












































