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sábado, maio 10, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008

quinta-feira, maio 08, 2008

Em Maio há 40 anos



E agora não é um poster.

Sartre nessa época:



quarta-feira, maio 07, 2008

terça-feira, maio 06, 2008

segunda-feira, maio 05, 2008

domingo, maio 04, 2008

sábado, maio 03, 2008

Em Maio há 40 anos


Uma vista de olhos, quer pelos media, quer aqui pela blogosfera chega para confirmar que a data não vai ficar esquecida.
Há quarenta anos, em Maio de [19]68 acendeu-se um enorme clarão em França. Mesmo que hoje 60% dos nossos estudantes universitários não tenham nenhuma ideia do que isso foi (e, lá por isso, possivelmente os adultos que não pertençam a uma elite intelectual acredito que também não e, do que tenho lido, até em França o panorama não é muito diferente) a verdade é que os acontecimentos desse Maio mudaram muita coisa e ficaram como um símbolo.
Passou-se cerca de meio século, e então? Não é por uma coisa estar mesmo a acontecer que é importante nem por fazer parte de um passado que o deixa de ser. A Revolução Francesa foi há muitíssimo mais tempo, e mudou a História. E afinal, a invenção da roda ou a descoberta do fogo…
Não podemos avaliar a importância que um acontecimento tem para nós pela distância a que se situa, não é? Por algum motivo Sarkozy afirmava na sua campanha eleitoral que era preciso acabar com a memória de 68. É porque ainda o incomodava.
Quando em Paris se afirmava «sous les pavés, la plage», essas pedras da calçada que se arrancavam para construir barricadas, mas que podiam ocultar por debaixo de si a beleza e liberdade da praia, a poesia da frase era todo um programa. Os ideais que se defendem mesmo à pedrada já de doutra forma não era possível.
O tempo passou. Muitos desses ‘soixante-huitards’ acomodaram-se, aceitaram o sistema, sabemos disso. Mas… As pessoas são pessoas, os ideais existem enquanto se acreditar neles, e não necessariamente por aqueles que os criaram e defenderam.
De qualquer modo é muito agradável este relembrar daqueles dias onde tudo parecia possível. As análises estão aí, para quem as quiser ler. Eu vou apenas, como homenagem, manter aqui no Pópulo um apontamento diário colocando em cada dia um dos muitos cartazes que nesse Maio faziam falar as paredes de Paris uma linguagem de provocação, de graça, de festa.