Mostrar mensagens com a etiqueta intimidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta intimidade. Mostrar todas as mensagens

sábado, junho 07, 2008

confissão


Há um fenómeno (?) engraçado que, de vez em quando, se passa comigo. Acredito não ser eu caso único, mas claro que só posso falar do que eu própria sinto, não é?
1- Todos nós costumamos generalizar (cá vem uma generalização, para prova...)
Eu evito muito, mas tenho a certeza de que volta não volta caio nessa coisa de me referir a uma espécie qualquer tomando a parte pelo todo. Sabem…? Os vegetarianos. As porteiras. Os informáticos. As teenagers.

Mas é sabido que o mais vulgar é um homem dizer …«as mulheres são assim ou fazem assado» e uma mulher usar a perspectiva simétrica «os homens são… ou pensam… ou acham…» etc. É um modo de falar em que, ‘generalizando’ [ehehe!], se pode dizer toda a gente cai.

Bem, mas isto é o prelúdio do que venho contar.
2 - Acontece-me de vez em quando, e aconteceu de novo ontem por exemplo, que às vezes me dizem «as mulheres» isto ou aquilo e eu sei no meu íntimo que até é verdade. Estilo «metem tudo na carteira e aquilo fica uma confusão» ou «levam um tempão a arranjar-se quando vão a uma festa».
Ora admito que muitíssimas, a maioria das mulheres que conheço encaixam nesse tal modelo que estão a mostrar. Mas, em certas coisas, mesmo reconhecendo que de facto ‘somos’ assim, sei que eu não o sou. E estou a chegar ao ponto:
3 - é que quando tenho esse sentimento, aceitando que a maioria naquele ponto até é assim mas eu não sou, sinto uma impressão de exclusão, como se me interrogasse a mim mesma se serei uma falsa mulher ou coisa assim…
Sou mesmo feminina?..
Gulp!

Que sensação bizarra!



terça-feira, junho 03, 2008

Conselhos


«Venham os novos e os velhos, mas que nenhum me dê conselhos!» cantava o Carlos Mendes. Muito antes, já o Régio escrevia «Ninguém me diga: "vem por aqui"!»
Bem.
Como toda a gente, acontece-me pedir conselhos. Quando tenho uma dúvida, uma indecisão, gosto de ouvir o que outra pessoa faria nesse caso. E, mesmo assim, muitas vezes oiço, oiço, oiço e tomo outro caminho. Pode acontecer.
Mas, devo ter um feitio que é um íman para conselhos não pedidos nem desejados! Na maioria das coisas da minha vida, mas então com este meu problema do joelho é mesmo demais!!!!
Primeiro, não havia gato nem cão que não me aconselhasse vivamente o seu especialista «- Porque não vais ao.......?». Eu bem podia dizer que já tinha um e gostava dele, que sempre me iam metendo na mão um papelinho com o telefone de outro que era o supra sumo do bom. Deitei muitos fora, mas ainda devo ter ali um montinho que dava para montar uma clínica só de ortopedistas! Dos bons.
Também havia a classe dos que consideravam que era um erro a operação. Citavam vários casos onde tinha sido uma desgraça, tinha sido bem melhor optar por outra solução que benevolamente me ensinavam. Nesta classe o caso mais extraordinário foi ter sido abordada no cais do metro, por uma senhora estrangeira, que disse ser enfermeira espanhola, e notando que eu estava a coxear queria que eu fosse ver não sei quem que me ia curar sem operação! Era milagroso, e a referência era ela própria. Eu nunca tinha visto a criatura, e lá vim com mais um cartãozinho.
Havia também os pessimistas. Preparavam-me para o pior. «Sabes, não tenhas assim muita esperança que isso não vai ficar bom.» E depois vinham os exemplos, de A, B e C que depois de grandes sofrimentos, ao fim de um ano estavam na mesma, ou até nem nunca tinham sido operados porque os médicos iam pedindo exames sucessivos e nunca se sentiam esclarecidos para formar uma opinião. (Esses achavam que o meu diagnóstico não estava bem feito)
Felizmente que o grupo dos optimistas é maior. Embora se caia no extremo oposto: «ah, isso é canja! O meu irmão também partiu um menisco e no mês seguinte já andava a pé coxinho. Deves é fazer *****» ou «não te rales! Se fizeres ****** vais ver que já vens comigo aos arraiais de Sto António. ‘Bóra aí, combinar com quem vamos!»

Por favor!
Fico muito agradecida quando perguntam como estou e me dizem gentilmente que de certeza vou superar isto muito bem. Também gosto quando carinhosamente me dizem para ter cuidado e não exagerar nos esforços que faço. Mas mais conselhos NÃO!

domingo, junho 01, 2008

Estou de volta

Voltei, mas agora vou escrever a outras horas, ou seja quando me apetece (por enquanto) e ainda um pouco ao ralenti para o meu costume.
Nem sei como agradecer os vinte e tal comentários e alguns emails que recebi!
É verdade, e devo confessá-lo, que quando escrevi que ia de baixa, parte do post era ‘friamente’ informativo, relatava um facto para explicar porque é que ia fazer aqui uma pausa, mas por outro lado desejava alguns mimos e que me dissessem umas coisinhas simpáticas.
Pronto, é verdade, reconheço-o…

E, a minha expectativa era de receber aqui o apoio moral da «brigada meio anónima do Pópulo» (Joaninha, King, Mary, Raphael, Sem-nick, Gui, etc) os bloguers amigos do peito (o
Farpas, o Zé Palmeiro, a Saltapocinhas) e, até talvez, por brincadeira dos meus amigos pessoais AB e FJ.
Ou seja, SE todos viessem dar uma força, estava a imaginar quando regressasse encontrar nesse post uns 9 ou 10 comentários.

Bem, tive 22 como já viram!!!!
Apareceram todos os que eu pensava e mais outros tantos quer da «velha guarda» dos ‘anónimos’ do Pópulo, quer de bloggers que não costumam passar assim muito por cá: a
JP, e a Cat, o Cap, e o Shark ou que começaram a aparecer há menos tempo - como a Alex, a Cris e a Ciranda.
Isto para além de emails pessoais simpaticíssimos da
Meri ou da Nise por exemplo.
Quer isto dizer portanto, que estou podre de mimo!!!

E muito contente por tanto apoio que merece um relato e boletim clínico mais completo do que agora me apetece fazer.

Mas segue dentro de momentos…

(deixei os links numa cor mais contrastante para se veram bem!)

sábado, maio 10, 2008

Pensamentos…

Estava ontem distraidamente a olhar aqui para o Pópulo e reparei ali nos ‘Arquivos’ - ele [este Pópulo] já anda por cá desde Novembro de 2006, ou seja há um ano e meio.
Se lhe somar, o ‘outro’ Pópulo que começou em Setembro de 2005, e ainda o Afixe (porque não?...) onde colaborei desde Abril de 2004, descubro que ando para aqui a escrever desde há 4 anos!!!!
(E sem falar nuns trocos, nos três ou quatro meses em que escrevi no Cão de Guarda só para ver como é que se blogava.)
Isto é muita conversa.
De repente senti-me um tanto enjoada. Não sei como é que me aturam. Não sei como é que eu mesma me aturo.
Senti-me em crise.
Vou parar com isto”, decidi.
..........................................................

E hoje estou aqui, outra vez, a escrever.

STOP?


domingo, abril 13, 2008

Poesia

É muito vulgar e frequente «acordarmos com uma música na cabeça», e andar o dia todo com ela. Penso que já aconteceu a todos. A mim também, é claro.
Mas eu não sou muito musical. :(
Gosto muito de música, sem dúvida, mas nem sei se será a minha arte preferida, vou mais para as artes plásticas, talvez.
Bom, mas o que queria contar é que me acontece, a mim, muitas vezes «acordar com um poema na cabeça». Sei-os de cor, saem-me sem qualquer esforço, como se estivessem a pairar na minha memória e só esperassem uma ocasião para saírem do limbo…
E hoje acordei com o

Poema em Linha Recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,


Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos

(Desculpem, é pesado, mas tenho de me livrar dele!)


segunda-feira, abril 07, 2008

Indignação, ou "Ruas de dois sentidos"

Para mim, considero que, nas nossas relações, os deveres e os direitos são os dois sentidos que o trânsito social precisa de ter.
Como vivemos em sociedade isso implica deveres, ‘obrigações’, e os respectivos direitos.
Certo?
Huuummm….
Há alturas da vida em que nos sentimos mais sensíveis com aspectos específicos em que vulgarmente nem reparamos, como quando pensamos comprar um carro novo e de repente as estradas parecem cheias com o modelo em que pensamos.
Lembro-me de quando estava grávida, sabia todos os lugares onde havia casas de banho aceitáveis, por exemplo, coisa em que nunca tinha pensado.
Ultimamente tenho tido dificuldades em subir e descer escadas por um azar que tive (um dia destes conto tudo, mas fica para a próxima) e portanto uso mais o autocarro porque só preciso de subir um degrau para lá entrar. Mas o certo é que prefiro o metro porque é bem mais rápido, e assim fiz um levantamento, mais ou menos completo, das estações que nos brindam com elevador. Ou seja, nenhuma das ‘antigas’ e quase todas as modernas. É claro que o elevador que sirva para quem não deve usar escadas será um que vá desde a rua até ao cais de embarque, e nesse caso estão pouquíssimas estações, acabam sempre por ter uma dúzia de degraus em qualquer sítio do percurso – com honrosas excepções como a estação das Olaias.
Mas o irritante, é que quem não pagar bilhete é punido, e muito bem. Faz parte do contrato, eles transportam-nos com conforto e segurança e a gente paga. Aliás vemos espalhados pela Carris e Metro uns cartazes assustadores com uns presidiários, homens e mulheres ostentando um cartaz ao pescoço com os dizeres «Passageiro sem bilhete válido». Coisa feia! Certo.
E qual o castigo que recebe o Metro por ter os elevadores avariados? Neste meu ‘levantamento’ dei-me conta que metade dos famosos elevadores não funciona! E em muitos deles, nem sequer há a delicadeza de colar um simples papel a informar «Não funciona», nós esperamos ali, pacientemente, até concluirmos que aquilo afinal não mexe.

Direitos e deveres.
O utente tem o dever de pagar o transporte, e tem o direito de o receber com conforto, asseio, pontualidade.

Ou não?...


sábado, março 29, 2008

Recordar

Recordar é viver?
Não sei se recordar não seja “apenas” recordar, o que já é imenso.

Ontem fui ao 'meu' jantar anual com a malta da minha geração universitária. É um ritual que continuo a cumprir, apesar de também compreender os amigos que preferem não ir – e ainda são alguns – por lhes fazer impressão não apenas constatar o nosso óbvio envelhecimento, como a ausência de muitos que ao longo destes anos foram desaparecendo.
De qualquer modo, quem opta por lá ir vai no estado de espírito correcto, bem disposto, contente por rever nem que seja apenas uma vez por ano pessoas com quem se partilhou uma fase muito importante da nossa vida.
Claro que mudámos. Muitíssimo, é claro, fisicamente. Como sempre, as mulheres disfarçam um pouco melhor, todos engordámos, isso é verdade, mas não temos tanta barriga nem estamos carecas. E também mudámos um pouco psicologicamente apesar de o fundamental permanecer, porque faz parte da nossa personalidade.

E tivemos mesmo de mudar porque a própria vida e os nossos hábitos foram mudando. Tal como relembrou a Didas no post "Admirável Mundo Novo"
a minha (dela? nossa?) geração apanhou das maiores e radicais mudanças e isso tem implicações como é evidente.
Na mesa onde me sentei, às tantas circulou uma foto que fez soltar várias exclamações divertidas: era do baile de recepção ao caloiro na nossa faculdade. «Ih! Olha p’ra ti! Este não é fulano? Olha a ****!!!» e todos sorríamos divertidos enquanto a foto ia passando de mão em mão.
Pois era. Nesses anos a praxe era lá para Coimbra. Sabíamos que faziam por lá umas cerimónias mas a malta de Coimbra era diferente, vestiam-se de capa e batina, tinham uma certa hierarquia lá entre eles, enfim era um mundo especial.
Mas, cá em Lisboa, a moda era a ‘semana de recepção ao caloiro’ para integrar os recém-chegados, e fazia parte das festividades um baile. Nem toda a gente ia, é claro, mas era um momento alegre, onde se quebrava o gelo e sentíamos que éramos bem vindos àquele novo mundo.

Ninguém ontem se lembrou de fazer comparações, mas eu que tenho este feitio que já conhecem, vim para casa a pensar… Os defensores das ‘praxes’, vexatórias, trocistas, onde no melhor dos casos os caloiros são alegremente humilhados, explicam-me que é um modo de se integrarem, e que eles também passaram por isso e os ajudou a sentirem-se mais integrados. No meu tempo, a recepção era mesmo uma recepção. Mostrava-se à malta onde era o Bar, a «secção de folhas», quem eram os contínuos mais chatos, onde era a Associação de Estudantes, como se podiam orientar naquela casa nova. E terminava com uma festarola, com o tal baile, não a rigor é claro, mas onde ao som de umas músicas se podia realmente confraternizar, e de que maneira!...
Tempos diferentes.



quarta-feira, março 26, 2008

Espelhos

Não sou uma coleccionadora.
Acho eu, porque não reuno muitos objectos semelhantes por prazer, para fazer colecção. Contudo, tenho gosto em me rodear de alguns. Na minha casa há bastantes relógios (tenho pelo menos um por divisão) muito bonitos para o meu gosto, mas isso fica para outra conversa. Hoje estava a pensar nos espelhos.
Também tenho muitos. Quase se podia dizer que era a tal ‘colecção’ mas não lhe chamo isso porque não têm nada de especial, umas molduras mais bonitas nuns, outros simplesmente funcionais, na maioria são apenas objectos decorativos.
Estive a reflectir nisso, porque trouxe mais um, pequenino, com uma moldura bonita, mas não sei bem onde o vou pendurar. Pensei: isto já é uma mania! Agora onde é que vais pôr isto?

O curioso é que raramente uso os espelhos para me ver neles. Claro está que, se lhes passo em frente, não desvio os olhos, mas não estão ali para eu me mirar. É porque acho bonito. São uma janelas pequeninas para “outro sítio”, para um mundo paralelo, igualzinho a este onde vivemos mas noutra dimensão.

Não sei se alguém ainda se lembra do Orfeu de Cocteau, quando o Orfeu/Jean Marais atravessava os espelhos para passar para o outro mundo? Bem sei que noutro registo temos a Alice que também ia ao outro lado, mas os «meus espelhos» são mais os do Cocteau, uma piscadela de olho para o outro lado ficando contudo na segurança que me dá «este lado de cá»…
Não sei se estou a racionalizar uma mania, um gosto como qualquer outro e que não faz mal a ninguém. É certo, acho que um espelho é um objecto bonito e um pouco mágico, e depois..?!

domingo, março 02, 2008

Tempo(s)

Ontem, a responder à brincadeira de uma «corrente» onde nos pediam palavras de que gostasse, citei a palavra TEMPO.
Depois disso não consegui deixar de pensar.

Mas o que é o tempo?...

Não o podemos ‘sentir’ com nenhum dos cinco sentidos. Não se vê. Não se cheira. Não se ouve. Não se apalpa. Não sabe a nada.

E contudo mede-se. E mede-se mesmo?
Usamos relógios e calendários para medir um tempo, um certo tempo, aquele que é impessoal, que supostamente é igual para todos, que em certa medida se objectiviza.
Mas ele não é um objecto, é uma noção. Podemos perder essa noção ou reforçá-la muito.

No poema que citei dizia-se que a brisa «como tem tempo, não tem pressa». Nós sabemos que essa coisa da pressa ou do vagar tem a ver com o tempo, mas esse é um outro tempo, subjectivo.

Por isso eu sei que há muitos tempos. O tal que o relógio e o calendário medem. Esses instrumentos servem-nos de balizas, de referências, ajudam-nos a organizarmos as nossas necessidades, a acertar as nossas acções com as dos outros. E é porque vivemos em sociedade, uns com os outros, que existem os relógios para que haja um tempo comum, para que haja encontros e desencontros.
E há outros.
Tempos interiores, tempos pessoais. Quando se diz a tal frase «porque tem tempo, não tem pressa» estamos a falar de outro tempo, um que se pode “ter” – porque o dos relógios não se tem, não o possuímos, ele existe, é.

E esse outro tempo, o interior é muito relativo. É diferente de pessoa para pessoa. É diferente segundo a época de vida. É diferente conforme o que se faz ou se sente. Por isso há quem “não tenha tempo” e também quem “tenha tempo a mais”.

Seria tão bom termos o tempo certo.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Desastrada

Eu sei que sou desastrada.
Nos dois sentidos, no sentido de ‘desajeitada’, e no sentido de ‘propensa a pequenos desastres’ (tudo indica que o segundo é derivado do primeiro caso…)

Os meus amigos fartam-se de gozar comigo. Esbarro em tudo o que é de esbarrar, tropeço frequentemente - também me acontece cair, como se calcula do que acabo de dizer - corto-me em facas, vidros, até folhas de papel (que cortam que se farta, como sabemos!), ando muitas vezes com nódoas negras que nem sei onde é que as fiz, ao fechar um armário com brusquidão cai-me algo pesado da última prateleira, ou fecho uma gaveta com força sem reparar que ainda lá tinha um dedo, etc, etc, etc.
(Eruditamente, podia dizer que «tenho mal interiorizado o meu esquema corporal»)
Certa vez, há anos, depois de ter dado uma pancada particularmente idiota junto da clavícula ao recorrer ao Centro de Saúde porque receei ter alguma fractura, sofri um interrogatório detalhado apesar de carinhoso, porque quem me viu não se convencia de que eu não tinha apanhado uma sova. Aquilo não era sítio para se ter uma nódoa negra!

Claro que o local de eleição para os meus desastres, como se imagina, é na cozinha.
Aquilo é que é um fartote! Cortes, queimaduras, entalanços, choques eléctricos, escorregadelas, enfim, é só escolher.

Mas ontem tomei uma decisão importante.
Depois de mais uma vez ir pelo corredor fora a pingar sangue, à procura da água oxigenada e algodão que guardo na casa de banho e, chegada lá, a porta estar fechada porque aquele local estava ocupado, decidi transferir os 'primeiros socorros' para a cozinha.

E assim, daqui para a frente, quem porventura me visitar e entrar na minha cozinha vai reparar que ao lado do frasco do arroz, entalado entre o do açúcar e o da farinha, está a minha água oxigenada, mais um belo maço de algodão e um rolo de adesivo.
Mai nada! Bonito não é, mas lá que é prático…


sexta-feira, dezembro 21, 2007

De novo um céu sombrio

Ontem, o que deixei no Pópulo foram uns posts que estavam já ‘em rascunho’ e limitei-me a passá-los, mecanicamente, para ‘on-line’. Isto, porque sou um tanto obsessiva, não tinha tempo para explicações nem queria deixar o «blog fechado».
E amanhã espero voltar à ‘minha postagem’ normal, a vida continua (que raio de lugar-comum!)

Mas não hoje. Hoje não o consegui.

A verdade é que quer ontem, quer hoje, pairei de novo numa zona de escuridão: perdi uma familiar, e apesar de a saber bem doente e sem perspectivas de recuperação, parece-me sempre uma injustiça enorme um desaparecimento de alguém ainda a pouco mais de metade da actual ‘esperança de vida’.

Eu sei que esta é uma questão
íntima pessoal e um blog é em certa medida algo de público, mas sinto alguma necessidade de explicar que tenho em cima um peso tão grande, que desta vez não consigo escrever nada.
Sinto uma pena imensa da sua irmã e mãe, mas por outro lado também sinto desgosto de não ter compreendido bem como foi de facto a vida desta mulher - aparentemente tão cinzenta, tão neutra, tão tímida e com tanto medo de viver.
E morreu tal como viveu, discretamente.
Como a flor do seu nome.


segunda-feira, dezembro 10, 2007

Devagarinho


É comum dizer-se quando andamos cheios de trabalho e desejamos uma pausa: «uma gripezinha é que vinha a calhar».
Isto como sinónimo de se ficar na cama sem culpabilidade. Nessas ocasiões a gripe é encarada como um vago mau estar mas que nos deixa dormir muito, tomar chazinho, ter uns mimos da família, pôr parte da leitura em dia, etc…
Grande mentira!
Quando ela vem, a única coisa certa é o «dormir muito», e mesmo isso não é o sono que nos consola quando estamos cansados, é o tal sono de doença, agitado e mau. E o resto nem se dá por isso, além de que não se põe a leitura em dia coisa nenhuma porque não nos apetece ler seja o que for de sério.
Revistas, talvez...
E há ainda outra coisa:
Nunca é 'boa ocasião' para se ter esta famosa gripe. Se é durante o fim-de-semana, como começou por ser o meu caso, a gente pensa «raios! logo ao fim de semana, para o estragar!» Mas se, por acaso, cai em dias de trabalho como está a acontecer agora, também pensamos «que chatice! Tenho tanto que fazer hoje, como é que vou resolver isto..?»
Mas enfim, apesar de tudo parece-me que, devagarinho, mas isto vai.
Talvez hoje dê para a tal parte da 'leitura, chazinho e mimos'. (ninguém está interessado nuns espirros? Ofereço a preço de saldo)

terça-feira, novembro 27, 2007

Para uma amiga que não gosta de fazer anos



Feliz dia 27!


(clica para ficar maiorzinho)

terça-feira, novembro 13, 2007

Insónia e poesia

Esta noite tive uma insónia.
Acontece a toda a gente. Mas desta vez, depois de ler um pouco, tomar um leite quente, virar-me na cama, não conseguia voltar a dormir porque me vinha à memória com a nitidez espantosa de quem tem um microfone ligado à cabeça, um poema bem antigo. Sabem como é, queremos 'limpar a cabeça' mas muitas vezes é uma música que aparece insistentemente, desta vez era o poema..
Eu tive, há muitos anos, vários livros de uma colecção chamada «Poètes d’aujourd’hui» que, para além do livro em si, traziam um pequeno disco (talvez de 45 rotações) com vários poemas recitados ou pelo autor ou por um actor famoso.
Ora esta noite, de olhos fechados, eu ouvia uma voz dizer-me «Que voulez-vous… la porte était gardée». Uma voz que vinha lá dos fundos da minha memória. Não, a voz não era do Paul Eluard, era do actor Gérard Philipe que o recitava no disco que acompanhava o livro.
O interessante é que o poema vinha todo de chofre, e não me saía da cabeça. Tive de me levantar, procurar o livro para confirmar e lá estava, tal como o estava a ouvir. Nem será dos mais famosos, mas hoje à noite insistia em sair da sombra.


Couvre - feu

Que voulez-vous la porte était gardée
Que voulez-vous nous étions enfermés
Que voulez-vous la rue était barrée
Que voulez vous la ville était matée
Que voulez-vous elle était affamée
Que voulez-vous nous étions désarmés
Que voulez-vous la nuit était tombée
Que voulez-vous nous nous sommes aimés


A memória é uma coisa fantástica!

terça-feira, outubro 23, 2007

O que é «a verdade»?

Nos tribunais americanos as testemunhas juram dizer a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade. Soa bem e é uma grande mentira.
Cada um de nós diz «a sua verdade». Eles só podem prometer dizer aquilo que acreditam ser a verdade.
É o que há de mais subjectivo, a verdade.
Quando se diz com firmeza «sei muito bem, porque vi com os meus olhos», pode ser uma tolice. Eu, e todos nós, «vemos com os nossos olhos» o sol nascer a este, atravessar o céu durante o dia e ir desaparecer a oeste. É bem claro. E contudo, isso não é verdade. É a terra que está a girar, somo nós que nos movemos mesmo que isso se não veja.
O ser humano interpreta, e aquilo em que acredita é a tal realidade ‘interpretada’. E muitas vezes, analisada à luz de pressupostos que são os seus, próprios, particulares.
Jantei uma destas noites com a minha amiga Sofia que tinha passado um dia infernal.
À tarde tinha sido testemunha forçada de uma enorme zanga de um casal que, com gritos de ‘mentiroso/a’ negavam cada acusação que iam mutuamente fazendo. Cena desagradável que ela não podia mediar porque, na visão da minha amiga, se calhar os dois tinham razão. Um referia-se a 15 minutos, o outro a mais de uma hora, mas podia ser que ‘o tempo’ para um deles fosse de 15 minutos e para o outro se arrastasse por uma hora. Um acusava o outro de gritar, o que era veementemente negado porque talvez aquele tom não fosse considerado grito para quem o soltava. Um censurava o outro por ser gastador, mas as prioridades dos gastos não eram as mesmas. E por aí fora. Não se conseguia acordo porque cada um tinha «a sua verdade» e não arredava pé.
No final da tarde foi a vez da Sofia, também cansada e com problemas na sua vida, de ser acusada por uma sua amiga de ter tomado atitudes que teriam magoado a outra mas de que a Sofia nem se tinha dado conta. E, ao culpá-la de ter feito isto ou aquilo ‘ostensivamente’ (o que significa com intenção) não foi possível a análise calma desse(s) acto(s), uma vez que se parte de um juízo de intenção. Era «a verdade» da amiga da Sofia. Ela sentiu isso. Mas como poderia a Sofia provar «a sua verdade»?...
Temos de reflectir. Sabendo que a única verdade são os nossos sentimentos, é a essa luz que tudo o resto pode ser interpretado.
Simplesmente.


sábado, outubro 20, 2007

A DOR e dorzinhas

Escrevi esta manhã sobre a «Consulta da Dor», e a «Semana Europeia contra a Dor». Era um post sério porque o tema não pode ser mais grave.
Mas estava a escrevê-lo e cheiinha de vontade de contar uma historieta pessoal mostrando como «um pouco de dor» pode ser útil. Ora cá vem ela:
Eu acho que não sou mais piegas do que a maioria das pessoas. Bem, escuso de estar com falsas modéstias que afinal vocês não me conhecem – não sou nada piegas, pronto! Quando alguma coisa me dói, espero uns tempos a ver qual a reacção do organismo - se continua tomo qualquer coisa e se ainda continua, marco uma consulta, o que é raro.
Ora há uns dias, passei por estes trâmites, e o 'douto clínico' a que recorri, observou-me e decidiu que era necessária uma pequena cirurgia para que tudo voltasse a ficar bem. OK. Vamos lá a isso. No final explicou-me: «Como é num sítio que pode sofrer tracções, só lhe vou tirar os pontos uns dias depois do habitual, por uma questão de precaução»
Ouvi aquilo, toda bem disposta, e voltei para casa. Claro que a frase e as suas implicações se me varreram da cabeça, e como estava com tempo deitei-me ao trabalho de uma série de coisitas, nem sequer muito importantes. Sentia alguma dor no local, mas não era grande coisa e nem para lá olhei a não ser quando me senti encharcada. «Mas que é isto?!» pensei eu, quando dei conta de que tinha a roupa empapada em sangue. «Oh que chatice
Imaginam a trabalheira que esta estupidez provocou, escuso de me alongar mais. Mas a verdade é que se a dor tivesse sido mais forte ou eu um pouco mais piegas, tinha-me sentado quietinha em frente ao televisor a ver um CSI qualquer onde o sangue fosse dos outros!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Compras trazidas a casa

Há muitos, muitos tempo (parece a cantiga do José Cid «…era eu uma criança») quando se faziam compras nas mercearias havia umas personagens, os marçanos, que enfiavam as mercadorias nuns cestos muito grandes e acarretavam com aquela traquitana escada de serviço acima, até às portas das freguesas. Fazia parte da cortesia da loja.
Claro que isso passou. Hoje, quem vai às compras, depois terá de as trazer para casa.
Quando eu vivi em Macau, fui agradavelmente surpreendida, quando reparei que também existia esse serviço de transporte ao domicílio sem nenhum encargo. Avisaram-me como se fazia e era muito cómodo: levava escrito num cartão a minha morada e, depois de meter as compras no carrinho do Supermercado, ao chegar à caixa, pagava e apresentava a morada. A ‘operadora da caixa’ desencadeava o processo e a verdade é que se eu fosse directamente para casa, dentro em pouco batiam-me à porta com as minhas compras direitinhas. Fácil e de graça.
Cá em Lisboa, os supermercados desde há uns tempos também já têm essa modalidade. É certo que não é tão fácil como em Macau – o serviço é pago a não ser que ultrapasse uma certa quantia, que nalguns deles para os reformados é mais baixa. E têm horas de distribuição, o que é bom porque podemos estar prevenidos, mas se estamos com muita pressa pode ser uma dificuldade. De qualquer modo foi um grande passo em frente!
Eu aderi ao processo desde há bastante tempo. A verdade é que as compras do mês eram um momento trágico, subir com 20 sacos uma escada sem elevador dava para ficar de mau humor uma série de tempo… Achei o sistema, pagando ou não, uma melhoria.
Mas fico sempre impressionada, quando me batem à porta, e vejo um único indivíduo, muitas vezes magrito, rodeado dos tais 20 sacos que devem pesar muitas dezenas de quilos!!! A verdade é que a imagem que a gente tem do «moço de fretes» - da literatura do século passado – é de uns tipos robustos, que arrastam pianos escada a cima, e são só músculo. Mas estes rapazes que aceitam as distribuições dos hipers, muitas vezes andam bem longe dessa imagem. Já me têm pedido um copo de água, que eu corro a buscar ainda assim não me desfaleçam ali.
Exploração de mão-de-obra? Não quero ir tão longe, mas …


sexta-feira, outubro 12, 2007

Gosto amargo

Ando há uns dias com um gosto amargo na boca e a dormir mal. Sei porque é. Infelizmente não é a primeira vez - antes fosse porque podia pensar que era um caso único. Mas já me aconteceu anteriormente, só que nunca me habituo nem posso nem quero habituar.

Fico sempre a «bater mal» quando alguém que conheço há muitos e muitos anos, e sobre quem tinha uma opinião positiva - ou razoavelmente positiva - me mostra o seu ‘lado sombrio’ e revela sentimentos de um nível de mesquinhez que eu nunca lhe teria atribuído.
O caso em si nem interessa. Digamos que um velho amigo me veio falar a respeito de um outro amigo comum, com umas insinuações de tal modo estúpidas e maldosas que confesso nem o ter entendido bem de início. A primeira resposta que lhe dei, respondia a sério a uma frase que afinal pretendia ser sarcástica. Pela continuação do sarcasmo vi onde queria chegar e fiquei estarrecida. Tentei responder-lhe argumentando mas ouvi a ironia «és muito ingénua!» o que ainda mais me irritou. Como, perante os meus argumentos, do outro lado encontrava uma parede de betão, firme e rígida, com um ponto de vista perverso, decidi acabar com aquilo e dizer do modo mais firme que consegui: «Vamos mudar de conversa!» e num mais alto «Já viste o filme ***? O que achaste?»
Realmente mudámos de conversa que aliás acabou quase logo. Mas fiquei triste. Decepcionada. Amarga. Desiludida. A verdade é que eu estava dentro do assunto até muito mais do que ele, sabia aquilo que ele não sabia e que nem quis ouvir. A sentença (insinuada) tão crua e feroz sobre pessoas que ele conhecia toda a vida só me deixou a pensar que, se calhar, se o caso se tivesse passado com ele teria agido como imagina que os outros agiram. Costuma dizer-se que «bom julgador por si se julga»…

Pois é. Fiquei com um sabor amargo que ainda não passou.


Foto daqui
e podem clicar para ver a poluição invadir todo o monitor...

quinta-feira, agosto 16, 2007

O nosso passado

Falei há dias de um livro excelente. Para além do interesse que ele tem em si próprio, tem um valor extra que é o vir despoletar as nossas lembranças. À medida que o ia lendo ia sentindo vontade de voltar a rever os documentos que me podiam ajudar a fazer uma viagem semelhante à do Yambo.
É certo que nesta casa onde passo as férias não tenho tudo, mas ainda trouxe para cá muita coisa. Fotos, por exemplo. Fotografias, é coisa que tenho por todo o lado de um modo um tanto ou quanto desmedido… Em Lisboa, elas depois de encherem álbuns começaram a encher gavetas, mas por aqui ainda cabem numa caixa. Mesmo assim são muitas e reveladoras, cada uma é um pedacinho de vida, uma recordação cristalizada. Passei uma tarde inteira só com as memórias que cabiam numa caixa cheia de fotos. Pretexto bom para contar histórias ao meu filho e passar o testemunho.
Mas o Yambo da Rainha Loana falava também das revistas infantis da sua época. Como todos nós também tive as minhas mas, diferentemente dele, não tive o exemplo de um avô coleccionador nem uma casa de campo, como a que ele descreve, onde pudesse guardar as revistas. Portanto, aquilo que fiz, é um crime visto com os olhos de hoje, de adulta, mas a solução óbvia para quem tinha 10 anos - recortei cuidadosamente as histórias que achava mais interessantes e colei-as com cola branca nas páginas de um caderno. Tenho portanto pedacinhos ao acaso escolhidos, dos jornais infantis que se publicavam na minha infância ou na dos meus pais.
Sim, porque a minha mãe que também tinha guardado algumas revistas infantis da sua própria infância, não se opôs a que eu as recortasse para fazer o meu álbum das melhores histórias!
Dizer o que sinto agora ao olhar para aqueles jornaizinhos retalhados não cabe no espaço de um post!

quinta-feira, agosto 09, 2007

A praia perfeita

Tive ontem o meu primeiro dia de praia «a sério». Claro que este ano já tinha ‘passado-pela-praia’, mas isso não conta, ir à praia é todo um ritual que se deve cumprir e sobretudo é «ir à nossa praia».
Porque, como já aqui tenho dito, eu TENHO UMA PRAIA.
OK, já sei, não será minha no sentido de posse absoluta, mas é minha porque a adoptei, pronto! Aliás em tempos pertencia um grupinho que, adorando esta praia, tínhamos um segredo: fora do grupo devíamos dizer o pior possível dela para ninguém a procurar, e ser só nossa!
Bem, mas como estava a contar, ontem foi o primeiro dia em que estando em férias, esperei pela hora certa, arrumei o saco de praia, escolhi o livro de bolso próprio para ler lá, enfiei um chapéu na cabeça, confirmei se tinha o guarda-sol no porta-bagagens e … fui à praia.
Estava desconfiada. Já sei «o que a casa gasta» e quando o tempo está bom cá no alto, lá na praia costuma estar uma neblina londrina…É sistemático! Ou então, se o tempo está mesmo bom, é a fila de carros estacionados que se estende por quilómetros, forçando-nos a descer a pé e, sobretudo, na volta a subir a pé!
Mas, não senhora. Estava bom tempo, não estava vento, e conseguia-se estacionar bem (devem ter ido todos para o Algarve, tá visto!) E, como fui já um pouco depois das 4, - a tal hora certa - a temperatura do ar estava uma maravilha, de uma suavidade espantosa.
Mas o que mais me encantou foi a limpeza da areia. Já nos outros anos a existência dos «ecopontos de praia» tinham ajudado a que se encontrasse muito menos embalagens vazias, jornais a voar, cascas de fruta, aquelas ‘gracinhas’ que se encontram na areia quando estendemos a toalha. Mas desta vez, mesmo ao final do dia a praia parecia acabadinha de aspirar por uma dona de casa eficiente. Só areia. Branquinha.
Ao longo do passeio que dei, encontrei UMA beata de cigarro. Juro. Os tais ‘cinzeiros de praia’, aqueles cones que se espetam na areia, funcionam mesmo.
De resto, nem meninos a atirar com bolas, nem cães s salpicar-nos, nem música alta (benditos mp3 com phones) … o paraíso.
Bem, como o tal anúncio, perfeita, perfeita não foi, mas foi quase perfeita – é que exagerei o tempo para um primeiro dia, e hoje estou que nem posso!